natureza

>Cumbaru ganha mercado

Posted on novembro 2, 2010. Filed under: Cáceres, cerrado, Cooperativa, cumbaru, Dipteryx alata, extrativismo, leguminosae, Mato Grosso, Mercado, natureza, nutrientes, Poconé, vitaminas |

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Natureza e mercado – O Cerrado possui milhares de plantas medicinais e uma outra quantidade expressiva de frutos que servem para alimentação humana e são ricos em vitaminas e nutrientes. Em Mato Grosso, desde o final dos anos 90, entidades e organizações não-governamentais atuam em comunidades que utilizam o extrativismo repassando conhecimento a respeito do uso sustentável de espécies nativas e com alto valor nutricional, como o cumbaru, mangava, pequi, jatobá. No entanto, as espécies nativas nem sempre são bem utilizadas pela população, principalmente em uma região em que a migração de famílias é muito intensa, como em Mato Grosso.
Castanhas de cumbaru são comercializadas torradas
Em Poconé, a Cooperativa Mista dos Produtores Rurais de Poconé (Comprup), há dois anos estimula seus associados a se dedicarem à produção e beneficiamento do cumbaru. Cento e dez famílias de pequenos agricultores garantem renda extra com a atividade. A futura pedagoga Cíntia Masuí, que mora na comunidade São José, conta que no assentamento o projeto começou com 3 mulheres e atualmente 12 pessoas participam da produção de doces, farinhas, licores, sucos e geléias feitos com a fruta.
“Nós usávamos mais para reflorestamento e como madeira para cercas. Hoje, produzimos 350 quilos por mês que são transformados em farinha e outros produtos, diz o presidente da Comprup, Jorge Getúlio da Silva. “Os associados estão divididos em dois grupos, a maior parte só recolhe os frutos nas fazendas da região e o restante quebra e retira a castanha”, explica.
A indústria, instalada na sede da cooperativa, vende uma média semanal de 100 quilos de castanha de cumbaru.
Árvore de cumbaru carregada de frutos
O mesmo tem acontecido na região de Cáceres onde, há quase dez anos, a Federação de Órgãos Para Assistência Social e Educacional (Fase-MT) incentiva os produtores a associar os produtos do Cerrado com a produção agrícola convencional. Por enquanto, os produtos são comercializados pelos grupos em feiras e eventos, além de serem consumidos na própria comunidade que valoriza cada vez mais o que o Cerrado produz.
O cumbaru (Dipteryx alata) é da família leguminosae e é a terceira maior família dentre as Angiospermas que conta com 727 gêneros e aproximadamente 19.325 espécies. A importância econômica dos representantes desta família é indiscutível, pois muitos gêneros e espécies são utilizados na alimentação humana, na recuperação de solos empobrecidos, na arborização urbana, bem como nas indústrias madeireira e química. O gênero Dipteryx apresenta 12 espécies distribuídas nas Américas do Sul e Central.
Uma tonelada de sementes não beneficiadas de cumbaru pode alcançar aproximadamente R$ 386 mil, sendo muito valorizada no mercado consumidor externo. O cumbaru floresce de novembro a fevereiro e frutifica de janeiro a março, excepcionalmente até julho no Cerrado do Centro-Oeste.
Fonte: Natureza
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>Neste domingo tem oficina de pintura em tela no Goiabeiras Shopping

Posted on outubro 23, 2010. Filed under: Goiabeiras Shopping, natureza, oficina de pintura, pintura em tela |

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 Goiabeiras Shopping em Cuiabá
Neste Domingo, 24 de outubro, a Professora Neda Calix ministra a oficina de pintura em tela no 1° piso do Goiabeiras Shopping, a partir das 14. A artesã quer mostrar aos aprticiapntes os meios terapeuticos e a sensação de tranquilidade que a pintura oferece. “Eu quero passar aquilo que eu sinto pela natureza, a paz proporcionada e a admiração pelos animais”.
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>A arte tem de cantar na chuva

Posted on dezembro 9, 2009. Filed under: 2012, animais, Arnaldo Jabor, Cabaret Voltaire, galáxias, Hollywood, Hubble, natureza, Nietzsche, Nova York, planeta, tubarões |

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Nietzsche escreveu: “Há muitos séculos, em um ponto perdido do universo, banhado pelas cintilações de inúmeras galáxias, houve um dia um planeta em que animais inteligentes inventaram o Conhecimento. Foi o instante mais arrogante e mais mentiroso da história do universo, mas foi apenas um instante. Depois de alguns suspiros da natureza, o planeta se congelou e os tais animais inteligentes tiveram que morrer.”

