Obama

>2010: A Última eleição do século XX?

Posted on novembro 1, 2010. Filed under: Cameron, candidatos, Dilma e Serra, Eleição, Eleições Parlamentares, Medvedev, Obama, opinião pública, Plano Real, Programas Eleitorais, Reforma Política, Sarkozy, Sócrates, Zapatero |

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Observar a disputa deste ano permite ao analista discordar, ao menos pontualmente, da conclusão de Hobsbawn que “encurtou” o século XX no livro “A Era dos Extremos”, situando seu ponto final no início dos anos 90.
No Brasil, do ponto de vista político institucional, é forçoso reconhecer que, ao contrário, em boa medida ele ainda se arrasta. Destaco a seguir cinco evidências marcantes, remanescentes da moldura do século passado da qual muito provavelmente não teremos saudade.

1. A Idade dos Candidatos

Foi certamente a última eleição presidencial na qual a idade dos dois principais contendores – Dilma e Serra, ambos com mais de 60 anos – faz com que, a despeito do que a vida lhes reserve, a maior porção de sua experiência e militância política seja concentrada no século que passou. É inevitável que na próxima eleição candidatos do século 21 se façam presentes, e sigamos a trilha geracional dos Obama, Cameron, Sarkozy, Medvedev, Zapatero, Sócrates…

2. O Processo de Escolha

É muito difícil imaginar–se que em uma próxima disputa presidencial os militantes e simpatizantes dos partidos não venham a ter voz ativa na definição dos candidatos.
Primárias ou Prévias, o nome não importa, atualmente são utilizadas em países de culturas políticas tão diferentes como Estados Unidos, Inglaterra, França, Chile, Argentina, Uruguai, entre outros. Porque são instrumentos democratizantes, cuja capacidade de oxigenar o processo de seleção, de engajar a base partidária, de alavancar o grau de conhecimento dos postulantes, de pré–testar o posicionamento das candidaturas, sua utilidade, enfim, para fortalecer os postulantes é tão óbvia que com certeza os principais partidos, alguns dos quais já trazem esse dispositivo adormecido nos seus estatutos, não poderão continuar a ignorá-las como tolamente fazem hoje, substituídas pelo “dedazo” do líder ou de pequena confraria de caciques. Esse anacronismo vai ficar para trás.

3. As Eleições Parlamentares

Na campanha todos os candidatos se comprometeram com a Reforma Política. E não era sem tempo.
A Câmara Federal partidariamente fragmentada que mais uma vez emerge das urnas, independentemente do tamanho maior assumido pelo bloco do governo, traz percalços à governabilidade.
Esse fracionamento, no fundo, é a raiz de “mensalões” federais e de “mensalinhos” estaduais e tem origem em um sistema eleitoral – eleição proporcional com listas abertas e coligações – elaborado na redemocratização do pós guerra em meados do século passado.
A campanha de grande parte dos milhares de candidatos país afora agride a inteligência dos eleitores, sua propaganda polui as cidades, assim como polui a TV.
É dessa plataforma institucional obsoleta que decolaram Tiririca, hoje, como antes haviam feito Enéas, Macaco Tião, Cacareco, etc.
Um sistema imprestável e, no agregado, responsável por campanhas caríssimas.
Afora o compromisso do novo governo, a pressão da mídia, da opinião pública e dos financiadores das candidaturas virará essa página.

4. As Regras da Campanha

No bojo da Reforma Política deverão vir também mudanças substantivas nas normas que disciplinam as campanhas, e que incluem a remoção de dispositivos que promovem a hipocrisia, como a proibição de “campanhas antecipadas”, que traduz a obsessão legal por campanhas curtas, como se houvesse algum prejuízo para a democracia e para o eleitor no fato dele ter mais tempo para conhecer e avaliar os candidatos.
Nesse capítulo, será imprescindível a extinção ou redução drástica do tempo reservado aos Programas Eleitorais Gratuitos na TV e no Rádio, aquela meia hora de propaganda contínua duas vezes ao dia, concentrados em um mês e meio, típico exemplo de sobrevivência de um instrumento de comunicação do século passado, quando não havia sequer a Internet, e que foi criado bem antes da utilização entre nós das inserções ou comerciais, mais eficientes, alcançando maiores audiências, porque são distribuídas ao longo da programação.

