ONGs

>Em nome dos tontos

Posted on junho 1, 2010. Filed under: Mato Grosso, máfia, ONGs, TRE, Tribunal de Justiça |

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Por Alfredo da Mota Menezes
Membros do Tribunal de Justiça e do Tribunal Regional Eleitoral em Mato Grosso estão sob escrutínio da justiça e da opinião pública. Uma pena, são lugares que devem viver de sábias decisões jurídicas e de credibilidades. Artigos escassos ou em falta.
O Brasil mudou desde que dominou a inflação e amainou as crises econômicas, políticas e institucionais. Sobrou espaço e tempo para olhar outras coisas da vida nacional. Sem crises no cotidiano das pessoas o Brasil começa a ser passado a limpo.
O que impressiona é como gente do suposto andar de cima, como nos casos dos Tribunais, não percebeu isso. Não perceberam aquilo que a máfia dos EUA já não fazia desde a década de 1940: falar o que quiser ao telefone. Como se fosse a coisa mais natural do mundo, num mundo em que a sofisticação eletrônica faz escutas sem necessidade de se grampear. Deixam rastros, de forma inocente ou acintosa, nas contas, nas compras e no comportamento.
Não perceberam que a sociedade está mais atenta, com ONGs que têm moral para serem ONGs. Não perceberam que não podem mais exercer pressão sobre a imprensa, além da novidade que são os blogs e a disputa acirrada entre eles pela noticia nova. Não perceberam que a antiga empáfia teria que mudar num Brasil de mentalidade nova, mesmo no distante MT.
Antes, em qualquer lugar, falavam como entendidos sobre qualquer assunto, davam aulas “de um tudo”, como se dizia em Poxoréu. Agora andam meio ressabiados.
Já não falam com tanta sabedoria como falavam antes desses acontecimentos. Ser alguém dos Tribunais era como ter chegado ao paraíso. Agora andam com receio de apupos em lugares públicos. O que não é bom para os julgadores honestos.
Já se sabia antes dessas vendas de sentenças. As pessoas falavam sobre isso olhando de lado para não receberem cascudos dos que comandavam a justiça. Comandava, mas muitas vezes não a fazia, como no caso das sentenças vendidas. Hoje existem cópias dos descalabros correndo pela cidade.
Quando alguém no TRE pedia vista do processo, na rua já se fazia chacota de que era para negociar com o prefeito que estava sendo cassado.
Todos sabiam que filhos de magistrados praticavam advocacia com suporte no poder do pai. Disse-me um veterano advogado que agora, depois desse entrevero todo, terão que advogar e não sabem como fazê-lo.
Num ano eleitoral complicado, Mato Grosso tem membros do TRE sob suspeita. Durante a campanha se eles tomarem qualquer decisão que desagrade qualquer lado vão alegar coisas não republicanas deles. Vai virar um rebuliço se não forem afastados antes.
Todo mundo concorda que o que está acontecendo, apesar de denegrir a imagem de MT no Brasil inteiro, é uma coisa boa. A atuação dos magistrados não honestos estava acintosa. Essas ações não vão acabar, serão mais sofisticadas. A coisa estava quase descarada. Já estavam debochando demais dos tontos.
Alfredo da Mota Menezes – E-mail: pox@terra.com.br
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>Monsanto faz parceria inédita com ONG para preservar as florestas brasileiras

Posted on março 6, 2010. Filed under: ambientalista, biodiversidade, Código Florestal, cerrado, conservação, fazendeiros, florestas brasileiras, Monsanto, ONGs, parceria, preservar |