Parece o prólogo de “Guerra das Estrelas”, mas é uma ironia, porque Nietzsche achava que, por trás da busca científica e racional da verdade, mora o desejo da morte, de esgotamento da vida, por uma letal explicação de tudo. No mundo atual, vemos o espantoso descompasso entre o avanço científico e humano, vemos a convivência horrível entre o Hubble, a fome e o massacre de miseráveis.

Nietzsche sonhava com um futuro (nem ele escapou de um “finalismo”…) que daria sentido à vida:

“A arte é mais poderosa que a Ciência, pois ela quer a vida, enquanto o objetivo final do conhecimento é o aniquilamento.” Claro que não tenho nível para aprofundar este tema; mas temos hoje esta maravilhosa e imprevisível metástase da informação digital da tecno-ciência ao lado do indigente, tuberculoso desempenho artístico do mundo.

Onde está a grande arte hoje? A falta de esperança ou da ilusão de futuro gerou uma debandada em todas as direções:

O catastrofismo para as massas (“2012”), a industria dos “best-sellers” e auto ajuda, a literatura engajada, a literatura do cinismo histérico de um caos “pop”, os tubarões petrificados (Damian Hirst), latinhas de cocô de outros picaretas e a ausência de musica erudita relevante.

No cinema, por exemplo, temos de um lado o mercantilismo escroto de Hollywood e do outro a agonia do filme independente.

Até pouco tempo, alguns cineastas americanos tinham fascínio por climas “densos”, como eles imaginavam que era a “arte européia”. Geralmente, esses filmes ficavam ridículos.

Era patético ver os comedores de cachorro-quente falando do Ser e do Nada. Mas até isso acabou.

Com a morte do “Absoluto europeu”, os ideólogos do mercado estão eufóricos. A expressão “euro-centrismo” passou a ser um xingamento. Os mercadores americanos chamam os europeus de “decadentes e intelectualizados”. Seu fracasso seria devido ao “esnobismo”, recusando-se a qualquer coisa que faça sucesso comercial. Dizem: “Como são incapazes de se modernizar (leia-se: “americanizar”), os europeus se “refugiam no passado”.”

“O último grande pintor francês foi o Jean Dubuffet”, afirma a besta quadrada do Fernando Botero, o mais domesticado dos pintores latinos e, claro, sucesso entre os burgueses de Nova York. O pior é que é verdade. A pintura européia, a música, o cinema, tudo está na UTI. Mas, a culpa é de quem? A Europa teria ficado burra? Os americanos acham que a Europa é “inteligente demais”, e que isso atrapalharia a criação artística.

Sempre houve uma bronca contra a “profundidade” da cultura do Velho Mundo. Isto foi tema de vários musicais e chegou, paradoxalmente, a criar obras-primas como “Cantando na chuva” ou “Band Wagon” (“Na roda da fortuna”).

E no entanto, eles não sabem que a genial originalidade de seu cinema vem justamente do “superficial” em filmes sem ambições. Busby Berkeley foi tão importante quanto os “Ballets Russes”.

Do outro lado do muro, vemos a solidão melancólica das vanguardas e dos filmes independentes.

Nos guetos, a vanguarda luta desde 1916, desde o Cabaret Voltaire, desde o dadaísmo, mas parece que ninguém mais presta atenção nestes “excluídos”, porque, como sacaneou o Louis Jouvet: “Tudo muda, só a vanguarda não muda…”

O conceito de “experimental” está muito ligado à idéia de sofrimento, autodestruição, à proibição da redundância como um crime e ao cultivo do desagradável e do frio. A experimentação tinha de ser, como queria Stravinsky, “exaltante”. A arte se fechou numa paranóia conceitual e minimalista. Ou melhor, o mundo fechou os artistas.