É inconcebível que o bom senso não prevaleça uma vez já identificado o acentuado declínio da utilidade de tais programas, apesar dos seus custos astronômicos, o mais oneroso item do orçamento das campanhas.
Com essa medida, as disputas do século 21, contando com um papel maior da Internet, somado à cobertura da imprensa, aos comerciais de TV e Rádio, e com Debates, serão mais baratas e perturbarão bem menos a rotina dos eleitores.

5. A Agenda

Nos anos 90 seria finalmente equacionado um desarranjo estrutural que atormentou muitas gerações: a inflação e a instabilidade econômica foram domadas com o Plano Real e com as Reformas empreendidas durante o governo tucano.
No ciclo petista que se lhe seguiu seria acelerado o processo de distribuição de renda, pelo aumento significativo da magnitude dos programas sociais, do valor do salário mínimo e do acesso ao crédito pelos mais pobres.
Porém, ainda resta como herança do passado um contingente não desprezível de 30 milhões de miseráveis, que mereceu destaque nessa eleição. A compaixão pelos mais fracos continuou a ser uma nota marcante na sinfonia das campanhas.
Ao final do próximo governo, uma vez ampliada e consolidada a classe média, cumprida ou em andamento a promessa assumida por todos os postulantes de viabilizar o fim da miséria, estará encerrado o ciclo remanescente.
As próximas campanhas poderão, então, conferir centralidade a questões abrangentes e de grande repercussão nas próximas décadas.
Os brasileiros serão chamados a optar por diferentes visões estratégicas de desenvolvimento; a escolher entre abordagens alternativas de inserção no mundo globalizado; a definir opções de matriz energética, incluindo o papel da energia nuclear; de parcerias diplomáticas que privilegiem os hemisférios Norte ou Sul; de alternativas de sistemas de saúde e de educação, que incluam a discussão do seu financiamento; de como deve ser utilizado pelo Estado o tesouro enterrado no Pré-sal; e assim por diante. Como fazem em circunstâncias semelhantes países do Novo Mundo que de algum modo podem ser comparados ao nosso, como o Canadá, Austrália e Nova Zelândia.
E desse modo, graças as nossas conquistas, daqui a quatro anos, despregados da velha moldura, experimentaremos as primeiras eleições do século 21.

Antonio Lavareda é sociólogo e cientista político. Seu livro mais recente é “Emoções Ocultas e Estratégias Eleitorais”, Editora Objetiva, 2009.

Fonte: Blog do Noblat

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>11 de setembro: nove anos depois dos atentados no World Trade Center e Pentágono

