mudanças climáticas

>A insustentável posição de Blairo Maggi sobre o meio ambiente

Posted on maio 27, 2010. Filed under: Blairo Maggi, Chapada dos Guimarães, destamatamento, insustentável, Meio Ambiente, mudanças climáticas, Polícia Federal, preservação |

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A Polícia Federal trabalhou mais de dois anos usando duas armas: monitoramento telefônico e perícia de imagens de satélite. Depois, foi usada uma terceira arma: a quebra do sigilo bancário e fiscal dos suspeitos. Isso levou dezenas de pessoas à prisão na Operação Jurupari, em Mato Grosso, e levantou uma dúvida: o ex-governador Blairo Maggi não tinha mudado?
Seu ex-secretário de Meio Ambiente Luiz Henrique Daldegan era o chefe da operação limpeza de reputação de Blairo, que no passado era o maior antiambientalista e depois passou a dizer que era um defensor do meio ambiente. Daldegan hoje está preso como suspeito de fazer parte de um esquema de esquentamento de madeira retirada ilegalmente de terras públicas. O ex-secretário de Mudanças Climáticas Afrânio Migliari também está no mesmo processo, como chefe de inúmeros ilícitos. Ao todo, foram expedidas ordens de prisão de 91 pessoas entre políticos, servidores, autoridades da Secretaria de Meio Ambiente, empresários.
Na questão ambiental houve dois Blairo Maggi nos últimos anos. O primeiro disse que destruir 24 mil km de floresta num ano era pouco perto do tamanho da Amazônia; afirmou que o país não podia ficar catando coquinho na floresta; hostilizou ministros do Meio Ambiente e acusou o Inpe de erro técnico. Um segundo Blairo Maggi disse que tinha se convencido de que estava errado.
Numa entrevista que me concedeu em agosto de 2009, Blairo disse:
— Tive que fazer uma inflexão, reavaliar as minhas posições. Não só minhas, como as dos demais componentes do agronegócio do meu estado. Tive que chamá-los e dizer que o caminho que estávamos seguindo não era o mais correto.
O que o delegado da PF Franco Perazzoni, que comandou a investigação, conta é que foi flagrado um grande conluio entre empresas, funcionários públicos, políticos e autoridades com poder para liberar os “planos de manejo”.
— As grandes fraudes acontecem no inventário da madeira. Pelo plano de manejo é preciso dividir a terra em 30 talhões, ir explorando um a cada ano, de tal forma que só no final do trigésimo ano se volte ao primeiro talhão. Com planos assim é que se consegue a emissão do guia florestal, documento exigido para se transportar madeira e vendê-la no mercado legal. A fraude consiste em pôr no inventário o que não tem. Isso gera um registro fictício que é usado, depois, para legalizar madeira retirada ilegalmente de área pública. O registro falso esquenta a madeira ilegal — diz.
A diferença de preço entre a madeira ilegal e a supostamente legal é imensa:
— Numa tora, numa árvore em pé, em área que não pode ser explorada, não se dá mais que R$ 50,00. Se ela for apresentada como retirada de plano de manejo, pode chegar a R$ 1.400 o m. Nem tráfico de drogas dá lucro tão grande.
Pelo monitoramento telefônico foi possível acompanhar o tráfico de influências para conseguir licenças falsas. Com as imagens de satélite era possível verificar, por exemplo, que a terra da qual se pedia licença para retirar madeira já estava degradada há muito tempo. O que os proprietários conseguiam eram relatórios de vistoria feitos por técnicos atestando haver a madeira que não havia no local. Depois, era só ir numa área pública, muitas vezes indígena, tirar a madeira e usar a guia falsa para esquentar aquela madeira. Tudo passava pela Secretaria de Meio Ambiente.
O curioso é que o braço direito de Maggi, para provar que o estado do Mato Grosso tinha virado exemplo de sustentabilidade, era justamente o secretário Daldegan. Com ele, e grande comitiva, o governador foi a Copenhague participar de debates sobre créditos pelo desmatamento evitado. Alegava ter desenvolvido ferramentas modernas para detectar, prevenir e combater o desmatamento. Enquanto isso, a Polícia Federal investigava:
— O monitoramento telefônico não é usado como elemento de prova, mas como orientação para conduzir as investigações que ganharam consistência com os laudos periciais — diz Perazzoni.
Inúmeras falsas licenças foram assinadas exatamente pelo subsecretário de gestão de florestas, e depois secretário de Mudanças Climáticas, Afrânio Cesar Migliari. Existem indícios, diz o relatório da Polícia Federal, de que Migliari era dono de fato de empresas investigadas e inclusive madeireiras.
As propriedades investigadas ficavam perto de áreas indígenas ou protegidas. Em geral, já estavam desmatadas, mesmo assim conseguiam licenças de exploração que tinham indícios eloquentes de fraude. Por exemplo, segundo o delegado, houve um inventário que registrava que uma determinada terra estava 60% ocupada pela mesma espécie nobre. Com a diversidade da floresta nativa é difícil acreditar em tal percentual de uma mesma espécie.
Há uma licença espantosa dada pela Secretaria de Meio Ambiente: plantar eucalipto na Chapada dos Guimarães, uma Área de Preservação Permanente onde era proibido plantar espécies exóticas.
Blairo, candidato ao Senado e líder nas pesquisas, aparece no inquérito pressionando para apressar a liberação de licenças que favoreciam políticos. É assim que se desmata na Amazônia com o conluio de gente muito fina. E que fica por aí usando em vão a palavra sustentabilidade. Fonte: Mirian Leitão
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>A sobrevivência do planeta