Movidos pela idéia socrática que Nietzsche tanto ataca, de que a arte tem de ser subordinada à Razão, os artistas caíram numa denúncia melancólica das impossibilidades. Não há futuro para a arte subordinada à razão, seja ela digital, mercantil, iluminista ou o cacête a quatro.

Prevaleceu a vertente “triste” do modernismo, a vertente “conceitual” que joga sobre o “mal do mundo” apenas um vago mau humor, uma ideologia nevoenta de criticismo, apenas uma arte enojada contra o mal-estar da civilização. Acho que está na hora de se recriar um construtivismo positivo, em vez da destrutividade automática.

Por que a melancolia seria mais profunda que a alegria?

O “novo” não poderia ser um “belo” que denuncia , com sua luz, a injusta vida?

Será a melancolia a única forma de reflexão? Como então explicar Fred Astaire, a arte pop, o jazz? Michael Jackson?Depois do pop, será que uma “Aids conceitual” não atacou tudo, depauperando a luta? E se a arte tentasse disputar pau a pau com o Sistema, mesmo sabendo que perde, em vez de cair nesta auto-flagelação acusatória?

Outro dia fui ver “Lua Nova” com meu filho. O filme é ruim, mas é “bom” há ali algo de novo, como se fosse filmado e montado por vampiros e lobisomens. “Batman” tambem é ruim, mas é “bom” um apocalipse ou uma apoteose de efeitos especiais que transformam em caretice linear o surrealismo ou o dada. Sempre esculachei o cinema brutalmente comercial, mas hoje vejo que há nestes novos delírios de massa alguma semente formal do que poderíamos chamar de um novo “barroco digital”.

Precisamos de arte, como uvas e frutos e danças e como um coro de Silenos, de Dionísios, pois a ciência e a razão querem chegar até os ossos da “essência”. A arte tem de ser o grande ritual de embelezamento da vida. Nietzsche: “A ilusão é a essência em que o homem se criou.”

A arte é a ilusão aceitada, a clareza feliz de que a aparência é o lugar do humano e que só nos resta essa hipótese de felicidade num planeta gelado.

Autor: Arnaldo Jabor
Fonte: A Gazeta


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>Mundo do cristianismo e meio ambiente

Posted on setembro 18, 2009. Filed under: Bíblia judaica, China, cristianismo, ecológico, judaísmo, Leonardo Boff, Meio Ambiente, Mundo, mundo natural, natureza, Novo Testamento, releitura |

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Jesus, o homem palestino que nasceu em Nazaré, por volta do ano 4 a.C., não aceitou todas as leis aplicadas pelo judaísmo, se tornou um profeta social, desafiou limites da época em que viveu e inspirou o surgimento da religião mais difundida no mundo, o cristianismo, que se estabeleceu décadas depois da estada dele na Terra. Surgiu então o Novo Testamento como releitura da Bíblia judaica, mas baseada na história que apregoou Jesus de Nazaré. Então, teria esse judeu revolucionário deixado ensinamentos sobre o cuidado com o meio ambiente?

Quanto a isso, o monge beneditino teólogo Marcelo Barros e o jornalista religioso Frei Beto apresentam que nas palavras e ações de Jesus não aparece um ensinamento ecológico de forma explícita, conforme os evangelhos. Embora as parábolas que ele contava se referiam constantemente à natureza, aos pássaros, aos lírios do campo, além de ter proposto aos discípulos dele que lessem os sinais do tempo no Sol, no céu e nas condições do vento, comentam.

Mas, o cristianismo atual carregado de dissidências, a partir da primeira igreja dirigida por Pedro e são muitas as ramificações pelo mundo afora, em nome de Jesus Cristo, oferece um legado enorme que pode ser aplicado e interpretado de diferentes maneiras. Quanto aos católicos romanos, a história está permeada de homem santos, a exemplo de São Francisco de Assis, condecorado como patrono da ecologia pelo papa João Paulo II, devido à veneração à natureza que ele possuía, a ponto de tratar as abelhas no inverno, dando-lhes mel e denominar os astros de irmão Sol e irmã Lua.