Posted on setembro 11, 2010. Filed under: EUA, islã, Obama, terry jones |

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Há nove anos, membros da Al Qaeda atacavam o World Trade Center e o 
Pentágono matando quase 3.000 pessoas 
A intolerância religiosa, que surgiu ao longo da história americana e ganhou força após os atentados terroristas de 2001, manifesta-se de maneira mais intensa agora não só por conta do terrorismo, mas por questões internas dos EUA, segundo analistas ouvidos por VEJA.com. Eles acreditam que a explosão de “ódio contra muçulmanos” está particularmente atrelada ao perfil do presidente Barack Hussein Obama – negro e com ascendência islâmica, um perfil contrário ao do típico cidadão americano. Por isso, o nono aniversário dos ataques é lembrado em meio a uma série de polêmicas: da construção de um centro islâmico perto do local dos antentados a um chamado para a queima do Corão, o livro sagrado do islamismo.
O pastor Terry Jones, que lidera uma pequena igreja com tendências anti-islâmicas na Flórida, planejava promover a queima, neste sábado, 11 de setembro. Pressionado, voltou atrás. Ao invés disso, propôs viajar a Nova York para se encontrar com o imã Feisal Abdul Rauf, que, por sua vez, deseja construir um centro islâmico perto do marco zero, onde ficavam as Torres Gêmeas, em Nova York. O projeto gerou polêmica e centenas de pessoas foram às ruas em repúdio. No último dia 22, lia-se em cartazes pela cidade: “não deixem o Islã sair vitorioso com uma mesquita”. O presidente americano defendeu a construção do centro, dizendo que “os muçulmanos têm o mesmo direito de praticar sua religião que qualquer um nesse país”. Para 18% dos cidadãos deste país, no entanto, o próprio Obama é muçulmano, segundo uma pesquisa do Pew Research Center.
Motivos – Uma das razões para o aumento “islamofobia” nos Estados Unidos seriam, de acordo com Kathleen Moore, do Departamento de Estudos Religiosos da Universidade da Califórnia, as eleições legislativas, marcadas para novembro. “Dado que a administração Obama e suas políticas para a recuperação econômica serão colocadas à prova nas urnas, o medo do Islã no país é uma forma eficaz de mobilizar o voto”, diz. “A intolerância contra o Islã surge como um instrumento útil para a mobilização política contra os democratas”.
Para ela, o questionamento da credibilidade do presidente americano passa pelo movimento anti-negro e encontra um bode expiatório na ascendência muçulmana de Obama. “Hoje, não é socialmente aceitável dizer que um homem negro não é qualificado para ser presidente, mas é socialmente aceitável dizer que um muçulmano não pode ocupar este cargo. Na verdade, quem fala isso se sente desconfortável é com a cor da pele do presidente”, afirma.
Origem – A intolerância religiosa e étnica nos Estados Unidos, no entanto, tem uma longa história. “A resistência em relação à construção do centro islâmico e as ameaças de queimar o Corão representam uma extensa corrente de intolerância que remonta ao início da nação americana”, aponta Rudy Busto, também da Universidade da Califórnia.
Segundo o especialista em estudos religiosos, muitos americanos ainda acreditam que o verdadeiro cidadão dos Estados Unidos têm um perfil específico: um homem branco, protestante, de classe média e heterossexual. Como exemplo, Busto cita a primeira lei que estabelecia a cidadania no país, em 1790. “Para um cidadão ser americano, ele deveria ser ‘livre e branco’. Sempre houve intolerância, contra africanos, asiáticos, católicos. Basicamente, quanto mais distante a pessoa estiver do estereótipo, sofrerá mais intolerância e discriminação”, diz.
Erros – A tragédia de 11 de setembro gerou uma extensa sequência de equívocos ao longo desses nove anos. “O primeiro dos erros é confundir árabe com muçulmano. Em seguida, confundir muçulmano com xiita, xiita com fundamentalista, fundamentalista com terrorista e terrorista com árabe”, diz Mario Sérgio Cortella, filósofo e professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Os atentados não destruíram apenas os símbolos do poder nacional, mas demonstraram, também, que o país é tão vulnerável e sujeito à violência qualquer outro do mundo.
Mudanças – Essa descoberta gerou uma ansiedade que, segundo Busto, tornou-se mais evidente com a eleição de Obama, o primeiro presidente afro-americano. “A maneira como o país está mudando é muito profunda para uma parte da população. Os conservadores de direita continuam afirmando que Obama é muçulmano! E, embora esteja claro que seja católico, evidências e fatos não significam nada para um número crescente de pessoas que estão procurando maneiras de negar a legitimidade do presidente e o pluralismo religioso.”
Apesar de a tolerância religiosa ser uma ideia popular entre líderes mundiais, promovida por acadêmicos e pelo governo americano, o padrão de exclusão continua fortemente atrelado a uma parte da cultura nacional e isso não deve mudar tão rápido, segundo Busto. “Uma dramática mudança geográfica, social, com relação a imigrantes e à aceitação do pluralismo religioso exige o reconhecimento e a revisão dos padrões de exclusão – e de uma longa história de racismo, intolerância religiosa e etnocentrismo”, conclui.
Fonte: Veja
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>Obama pede que israelenses e palestinos acordem a paz

Posted on setembro 2, 2010. Filed under: israelenses, Obama, palestinos, paz |

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Na abertura das negociações em Washington, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, destacou o momento favorável para um acordo de paz no Oriente Médio que encerre o que chamou de situação “insustentável” para a região e para o mundo.
O líder americano discursou na Casa Branca nesta quarta-feira após receber, de forma separada, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas.
– Devemos aproveitar esta oportunidade. Anos de desconfiança não serão solucionados da noite para o dia – afirmou o presidente americano.
No discurso, Obama prometeu ainda que “extremistas” não vão atrapalhar a retomada das negociações diretas entre israelenses e palestinos, embora a violência no Oriente Médio tenha lançado uma sombra sobre o início das reuniões.
Chamando de “massacre insensato” o assassinato de quatro colonos israelenses da Cisjordânia por militantes do grupo islâmico Hamas, apostou na superação de obstáculos para atingir uma paz duradoura.
 
