o filho do Brasil

>Filme de Lula não rende o que se esperava, em Cuiabá sala que exibe o filme está às moscas

Posted on janeiro 18, 2010. Filed under: Avatar, cinema em Cuiabá, Filme de Lula, Lula, Mato Grosso, o filho do Brasil, Sherlock Holmes |

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Ocupando um modesto quinto lugar de bilheteria, entre os lançamentos nacionais recentes, o filme “Lula, o Filho do Brasil” não desperta o interesse imaginado. Repete-se no Rio, em São Paulo ou em cidades como Cuiabá, por exemplo, a mesma história de insucesso.

Na capital do Mato Grosso, a sala que exibe o filme está às moscas. As longas filas são para “Avatar” e “Sherlock Holmes”, sucessos de Hollywood.


Fonte: ClaudioHumberto

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>Leitura para tarde de domingo: Cinebiografias no cinema nacional

Posted on janeiro 3, 2010. Filed under: Adolfo Hitler, assistir filmes, Cinebiografias, cinema nacional, indomável, Lula, Marketing, o filho do Brasil |

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Tenho vício indomável de assistir filmes ruins e bons. Adquirido com patrocínio fiel de tio que era proprietário de cinema. E que adorava discuti-los após as sessões. Não raro frente ao meu reclamo juvenil de que o filme era imprestável. Ele rebatia na brasa viva: nas artes têm gostos e finalidades políticas. No cinema nada pode acontecer por acaso. E nada insurge das profundezas dos céus ou do inferno. Tudo é resultado de planejamento e financiamento. Não se pode esquecer o último grande exemplo, quando Adolfo Hitler não disparou um tiro sequer para chegar a ser chanceler do Reich Alemão. Ele com ajuda das câmaras fez sua carreira de 13 anos. De um desconhecido agitador anticomunista ao homem mais forte da política mundial. De um homem sem biografia que vendeu mercadologicamente rancor e esperanças aos alemães. Obteve 13 milhões de votos e fez o que fez com o sucesso e marketing – atingindo com crueldade a trajetória humana.

Não me nego mais a assistir qualquer filme. O filme mais caro da história do cinema nacional fez estréia arrepiando os críticos. Conta a vida endereçada do presidente Lula. Lula, o Filho do Brasil teve orçamento de 12 milhões. Uma cinebiografia de quem está no exercício do poder nacional. Foi financiado por empresas privadas sem retribuição direta de nenhum incentivo fiscal. Algo inusitado que agraciou o fácil e doce trabalho do diretor Fábio Barreto. A película centra na vida de dona Lindu, interpretada por Glória Pires, explorando a relação entre mãe e filhos – empobrecidos. E que permitiu de sutilmente excluir parte da ação política e sindical do filho político. Tom emotivo que escondeu a real bibliografia. Tem 3 mil figurantes e 130 atores – destes 5 interpretam o protagonista em diferentes fases. Enfim, retirando as cenas de emoções familiares é película enfadonha, mas que se salva pela pipoca agasalhada em saco gigante, que a gente tem que comer.


Em termos de cinedocumentário estou mais esperançoso para assistir em 2011 outra estreia da cinebiografia brasileira – Bom Para o Brasil. Produção da vida significativa de Luiz Martins de Souza Dantas, de direção de Luiz Fernando Goulart. É a história não pasteurizada de Souza Dantas como embaixador brasileiro em Paris durante a Segunda Guerra, que salvou do holocausto mais de mil pessoas (a maioria de judeus). Bom para o Brasil era a expressão aposta junto ao visto consular no passaporte do perseguido que fugia das atrocidades de Hitler. Tudo ocorrendo contra a ordem do presidente Getúlio Vargas. Filme fundado no livro “Quixote nas Trevas”, de Fábio Koifman. A paisagem de fundo traz uma França ocupada e dominada pelo nazismo e contraposta com a coragem humanista do embaixador concedendo vistos aos indesejáveis, segundo dizia Getúlio Vargas. E que nos oferta um fio dourado ou orgulho de ser brasileiro por ser patrício de Dantas.


