Pecuária

>Pecuária leiteira planeja crescimento de 23% em Mato Grosso

Posted on março 4, 2011. Filed under: Pecuária |

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A pecuária leiteira de Mato Grosso planeja aumentar em 23% a produção diária este ano ante 2010. Paralelo à essa intenção, produtores, indústrias e governo estadual buscam medidas para que a qualidade do produto seja garantida e atenda os padrões exigidos pelo governo federal. Em reunião realizada nesta quinta-feira (3), representantes do setor discutiram alternativas e soluções para que a produção leiteira estadual fique de acordo com as novas normas estabelecidas pelo governo federal, que entram em vigor em julho.
A determinação define parâmetros para o tipo de leite, o armazenamento e transporte do produto adequados. Segundo o secretário de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar (Sedraf), Jilson Francisco da Silva, a produção de leite deve aumentar dos atuais 2,3 milhões de litros/dia para cerca de 3 milhões litros/dia. Ele lembra que em 2008 eram apenas 1,6 milhão de litros diários. “Estamos trabalhando para que o produto tenha qualidade”.
O presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínio de Mato Grosso (Sindilat), Antônio Dornelles, destaca que o cumprimento das novas medidas será um desafio. “Estamos progredindo muito rápido, quanto à produção. As determinações vêm para dificultar o processo de crescimento”. Ele aponta que o setor tem procurado se modernizar para a tender a alta na demanda do consumo do leite.
Para o presidente da Cooperativa Mista de Terra Nova do Norte (Coopernova) Daniel Robson da Silva, há uma preocupação de como corrigir os problemas. Ele estima que cerca de 10% dos produtores ainda não conseguiram se adequar às exigências. A cooperativa conta com 2,3 mil associados, sendo que apenas 1,7 mil são produtores de leite, que somam 130 mil litros/dia.
Sobre o cumprimento das regras, a agente de inspeção do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Juliana Gliosci, explica que as determinações servirão unicamente para estabelecer um padrão de qualidade no leite. Ela afirma que há muitos produtores que, por falta de informação ou por resistência, não seguem regras básicas de higiene na hora de tirar o leite, como por exemplo, limpar a teta da vaca. Conforme ela, quem descumprir a normativa será retirado do mercado. “O processo é gradativo. Iremos orientar primeiramente para as indústrias, que deverão comunicar os fornecedores”.
Ela acrescenta que antes da punição, o objetivo é que o segmento industrial capacite e informe os produtores sobre as novas exigências. “Não queremos que a indústria contribua para a exclusão dos produtores do mercado por não se adequarem às normas. Considerando que isso poderia contribuir para o aumento da clandestinidade na produção do leite”. Juliana destaca que além de Mato Grosso, a cadeia do leite existente nos estados do Centro-Oeste, Sudeste e Sul do país deverão se adequar à normativa até 30 de junho deste ano. Já as regiões Norte e Nordeste terão mais um ano para ficar em acordo com as regras. Fonte: A Gazeta
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>Falta de chuva leva a quebra de safra e ameaça inflação

Posted on setembro 13, 2010. Filed under: chuva, Estiagem, pantanal, Pecuária, Poconé, Sindicato Rural |

>Estiagem – O Pantanal Mato-Grossense, conhecido pela bela paisagem, com abundância de água e vegetação, mudou. No interior paulista, por onde se espalham lavouras de cana-de-açúcar, laranja e café, o quadro não é diferente. Nos últimos meses a chuva escasseou – efeito do fenômeno climático La Niña. Já se fala em quebra de safra e na possível pressão inflacionária para os próximos meses em algumas culturas.

Pantanal Mato-Grossense

É o caso da pecuária. Segundo a economista Amarilis Romano, da Tendências Consultoria, o prolongado período de entressafra no Centro-Oeste pode fazer com que os pecuaristas mantenham os animais confinados por mais tempo para que ganhem peso e sejam vendidos por um preço melhor. A oferta menor de animais pressiona o preço da arroba do boi gordo.

“Ainda não é possível dizer se haverá uma catástrofe, mas vivemos um sinal de alerta. A luz amarela acendeu e o problema pode influenciar na alta da inflação”, avalia a analista. Para José Vicente Ferraz, da consultoria Agra FNP, é possível que a estiagem prorrogue a entressafra do Centro-Oeste: “Se isso acontecer, não tem como não haver pressão inflacionária”.