Obama pede que israelenses e palestinos aproveitem momento e encerrem situação ‘insustentável’.
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>As bombas desejam explodir

Posted on agosto 11, 2010. Filed under: bomba, bombas, crimes da humanidade, explodir, guerra tecnológica, Hiroshima, Nagasaki, Obama, Oriente Médio, Pandora, Revolução Industrial, Segunda Guerra |

>Arnaldo Jabor
Há 65 anos, em 6 e 9 de agosto de 1945, os americanos destruíram Hiroshima e Nagasaki. Todo ano me repito e escrevo artigos parecidos sobre a bomba nessa data, não para condenar um dos maiores crimes da humanidade, não, mas para lembrar que o impensável pode acontecer a qualquer momento.

Agora, não temos mais a guerra fria; ficamos com a guerra quente do deserto – a mais perigosa combinação: fanatismo religioso e poder atômico. Vivemos dois campos de batalha sem chão; de um lado a cruzada errada do Ocidente, apesar e alem de Obama. Do outro lado, temos os homens-bomba multiplicados por mil. E eles amam a morte.

Hoje, já há uma maquina de guerra se programando sozinha e nos preparando para um confronto inevitável no Oriente Médio. Estamos num momento histórico onde já se ouvem os trovões de uma tempestade que virá. Os mecanismos de controle pela “razão”, sensatez, pelas “soft powers” da diplomacia perdem a eficácia. Instala-se um progressivo irracionalismo num “choque de civilizações” , sim, (sei do simplismo da analise do Huntington em 93, mas estamos diante do simplismo da realidade) formando uma equação com mil incógnitas impossíveis de solucionar. Como dar conta da alucinação islâmica religiosa com amor á morte, do Paquistão, Índia, Israel, do Irã dominado por ratos nucleares em breve, da invencibilidade do Afeganistão, com a hiper-direita de Israel com Bibi, com o Hamas ou o Hellzsbolah que querem impedir o “perigo da paz”?

“There is a shit-storm coming” disse Normam Mailer uma vez.

Tudo leva a crer que algo terrível acontecerá. A crença na razão ocidental foi ferida por dois desastres: o 11 de Setembro e a invasão do Iraque. A caixa de Pandora que Bush abriu nunca mais se fechará.

Estamos às vésperas de uma bruta mudança histórica. Sente-se no ar o desejo inconsciente por tragédias que pareçam uma “revelação”. Surge a fome por algo que ponha fim ao “incontrolável”, a coisa que o Ocidente mais odeia. Mesmo uma catástrofe sangrenta parecerá uma “verdade” nova.

Vivemos hoje na era inaugurada por Hiroshima.

Lá e em Nagasaki três dias depois, inaugurou-se a “guerra preventiva” de hoje. Enquanto o holocausto dos judeus na Segunda Guerra fecha o século 20, motivado ainda por contradições do século 19, o espetáculo luminoso de Hiroshima marca o inicio da guerra do século 21. O horror se moderniza, mas não acaba.

Auschwitz e Treblinkas ainda eram “fornos” da Revolução Industrial, eram massacres “fordistas”, mas Hiroshima inventou a guerra tecnológica, virtual, asséptica. A extinção em massa dos japoneses no furacão de fogo fez em 1 minuto o trabalho de meses e meses do nazismo.

O que mais impressiona na destruição de Hiroshima é a morte “on delivery”, “de pronta entrega”, sem trens de gado humano, morte “clean”, anglo saxônica. A bomba americana foi considerada uma “vitoria da ciência”.

Os nazistas matavam em nome do ideal psicótico e “estético” de “reformar” a humanidade para o milênio ariano. As bombas americanas foram lançadas em nome da “Razão”. Na luta pela democracia, rasparam da face da terra os “japorongas”, seres oblíquos que , como dizia Truman em seu diário: ” São animais cruéis, obstinados, traidores. ” Seres inferiores de olhinho puxado podiam ser fritos como “shitakes”.

A bomba A agiu como um detergente, um mata-baratas. A guerra como “limpeza”, o típico viés americano de tudo resolver, rápida e implacavelmente….E continua aí, cozinhando na impaciência dos generais israelenses e nos falcões do Pentágono.

A destruição de Hiroshima foi “desnecessária” militarmente. O Japão estava de joelhos, querendo preservar apenas o imperador e a monarquia. Diziam que Hitler estava perto de conseguir a bomba – o que é mentira.

Uma das razões reais era que o Presidente e os falcões da época queriam testar o brinquedo novo. Truman fala dele como um garoto: “Uau! E´o mais fantastico aparelho de destruição jamais inventado! Uau! No teste, fez uma torre de aço de 60 metros virar um sorvete quente!…”

O clima era lúdico e alucinado…tanto que o avião que largou a bomba A em Hiroshima tinha o nome da mãe do piloto na fuselagem “Enola Gay” esse gesto de carinho derreteu no fogo 150 mil pessoas. Essa foi a mãe de todas as bombas, parindo um feto do demônio, exterminando 40 mil crianças em 15 segundos.

