paciência

>Até onde vai a paciência nacional

Posted on agosto 22, 2010. Filed under: Assembléias Legislativas, Carlos Chagas, Câmara, Dilma Rousseff, governo Fernando Henrique, José Serra, paciência, presidente Lula, propaganda eleitoral, rádio, Senado, televisão |

>Por Carlos Chagas

Ainda estamos na primeira semana da propaganda eleitoral pelo rádio e a televisão e já tem gente dizendo que não agüenta mais. Menos pela pregação dos candidatos à presidência da República, mais pelo monte de pretendentes às Assembléias Legislativas, à Câmara e ao Senado. 
Os candidatos a governador ficam em cima do muro, uns aceitáveis, outros nem tanto. Fica difícil imaginar como a paciência de todos nós suportará esse suplício até 30 de setembro.
Porque os candidatos a deputado e senador, com as exceções de sempre, tem sido lamentáveis. Dispondo de pouquíssimos segundos para apresentar-se, tentam resumir suas candidaturas em pequenas frases de efeito que, além de nada exprimirem, na maior parte das vezes são mentiras.
Dificilmente algum desses candidatos conseguirá votos por conta de sua aparição na televisão. Nem de suas vozes, no rádio. A imensa maioria do eleitorado escolherá seus deputados e senadores por outros motivos, como tendo acompanhado suas carreiras, conhecido suas promessas ou estarem ligados a eles por simpatia, amizade ou parentesco. 
Também por dinheiro, em alguns casos.
Com a mesma ressalva das exceções, imagine-se que tipo de Congresso vamos ter a partir do ano que vem. Como dizia o dr. Ulysses, pior do que o atual Congresso, só o próximo.

PRESSÕES SOBRE JOSÉ SERRA

O Grão-Tucanato resolveu dar uma prensa em José Serra. Por conta da inferioridade nas pesquisas, dirigentes do PSDB querem mudar o perfil do candidato. Exigem que ele seja mais agressivo diante de Dilma Rousseff, mais violento ao referir-se ao governo e ao presidente Lula e mais laudatório para com o governo Fernando Henrique.
Ainda que no último debate, da Folha-Uol, Serra tenha arremessado mais farpas na candidata do PT, nada indica que ele se curvará à exigência dos tucanos mais emplumados. Quando as pessoas tentam ser o que não são, geralmente quebram a cara, como ainda há pouco aconteceu com o Dunga. Serra tem características própria, como a da cara fechada, do riso difícil, da meditação antes de dar respostas improvisadas e da tendência de não transformar adversários em inimigos. Se vier a dar a volta por cima nas pesquisas, o que parece difícil, terá sido pelo seu modo de ser. Jamais por ter vestido a fantasia de homem das cavernas. Nem no discurso do célebre comício do dia 13 de março de 1964, que o levou para um prolongado exílio, nem naquele discurso Serra passou dos limites ou fez ameaças, como fizeram João Goulart, Leonel Brizola, Miguel Arraes e outros. Não seria agora que mudaria, para a vitória ou a derrota.

EUFORIA DEMAIS FAZ MAL

Dilma Rousseff mantém-se atenta e não permite que em volta dela já se comece a cantar o “já ganhou”. Até recomenda que seus companheiros mais açodados deixem o salto alto e continuem a trabalhar como se a eleição só fosse ser resolvida no dia 3 de outubro, nunca antes.
O diabo é que na alta cúpula do PT sopram ventos de euforia demasiada, de certeza de já estar a candidata eleita. Por conta disso surgem os bicões de sempre, aqueles que já pensam na formação do ministério Dilma e lançam-se em disputas privadas que só fazem tumultuar o clima da campanha. Começa que nem com o Lula, Dilma discutiu quem deve ou não deve integrar o seu governo. Primeiro, é preciso ganhar a eleição. Seria bom, para ela, se alguns companheiros parassem de contar com a sorte grande antes de a loteria ter corrido.

TESTE PARA OS PRESIDENCIÁVEIS

O Clube Militar, no Clube Naval e o Clube da Aeronáutica formalizaram convites aos principais candidatos presidenciais para, num mesmo dia, talvez esta semana, comparecerem para um debate com seus associados. As datas estão sendo arranjadas, parecendo impossível que Dilma, Serra, Marina e Plínio deixem de estar presentes.
Se os quatro candidatos formaram na primeira linha de resistência ao regime militar, com uma presa e dois exilados, também é verdade que os chefes e a oficialidade de hoje nada tiveram a ver com os desmandos daquela época. Por coerência, eles mantém respeito ao passado, ainda que jamais concordância com tudo o que aconteceu.
Não irão provocar os candidatos, como esperam, no reverso da medalha, não ser provocados. A reunião dos presidenciáveis com os militares tem tudo para se constituir num ponto alto da campanha. Vamos aguardar, torcendo. Fonte: Artigos CH
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>Caos nos Correios leva Lula demitir presidente

Posted on julho 28, 2010. Filed under: ECT, Empresa de Correios e Telégrafos, paciência, presidente Lula, Recursos Humanos |

>O presidente Lula perdeu a paciência e decidiu demitir o presidente da Empresa de Correios e Telégrafos, Carlos Henrique Custódio, e o diretor de Recursos Humanos, Pedro Magalhães.

Carteiros em greve já denunciavam a situação

Custódio chefiou a ECT naquele que fo considerado o período mais negro da história de estatal, que perdeu a eficiência e credibilidade conquistada ao longo de muitos anos.

A empresa sofria uma espécie de intervenção banca, exercida pela ministra Erenice Guerra (Casa Civil) e Paulo Bernardo (Planejamento), e as informações chegadas à Presidência da República eram as mais negativas possíveis. Custódio será substituído pelo técnico David José de Matos.

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