O grande embaixador permaneceu de certo modo desconhecido em nosso país. Contudo, seu heroísmo e humanidade já têm reconhecimentos significativos internacionais. O museu Yad Vashem, de Israel, por exemplo, o colocou como um justo entre as nações. O governo francês colocou placa na casa, onde ele morou indicando que ali viveu um amigo da França. Dantas foi levado junto com outros diplomatas para a Alemanha nazista, onde permaneceu em detração por 14 meses, tendo sido trocado por prisioneiros alemães. Homem de fino trato, culto e solidário e sensível com a dor do próximo. Adorava e teve grandes amores com mulheres lindas. No plano político internacional pronunciou o primeiro discurso na história das Nações Unidas e colocou seu nome dentre os mais importantes da diplomacia mundial.


Enfim, Bom para o Brasil, aponta como filme de excelência já na prospecção de filmagens. E vale a gente brasileira humilde gastar parte do Vale-Cultura – R$ 50,00, que será ofertado a partir de 2011. Afinal, tal ajuda popular cultural não entra em vigor em 2010 como queria o presidente Lula. Foi barrado no Senado Federal para evitar quiçá acrescer ao custo da produção e encenação do filho do Brasil na época eleitoral com mais de R$ 3 bilhões. Vale ressaltar a bem da verdade que a fita mais cara dos filmes hollywoodianos e recente custou na produção apenas US$ 500 milhões.


Autor: Hélcio Corrêa Gomes é advogado e diretor tesoureiro da Associação dos Advogados Trabalhista de Mato Grosso. E-mail: helciocg@brturbo.com.br – Fonte: A Gazeta

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>Lula, o Filho do Brasil. A construção de um mito

Posted on novembro 21, 2009. Filed under: Lula, mito, o filho do Brasil |

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O filme Lula, o Filho do Brasil faz parte de um projeto de endeusamento
do presidente, o que, às vésperas de uma eleição, entra na categoria
de propaganda política. Lula tem uma bela história de vida, foi um líder
sindical de resultados e é um presidente da República eficiente e amado,
mas ele só tem a perder se se deixar transformar em mito vivo

NA VIDA REAL
Lula foi um líder sindical carismático e pragmático que se encaixou à perfeição no projeto de distensão política do regime militar por ser da esquerda não marxista, não alinhada com o movimento comunista internacional e, por isso, tolerada.

Almeida Rocha/Folha Imagem

NA FICÇÃO
O sindicalista Lula vira na tela um Gandhi magnânimo, infalível e incorruptível cuja bondade e sabedoria se combinam com uma visão de futuro privativa dos profetas

Luiz Inácio Lula da Silva, o mais improvável dos presidentes brasileiros, já entrou na história antes de sair da vida. Lula, o filho do sertão pernambucano que comia feijão com farinha sob o árido sol de Garanhuns antes de se tornar engraxate nas ruas do Sul Maravilha, venceu. Dos sapatos chegou à fábrica de parafusos; do torno saltou para a avenida larga, longa e generosa da vida sindical, que o conduziu ao Partido dos Trabalhadores e à Presidência da República. Instalado no poder, Lula amargou escândalos, viu a dissolução ética de seu partido, observou de mãos atadas uma recessão econômica de quase dois anos que por pouco não paralisou seu governo. Mas, como não há males que durem, os escândalos foram varridos para debaixo do tapete e a recessão inicial cedeu, abrindo caminho para o crescimento econômico e a consequente onda de boa vontade com os governantes que ele traz. Com sua genuína devoção aos mais pobres e um carisma fenomenal, Lula chega às portas do seu último ano de governo com 80% de aprovação. A vida de Lula, como se vê, parece coisa de filme.

