ópio do povo

>A Copa do Mundo é "deles"

Posted on janeiro 21, 2010. Filed under: Agecopa, ópio do povo, Chapada, Copa do Mundo, esporte, impacto ambiental, Mato Grosso, política do pão e circo |

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A verdade é que não é de hoje que o esporte (principalmente o futebol) é usado lamentavelmente como ópio do povo. É a “política do pão e circo”, já utilizada no Império Romano, quem tem como objetivo esconder os profundos problemas que a sociedade enfrenta, ofuscando os defeitos sociais e econômicos durante o período do evento esportivo.

No caso de Mato Grosso a Copa do Mundo não deixa de ser um importante evento futebolístico, empresarial e turístico. Mas será que tanto dinheiro à disposição de maus políticos trará um bom resultado? Será que restará a nós somente a ilusão de esquecer por alguns dias que existe pobreza e que nossas cidades não têm água potável, os administradores vendem ruas – aumentando o caos no trânsito, e que “eles” só falam na próxima eleição?

Permitimos uma rápida ilusão e vamos parafrasear as “Organizações Tabajara”, porque “todos os problemas se acabaram”: o Blairo Maggi criou a Agência da Copa, e escalou um timão de primeira para comandar o espetáculo. “Eles” já começaram a trabalhar, cada um já conquistou estabilidade no serviço público (sem concurso), começou a receber um salário de dar inveja à dupla Bosaipo/Júlio Campos e já estão nomeando mais aspones. Que maravilha!

Até um coronel da Polícia Militar responsável por uma covarde agressão ao Gilmar Brunetto (Gauchinho) valendo-se de uma falsa ordem judicial garantiu a sua boquinha como “fiscal da copa” em Mato Grosso.

“Eles”, os politicóides, foram criteriosos na escolha do plantel dos “fiscais da Copa”, assim não se exigiu formação técnica no setor, experiência, qualificação enfim, esses detalhezinhos descartáveis (para “eles”). Bastou aos postulantes apresentarem ligação política com algum dos caciques de plantão, mas restou obrigatório que tenham contra si processos por improbidade administrativa. Esse quesito era fundamental e condição “sine qua non” para a nomeação. Teve um postulante que apresentou um processo trabalhista de sua empregada doméstica. Foi aplaudido de pé pelos colegas!

E vamos às obras. Lá vai a Agecopa (é esse o nome, parece remédio), prepara a sua primeira obra, a duplicação da rodovia pra Chapada. A torcida gosta, aplaude, a obra é essencial. Mas… o que é isso? A obra é ilegal? Só porque faltou estudo de impacto ambiental? Ora, isso foi um errinho à toa. Vocês vão ver na hora da prestação de contas.

E aí, você ainda acha que a Copa do Mundo é nossa?

Autores: Vilson Nery e Antônio Cavalcante Filho são militantes do MCCE (Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral) Comitê de Mato Grosso – Fonte: A Gazeta

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