Os americanos queriam vingar Pearl Harbour, pela surpresa de fogo, exatamente como o ataque japonês três anos antes. Queriam também intimidar a União Sovietica, pois começava a Guerra Fria; alem, claro, de exibir para o mundo um show “maravilhoso” de som e luz, uma super-produção a cores do novo Império.

O holocausto sujou o nome da Alemanha, mas Hiroshima soa como uma vitória tecnológica “inevitavel”. Na época, a bomba explodiu como um alivio e a opinião publica celebrou tontamente. Nesses dias, longe da Asia e Europa, só havia os papeis brancos caindo como pombas da paz na Quinta Avenida, sobre os beijos de amor da vitória. Naquele contexto não havia conceitos disponíveis para condenar esse crime hediondo. A época estava morta para palavras, na vala comum dos detritos humanistas.

Hoje, a época está de novo morta para palavras, insuficientes para deter ou mesmo descrever os fatos. Vale lembrar o poema de William Yeats, “The Second Coming”, de 1919, diante do horror da primeira guerra e ratos e trincheiras…

“Tudo se desmancha no ar. O centro não segura

a imensa anarquia solta sobre o mundo.

Terrivel maré de sangue invade tudo e

as cerimonias da inocência são afogadas.

Os homens melhores não tem convicção;

e os piores estão tomados pela intensa paixão do mal.”

(…)

“Alguma revelação vem por aí;

sem duvida, é a Segunda Vinda.

(…)

Voltou a escuridão; e eu vejo que vinte seculos de sono de pedra

Querem se vingar do pesadelo que lhes trouxe o berço de um presepio.

A hora chegou por fim;

Que monstruosa fera se arrasta para Belém para renascer?”

É isso ai, bichos…Os grandes poetas são profetas.

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>Obama, os Falcões e o SUS

Posted on fevereiro 3, 2010. Filed under: Falcões, Obama, SUS |

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A sociedade norte-americana está diante do polêmico projeto de reforma do sistema de saúde proposto pelo presidente Barack Obama. A proposta mexe com um dos sistemas mais perversos existentes na atualidade, baseado nos seguros saúde (semelhante aos nossos planos de saúde) que não garante acesso integral, é pouco regulado pelo estado, nega acesso às pessoas com doenças crônicas preexistentes, de alto custo e submetido à lógica da indústria médico hospitalar. Alguns pesquisadores estimam que mais de 46 milhões de americanos não possuem qualquer tipo de cobertura médica e 17 milhões de pessoas já perderam a vida por falta de assistência.

O projeto prevê a criação de uma opção pública de seguro saúde (um seguro de saúde estatal), a reforma dos programas Medicaid e Medicare destinados a pobres e idosos e procura conceder maior segurança àqueles que já possuem seguro com regras mais duras às seguradora (Ex: impossibilidade do plano negar acesso às pessoas com doenças preexistentes). A meta é ousada: universalizar a cobertura em saúde. Porém, os mais otimistas com o plano pensam numa cobertura de aproximadamente 94% de todos americanos e imigrantes legais até 2019.

Tanta bondade por parte do governo parece não ter conquistado o povo norte-americano. A proposta de universalização do acesso à saúde por iniciativa do estado contrapõe a idéia do estado mínimo, pouco regulador e com certa repugnância às ações de cunho socialista. Protestos apaixonados por uma parte conservadora da população vêm acontecendo por todo aquele país. Um dos últimos acontecimentos foi a eleição do Republicano Scott Brown para a vaga do senador Democrata Ted Kennedy, falecido em 2009, no estado de Massachusettes, nordeste dos EUA, tradicionalmente Democrata. A plataforma eleitoral do futuro senador foi a de votar contra a proposta de reforma do sistema de saúde. A perda da maioria absoluta dos Democratas naquela casa poderá bloquear a votação do projeto aprovado na Câmara dos Deputados. A Câmara e o Senado aprovaram versões diferentes e as casas precisam equiparar os projetos antes da sanção presidencial.

