O PC do B

>Eleições 2010: Situações complicadas

Posted on março 23, 2010. Filed under: Alfredo da Mota Menezes, Baixada Cuiabana, Ciro Gomes, Dilma, eleições 2010, Geraldo Riva, Mauro Mendes, O PC do B, PMDB, PSDB, Silval Barbosa, Tribunal de Justiça |

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Alfredo da Mota Menezes
Circunstâncias e fatos novos podem alterar rumos de candidaturas que hoje parecem definidas. Tomo três casos como exemplos: Mauro Mendes, Geraldo Riva e Ciro Gomes. Mauro Mendes é candidato ao governo do estado. A cada dia, porém, se ouve que esse ou aquele partido que o apoiaria mudou ou pode mudar para outro candidato. Estão desidratando sua candidatura.
O PC do B, que antes apoiava o Mauro, mudou de lado, decidiu ficar com o Silval Barbosa. O PRTB terá a Secretaria de Esportes da prefeitura de Cuiabá e não se faz um acordo desses sem que haja um algo mais por trás e talvez apoie o Wilson Santos. O presidente nacional do PPS anda dizendo que a sigla apoiará o Wilson Santos em MT.
A direção nacional do PV quer candidaturas próprias ao governo nos estados para dar palanque a Marina Silva. Em abril a direção do partido em MT se reúne para decidir se tem candidato próprio ou se apoia o Wilson ou o Mauro. Não esquecer que o PV tem uma secretaria na prefeitura de Cuiabá faz tempo. E lembrar ainda que estão tentando tirar o PDT da coligação do Mauro.
Estão diminuindo os apoios ao Mauro e, se continuar assim, seu tempo no horário gratuito de rádio e televisão pode ficar tão curto que poderia inviabilizar uma candidatura.
Continuo a achar que é uma temeridade tanto para o Silval como para o Wilson uma disputa testa a testa. Mas é esse o caminho que essas candidaturas querem. O Wilson talvez se beneficiasse mais com o afastamento do Mauro.
O Mauro está na frente nas pesquisas eleitorais na Baixada Cuiabana. Sem ele, o Wilson bate longe o Silval, que ainda não conseguiu se mostrar palatável ao eleitorado da região, que tem quase um terço dos votos do estado. Wilson, sem Mauro, saindo daqui recheado de votos, complicaria a vida eleitoral do Silval.
Geraldo Riva teve 82 mil votos na eleição passada. Foi, proporcionalmente, a maior votação do país. Agora se acredita que ele possa chegar a algo como 90 mil votos. Ajudaria a eleger mais três ou quatro deputados do seu partido. Mas tem um dado que está chamando a atenção das pessoas nas diferentes conversas.
Um juiz de primeira instância decretou a inelegibilidade do Riva. Se a decisão permanecer, ele não poderia ser candidato nesta eleição. Para ser candidato terá que derrubar na segunda instância a decisão daquele juiz.
Teria que passar pelo Tribunal de Justiça do estado. O TJ está sob escrutínio popular e da mídia estadual. Está precisando se mostrar mais palatável para a população do estado e pode querer fazer uma média com a opinião pública estadual com o caso do Riva.
A candidatura Ciro Gomes está sendo desidratada pelo presidente Lula. Ciro não está conseguindo levar para seu lado nenhum partido. Sem coligações, seu tempo no horário gratuito seria pequeno e é ali que ele se apresenta bem.
Ofereceram-lhe a candidatura ao governo de São Paulo para atazanar a vida do PSDB no maior colégio eleitoral daquele partido. Parece que não vai aceitar. O PMDB não vai abrir mão da vice da Dilma para acomodá-lo. Cada vez mais se estreitam as possibilidades dele para a eleição deste ano. É outra situação política complicada.
Alfredo da Mota Menezes. E-mail: pox@terra.com.br; site: http://www.alfredomenezes.com
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