Lula, o Filho do Brasil, a cinebiografia que estreará nos cinemas no começo do próximo ano, é o primeiro filme de ficção sobre a vida do presidente. A LC Barreto, responsável pelo projeto, enviará 500 cópias ao circuito comercial – o maior lançamento da história do cinema brasileiro. As centrais sindicais, como a CUT e a Força Sindical, planejam projetar a fita para espectadores das áreas mais pobres do país. Os trabalhadores sindicalizados poderão comprar ingressos subsidiados a 5 reais. As estimativas mais conservadoras indicam que, somente nas salas comerciais, 5 milhões de pessoas assistirão ao longa. É pouco diante do que se seguirá. O DVD do filme será lançado no dia 1º de maio, feriado do trabalhador. Em seguida, a Rede Globo levará a fita ao ar, editada como uma minissérie. Ao final, se essa ambiciosa estratégia de distribuição funcionar, Luiz Inácio, o homem que fez história, dará um salto rumo a Luiz Inácio, o mito. Esse mito paira acima do bem e do mal, mas estará dizendo o que é certo e o que é errado na campanha eleitoral de 2010. Por fazer parte de um projeto de beatificação do personagem com vista a servir de propaganda eleitoral disfarçada de entretenimento na próxima campanha, Lula, o Filho do Brasil parece coisa de marqueteiro.

Antes mesmo de ser lançado em rede comercial, o filme está agitando os bastidores da política. Assessores envolvidos na campanha presidencial de Dilma Rousseff, a candidata escolhida pelo governo para suceder Lula, veem na película um poderoso instrumento eleitoral, capaz de fazer diferença na luta petista para se manter no poder. O otimismo não é gratuito. Os estrategistas do Planalto receberam pesquisas que demonstram a capacidade de transferência de votos do presidente Lula. Ou seja, se Lula mantiver a popularidade em alta, Dilma será largamente beneficiada. A população faz uma ótima avaliação de Lula e se dispõe a votar em um candidato que mantenha os principais programas do petista. Lula é o maior cabo eleitoral do país. Quase 20% dos eleitores votam em seu candidato, independentemente de quem seja (veja o quadro). A grande dificuldade de Lula é que boa parte do eleitorado não conhece Dilma nem a associa ao presidente. Por isso ela segue a léguas de distância de José Serra, do PSDB, o líder das pesquisas. Para reverter esse quadro, Lula conta com o crescimento da economia, que pode atingir até 5% do PIB em 2010, e a consequente perspectiva de que os eleitores sigam sua orientação e votem em quem ele indicar. O filme é visto como um fator estimulante nesse processo de transferência.

Celso Junior/AE

AVANT-PREMIÈRE
A primeira-dama Marisa Letícia e as atrizes do filme: o lançamento em
Brasília foi disputado, mas os aplausos do público foram apenas discretos

Na terça-feira da semana passada, VEJA esteve na primeira exibição pública do filme, que abriu o tradicional Festival de Cinema de Brasília. Numa demonstração da comoção que o longa deve causar, teve gente, de político a porteiro, que implorava por convite na frente do Teatro Nacional, onde aconteceu a projeção. Havia cerca de 1 400 pessoas no teatro, entre ministros, deputados, senadores, sindicalistas, burocratas do governo e jornalistas. Marisa Letícia, a primeira-dama, compareceu ao evento e foi assediada como celebridade. Havia gente em cadeiras improvisadas, gente nas escadas, gente no chão. Lula, o Filho do Brasil é uma novela com duas horas de duração. Em matéria de lágrimas, funciona. Em matéria de apuro estético, constrange. Como obra de arte, portanto, é uma irretocável peça de propaganda. Não poderia ser diferente: é um projeto concebido exatamente com esse propósito. Dirigido por Fábio Barreto, o filme inspira-se na biografia homônima – e oficial – do presidente, escrita pela jornalista Denise Paraná e editada pela Fundação Perseu Abramo, ligada ao PT.

