Pakalolo

>Franchising: Setor está ascensão

Posted on julho 19, 2010. Filed under: Animafest, Babysol, Brasil Cacau, Café Moinho, Casa do Sorvete Jundiá, Empreendedor, Franchising, franquias, Mara Mac, Martelinho de Ouro, Pakalolo, Selleti, Shopping, Yázigi |

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                  Número de franquias aponta para crescimento de até 10% este ano

Empresária Mariana Moussalim aposta neste nicho de mercado há cinco anos e possui três franquias na Capital: Maria Filó, L”Occitane e Forum, localizadas em um shopping da cidade


Vívian Lessa

Mato Grosso deve expandir em 18,7% o mercado de franchising até o fim deste ano. Significa dizer que é previsto o aumento no número de franquias atuantes no Estado das atuais 800 para cerca de mil unidades. A expectava é do diretor-executivo da Associação Brasileira de Franchising (ABF), Ricardo Camargo, que confirma o potencial de crescimento da região frente aos resultados brasileiros, cujo incremento no número de franquias deve ficar entre 8% a 10% em 2010.
De acordo com ele, é possível observar que Mato Grosso tem atraído grandes marcas do mercado nacional conhecidas até mesmo fora do país. A força para que o Estado promova a expansão deste segmento vem em contraponto aos resultados atuais, que demonstram uma pequena representatividade mato-grossense no total de unidades franqueadas espalhadas pelo Brasil. 
Conforme dados da ABF, Mato Grosso detém apenas 1% do total de 79,988 mil franquias brasileiras.
O consultor de Finanças e Organização Saulo Gouveia, que trabalha orientando empresários interessados em ser um franqueado, destaca que o crescimento já observado no setor é praticamente o dobro a cada ano que passa. Ele conta que a procura por franquias está expandindo à medida em que surge o interesse de novos empreendedores. “É um segmento que tem suas vantagens e seus riscos”. A vantagem, de acordo com ele, é o reconhecimento que a marca já oferece desde o início.
No entanto, Gouveia explica que para aderir a uma franquia o investidor deve pesquisar o mercado e a empresa que deseja representar. “Não é simplesmente escolher. É preciso analisar todos os pontos, sendo financeiros, infraestruturais e até de perfil”. Ele lembra que ter franquia implica em gastos para o interessado. “São cobradas taxas e um valor de adesão que custa a partir de R$ 20 mil”. A ABF no manual Passos para Comprar sua Franquia enumera taxas, royalties, propaganda, entre outras despesas.
Gouveia ressalta ainda que o interessado em ter uma franquia deve primeiro identificar o segmento de interesse de acordo com o perfil do futuro empreendedor. Depois, é aconselhável a obtenção de informações sobre os franqueadores quanto à estrutura e há quanto é atuante no mercado. Além disso, o interessado deve definir a região de atuação de sua preferência.
A empreendedora Crisley Malaco passou por todos os passos, mas ainda não conseguiu montar a sua própria franquia. Ela conta que analisou todos os pontos de mercado e perfil da empresa mas deteve-se na escolha do ponto para instalar o seu negócio. Crisley pesquisou o segmento de vestuário e acessórios femininos, calçados masculinos e até estudou a ideia de montar um lava-jato. “Ainda não tive êxito, mas continuo com a intenção de montar um franquia”. Ela explica que tem preferência para ser uma franqueada ao invés de montar um negócio próprio, sem marca conhecida.
E é justamente pelo renome da marca que muitos empreendedores do Estado buscam investir em franquias. A proprietária da unidade de ensino de idiomas Uptime, Jaqueline Freitas, que começou atuar em Cuiabá este ano, diz que a vantagem da franquia é o reconhecimento que a empresa já possui. A Uptime está em 19 estados brasileiros com mais de 130 unidades ativas. “A empresa já detém um nome conhecido. Então trouxemos para o Estado a primeira unidade da região”. Ela conta que sua franquia atende cerca de 50 alunos por mês. “Temos uma metodologia diferente de ensinar, com horários flexíveis para os alunos”.
Para a empresária Mariana Moussalim, que há cerca de 5 anos atua no mercado de franquias, a atração pelo empreendimento é provocada pelo incentivo e assistência dada pela empresa franqueadora. Ela detém as franquias Forum, L”Occitane e Maria Filó, todas localizadas em um shopping de Cuiabá. Mariana diz que a franqueadora oferece todo o suporte de marketing e infraestrutura. “Para quem não tem idéia de como começar um negócio, abrir uma franquia é o melhor caminho”.
Apesar disso, ela ressalta que além das vantagens há riscos. “Temos que oferecer todos os produtos que a marca possui, mesmo se a coleção não caiu no agrado da maioria”. Ela destaca ainda que o investimento empregado nas franquias não é baixo. “As franqueadoras cobram taxas entre outras exigências. Resta aos franqueados segui-las”.
Procura – O interesse em abrir novas franquias também pode surgir do franqueador. A Yázigi Internexus, por exemplo, procura franqueados no Mato Grosso. A rede de escolas de idiomas tem 60 anos de mercado com 420 escolas espalhadas por todo o Brasil, sendo apenas uma unidade em Cuiabá, e quer implantar mais 5 franquias em Mato Grosso. No prazo de um ano, a estimativa é que sejam inauguradas pelo menos 3 escolas no Estado.
O diretor de expansão do Yázigi, Eduardo Letti, explica que o Estado é uma praça estratégica para a empresa. De acordo com ele, a franqueadora procura interessados em ser empreendedores e que tenha compromisso com ensino. O valor da franquia é por volta de R$ 200 mil. “Em um prazo de 2 anos, o franqueado já consegue ter uma renda líquida de R$ 12 mil por mês, contando o ensino para cerca de 300 alunos”. Hoje o Yázigi contempla mais de 420 unidades espalhadas pelo país. A rede cresceu 10% no ano passado e deve ultrapassar os 12% em 2010. Uma franquia Yázigi demanda um investimento inicial médio de R$ 115 mil.
Nacional – O setor de franquias brasileiro fechou o ano de 2009 com um faturamento de R$ 63 bilhões, crescimento de 14,7% em relação ao ano anterior. O dado foi apurado pela ABF por meio de pesquisa feita com 1,643 mil marcas de franquia atuantes no país. Em 2009, 264 novas redes surgiram no mercado, um aumento de 19,1%, totalizando 1,643 mil. Entre elas estão Selleti, Brasil Cacau, Café Moinho, Casa do Sorvete Jundiá, Animafest, Dpil, Korai, Vest Casa, Riccó, RE/MAX, Total Express, Martelinho de Ouro, Babysol, Mara Mac e Pakalolo.
Já o número de unidades (pontos-de-venda de serviços ou produtos), saltou de 71,954 mil para 79,988 mil, aumento de 11%. Essa expansão resultou na abertura de 72 mil novos postos de trabalho. O setor é responsável hoje por mais de 700 mil empregos diretos. É também um dos segmentos que mais oferece oportunidade do primeiro emprego, além de investir no treinamento e capacitação de seus funcionários. Para 2010, a previsão da ABF é de que o setor aumente o faturamento em 16 %. Fonte: A Gazeta
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