Ministra da Casa Civil

>Empresa acusa filho da Ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, de cobrar comissão de 5% para liberar crédito no BNDES

Posted on setembro 16, 2010. Filed under: BNDES, Campinas, Capital Consultoria, Corrução, EDRB, empréstimo, Erenice Guerra, Governo Federal, Israel Guerra, Ministra da Casa Civil, VEJA |

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Corrução no governo federal – Uma empresa de Campinas confirma que um lobby opera dentro da Casa Civil da Presidência da República e acusa filho da ministra Erenice Guerra de cobrar dinheiro para obter liberação de empréstimo no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Interessada em instalar uma central de energia solar no Nordeste, a EDRB do Brasil Ltda. diz que o projeto estava parado desde 2002 na burocracia federal até que, no ano passado, seus donos foram orientados por um servidor da Casa Civil a procurar a Capital Consultoria.
Trata-se da firma aberta em nome de um dos filhos de Erenice, Saulo, e que foi usada por outro, Israel, para ajudar uma empresado setor aéreo a fechar contrato com os Correios – primeiro negócio a lançar suspeitas de tráfico de influências no ministério. Graças à mediação da Capital, representantes da EDRB disseram em entrevistas gravadas à Folha ter sido recebidos em audiência oficial por Erenice na Casa Civil, em novembro, quando ela exercia o cargo de secretária-executiva e a titular do ministério era a hoje candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT).
CONDIÇÕES
Nos dois meses seguintes, por meio de reuniões em Brasília, com a participação de Israel Guerra, telefonemas e e-mails, a EDRB afirma ter sido informada das condições impostas pela Capital para que um financiamento de R$ 9 bilhões do BNDES, em três parcelas, enfim saísse. Os termos, segundo a empresa de Campinas, incluíam seis pagamentos mensais à Capital de R$ 40 mil e uma comissão de 5% sobre o valor do empréstimo. Segundo o relato, haveria também um repasse de R$ 5milhões para supostamente ajudar a campanha da eleição de Dilma.
“Não aceitamos pagar nada. Temos investidores, empresas que querem construir, gerar alguma coisa, e não criar vagabundos dessa forma”, disse à Folha Rubnei Quícoli, consultor da EDRB que fez os contatos com a Casa Civil e com a Capital. “Nos foi apresentada uma minuta de contrato.
A gente contrataria uma empresa para fazer o acompanhamento jurídico do negócio todo. A empresa do filho da dona Erenice. Olhei os valores e disse: ‘Bom, para fazer acompanhamento jurídico desse troço, a gente não concorda pagar isso’. E aí o negócio terminou”, confirmou Aldo Wagner, sócio da EDRB.
Quícoli, 49, encaminhou à Folha documentos e cópias de e-mails que, segundo ele, corroboram as afirmações. Uma das mensagens, de 15 de dezembro e endereçada aos donos da EDRB (Aldo e Marcelo Escarlassara), traz a minuta encaminhada pela Capital, que indica como seu procurador o empresário Adriano da Silva Costa. O contrato pede pagamento de R$ 240mil em seis prestações mensais e uma “comissão de sucesso” de 5% sobre o empréstimo, o equivalente a R$ 450 milhões. O acordo tem estrutura e redação similares ao que a Capital havia encaminhado para intermediar a renovação de contrato da empresa aérea MTA com os Correios.
AUDIÊNCIA
A Folha obteve também a troca de e-mails entre a Casa Civil e o consultor da EDRB, com vistas a marcar a audiência oficial com Erenice. O encontro ocorreu às 17h de 10 de novembro no CCBB (Centro Cultural do Banco do Brasil), em Brasília, que na época era a sede da Presidência. A Casa Civil confirmou a reunião ontem, mas informou que Erenice não participou. Quícoli e Aldo Wagner sustentam, no entanto, que ela participou.
Dizem que ela não intercedeu em favor do filho nem pediu dinheiro. Segundo eles, ela ouviu sobre o projeto e se propôs a fazer aponte entre a EDRB e a Chesf (Companhia Hidroelétrica do São Francisco), estatal geradora de energia. “Nesse dia, ela [Erenice] propôs o quê? Viabilizar o projeto dentro da Chesf. […] Estivemos na Chesf, em São Paulo”, disse. Segundo o consultor, o encontro com Erenice foi agendado por Vinícius Castro, que era assessor da Casa Civil até segunda-feira.
Foi exonerado depois que a “Veja” revelou que seria sócio oculto de Israel na Capital. Ele é filho de Sonia Castro, sócia da Capital, e sobrinho do ex-diretor de Operações dos Correios Marco Antônio Oliveira. Quícoli disse que foi o tio quem o apresentou a Vinícius. Oliveira confirma.
O nome de Vinícius aparece em vários e-mails da Casa Civil para a EDRB. Em um, ele informa que está tomando providências sobre o projeto. Em outro, de 6 de novembro, há menção a Dilma. A assessora da Casa Civil Glaucinete Leitão pede a Quícoli uma versão “mais sucinta” do projeto.
Não há confirmação se Dilma tomou conhecimento da proposta. Em fevereiro, a Capital ajudou a EDRB a formatar consulta ao BNDES. A EDRB diz que se sentiu “chantageada” e, em março, cortou negociações com os lobistas.
Em 29 de março, o BNDES rejeitou o pedido de empréstimo. Quícoli diz que logo depois foi procurado por Marco Antônio Oliveira, que teria dito que a questão no BNDES podia ser resolvida, desde que a EDRB desembolsasse R$ 5 milhões para saldar supostas despesas de campanha de Dilma. Oliveira nega.
No dia 6 de maio, um email foi enviado a Quícoli, segundo ele, por Vinícius, sobre esse contrato extra. A mensagem trazia orientação para que fossem emitidas notas fiscais em nome da Synergy, outra consultoria de Brasília, cujo dono é Adriano da Silva Costa -o mesmo que consta da minuta de contrato como procurador da Capital. A EDRB diz que, de novo, se negou a fazer o pagamento. Fonte: Folha.com
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>Após denúncia sobre Casa Civil assessor citado pede para ser exonerado