Se como cinema o filme é fraco, como propaganda e negócio tem tudo para dar certo. O apelo emocional da obra pode agradar ao público que chorou com 2 Filhos de Francisco, a história de superação dos irmãos Zezé di Camargo e Luciano. Há elementos em abundância para provocar chororô – nisso se percebe a maestria de Fábio Barreto, que apresenta ao espectador um Lula plano, sem meios-tons, cujas carnes se tornam reais apenas no sofrimento da perda da mulher grávida, ou no êxtase ao comandar as massas nos comícios sindicais. Qualquer sentimento que pudesse torná-lo mais humano, como a raiva pelo abandono do pai ou a inveja de quem tinha o que ele desejava, perde-se na produção artificial do mito, do messias que sofre, persevera e está destinado a conduzir o povo até a terra prometida (veja o quadro). O Lula de Fábio Barreto não é somente um herói sem defeitos; é um herói iluminado. Barreto faz de tudo para mostrá-lo assim, inclusive omitindo ou atenuando a verdadeira história do presidente (veja o quadro). O Lula de Barreto usa inverossímeis frases de efeito (“Homem não bate em mulher!”) para impedir que o pai bata na mãe ou para desafiar a polícia autoritária do regime militar (“Cadeia foi feita para homem”) – embora na vida real algumas dessas passagens jamais tenham ocorrido.

Fotos Celso Junior/ AE; Dida Sampaio/ AE

EFEITOS ESPECIAIS
O ministro Franklin Martins acredita que a mitificação precoce de Lula
pode ajudar a campanha de Dilma Rousseff

“Queria fazer um melodrama”, admite o diretor. O recorte temporal do filme é a primeira prova disso. O roteiro percorre a infância miserável de Lula em Garanhuns, acompanha a trajetória dolorosa do menino que é obrigado a trabalhar para comer e avança até o mergulho dele no mundo sindical. Mas para por aí. Tudo o que aconteceu na vida do presidente entre o começo dos anos 80 e a vitória em 2002 ficou de fora: a criação do PT, a atuação como deputado na Constituinte de 1988, as cinco campanhas presidenciais. Qualquer episódio que pudesse causar constrangimento ou contrariar a narrativa hagiográfica da vida de Lula sumiu da história. Barreto suaviza algumas características notórias do presidente e omite algumas passagens pouco edificadoras. Essas opções dramáticas servem para construir o mito, que sempre precisa de um passado idealizado, idílico, no qual o futuro se desenhe glorioso, rumo ao paraíso terreno – uma mentalidade que prosperou com força na ideia do “país do futuro”, no decorrer do regime militar. O clímax triunfalista do filme, quando Lula se ergue sobre as massas, reforça precisamente esse projeto autoritário.

Os bastidores do projeto revelam que essas opções não foram meramente artísticas. Houve estreita colaboração entre os produtores do filme e a equipe de Lula. Em 2003, logo após adquirir os direitos da biografia oficial do presidente, Luiz Carlos Barreto obteve o aval do presidente para tocar o longa. Políticos próximos a Lula afirmam, sob a condição de anonimato, que o ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, teve influência decisiva na definição do esquema de captação de recursos. Antes da edição final, Barreto viajou para Brasília pelo menos duas vezes para exibir o filme a políticos próximos ao Planalto. A primeira sessão aconteceu há três meses. Participaram ministros, como Paulo Bernardo, do Planejamento, e Alexandre Padilha, das Relações Institucionais, e deputados, como João Paulo Cunha e Ricardo Berzoini, da cúpula do PT. Os petistas, depois da exibição, acharam as músicas incidentais muito pouco dramáticas e sugeriram acrescentar músicas populares, que seriam mais facilmente assimiláveis – no que foram prontamente atendidos.

