Paraná

>Com a benção de Cardeal, o “homem da Dilma”

Posted on outubro 16, 2010. Filed under: banco KfW, Casa Civil, CEEE, confiança, Dilma Rousseff, Eletrobrás, Frankfurt, Kreditanstalt für Wiederaufbau, Paraná, PT, Revista ÉPOCA, Rio Grande do Sul, Valter Cardeal |

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O banco alemão KfW envolve Valter Cardeal, homem de confiança de Dilma Rousseff, na história de uma fraude de 157 milhões de Euros

Por Andrei Meireles, Marcelo Rocha e Isabel Clemente

O engenheiro gaúcho Valter Luiz Cardeal de Souza é o diretor de Planejamento e Engenharia da estatal Eletrobras, maior empresa de energia elétrica no país. Pragmático e influente, tem fama de possuir mais poder do que o cargo sugere.

Empresários do setor, executivos de grandes empresas e a elite da burocracia tratam Cardeal como o “homem da Dilma”, referência às estreitas ligações políticas, profissionais e pessoais entre ele e a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff.

Banco de fomento alemão KFW

Cardeal entrou para o setor público em 1971, quando se tornou funcionário da Companhia Estadual de Energia Elétrica do Rio Grande do Sul (CEEE). Cardeal e Dilma se aproximaram durante o governo de Alceu Collares (1991-1995), quando ela era secretária de Energia do Rio Grande do Sul e ele diretor da CEEE. Desde então, ele se tornou homem de confiança de Dilma no setor elétrico. Os dois pertenceram ao PDT e, em 2001, ele a acompanhou na mudança para o PT.

 Valter Cardeal (à dir.), homem de confiança da candidata Dilma Rousseff

Dois anos depois, Cardeal chegou à Eletrobras por indicação de Dilma, ministra de Minas e Energia no início do governo Lula. Em 2007, ele ocupou interinamente a presidência da estatal, uma tentativa frustrada de Dilma para manter o controle sobre a empresa, que acabou nas mãos do PMDB. Com 59 anos, alto e falante, Cardeal costuma ser poupado nos rompantes de mau humor de Dilma nas reuniões com subalternos.
Em 2007, Cardeal foi denunciado pelo Ministério Público Federal por gestão fraudulenta e desvio de recursos com base nas descobertas da Operação Navalha, da Polícia Federal, que investigou irregularidades em obras públicas.
Sob a proteção de Dilma, manteve-se apesar disso firme no governo federal. Foi presidente do Conselho de Administração de Furnas e da Eletronorte, outras duas estatais federais. Como diretor de Planejamento e Engenharia da Eletrobras, é responsável por projetos bilionários do sistema Eletrobras, como o programa de incentivo ao uso de energias alternativas, conhecido como Proinfa.
Cardeal ainda acumula o cargo de presidente do Conselho de Administração da Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE), uma subsidiária da Eletrobras. Por causa desse segundo emprego, o nome de Cardeal aparece em um dos maiores escândalos da área de energia no governo Lula.
ÉPOCA teve acesso a uma ação de indenização por danos materiais e morais apresentada contra a CGTEE em agosto deste ano na 10ª Vara Cível de Porto Alegre pelo Kreditanstalt für Wiederaufbau (KfW) – um banco KfW de fomento controlado pelo governo da Alemanha, uma espécie de BNDES germânico que foi criado na época da reconstrução do país depois da Segunda Guerra Mundial.