Posted on setembro 13, 2010. Filed under: candidata do PT, Capital Assessoria, Casa Civil, Dilma Rousseff, Erenice Guerra, exonerado, Ministra da Casa Civil, Vinícius de Oliveira Castro |

>O assessor da Secretaria-Executiva da Casa Civil Vinícius de Oliveira Castro pediu para ser exonerado nesta segunda-feira, 13 de setembro, em Brasília. Castro foi citado, em reportagem publicada neste final de semana pela revista Veja, como participante de um suposto esquema para beneficiar empresas com contratos no governo.

Erenice Guerra, ministra da Casa Civil, é braço direito da candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff. Antes de suceder a presidenciável na pasta, Erenice era sua secretária-executiva. Em nota divulgada na manhã desta segunda-feira, Erenice pediu para ser investigada pela Comissão de Ética Pública e ofereceu seus sigilos bancário, telefônico  e fiscal para investigação.

Em nota, a Casa Civil informa que a saída do servidor e o repúdio dele a “todas as acusações”, mas não explica o porquê da decisão de sair do cargo.

Segundo a revista, Israel Guerra, filho da ministra Erenice Guerra, receberia dinheiro para intermediar contratos milionários entre empresários e órgãos do governo. A ministra nega a acusação.

Envolvimento no caso

A participação do servidor, de acordo com a revista Veja, era indireta. A mãe de Vinícius Castro, Sônia Castro, era uma das sócias na empresa Capital Assessoria e Consultoria Empresarial, de Israel Guerra.

Capital era uma das empresas supostamente beneficiadas no esquema. Segundo a revista, a Capital receberia uma taxa de 6% em caso de “êxito” na prestação dos serviços.

Oficialmente, a Capital estava registrada em nome de Saulo Guerra, outro filho de Erenice, e de Sônia Castro, mãe de Vinícius Castro, assessor da secretaria-executiva da Casa Civil.