Fotos Beto Barata/AE e Alan Marques/Folha Imagem

SONOPLASTIA
O ministro Paulo Bernardo (à esq.) e o presidente do PT, Ricardo Berzoini:
sugestões até para a trilha sonora do filme

Para minimizar a aparência de uma obra chapa-branca, os produtores foram orientados a não aceitar dinheiro público nem incentivos fiscais. Sem muito esforço, captaram patrocínios de dezoito empresas (veja o quadro abaixo), num total de 12 milhões de reais, uma fortuna para os padrões cinematográficos nacionais. Entre as companhias doadoras, há as que têm negócios diretos com o governo, as que têm interesses no governo e as que são controladas por instituições ligadas ao governo… Ouvidas por VEJA, as empresas explicaram que esse tipo de doação faz parte da política de incentivos culturais que cada uma delas desenvolve. Nada a ver com o perfil do biografado. O diretor de uma empreiteira, no entanto, contou a VEJA, reservadamente, o que de fato os atraiu. Segundo ele, os produtores deixaram claro que se tratava de um filme oficial, de interesse e “autorizado” pelo presidente da República. As empresas desembolsaram quantias que variaram de 500 000 a 1 milhão de reais. “Que empresa não iria querer participar? Isso ajuda a abrir várias portas no futuro. Ou, pelo menos, a não fechá-las”, admite o funcionário.

A construção de um mito dentro de um regime democrático é coisa raríssima. Na política, o mito costuma surgir em estados ditatoriais, nos quais o exercício da crítica é proibido. Foi o caso de Stalin, na União Soviética, ou de Benito Mussolini, na Itália. Nesses países, assim como em Cuba de Fidel Castro ou na Alemanha de Hitler, a arte – e, em particular, o cinema – foi controlada pelo estado totalitário, numa tentativa de moldar o imaginário social em torno de um projeto de poder. O Brasil, claro, não se encaixa nessa categoria. Diz o cientista político Octaciano Nogueira, da Universidade de Brasília: “No Brasil, a criação de um mito dentro de um regime democrático é uma situação inédita. Desde Getúlio Vargas não há um fascínio tão perigoso com um líder carismático”. Lula já entrou na história, mas é cedo para dizer em qual categoria – se na dos líderes populistas ou na dos estadistas.

Como dizer não?
Lula, o Filho do Brasil foi patrocinado e apoiado por um grupo de empresas, a maioria delas com negócios com o governo, que doou 10,8 milhões de reais

AmBev – Em 2005, o BNDES destinou 319 milhões de reais para a empresa de bebidas.

Camargo Corrêa – A construtora participa das obras do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, tendo recebido, em 2008, 102,7 milhões de reais.

CPFL Energia – O controle da distribuidora de energia está dividido entre a Camargo Corrêa, o BNDES e fundos de pensão de estatais.

EBX – Os empréstimos feitos pelo BNDES às empresas de Eike Batista ultrapassam 3 bilhões de reais só neste ano.

GDF Suez – A empresa faz parte do consórcio responsável pelas obras da hidrelétrica de Jirau e recebeu do BNDES empréstimo de 7,2 bilhões de reais.

Grendene – O BNDES aprovou, em 2008, financiamento de 314 milhões de reais para a aquisição total do controle acionário da Calçados Azaléia pela Vulcabrás dos mesmos controladores da Grendene.

Hyundai – Em 2007, o governo federal deu uma mãozinha para a implantação da fábrica da montadora em Goiás.

Neoenergia – O Banco do Brasil e a Previ (fundo de pensão dos funcionários do BB) detêm, juntos, 61% da companhia. Em 2008, o BNDES aprovou crédito superior a 600 milhões de reais para a construção de usinas pelo grupo.

OAS – Foi uma das financiadoras da campanha de reeleição de Lula. Participa das obras do PAC, tendo recebido, em 2007, 107 milhões de reais.

Odebrecht – Venceu em 2007, em parceria com a estatal Furnas, a licitação para a construção da usina de Santo Antônio, no Rio Madeira. O valor do investimento foi definido em 9,5 bilhões de reais, com 75% do total financiado pelo BNDES.

Oi – O BNDES aprovou, na semana passada, financiamento de 4,4 bilhões de reais, o maior valor já concedido para uma empresa de telecomunicações. Desde a aquisição da Brasil Telecom (BrT), bancos públicos já aprovaram empréstimos de mais de 11 bilhões de reais ao grupo Oi. O BNDES e a Previ têm participação no bloco de controle da companhia de telefonia.