João Paulo II, o representante máximo da igreja dos romanos, em 1990, no Dia Mundial da Paz, afirmou: “Observa-se nos nossos dias uma consciência crescente de que a paz mundial está ameaçada, não apenas pela corrida aos armamentos, pelos conflitos regionais e por causa das injustiças que ainda existem no seio dos povos e entre as nações, mas também pela falta do respeito devido à natureza, pela desordenada exploração dos seus recursos e pela progressiva deterioração da qualidade de vida”.

No entanto, existem correntes de pensamento, com base em versículos bíblicos que interpretam que o fato de Deus ter colocado o homem como senhor dos animais e plantas, significa que as pessoas podem fazer o que bem entenderem deste mundo. Conforme consta no livro do Gênesis 1. 26-27, apregoado durante séculos pela igreja: “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança, e que ele domine sobre os peixes do mar, as aves do céu, os animais domésticos, todas as feras e todos os répteis que rastejam sobre a terra”. Deus disse, conforme o Gênesis, que era para que o homem crescesse e multiplicasse e depois o colocou no jardim do Éden.

Mas, seria o aumento populacional e os desastres ecológicos causados unicamente por esse preceito bíblico? Tal análise parte da consideração do princípio de que se o ser humano é superior aos demais seres e é o mais importante dentre eles, por ter sido criado à imagem e semelhança de Deus, ele se apodera de uma postura antropocêntrica, como se fosse o senhor da natureza e explora ao bel-prazer o mundo afora para produzir alimento, bebida e abrigo, etc.

Contudo, existe também o pensamento contrário a esse, que ao interpretar os mesmos versículos bíblicos, considera que o Criador, ao dar poder ao homem sobre os outros seres, deu-lhe, na verdade, uma enorme responsabilidade, razão pela qual ele deve zelar, cuidar e amar a natureza e tudo que nela existe, como também amar ao próximo, tanto quanto a si mesmo. A verdadeira concepção vinda do hebraico sobre “dominai e submeter” não é de se sentir superior a natureza, dando-lhe o direito de destruí-la, mas, no sentido de cuidar dessa herança e fazê-la progredir o que nela contém, significa cuidar, proteger, como faz alguém que planta, rega e apara o jardim da própria casa, afirmam estudiosos.

Esse segundo pensamento parece coerente e mais reflexivo, ao analisar que a religião cristã não está no mundo inteiro, nem é unânime como crença universal. Será mesmo que ela teria tamanho poder de influenciar povos de todas as localidades para destruírem o meio ambiente, uma situação que é global, devido a uma interpretação radical dos versículos supracitados? Será que a destruição do meio ambiente ocorre somente aonde prevalece o ensinamento cristão? A exploração do petróleo nos emirados árabes, o uso exacerbado de combustíveis fósseis na China seria influencia do cristianismo? Parece não ter fundamento esse pensamento de apontar o cristianismo por essa razão.

O ensinamento cristão tem muito a oferecer sobre as questões ambientais. Segundo o filósofo e teólogo Leonardo Boff, a religião possui, a partir dos próprios conteúdos religiosos, uma função pedagógica de suscitar responsabilidade nos fiéis pela qualidade de vida. Num país de maioria cristã, como é o Brasil, seria auspicioso se todas as igrejas dessa corrente se comprometessem mais acentuadamente com esse tema, como tem sido com as causas sociais. Mas, como vê o teólogo Boff: “A religião como qualquer outra instância possui também suas limitações.”

Parece mesmo que falta ao homem um comportamento moralmente ético, mais espiritualista e com respeito ao mundo natural. No próximo artigo, a visão do jainismo sobre o mundo natural.

Fonte: A Gazeta – Autor: Jair Donato é jornalista em Cuiabá, consultor de desenvolvimento de pessoas, professor universitário, especialista em Gestão de Pessoas e Qualidade de Vida. E-mail: jair@domnato.com.br

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