Posted on setembro 11, 2009. Filed under: A sobrevivência do planeta, Copenhague, mudanças climáticas, Protocolo de Quioto |

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Estamos a praticamente três meses da 15ª Conferência Mundial sobre Mudanças Climáticas a ser realizada em Copenhague, capital da Dinamarca. Este é o mais importante acordo multilateral em matéria ambiental, sob os auspícios da ONU, cujo objetivo é a negociação de um novo tratado internacional que vai substituir o Protocolo de Quioto vigente até 2012.

Pensado e articulado como um marco na redução das emissões de CO2 e outros gases que causam o efeito estufa e o aquecimento da terra, o Protocolo de Quioto não avançou muito nesta matéria por alguns motivos, incluindo a recusa do governo Bush em aceitá-lo, e também por que praticamente nada foi exigido dos países pobres ou em processo de desenvolvimento.

Nos últimos dez anos as emissões de gases poluentes na atmosfera terrestre aumentaram e os seus efeitos já estão sendo sentidos em todos os países, principalmente em termos de aumento da temperatura média da terra, derretimento das geleiras em diversos países, das calotas polares e inúmeros desastres naturais.

Tais efeitos também afetam o regime das chuvas, o nível dos mares, a perda de lavouras e criações, reduzindo a oferta de alimentos e o aumento dos preços, da pobreza e da miséria em várias partes do mundo, principalmente na África, Ásia e outros lugares.

Existem vários desafios que esta conferência deverá enfrentar e buscar respostas, tais como: definição das metas nacionais e globais de redução das emissões de gases que causam o efeito estufa; uso livre de tecnologias limpas que promovam maior eficiência energética, mudança da matriz energética e dos sistemas de transportes, enfim, lançar as bases para uma economia realmente verde e sustentável, não apenas nos países desenvolvidos, mas também nos demais países, inclusive o grupo denominado Bric (Brasil, Rússia, Índia e China).

Segundo dados recentes, o processo de crescimento rápido da China, da Índia e do Brasil e de outros países pode gerar inúmeros problemas ambientais, destruir ecossistemas e contribuir de forma acelerada para as mudanças climáticas e o aquecimento global.

Entre os 20 países que mais poluem o planeta, e que representam 80% das emissões de gases poluentes, a China já ocupa o primeiro lugar, seguindo-se os Estados Unidos, a Rússia, a Índia, Alemanha, Japão, Canadá e outros mais. O Brasil ocupa a 17ª posição neste ranking macabro. Quando o referencial é a quantidade de CO2 per capita e de outros gases poluentes lançados na atmosfera o Brasil ocupa a 19ª entre os 20 países que mais poluem e a 91ª no contexto de todos os países. Mas isto não significa que podemos continuar destruindo o meio ambiente.