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Fazenda no oeste baiano: funcionário da Monsanto como aliado na conservação do cerrado
Nos últimos dez anos, parcerias entre empresas privadas e ONGs tornaram-se corriqueiras. Deixaram, assim, de chamar a atenção. De tempos em tempos, porém, algum casamento menos óbvio entre o mundo dos negócios e os chamados representantes da sociedade civil ainda desperta burburinhos e curiosidade. Um deles foi selado em meados de 2008, mas só agora começa a sair da surdina. Trata-se da parceria entre a operação brasileira da americana Monsanto e a ONG global Conservação Internacional. De maneira simplista, o acordo se resume à conservação de áreas de cerrado e mata Atlântica no Nordeste do Brasil. Mas por trás dessa associação há um significado maior. A Monsanto, é sinônimo de produtos transgênicos – e, portanto, nunca contou com a simpatia dos movimentos ambientais, que a viam como uma empresa arrogante e refratária a opiniões externas. O acordo com a Conservação Internacional é o maior já firmado pela Monsanto. no mundo. Por outro lado, a CI é uma entidade de presença global que sempre transitou no meio empresarial, mas nunca tinha ido tão longe a ponto de dividir custos e responsabilidades de um projeto com uma companhia tão polêmica. Antes de fechar o acordo, seus representantes investigaram por mais de um ano o tema dos transgênicos e ainda contrataram uma pesquisa de opinião para medir os riscos que a associação com a Monsanto poderia representar para a imagem da ONG no Brasil. “Por enquanto, essa é a única empresa de transgênicos com que nos relacionamos”, diz Paulo Gustavo do Prado Pereira, diretor de políticas ambientais da Conservação Internacional.


O que fez com que empresa e ONG superassem as diferenças foi uma boa dose de pragmatismo. Em junho de 2008, o presidente mundial da Monsanto, Hugh Grant, definiu que a empresa deveria ajudar seus clientes a cumprir a premissa de produzir mais conservando mais. O tal “produzir mais” será conquistado com a ajuda da biotecnologia aplicada à melhoria de sementes, algo que seus mais de 2 000 cientistas no mundo dominam. É com a ajuda deles que a Monsanto alardeia que, até 2030, a produtividade de suas sementes transgênicas terá dobrado. Esse aumento de produtividade reduz a pressão pela expansão da fronteira agrícola e o desmatamento, mas não resolve por inteiro a questão da conservação. É aí que entra a parceria com a CI, uma ONG cuja especialidade é a preservação de áreas de vegetação nativa. Para a Monsanto, simplesmente aliar-se à entidade já significa uma chancela a seus esforços ambientais. E o que teria a CI a ganhar? Acesso aos longos braços da multinacional, no Brasil e no mundo.


Pelo acordo, que envolve investimento de 6,5 milhões de dólares de cada uma das partes, os representantes da Monsanto estão ajudando a CI a levar à frente uma série de iniciativas. Uma delas consistiu em mapear as propriedades rurais no oeste da Bahia, região de cerrado onde o desenvolvimento agrícola é recente e tem se dado num ritmo frenético. Das 348 fazendas identificadas, 48 são clientes da Monsanto e dez foram convidadas a participar de um projeto experimental. Esses agricultores estão sendo os primeiros a receber instruções para que cumpram o Código Florestal, que na região exige que 20% da propriedade seja destinada a conservação. A escolha dos fazendeiros foi realizada pelos próprios vendedores da Monsanto. “São pessoas mais simpáticas à causa ambiental e que têm ascendência sobre outros produtores da região”, diz a engenheira agrícola Gabriela Burian, que já foi vendedora da empresa e hoje, como gerente, está à frente da parceria com a ONG. Para Pereira, da CI, a intervenção dos vendedores foi essencial: “Os fazendeiros nos veem como aqueles que só estão preocupados com o mato e o papagaio”, diz.


Os executivos da ONG sabem que a parceria com a Monsanto não é garantia de que o programa será um sucesso. Afinal, a empresa não tem e não quer ter papel de polícia. Ou seja, nenhum funcionário denunciará um cliente ao Ibama. “Vamos chegar lá aos poucos, com muita conversa ao pé do ouvido”, afirma o gaúcho Júlio Lautert, vendedor que ajudou na identificação dos agricultores. É também com essa conversa ao pé do ouvido que os executivos da ONG querem influenciar a gestão da empresa – algo que ficou definido no acordo entre as partes. Para isso, a entidade ganhou uma cadeira cativa no comitê de sustentabilidade da Monsanto, que foi criado há pouco mais de dois anos e é formado por executivos de todas as áreas da companhia. “Ainda é muito cedo para dizer que a Monsanto. está fazendo a diferença, mas eles começaram a se mexer, e é isso que importa”, diz Pereira, da CI.


Parceria inusitada

Alguns números do acordo entre Monsanto e Conservação Internacional

13 milhões de dólares é o que a empresa e a ONG ambientalista investirão em um programa de conservação da biodiversidade brasileira ao longo de cinco anos

348 é o número de propriedades rurais no oeste baiano que serão alvo do programa

47 000 km2 – o equivalente ao estado do Rio de Janeiro – é a área que elas ocupam

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