Caio Silva Campos, presidente do Sindicato Rural de Poconé (a 110 km de Cuiabá), na região pantaneira, conta que mesmo os pecuaristas mais experientes foram surpreendidos com a estiagem deste ano. “Em alguns lugares as lagoas e açudes viraram um lamaçal. O gado vai procurar água, fica atolado no barro e pode até morrer”, relata.

“Por enquanto, a maioria vai segurar o gado por mais tempo para que ele engorde. Sem pasto há duas alternativas. Ou vendemos agora o gado e perdemos no peso menor do animal, ou gastamos mais para vender mais adiante”, lamenta Campos.

Superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari diz que a atual estiagem é uma das piores vistas na região. “Em alguns lugares do Estado não chove desde abril. A seca começou mais cedo e está mais intensa. Se continuar assim deve levar pelo menos mais um a dois meses até que os animais recuperem o peso. A entressafra que terminaria agora pode durar até novembro. E o preço vai ficar mais alto por mais tempo”, analisa Vacari.

Laranja murcha. Se a pecuária vive sob ameaça, na citricultura o problema já chegou. Os citricultores estão em época de colheita e apontam para uma perda na produtividade que vai de 20% a 30%. É o resultado da falta de chuva no interior paulista, que concentra boa parte da produção nacional.

“Pelos meus cálculos a quebra de safra vai chegar a 30%, levando em consideração os prejuízos com a estiagem e os problemas com doenças nos pomares”, conta Marco Antonio dos Santos, produtor de Taquaritinga, região de Ribeirão Preto (SP).

A falta d’água diminui a quantidade de suco da laranja. Ela fica murcha e, em muitos casos, não tem força para se aguentar no pé. Como a laranja está mirrada, o produtor tem de colocar 20% a mais de frutas para completar a caixa de 40 quilos, vendida à indústria processadora.

Além de comprometer parte da safra deste ano, a estiagem pode causar prejuízo para a colheita do ano que vem. Isso porque nesta época os pomares paulistas começam a ter as primeiras floradas. Sem chuva, a flor não tem força para se desenvolver e virar fruto. A esperança está na melhora do tempo nas próximas semanas, que beneficiaria as duas próximas floradas.

Para Flávio Viegas, presidente da Associação Brasileira de Citricultores (Associtrus), é inevitável que a safra do próximo ano carregue algum efeito negativo de 2010. “Se as flores dos pomares brotarem em um período mais seco, vão se desenvolver menos”, explica. Segundo ele, um dos prováveis efeitos tanto para esta safra quanto para a próxima, como resultado da colheita menor, será o aumento de preço da fruta.

A Cutrale, maior indústria de laranja do País, já processou pouco mais de 30% das frutas desta safra, diz o diretor corporativo Carlos Viacava. Segundo o executivo, a tática, tanto para a indústria quanto para os produtores, foi apressar a colheita para diminuir as perdas. Tanto que houve caso de formação de filas de caminhões de entrega na porta de algumas indústrias. “Sem chuva, metade das frutas do pé vai parar no chão e as laranjas ficam mais leves”, conta. Para Viacava, a maior preocupação está na safra de 2011. “Tem de chover em setembro para não comprometer as próximas floradas”, alerta.

Canaviais. A cana-de-açúcar vive o lado bom e o perverso da estiagem no Estado de São Paulo, onde não chove há mais de três meses em algumas regiões. Se por um lado a seca aumenta a concentração de sacarose na planta (que rende mais açúcar e mais etanol), por outro prejudica o seu desenvolvimento – a planta pode até secar, o que leva à perda de produtividade.

O resultado da estiagem, segundo Antonio de Padua Rodrigues, diretor técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), é uma quebra de safra. A estimativa inicial da entidade era de uma safra de 620 mil toneladas de cana colhida na safra 2010-2011. O número foi revisado para 570 mil toneladas; queda de 8%. “Tivemos dois problemas consecutivos. O excesso de chuva no ano passado e a falta de chuva nesta safra”, explica.

Para completar o quadro, os produtores de São Paulo tiveram de interromper a queimada nos canaviais. A Cetesb restringiu a queima da palha em alguns regiões como resultado da baixa umidade relativa do ar. As usinas não confirmam, mas segundo um especialista do setor houve caso de usina que ficou sem cana para moer por alguns dias.

Segundo o secretário da Agricultura de São Paulo, João de Almeida Sampaio Filho, a preocupação com os efeitos da estiagem é real. “Se a quebra de safra for muito grave, a solução para os produtores será renegociar os financiamentos com o governo federal.”