Por traz da oposição ao plano, está a extrema direita norte-americana de maioria branca, sulista, sustentada pelas indústrias bélica, petrolífera, farmacêutica e de produtos hospitalares. São os Falcões. Um exemplo clássico é o ex vice-presidente Dick Cheney, um dos líderes da oposição, amante da guerra. É uma elite que vive de conflitos, do sofrimento, da desgraça alheia, sem interesse algum num estado com justiça social. Nós temos os nossos falcões aqui no Brasil também com uma roupagem mais “branda”. São os homens “fora de qualquer suspeita” que financiam o sistema político com dinheiro da indústria do cigarro, de bebidas alcoólicas, farmacêutica e de materiais médico hospitalares, faturando milhões de reais na venda indiscriminada do álcool, tabaco, insumos farmacêuticos e equipamentos de alto valor agregado. Os falcões, por meio de seus negócios, apregoam junto à população: – bebam bastante, fumem muito e aproveitem a vida que eu tenho o remédio certo!

E do outro lado, o Sistema Único de Saúde (SUS) precisa suportar toda a sorte de irresponsabilidade, sendo forçado a comprar mais e mais medicamentos e equipamentos de alto custo daqueles que nos estimularam a adquirir o diabetes, a hipertensão, o enfisema pulmonar, a cirrose hepática e uma variedade de tipos de câncer. Não temos um Obama no Brasil, mas temos os falcões interessados num sistema público ineficiente e enfraquecido. Aproveito o mesmo conselho dado num recente editorial do The New York Times aos membros do partido Democrata na luta pela reforma da saúde, para a nossa sociedade: Não desistam agora. Não esqueçamos que, ao contrário dos norte-americanos, nós já temos um sistema universal, o SUS, que neste momento está salvando milhares de vidas.


Autor: Fabiano Tonaco Borges é mestre e doutorando em odontologia preventiva e social pela Unesp de Araçatuba/SP. E-mail: fabianotonaco@yahoo.com.br – Fonte: A Gazeta

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>Dia da Consciência Negra

Posted on novembro 19, 2009. Filed under: Azul, Dia da Consciência Negra, Embraer, MacArthur, Obama, Petro-sal, Sponholz, STF |

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Senado

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SEN. PAULO PAIM

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O Senado Federal realiza nesta quinta (19) sessão especial para comemorar o Dia Nacional da Consciência Negra. O senador Paulo Paim (PT-RS), autor do requerimento, afirmou que espera ver aprovado o projeto que cria o Estatuto da Igualdade Racial. O projeto, de autoria do senador petista, tramita no Congresso Nacional há sete anos. A proposta trata de políticas públicas e programas especiais adotados pela iniciativa privada e o Estado para a correção das desigualdades raciais e a promoção da igualdade de oportunidades. Prevê ainda acesso universal e igualitário ao sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo é garantir tratamento e especialização em doenças mais comuns na raça negra, como a anemia falciforme. A data de celebração do Dia da Consciência Negra foi escolhida por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695, o último dos líderes do Quilombo dos Palmares.

MacArthur e Obama: quanta diferença!

Foto

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O general Douglas MacArthur, que obrigou o imperador Hiroito a assinar a rendição, pondo fim à II Guerra Mundial, certamente se revirou no túmulo com a imagem de Barack Obama fazendo exagerada reverência ao imperador Akihito, durante sua visita a Tóquio.

Sponholz

Sponholz

STF decide extraditar terrorista, mas palavra final será do presidente Lula

Orlando Brito

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O PLENÁRIO JULGA E PORRALOUCAS PRÓ-BATTISTI INSULTAM O STF
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O ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal, encerrou a sessão de julgamento da extradição do terrorista Cesare Battisti, após afirmar que aprova a extradição e considera comuns os quatro assassinatos pelos quais o bandido italiano foi condenado duas vezes à prisão perpétua. Além disso, a maioria dos ministros também determinou que a Corte pode apenas “autorizar” a extradição, mas cabe ao presidente Lula a “determinação” do ato. Essa discussão foi suscitada por advogados esquerdistas pró-Battisti, como se uma sentença da mais alta corte do País pudesse não ser acatada, no Estado de Direito, mas a maioria apoiou a ideia. Para Gilmar Mendes, o não cumprimento da extradição colocaria o Brasil em uma posição de “desprestígio grave no âmbito internacional”. O único ministro que votou a favor da extradição mas votou contra o poder do Supremo de determiná-la foi Carlos Ayres Britto, que definiu a decisão da Corte como “um rito de passagem necessário”.
A tese do crime comum foi defendida pelo relator, ministro Cezar Peluso, e seguida por outros quatro ministros. O placar final foi de 5 x 4. No lado de fora do julgamento, alguns poucos militantes pró-Battisti, sobre os quais pesam suspeitas de receberem cachê para isso, tiraram as roupas exibindo órgãos genitais, numa atitude de insulto ao STF.