 Diretor de Engenharia da Eletrobrás, Valter Cardeal e a candidata Dilma Rousseff 
Nessa ação, o KfW afirma ter evidências de que Cardeal teria conhecimento, desde o início, da emissão de garantias ilegais e fraudulentas, para que duas empresas privadas brasileiras obtivessem um empréstimo internacional no valor de e 157 milhões destinados à construção de sete usinas de biomassa de geração de energia no Rio Grande do Sul e no Paraná.
Para o banco que empresta o dinheiro, essas garantias forneceriam um atestado de que, se o devedor não pagasse, alguém – no caso a CGTEE – funcionaria como fiador e arcaria com essa responsabilidade. Só que essas garantias, dadas em nome da CGTEE, violavam a Lei de Responsabilidade Fiscal, no artigo que proíbe empresas do governo de dar aval internacional a empresas privadas.
Esse artigo determina que elas não podem funcionar como fiadoras nesse tipo de empréstimo. Ele foi incluído na lei para evitar o descontrole no endividamento das empresas estatais em moeda estrangeira e para impedir que o patrimônio do Estado seja colocado em risco. Todo gestor público experiente deve saber dessa proibição.
Na ação judicial, o banco alemão faz uma afirmação ainda mais comprometedora. De acordo com o KfW, a então ministra, Dilma Rousseff, tomou conhecimento do negócio em 30 de janeiro de 2006, durante um seminário, em Frankfurt, sobre investimentos em infraestrutura e logística no Brasil. “Até mesmo alguns políticos conheciam os fatos, como a então ministra, Dilma Rousseff”, afirma a ação.
Ao processo, os advogados do KfW anexaram documentos do seminário. Dilma, na época ministra da Casa Civil, foi inscrita como chefe da equipe da Presidência do Brasil. As garantias da operação, de acordo com o banco, foram discutidas num dos fóruns do seminário de que ela participou. Na apresentação do negócio a Dilma, o KfW diz ter informado que a operação ainda tinha o desafio de obter as garantias.
Em seguida, apresentou uma saída: “Solução: emissão de garantia de pagamento por uma subsidiária, com patrimônio suficiente, da empresa governamental de energia Eletrobras”. Segundo o KfW, a subsidiária da Eletrobras já teria sido aceita pela agência oficial alemã de crédito de exportação.
Dois dias depois do seminário com a presença de Dilma, o KfW, de acordo com a sindicância da CGTEE, registrou a obtenção das garantias aos financiamentos. Em nota enviada a Revista ÉPOCA, o banco alemão afirma que recebeu garantias da CGTEE em março e agosto de 2005 para empréstimos para a empresa Winimport construir as usinas de biomassa.
A assessoria de Dilma confirmou que ela participou do seminário em Frankfurt, mas negou que tenha visto a apresentação sobre o negócio.

Fonte:  Blog do Noblat

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>Eleições 2010: Divisão dos votos entre Dilma, Serra e Marina por região e estados

Posted on outubro 4, 2010. Filed under: eleições 2010, Marina, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Serra, votos |