Fonte: Estadão

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>Pesquisa descobre que Mato Grosso tem a 2ª maior jazida de minérios do Brasil

Posted on setembro 2, 2010. Filed under: agricultura, Daniel Dantas, ferro, fosfato, grupo Opportunity, jazida de minérios, Mato Grosso, Pecuária, Pedro Nadaf |

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Foi comprovada a existência de um depósito de fosfato e de ferro em Mato Grosso de aproximadamente 70 metros quadrados. O depósito, localizado na região oeste do Estado, próximo ao município de Mirassol D”Oeste, somente para produção de grãos significará uma economia de R$ 400 milhões por ano, além dos ganhos provenientes da exploração e exportação dos minerais. Ao todo foram identificadas 427 milhões de toneladas de fosfato e mais 11,5 bilhões de toneladas de ferro, com um teor de 41% de concentração. O volume é 4 vezes superior ao existente na serra dos Carajás (PA).
A novidade foi anunciada pelo governador do estado  em coletiva de imprensa, juntamente com o secretário de Estado de Indústria, Comércio, Minas e Energia, Pedro Nadaf, e representantes do setor produtivo. A descoberta é fruto do Programa Brasil Fosfato, que em Mato Grosso atua há um ano no mapeamento geológica do solo e identificação de fosfato, além de outros minérios.
O fosfato e o ferro foram identificados em uma montanha de 52 metros de altura, em média, e 19 quilômetros de comprimento, sendo formada por camadas de rocha de fosfato e de ferro, intercaladamente. A área está sob a tutela da empresa GME4, que solicitou além desta área, outros 2 milhões de hectares em Mato Grosso para estudos geológicos. A empresa pertence ao grupo Opportunity, de propriedade do banqueiro Daniel Dantas e atua na exploração de ferro no Piauí e Minas Gerais.
Após a identificação do depósito, devem ser iniciados estudos de viabilidade econômica para definir a exploração, o que pode levar até 5 anos.
O presidente da Federação mato-grossense de Agricultura e Pecuária (Famato), Rui Prado, afirma que esta é a melhor notícia da última década e ressalta as economias que poderão trazer à produção agrícola e pecuária no Estado. “Se isso tivesse sido explorado antes, teria evitado o endividamento de muitos produtores por conta dos custos de produção”.
Anualmente são consumidas 610 mil toneladas de fosfato, sendo sua totalidade importada dos Estados de São Paulo, Paraná e de Israel, para a produção de 8 bilhões de toneladas de grãos. Para a pecuária, o mineral poderia ser utilizado para a recuperação de cerca de 9 milhões de hectares de pastagem degradada, acarretando em uma produção ambientalmente correta e uma produtividade bovina maior.
De acordo com o Secretário Pedro Nadaf, o fosfato encontrado poderia abastecer o mercado estadual por 700 anos se o consumo se mantivesse estável. “Temos fosfato suficiente para suprir as necessidades locais e até exportar”.
O governador  afirma que a notícia pode dar início a uma outra atividade econômica no Estado, mas que é preciso atentar para a logística. “Temos problemas de logística que devem ser resolvidos para viabilizar a produção e a comercialização deste potencial mineral”.
Ferro – O depósito de ferro descoberto, segundo o estudo realizado, seria maior que a jazida de Carajás, a maior a céu aberto do país com 3 bilhões de toneladas. Pedro Nadaf diz que a quantia encontrada em Mato Grosso, 11,5 bilhões de toneladas, coloca Mato Grosso na segunda posição nacional, ficando atrás apenas de Minas Gerais.
Quanto ao teor de concentração, de 41%, ele é menor do que a do ferro explorado em Carajás, que é em torno de 60% de concentração. Mas, segundo o geólogo Waldemar Abreu, hoje em dia há exploração de ferro com teores de até 30% em todo o mundo, e que isso torna a exploração possível e rentável.
Fonte: A Gazeta
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>Pequenos produtores avaliam fruticultura em Campo Verde

Posted on julho 28, 2010. Filed under: Abastecimento, banana, Campo Verde, fruticultura, goiaba, mamão, maracujá, Mato Grosso, Ministério da Agricultura, Pecuária, Produtores, Sem-categoria |