Fonte: UOL

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>Ministra da Casa Civil e filho são denunciados por corrupção

Posted on setembro 12, 2010. Filed under: corrupção, Ministra da Casa Civil, presidência da república |

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‘Veja’ gravou revelação de empresário que envolveu Erenice e seu filho em corrupção

ABr
Foto
LULA E ERENICE GUERRA, MINISTRA ACUSADA DE CORRUPÇÃO

Reportagem a revista Veja desta semana demonstra que, com a anuência e o apoio da ministra Erenice Guerra, braço direito e substituta de Dilma Rousseff na Casa Civil da Presidência da República, seu filho, Israel Guerra, transformou-se em lobista em Brasília, intermediando contratos milionários entre empresários e órgãos do governo mediante o pagamento de uma “taxa de sucesso”. Erenice distribuiu nota dizendo-se “ofendida e ultrajada”, Dilma diz que a denúncia objetiva prejudicar sua candidatura. A empresa de Israel se chama Capital Assessoria e Consultoria.

Filho levou empresário a Erenice – Fábio Baracat, empresário do setor de transportes que, no segundo semestre do ano passado, buscava ampliar a participação de suas empresas nos serviços dos Correios, revelou à revista que foi aconselhado a procurar o filho da ministra, que em seguida o levou para um encontro com sua mãe, quando Dilma Rousseff ainda era a titular da Casa Civil e Erenice, seu braço direito. “Fui informado de que, para conseguir os negócios que eu queria, era preciso conversar com Israel Guerra e seus sócios” – contou Baracat – “Depois que eles me apresentaram a Erenice, senti que não estavam blefando”.

Repórter gravou tudo e avisa: vem mais por aí – O empresário Fabio Baracat, que estaria em Paris, hoje divulgou nota assinada e datada em São Paulo, desmentindo que tenha feito a denúncia, mas o autor da reportagem, Diego Escosteguy, revelou em seu twitter que tem tudo gravado e que se necessário for a revista vai divulgar o áudio em seu site. Ele tem recebido muitos elogios e também críticas de blogs vinculados ao governo e ao PT. “Aos xingamentos histéricos”, escreveu Escosteguy em seu microblog, “respondo com a reportagem que está nas bancas e com as que virão”. Baracat contou ainda à revista que precisou se livrar de caneta, relógio, celular, qualquer aparelho que pudesse embutir um gravador, antes da reunião com Erenice. O empresário contratou os préstimos da Capital Assessoria e Consultoria, e passou a pagar 25 000 reais mensais, sempre em dinheiro vivo, para que Israel fizesse avançar seus interesses em órgãos do estado. Se os negócios de Baracat se ampliassem, seria paga uma “taxa de sucesso” de 6%. Houve outras reuniões com Erenice, inclusive depois que ela virou ministra. O lobby de Israel Guerra, o empresário obteve contratos no valor de R$ 84 milhões com os Correios.

Diretor dos Correios confirma à ‘Folha’ – O diretor de Operações dos Correios, Artur Rodrigues da Silva, e o empresário Fabio Baracat, apontaram o filho da ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, como intermediador entre uma empresa e o governo Lula. É o que informa o jornal Folha de S. Paulo em seu site.

Personagens do esquema na Casa Civil – Segundo a reportagem, o esquema no alto escalão do governo inclui Vinicius Castro, funcionário da Casa Civil, e Stevan Knezevic, servidor da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) hoje lotado na Presidência da República. Eles são parceiros do filho da ministra, Israel Guerra. “Como a Capital tem sede na casa do proprio Israel, o trio recorre a um escritório de advocacia em Brasília para despachar com os clientes. Ali trabalha gente importante. Um dos advogados é Marcio Silva, coordenador em Brasília da banca que cuida dos assuntos jurídicos da campanha presidencial de Dilma Rousseff. Outro é Antônio Alves Carvalho, irmão de Erenice Guerra.”, informa Veja.

Fonte: ClaudioHumberto

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