Volkswagen – Tem contrato com o governo para o programa Caminho da Escola para a renovação da frota de ônibus escolares. Em agosto, entregou o primeiro lote de 1 100 veículos, pelo qual recebeu 223 milhões de reais.

Ai, Jesus…
A trajetória de Lula é, de fato, dramática e admirável. Mas o filme de Fábio Barreto carrega tanto nos aspectos míticos que a vida do presidente acaba se parecendo com a hagiografia de Cristo


O NASCIMENTO
Lula nasce no árido sertão pernambucano, de paisagem que lembra a da desértica Judeia. Sua mãe (Glória Pires) dá à luz em um catre. Não há animais rodeando a manjedoura para aquecer o bebê, porque em Garanhuns não faz frio, mas a pobreza da família é comparável à de José e Maria. Na falta dos Reis Magos, é a mãe, Dona Lindu, quem desempenha a função. “Seu nome vai ser Luiz Inácio!”, exclama ela, em tom profético, ao segurar o filho pela primeira vez .

Divulgação


A INICIAÇÃO
Jesus foi muito influenciado e encorajado, na pregação de sua mensagem, por seu irmão Tiago. Lula também contou com uma figura semelhante: seu irmão Frei Chico, no filme chamado de Ziza, que o iniciou na vida espiritual – corrija-se, na vida sindical

O SERMÃO DA MONTANHA
A cena do célebre comício no estádio de Vila Euclides, em 1979, faz uma alusão clara à pregação em que todos compreendiam as palavras de Jesus, não importa que idioma falassem ou quão distantes estivessem d’Ele. No filme, as palavras de Lula vão sendo transmitidas de um operário para outro – não havia sistema de som no estádio –, e assim reverberam entre a multidão como uma litania Nelson Antoine/AP


Antonio Ledes


O MARTÍRIO
Jesus foi preso pelos romanos depois da Santa Ceia e de sua noite no Jardim das Oliveiras; Lula foi preso depois de liderar uma greve de 41 dias. Conduzido pelas ruas de Jerusalém com a cruz às costas, Jesus foi açoitado pelos soldados mas venerado por parte da multidão; libertado apenas para ir ao enterro de sua mãe, Lula chegou e saiu, humilhado, em uma viatura policial – mas foi saudado pelos companheiros, que gritavam em coro: “Solta o Lula! Se não soltar, a gente vai parar!”.


A RESSURREIÇÃO
Jesus Cristo ressuscitou e subiu aos céus no terceiro dia após sua morte. Lula teve de esperar um pouquinho mais pelo milagre – mas o filme faz questão de retratá-lo como tal, um milagre, ao fundir a imagem de Lula deixando o cemitério em um carro de polícia à cena real do presidente desfilando de Rolls-Royce, com Marisa Letícia, no dia da posse de seu primeiro mandato Marcello Junior/ABR

Fonte: Revista Veja

Trailer

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>Lula, o filho do Brasil: ‘A arma cinematográfica de Lula e de Dilma’

Posted on novembro 16, 2009. Filed under: Lula, o filho do Brasil |

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O repórter Elio Gaspari leva às páginas um artigo sobre o épico cinematográfico que narra a vida de Lula.


O texto, recoberto com o brilho habitual, pode ser encontrado nas páginas do Globo e da Folha. Para facilitar a vida dos interessados, vai reproduzido abaixo:



“O filme ‘Lula, o filho do Brasil’ estreará em 500 cinemas no dia 1º de janeiro. As platéias chorarão de emoção e a oposição, de raiva.


São 128 minutos de viagem pela história de um garoto que sai do sertão pernambucano, come o pão que o Diabo amassou, e chega à presidência da República.


É possível que algumas pessoas comecem a chorar já na fila para a compra de ingressos. Deliberadamente épico, o filme arranca até a última lágrima da platéia.