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Um dia de campo da fruticultura está sendo realizado hoje no município de Campo Verde (131 km ao Sul de Cuiabá). Segundo o secretário municipal de agricultura, Manuel Messias da Silva, o objetivo é apresentar um balanço do projeto piloto da fruticultura que está sendo implantado na região. Ele explica que 20 famílias de pequenos produtores da agricultura familiar estão plantando banana, maracujá, mamão e, em breve, será iniciado o plantio da goiaba.
Campo Verde Mato Grosso
Dentro do programa de fruticultura, a Cooperativa dos Produtores Agroecológicos de Campo Verde (Coopac) do assentamento 14 de Agosto, realizou, na semana passada, visitas às propriedades para debater os resultados alcançados e o desenvolvimento das culturas. 
Durante toda semana, aconteceram diversas atividades voltadas para pequenos produtores que atuam com agroecologia e integram o projeto Agroeco, desenvolvido a partir de uma parceria entre o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Mato Grosso (Sebrae/MT), prefeitura municipal de Campo Verde e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Também foi realizada uma oficina polpa de fruta, ministrada na Agroindústria Taperinha. O secretário de agricultura de Campo Verde explica que os participantes foram capacitados para manipulação de alimentos, utilização de equipamentos e produção de polpas de frutas. 
Segundo ele, todo este trabalho tem como foco gestão produtiva e comercial das agroindústrias no controle da produção para fornecimento para merenda escolar e mercados locais. O objetivo é garantir canais de comercialização de produtos de qualidade com volume, quantidade e freqüência. Em breve, o projeto será expandido e mais produtores farão parte. Para tanto, 3 mil mudas serão distribuídas para mais famílias de pequenos produtores da agricultura familiar e de assentamentos. Fonte: A Gazeta
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>Fazendas de Mato Grosso se destacam na pecuária nacional

Posted on julho 28, 2010. Filed under: Fazenda Jaó, genética, Mato Grosso, Nova Xavantina, Pecuária |

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Mato Grosso mais uma vez é destaque na pecuária nacional. Desta vez, as estrelas foram as equipes das fazendas Jaó, em Nova Xavantina (a 637 quilômetros de Cuiabá) e Reunidas da Serra Negra, em Vila Bela da Santíssima Trindade (547 quilômetros da Capital). Com uma nova fórmula de produzir carne com qualidade, conquistaram o prêmio Bem-Estar Animal da Merial cujo objetivo é incentivar as boas técnicas de manejo e mostrar como elas podem contribuir para o aumento da rentabilidade.
Ver a pecuária como uma atividade profissional. Este foi um dos pensamentos que levou a equipe da Fazenda Jaó a conquistar o prêmio da Merial. Com gestão eficiente, treinamentos constantes e olho na rentabilidade, a equipe conseguiu superar todas as metas propostas. Mas não é só isso. Os funcionários seguem corretamente o programa sanitário e não economizam esforços na hora de qualificar a mão-de-obra. Os cuidados se estendem para a fábrica de ração e confinamento. A empresa também investe no abastecimento de água, fornecimento de energia elétrica e divisão de pastos.
Na fazenda Reunidas Serra Negra o cotidiano não é muito diferente. Os animais produzidos são referência de qualidade genética, nutrição e manejo. A mão-de-obra é um ponto muito importante para o pecuarista Antônio Sanches, há cinco anos no programa Soma. Ele conta que mesmo com os treinamentos constantes já trocou 80% da mão-de-obra. Todos os bimestres são realizados cursos para melhorar o manejo que prioriza o bem-estar animal, a aplicação racional de medicamentos, entrada de confinamento e principais enfermidades de bovinos.
O gerente de relacionamento com pecuaristas da Merial, Adilson Moura, explica que a empresa oferece aos seus clientes não apenas produtos, mas soluções integradas que visam o aumento de produtividade. “Para obter eficácia no uso dos medicamentos é preciso considerar uma série de aspectos, inclusive promover tratamentos com mais adequação aos animais”.
Moura destaca ainda a importância de se divulgar estes conceitos. O gerente chama a atenção para cuidados como as instalações do curral, tronco de contenção, seringa, brete e embarcador e condução com paredes fechadas para evitar que os animais se machuquem. Isso sem falar na substituição dos ferrões, choques, pancadas e gritos por bandeiras.
Este conjunto de ações garantem maior eficácia no controle do rebanho e evita que o animal se machuque ou comprometa a produtividade tanto no ganho de peso, como na qualidade do couro. “Nosso principal objetivo é o de fomentar a utilização do manejo de bem-estar animal e a aplicação correta dos produtos Merial afim de proporcionar a melhor saúde animal para os bovinos tendo como conseqüência a maior lucratividade para os clientes cadastrados no Soma”.
A premiação da Merial acontece anualmente e é destinada aos pecuaristas que integram o programa de relacionamento da empresa. Na eleição, a equipe técnica avalia a forma de aplicação dos produtos, armazenamento dos medicamentos e vacinas, manejo das agulhas e seringas, conservação da vacina durante a aplicação e o registro dos procedimentos. Neste ano, as propriedades foram vistoriadas e os funcionários receberam treinamento para implementação destes conceitos.
Fonte: A Gazeta
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>Pecuária: Produtores investem em outras raças