>Norte

Acre
José Serra 52,1%
Marina 23,7%
Dilma 13,6%

Amapá
Dilma 47,2%
Marina 29,8%
Serra 21,3%

Amazonas
Dilma 64,7%
Marina 25,9%
Serra 8,4%

Pará
Dilma 47,7%
Serra 37,7%
Marina 13,5%

Rondônia
Serra 45,4%
Dilma 40,6%
Marina 12,7%

Roraima
Serra 51%
Dilma 28,6%
Marina 18,8%

Tocantins
Dilma 80,9%
Serra 27,9%
Marina 20,5%

Nordeste

Alagoas
Dilma 50,9%
José Serra 36,4%
Marina 11,5%

Bahia
Dilma 62,3%
Serra 20,9%
Marina 15,9%

Ceará
Dilma 66,2%
Marina 16,3%
Serra 16,3%

Maranhão
Dilma 70,5%
Serra 15,1%
Marina 13,6%

Paraíba
Dilma 53,2%
Serra 28,4%
Marina 17,6%

Pernambuco
Dilma 61,7%
Marina 20,3%
Serra 17,3%

Piauí
Dilma 67%
Serra 20,9%
Marina 11,4%

Rio Grande do Norte
Dilma 51,7%
Serra 28,1%
Marina 19,1%

Sergipe
Dilma 47,6%
Serra 38%
Marina 13,2%

Centro-Oeste

Distrito Federal
Marina 41,9%
Dilma 31,7%
Serra 24,3%

Goiás
Dilma 42,2%
Serra 39,4%
Marina 17,1%

Mato Grosso
Serra 44,1%
Dilma 42,9%
Marina 12%

Mato Grosso do Sul
Serra 42,3%
Dilma 39,8%
Marina 16,8%

Sudeste

Espírito Santo
Dilma 37,2%
Serra 35,4%
Marina 26,2%

Minas Gerais
Dilma 46,9%
Serra 30,7%
Marina 21,2%

Rio de Janeiro
Dilma 43,7%
Marina 31,5%
Serra 22,5%


São Paulo
Serra 40,5%
Dilma 37,3%
Marina 20,7%

Sul

Paraná
Serra 43,9%
Dilma 38,9%
Marina 15,9%

Rio Grande do Sul
Dilma 46,9%
Serra 40,5%
Marina 11,3%

Santa Catarina
Serra 45,7%
Dilma 38,7%
Marina 13,9%

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>Roberto Requião leva dois tapas de diretor de porto no Paraná

Posted on setembro 7, 2010. Filed under: Paraná, PMDB, Roberto Requião |

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O ex-governador do Paraná e candidato ao Senado Roberto Requião (PMDB) foi agredido hoje pelo diretor comercial do porto de Paranaguá, João Batista Lopes dos Santos, o João Feio, em um restaurante do Pontal do Paraná, no litoral do Estado.

Roberto Requião, ex-governador e candidato ao senado pelo Paraná

Segundo o diretor, Requião estava num restaurante, onde era realizado um encontro da coligação “A União Faz um Novo Amanhã”. Lá, começou a ofender o atual governador do Estado, Orlando Pessuti (PMDB), antigo vice de Requião e responsável pela nomeação de Santos no porto.

O diretor então devolveu as ofensas e começou a xingar o irmão de Requião, Eduardo, antigo secretário estadual dos Transportes e superintendente do porto, e em seguida deu dois tapas na cara de Requião.

“Ele disse que o Pessuti é ladrão e vai para cadeia. Eu disse que o irmão dele que era ladrão e dei dois tapas nele e ele caiu no chão. Ele não sabe brigar. É um piá de prédio. Defendi minha honra e do Pessuti”, disse Santos.

Fonte: Blog do Noblat

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>Eleições 2010: Dilma inicia campanha eleitoral em São Paulo; José Serra pretigia o Paraná

Posted on julho 5, 2010. Filed under: campanha, Dilma, eleições 2010, José Serra, Paraná, São Paulo |

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  Folh 

Autorizados pela lei eleitoral, os presidenciáveis intensificam nesta semana a programação de suas campanhas.

José Serra e Dilma Rousseff, os candidatos que polarizam a disputa, elegeram como alvos prioritários as regiões Sul e Sudeste.

O tucano inaugura a fase formal de sua campanha na capital paranaense, Curitiba.

Vai anunciar na cidade, nesta terça (6), o seu programa de governo.

Serra tenta tonificar um movimento captado pela última pesquisa do Datafolha.

Entre maio e junho, subiu na região Sul de 38% para 50%, segundo o instituto.

Dilma abrirá a campanha dela por São Paulo, um Estado governado pelo tucanato há 16 anos. Fará uma caminhada pelo centro da capital paulista.

Inicialmente programado para quarta (7), o “desfile” de Dilma deve ser antecipado também para esta terça (7).

No Paraná, Serra será ciceroneado por Beto Richa, o candidato do PSDB ao governo estadual.

Em São Paulo, Dilma se fará acompanhar de Aloizio Mercadante, o candidato que o PT escolheu para tentar furar a hegemonia tucana.

No Sudeste, segundo o Datafolha, Serra prevalece sobre Dilma com dez pontos percentuais de vantagem: 43% a 33%.

Daí a decisão do QG de Dilma de inaugurar a campanha por São Paulo, maior colégio eleitoral do Sudeste e do país.

Dilma ostenta nas regiões Nordeste (47%) e Norte/Centro-Oeste (42%) suas melhores marcas.

Tecnicamente empatada com Serra em termos nacionais –39% a 38%- a candidata de Lula tentará ampliar seus índices nas demais regiões.

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Fonte/Autor: Blog do Josias de Souza 
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