A epopéia foi lustrada pelos roteiristas e pelo diretor Fábio Barreto, mas não foi invenção deles. Ela está na essencia da história do filho de Dona Lindu.



‘O Filho do Brasil’ baseia-se no livro do mesmo título, de Denise Paraná, lançado em 2002. Ele reúne uma longo depoimento de Lula à autora, mais entrevistas com seus três irmãos, três irmãs e a mulher, Marisa.


Quem o leu viu uma parte da alma de Nosso Guia, acompanhou as vicissitudes de sua família e admirou a altivez das irmãs Marinete, Maria e Tiana, duas empregadas domésticas e uma operária.



A crítica a ‘Lula, Filho do Brasil’ correrá em duas pistas. Uma, estética, discutirá o filme. Outra, política, cuidará da narrativa e seus efeitos num ano de eleição presidencial.


Só Deus sabe o tamanho do benefício que o sucesso do filme levará aos companheiros. Olhado sob esse prisma, é um exemplar de realismo petista.


Retrata com fidelidade quase todos os fatos que conta, mas constrói um herói implausível, sem defeito nem deslize.


Pena, porque aos 29 anos, Lula abandonou uma companheira grávida de seis meses com quem planejava viver.


Foi o caso de Miriam Cordeiro, mãe de Lurian. (Essa história está bem contada, por ele, no depoimento que deu ao projeto ‘ABC de Luta’: ‘Eu até compreendo o ódio que [ela] tem de mim’).


Situações desse tipo refletem a complexidade, as tensões e os sofrimentos da vida dos mortais. Tirá-las da narrativa, como fizeram, empobrece o personagem e ilude a platéia.


É comum ver adversários de Lula torcendo o nariz sempre que ele relembra as dificuldades por que sua família passou. As desgraças mostradas no filme são uma pequena e contida amostra do que eles penaram.


Fábio Barreto não filmou a cena em que o menino Lula pede um chiclete mastigado a um amigo. Ficou de fora também a morte, sem qualquer assistência médica, de um casal de gemeos de Dona Lindu, recem-nascidos em São Paulo.


A doença e morte de Lurdes, primeira mulher de Lula, grávida de oito meses, vai mostrada em cenas breves, quase secas.


A tragédia que se vê na tela choca e emociona, mas não exagera. Aquilo foi o que aconteceu no Hospital Modelo em 1971.



Um episódio pouco conhecido da vida de Lula foi sovieticamente alterado pela arquitetura da construção do herói implausível.


No filme um operário é assassinado durante uma greve e seus colegas atiram o empresário (ou gerente) do alto de um passadiço da fábrica. Lula assistiu a cena de longe e, indignado, reclamou com seu irmão. Falso.


Nosso Guia contou o caso a Denise Paraná e ele está na página 80 de seu livro. (Paraná é co-roteirista do filme.) O episódio ocorreu em 1962, o dono de uma pequena confecção baleou um grevista e seus colegas atiraram-no do alto de um sobrado e lincharam-no.


É Lula quem narra: ‘O pessoal chutou ele. Acho que ele morreu. Eu achava que o pessoal estava fazendo justiça’.



‘Lula, o filho do Brasil’ ajudará, e muito, as campanhas de Dilma Rousseff e do PT. Se Luís Inácio da Silva visse esse filme em 1968, quando era um peão que só pensava em futebol, votaria no PT, em Dilma e nos candidatos indicados por aquele filho porreta de Dona Lindu.



Nenhum dos ingredientes que o levariam a tomar essa decisão seria inteiramente falso. Noves fora a trapaça do linchamento e alguns retoques, o que aparece na tela aconteceu na vida real.



Como Tarzan, Rocky Balboa ou até mesmo o esplendido Napoleão de Abel Gance, o herói implausível de “Lula, o filho do Brasil”, encanta, comove, e só. Torce-se por ele, mais nada. Saudades de Erin Brokovich (Julia Roberts) e de George Patton (George C. Scott), filmes que enriquecem quem os vê.

Fonte: Blog do Josias



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