Posted on março 22, 2010. Filed under: arroba, Carrefour, Criadores, cruzamentos, Estância Celeiro, Fazenda Sereno, frigorífico, GAP Genética, genética, lucros, nelore, pecuaristas, Pecuária, Produtores, raças, touros |

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Na busca por precocidade do rebanho e melhor qualidade de carne, pecuaristas introduzem animais resultantes de cruzamentos.


Cresce o número de pecuaristas que investem em raças resultantes de cruzamentos como uma forma de aumentar a produtividade do rebanho de maneira rápida, eficiente e econômica. Este é o caso de Daniel Vilela de Oliveira, que sempre trabalhou com nelore e há quatro anos começou com a raça angus em busca de precocidade, tanto no sistema reprodutivo quando no abate, e de uma carne de melhor qualidade que consegue preços diferenciados no mercado. Daniel é vice presidente da Associação de Criadores do Sul de Mato Grosso (Criasul) e disse que muitos estão fazendo esse tipo de investimento. “Acredito que na nossa região, existem cerca de 35 propriedades com gado de raças de cruzamento, que permitem um melhor acabamento e um marmóreo da carne.”



Com um plantel de 1.400 vacas matrizes nelore e 1.050 meio sangue angus, ele se diz muito satisfeito com os resultados, especialmente com o ganho de peso no confinamento e no semi-confinamento. “Este é o tipo de investimento para quem gosta de acompanhar a tecnologia”, ressalta, acrescentando que nos Estados Unidos, 99% do rebanho é fruto de inseminação e no Brasil esse volume é de 5 a 6% no máximo. Os animais de Daniel estão divididos em duas fazendas, uma de cria em Pedra Preta e outra de cria e engorda em Rondonópolis. Daniel adianta que vai começar a testar uma nova raça, a wagyu, oriunda do Japão, cuja carne é a mais nobre e mais cara do mundo. Outros produtores da região já introduzem a raça inglesa senepol



Localizada também em Rondonópolis, a Fazenda Sereno, da GAP Genética, trabalha exclusivamente com animais da raça brangus. A GAP Genética, cuja sede é em Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, tem tradição de 100 anos no trabalho com as raças inglesas – angus, devon e hereford. Jorge Luiz de Oliveira Santana, da fazenda Sereno, explica que em 1984 a empresa resolveu fazer um programa para o Brasil Central de melhoramento genético e de carnes, em parceria com a Argentina. Ele destaca que as raças inglesas e holandesas puras, por serem de climas frios e temperados, têm problema de adaptação no Centro-Oeste por causa do calor e das pastagens. Resolvemos esta questão com a raças como a brangus, um cruzamento de angus e nelore, sendo 62.5% de gens do angus e 37.5% do nelore, proporcionando uma ótima combinação para as características de produção e adaptação. A raça nelore confere ao brangus rusticidade e um excelente rendimento de carcaça, além de grande variabilidade genética, fator importante para o trabalho de seleção. Já a angus aporta mais precocidade e tamanho corporal adequado ao sistema de produção extensivo.



Santana explica ainda que é possível aproveitar as variações entre as raças e reter a heterose (vigor híbrido), implantando um sistema de cruzamento direto ou absorvente. As raças sintéticas refletem os caracteres das raças formadoras, maximizando as características desejáveis e reduzindo as não desejadas, trabalho feito através de sistemas de seleção como o Programa Natura, aberto a todo produtor que utiliza do cruzamento entre nelore e angus. Ele avalia as características de ganho de peso, conformação, precocidade e musculatura, nas fases de desmama (sete meses) e sobreano (18 meses). Estas avaliações servem como base para calcular as Diferenças Esperadas na Progênie (DEP”s) para a classificação dos animais de acordo com seus desempenhos.


A fazenda Serena tem um sistema de produção que integra agricultura e pecuária. Dos 9 mil hectares (ha) da propriedade, dois mil são utilizados para a criação de 3.600 cabeças de gado. São comercializados touros e carne para o Carrefour e para a Estância Celeiro. Santana destaca que antes de ser produtor de carne é preciso ser produtor de pasto. Tanto que 400 ha são utilizados para o plantio de sementes de capim brachiaria, além do cultivo de soja e cana-de-açúcar (em sistema de arrendamento).