Câmara aprova criação da Petro-sal

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O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta (18) a criação da estatal Petro-sal. A empresa deve gerenciar os contratos de exploração e produção de petróleo e gás na camada pré-sal. A Câmara ainda vai votar os pontos mais polêmicos do projeto. Entre eles, está o pedido da oposição que tentará mudar a forma de indicação do chefe da nova estatal. Na proposta atual, o presidente da Petro-Sal seria indicado diretamente pelo presidente Lula e não deverá ser sabatinado pelo Congresso. A oposição quer obrigar o indicado a passar pelo crivo do Legislativo. Depois de votadas as emendas, o projeto segue para o Senado Federal.

Itália elogia decisão sobre Battisti

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MIN. IGNAZIO LA RUSSA

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O ministro italiano da Defesa, Ignazio La Russa, afirmou nesta quarta (18) ter recebido com “grande satisfação” o parecer do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro, Gilmar Mendes, favorável à extradição de Cesare Battisti. La Russa declarou ainda que está satisfeito “pelo filho de [Pierluigi] Torregiani e por todas as outras vítimas assassinadas por Battisti”.O ministro considerou ainda que “outra decisão seria horrível”. Sobre a possibilidade do STF levar ao presidente Lula a decisão final sobre o caso, La Russa disse “não ter dúvidas de que o governo de um país amigo só irá tomar nota da decisão. É uma mera formalidade”.

Fotografia é história
Ulysses e Waldir
Foto

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Há vinte anos, em 1989, o Brasil voltava a votar para presidente com o voto popular e direto, depois de quase trinta anos. Vinte e duas chapas se apresentaram para concorrer ao cargo. Entre elas a de Ulysses Guimarães e Waldir Pires, do PMDB, com apoio de Pedro Simon. A dupla de peemedebistas não foi bem sucedida. Ficou em sétimo lugar. O vencedor foi Collor, e o segundo, Lula.

Como foiA campanha de Ulysses teve início bem alviçareiro, com viagens praticamente diárias. Com a falta de tempo, ele encontrava-se com o candidato a seu vice no apartamento onde morava, na Asa Norte. A Veja, porém, redirecionou-me para cobrir outra campanha, a de Fernando Collor, que subia vertiginosamente nas pesquisas. Era um momento histórico da política brasileira que eu não queria deixar de fotografar. Toda vez que a agenda de Collor era fraca, eu dava uma corrida para fazer uns cliques de outras candidaturas: Lula, Covas, Caiado, Roberto Freyre, Brizolla, Maluf, Afif, Affonso Camargo, Enéias etc. Orlando Brito.

Honduras: Lula e Kirchner de pé atrás

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O presidente Lula e a líder argentina, Cristina Kirchner, anunciaram nesta quarta (18) que não reconhecerão o resultado das eleições do próximo dia 29 em Honduras caso o presidente deposto, Manuel Zelaya, não tenha sido restituído até essa data. No documento, Argentina e Brasil expressam “sua enérgica condenação” ao golpe de Estado de 28 de junho e afirmam que “a restituição de Zelaya é indispensável para o restabelecimento da ordem constitucional, do Estado de direito e da vida democrática”. A declaração também pede o fim imediato das hostilidades à Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde Zelaya está abrigado desde 21 de setembro, e a garantia à liberdade de movimento dos diplomatas brasileiros.

Alencar não descarta disputar o Senado

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JOSÉ ALENCAR
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O vice-presidente José Alencar não descarta a possibilidade de disputar uma vaga ao Senado em 2010. Segundo ele, “se Deus o curar e os eleitores quiserem, poderá se candidatar ao Legislativo”. Sobre a disputa para a Presidência da República, Alencar afirmou que o povo brasileiro “deseja a continuidade de Lula”. Mas, como o presidente não pode se candidatar a um terceiro mandato, o vice-presidente disse não ter dúvidas de que os eleitores acompanharão a indicação do petista para a sua sucessão.

PV e PSOL analisam aliança para 2010

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SEN. MARINA SILVA

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A pré-candidata à Presidência senadora Marina Silva (AC) afirmou nesta quarta (18) que o PV e o PSOL devem “aprofundar o diálogo” em busca de uma aliança para 2010. O assunto deverá ser debatido em reunião da Executiva do PV nesta quinta (19), em Brasília. Marina Silva também agradeceu as declarações de apoio de Heloisa Helena (PSOL-AL) à sua candidatura e rebateu as críticas de que sua campanha está parada. Segundo ela, existe uma agenda estruturada do PV que tem sido cumprida “diariamente”.

