passado

>Sede de futuro e fome do passado

Posted on maio 15, 2010. Filed under: fome, Futuro, imprensa, passado, sede, Thomas Jefferson |

>por Gaudêncio Torquato

Thomas Jefferson, o terceiro presidente dos Estados Unidos (1801-1809), ao longo de sua carreira política era vítima constante de ataques da imprensa. Nem por isso deixou de produzir a lição: “Um governo que não consegue se manter contra as críticas existentes merece cair”. Arrematava o pensamento dizendo que o homem pode ser governado pela razão e pela verdade, sendo a liberdade de imprensa o mais efetivo instrumento para descobri-la.

Esta lembrança tem que ver com o panorama sombrio exposto dias atrás, em Brasília, por ocasião da 5ª Conferência Legislativa sobre Liberdade de Imprensa. Jefferson também dizia que a América Latina não tinha a tradição anglo-saxônica de liberdades. Acertou na mosca. No evento promovido pela Câmara dos Deputados, Honduras, Bolívia, Venezuela, Argentina, Equador, México e também o Brasil saíram mal na radiografia sobre governos interessados em limitar a autonomia de jornalistas e empresas de comunicação. Por que a sombra autoritária paira sobre o continente, quando o clamor pelas liberdades se torna cada vez mais elevado em todos os quadrantes do planeta?

Uma pista pode estar na fala de Simón Bolívar, que há 200 anos lamentava o fato de não haver boa-fé na América, “onde as Constituições não passam de livros e a liberdade é anarquia”. O timoneiro só não podia adivinhar que sua expressão seria seguida à risca por um coronel que se gaba de ser o mais legítimo continuador da “revolução bolivariana”: Hugo Chávez, o mandachuva da Venezuela. Maior ícone do autoritarismo na região, Chávez estraçalha as leis, domina os Poderes Legislativo e Judiciário e, no que diz respeito aos meios de comunicação, instala no país gigantesca mordaça sob o veredicto de que “opinar é um delito”.

Será que os governantes compreendem que a democracia tem fundamento político e ético no direito de livre acesso à informação? É pouco provável. Creem que a mídia deve ser tuba de ressonância de seus governos. A bem da verdade, nas últimas décadas a imprensa foi desfigurada por perfis que habitam o Olimpo da cultura de massa, dando vazão a um repertório de insignificâncias, como atesta Carl Bernstein, que, ao lado de Bob Woodward, ajudou a derrubar, com sua investigação, o presidente Nixon. Nem por isso, porém, o sistema de comunicação deve ser extensão dos governos. Com o carisma em estado de escassez, parcela ponderável das lideranças regionais se esforça para esticar braços assistencialistas em direção às massas, removendo obstáculos que as impedem de alcançar suas metas, entre eles, a crítica midiática. Para tanto usam controles legais e políticos (leis e censura), econômicos (limitações à propriedade de uns e apoio com verbas a outros) ou sociais (rede de entidades sob seu domínio).

No nosso meio, chama a atenção o fato de que, quanto mais se expandem as redes sociais em torno da comunicação global – com milhões de brasileiros interconectados na internet -, mais se cultiva um pensamento retrógrado, centrado no controle da informação. Qual a explicação para que um jornal brasileiro, com longa trajetória de lutas em defesa das liberdades, desempenhando seu mister sob a égide de instituições republicanas, continue há 282 dias sob censura? O vice-presidente do STF, ministro Carlos Ayres Britto, no evento em Brasília, abriu uma fresta. O país atravessa um ciclo de transição, caracterizado pela passagem de uma cultura restritiva, de repressão, de desconfiança, “para uma cultura de plenitude de liberdade de imprensa”. Sob esse precário abrigo, magistrados, principalmente os de primeira instância, margeando o terreno da perplexidade, tendem a cair no desvão do “negaceio”, optando por uma linha dúbia. Vejam o paradoxo: em plena era de luzes e transparência, a escuridão cai sobre os olhos de parcela de nossos juízes.