As áreas que mais produzem tais gases poluentes são: a) sistema de produção em geral e da produção industrial em particular; b) sistema de transporte baseado em veículos automotores movidos a derivados de petróleo, c) sistemas energético baseado em matéria fóssil (petróleo e derivados) e d) queimadas de florestas e queimadas urbanas.

Há décadas ou mais de um século o mundo não tinha uma visão crítica quanto ao uso dos recursos naturais e os sistemas econômicos foram pensados e definidos partindo-se de uma premissa falsa, ou seja, que tais recursos eram infinitos, principalmente o petróleo, as florestas, o solo e o subsolo.

Ainda hoje, apesar de vários estudos e pesquisas estarem alertando para os malefícios ou efeitos perversos deste modelo, muita gente, muitos governos e gestores públicos, inclusive no Brasil, ainda teimam em pensar apenas no lucro fácil e imediato, deixando o passivo ambiental para as gerações futuras, quando todos poderão estar mortos.

A destruição de ecossistemas como a Amazônia, o Cerrado, o Pantanal, a Caatinga, a Mata Atlântica, no caso brasileiro, bem demonstram a falta de visão que as atuais gerações tem em relação às possibilidades da sobrevivência das espécies vegetais, animais e, principalmente, da espécie humana.

Além dos aspectos econômicos, tecnológicos e ambientais propriamente ditos, a próxima conferência sobre mudanças climáticas deverá ater-se também a dimensão ética e espiritual que rege a relação do ser humano com as demais espécies e com o planeta, principalmente para quem acredita que a terra e o ser humano são criações divinas! Vamos ver qual a posição do governo brasileiro nesta conferência!

Autor: Juacy da Silva é professor universitário, mestre emsociologia. E-mail: professor.juacy@yahoo.com.br; site: http://www.justicaesolidariedade.com.br

Fonte: A Gazeta

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>Blairo voltou dos Estados Unidos afirmando proposta para manter floresta em pé

Posted on dezembro 11, 2008. Filed under: bioma amazônico, Blairo, Blairo Maggi, desmatamento, Estados Unidos, floresta, floresta de pé, mudanças climáticas, questão ambiental |

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Blairo diz que tem proposta para manter floresta de pé

Após retornar de sua viagem aos Estados Unidos, o governador Blairo Maggi (PR) voltou a defender a tese de que a solução para o problema do desmatamento é remunerar tanto os produtores rurais como a população que vive no bioma amazônico para que estes deixem a floresta de pé.

“A floresta só será salva quando o sujeito que depende dela for retribuído financeiramente para não desmatá-la”, sugeriu Maggi, em entrevista coletiva concedida nesta quinta-feira (11).

De acordo com o governador, diferentemente do que ocorre no Brasil, a proposta de agregar valor econômico a floresta de pé foi bem recebida pela comunidade americana. “Essa rejeição só existe no Brasil. Nos EUA a proposta foi bem aceita. A pergunta é quem vai pagar essa conta?”, indagou, isentando-se dessa responsabilidade como gestor público, sob a alegação de que o Poder Executivo estadual não teria recursos para tanto.

Ainda falando sobre a questão ambiental, Blairo Maggi adiantou que pretendente, logo no primeiro semestre de 2009, apresentar um projeto de lei voltado para as mudanças climáticas.

Segundo Blairo, a proposta estará diretamente relacionado com o projeto de Zoneamento Sócio-econômico Ecológico, que já está sendo discutido, por meio de audiências públicas, no interior do estado.

Questionado sobre quais medidas estariam sendo estudadas nesta proposta, Blairo esquivou-se, limitando-se a dizer que “o assunto será discutido mais para frente”. “A idéia é discutir com a sociedade políticas de mudanças climáticas”, afirmou.

Política

Apesar de ter sido indagado pela imprensa local, Blairo preferiu não falar sobre política. Dentre os temas que Maggi se absteve de comentar, está a mudança do seu secretariado. Conforme o líder governo na Assembléia Legislativa, deputado Mauro Savi, as articulações para que ao menos um deputado passe a integrar o staff de Maggi estão a todo vapor.

Ainda de acordo com o parlamentar, está prevista ainda para esta semana uma reunião entre os deputados que compõem a base do governo e o chefe do Poder Executivo.

(Luana Braga – Fonte: PnBOnline)

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