Azul e Embraer querem etanol de aviões

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A cana-de-açúcar será usada para a produção de combustíveis à aviação. A ação faz parte de um memorando, assinado nesta quarta (18) pela a empresa Azul, a Embraer; a General Eletric (GE), que fornece as turbinas de aeronaves para a Embraer; e a empresa americana Amyris Biotechnologies, que desenvolverá o bioquerosene. A projeção atual indica que o bioquerosene derivado da cana será mais barato do que o derivado do petróleo. No entanto, segundo as empresas, tudo dependerá do comportamento dos preços das matérias-primas desses combustíveis. Com o novo biocombustível, a expectativa é que as emissões de gases poluentes caiam de 80% a 90%.

Alencar volta a criticar juros altos

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O vice-presidente da República, José Alencar, voltou a criticar os juros no Brasil, nesta quarta (18). Ele informou que nos oito anos de governo Lula serão gastos cerca de R$ 1,2 trilhão na rubrica juros. Segundo ele, se a taxa média nominal tivesse sido a metade, o País teria economizado R$ 600 bilhões. Para ele há uma “certa incoerência dentro do governo” quando afirma que é preciso continuar comprando e ampliando os investimentos, e paralelamente adota taxas de juros que inibem tais medidas.

Brasil e Argentina pedem
garantias sobre bases na Colômbia

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A líder argentina, Cristina Kirchner, e o presidente Lula exigiram nesta quarta (18) garantias de que as operações militares dos Estados Unidos se limitarão apenas a Colômbia. O pedido faz parte de uma declaração conjunta que os dois presidentes divulgaram hoje após reunião de trabalho que tiveram em Brasília. No documento, Lula e Cristina também manifestaram “preocupação com a presença de bases militares de potências de fora da região, incompatível com os princípios de respeito à soberania e à integridade territorial dos Estados sul-americanos”. Fonte: http://www.claudiohumberto.com.br


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>Barack Obama prepara mega pacote de US$ 850 bi

Posted on dezembro 19, 2008. Filed under: Barack Obama, equipe de Obama, EUA, Fundo Monetário Internacional, Obama |

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Obama prepara pacote econômico de US$ 850 bi

O presidente eleito dos EUA, Barack Obama, está preparando as bases de um gigantesco pacote de estímulo econômico, possivelmente de US$ 850 bilhões, para dois anos. O pacote deve ser apresentado ao Congresso, seu primeiro teste de negociação com o Legislativo.

Segundo as agências internacionais, o pacote se compararia às drásticas ações governamentais tomadas para enfrentar a Grande Depressão, nos anos 1930, e superaria o montante que economistas e o Fundo Monetário Internacional (FMI) têm considerado necessário. Após consultar economistas liberais e conservadores, seus conselheiros começaram a falar aos congressistas que o estímulo deve ser maior que os US$ 600 bilhões inicialmente previstos.

Como as obras públicas da era da depressão, o plano de Obama incluiria gastos com rodovias e outros projetos de infra-estrutura, bem como novas e renovadas escolas. Também se voltaria para tornar mais eficiente o consumo de energia em edifícios governamentais e no desenvolvimento de “tecnologias verdes”, melhores para o meio ambiente.

Além dos projetos de construção, Obama deve buscar fundos adicionais para programas de auxílio aos desempregados, incluindo seguro-desemprego e requalificação profissional, apontou um funcionário democrata. O presidente eleito tem repetido que deseja criar até 2,5 milhões de empregos nos próximos dois anos.

O programa também incluiria alguma forma de redução na carga de impostos, de acordo com a equipe de Obama. Provavelmente, o corte de impostos estaria voltado para contribuintes das classes média e baixa.

Alguns dos economistas consultados pela equipe de Obama sugeriram um gasto de até US$ 1 trilhão em dois anos, porém o valor mais provável parece ser US$ 850 bilhões. Há temor de que um pacote que pareça tão grande possa preocupar os mercados financeiros, e a próxima equipe econômica também quer sinalizar com responsabilidade nos gastos públicos.

Os assessores disseram concordar das previsões econômicas segundo as quais sem dinheiro do governo o desemprego subirá acima dos 9% e não sairá desse patamar até 2011. As informações são das agências internacionais.

AE

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