A conclusão é que o Brasil é um cabo de guerra em que dois grupos tentam vencer a disputa. Um batalhão puxa o cabo em direção ao futuro, enquanto o outro luta para segurar os eixos do passado. O primeiro é composto por cidadãos que cultivam a liberdade em todos os campos. E que desfraldam a bandeira do progresso material e espiritual. Esta é a Nação dos sonhos comuns e dos anseios coletivos. A outra banda é a do antigo território, que abriga o vetusto Estado autoritário e onde atores arcaicos encontram dificuldades de contracenar com os personagens do século 21. Isso explica o oceano de distância entre o que a sociedade deseja e o que lhe falta.

Eis o dilema: o Brasil tem sede de futuro, mas fome do passado.

Gaudêncio Torquato é jornalista, professor titular da USP, consultor político – Fonte: A Gazeta

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>Invista em ações

Posted on janeiro 3, 2010. Filed under: avançar, empreendedores, Investimentos, Invista em ações, passado |

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Era uma vez um cocheiro que dirigia uma carroça cheia de abóboras. A cada solavanco ele olhava para trás e via que as abóboras estavam todas desarrumadas. Então, ele parava, descia e colocava-as novamente no lugar. Ele começou a ficar desanimado e pensou: “Jamais vou conseguir terminar minha viagem! É impossível dirigir nesta estrada de terra conservando as abóboras arrumadas!”


Foi então que o ultrapassou outra carroça cheia de abóboras, e o cocheiro inteligente seguia em frente e nem olhava para trás: as abóboras que estavam desarrumadas organizavam-se sozinhas no próximo solavanco.

Muitas pessoas são assim, não conseguem avançar sem olhar para trás. Presos nos erros e insucessos do passado, não percebem que o passado não os deixará se eles o mantiverem presente em suas mentes. O passado já foi e não serve para mais nada, a não ser, como aprendizado.


Essas pessoas não investem em ações porque ficam olhando para trás o tempo todo, arrumando as “abóboras” do que já perdeu em investimentos ou de histórias de amigos que arruinaram-se, achando que a bolsa é uma jogatina. Na verdade, a bolsa é o reflexo dos empreendedores que corajosamente colocam seus capitais a serviço do progresso, possibilitando a geração de novas tecnologias, saúde, e empregos. Precisam para tanto, de capital para avançar, por isso colocam suas empresas na bolsa para apanhar a poupança das pessoas físicas e num processo de ganha-ganha retornar ao investidor acrescido do resultado alcançado.


Portanto, para obter êxito construa seu futuro investindo parte do dinheiro que passa pelas suas mãos em ações. Mas até quando a festa vai durar? Para sempre, pois ações são investimentos de longo prazo, e no longo prazo nunca nenhum outro investimento ultrapassou ações. Se você aplicar 100 mil reais em ações ele dobra a cada três, quatro anos. Se for na poupança leva nove, dez anos. Em ações, os 100 mil reais em nove anos você já é milionário. Acredite se quiser.


No mercado interno as projeções são de crescimento, da redução dos juros e controle inflacionário, tendo ainda a contrapartida da expansão do crédito. O resultado é um baixo rendimento da renda fixa, levando os investidores para o mercado de ações.


Além do mais, no cenário mundial a economia norte-americana desacelera gradualmente, a Europa mantém a estabilidade, valorizando o euro, sugerindo liquidez abundante. Ademais, o nível dos estoques mundiais dos grãos está diminuindo, tornando os preços atrativos para as commodities.


Ou seja, todos os “sinais” são promissores. Enfim, o futuro será resultado do que fizermos hoje, aqui e agora. Para avançar devemos seguir o exemplo do cocheiro inteligente que sabendo onde queria ir, olhava para frente. Podemos fazer o mesmo, focar onde queremos chegar e com os próprios “solavancos” do aprendizado, chegarmos onde desejamos: O sucesso. Pense nisso, mas pense agora!

Autor: Saulo Gouveia Carvalho (saulo@saulogouveia.net) – Fonte: A Gazeta

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