Quanto ao mercado, ambos os produtores se dizem muito satisfeitos com os resultados. Santana destaca que, além do ganho direto com o frigorífico, a redução da idade de abate e o aumento no desfrute também se refletem em lucros. “Chegam a pagar pela arroba da vaca um valor aproximado do preço do boi. No caso de um boi castrado, com um bom acabamento, são acrescidos de R$ 3, a R$ 5 por arroba”, exemplifica, acrescentando que em São Paulo, esse acréscimo pode ser até de R$ 7, ou seja, 10% a mais por arroba.


Daniel cita o programa da Estância Celeiro que dá 3% de bonificação no valor da carne de melhor qualidade. Ele finaliza dizendo que o mercado para este tipo de produto está se abrindo e que o consumidor está cada vez mais exigente. Fonte: A Gazeta
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>Produção e ambiente: Pecuária e governo assinam documento para regularização

Posted on março 3, 2010. Filed under: ambiente, Associação, MT Legal, Pecuária, Produção |

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Representantes do setor produtivo da pecuária (produtor, organizações e indústria) e governo de Mato Grosso assinaram nesta terça-feira (2) documento para reforçar a necessidade de toda a cadeia se cadastrar no Programa Mato-grossense de Regularização Ambiental Rural (MT Legal), como forma de garantir mercado externo à carne bovina e outros produtos da atividade. Na prática é a adequação à lei. A ação prevê que até 16 de novembro deste ano, produtores que não estavam regularizados ambientalmente até a mesma data de 2009, podem ser cadastrados para efeito de controles.

A regularidade ambiental está inserida no contexto de tirar pressão da pecuária sobre a floresta e de outros biomas à preservação em Mato Grosso. A iniciativa, como frisou o diretor- executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Otávio Cançado, permite a legalidade de todo o setor e a confirmação de que ele não utiliza bovinos criados em área desmatada ilegalmente, além de eliminar eventuais barreiras não sanitárias. “É não aceitar matéria-prima de local proibido, embargado ou em lista oficial”.

O documento assinado e avalizado pelo governador Blairo Maggi e representantes do segmento agropecupário, estabelece que as empresas ligadas ao setor têm excluído “da cadeia produtiva, bens e serviços provenientes de atividades que tenham sua base de produção associada ao trabalho escravo, à grilagem de terras, à violência agrária e ao desmatamento ilegal, divulgadas em listas oficiais, bem como origem em terras indígenas, quilombolas e unidades de conservação”.

Maggi diz que a assinatura do documento é importante para sinalizar ao mercado externo que a cadeia pecuária mudou. “É importante mostrar ao mundo que estamos mudando nossas práticas”, diz sobre imagem do setor. O presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Mário Candia, ressalta que o documento foi discutido e construído por vários atores, como pecuaristas, governo, indústrias, produtor e Ministério Público.

O documento, diz ele, é a afirmação para o setor se cadastrar no MT Legal e agir dentro da legalidade. “O MT Legal é a ferramenta para entrarmos na legalidade. O setor se une para potencializar o produtor a entrar para o Cadastro Ambiental Rural e termos o acesso para todos os mercados”, aponta vantagens.

Segundo o secretário Extraordinário de Apoio às Políticas Fundiárias e Ambientais, Vicente Falcão, entre 110 mil a 140 mil propriedades de todo Estado devem se regularizar junto ao MT Legal, regularizando suas fazendas.    Fonte: A Gazeta
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>Famato discute quinta o embargo à carne bovina do bioma amazônico

Posted on julho 15, 2009. Filed under: agricultura, Famato, Pecuária |

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A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) realiza na próxima quinta-feira, 16, uma reunião com presidentes e representantes de sindicatos rurais e entidades de classe para discutir um posicionamento do setor frente ao embargo à carne bovina produzida no bioma amazônico. Para tentar reverter a situação, a entidade não descarta a possibilidade de entrar com ações judiciais contra a organização não-governamental (ONG) Greenpeace, que denunciou supermercados, frigoríficos, fabricantes de calçados, entre outras empresas que consomem produtos derivados de bois criados no bioma amazônico.

Famato discute quinta o embargo à carne bovina do bioma amazônico
O diretor tesoureiro da Famato, Eduardo Alves Ferreira Neto, explica que em Mato Grosso quase 70% do gado está na região do bioma amazônico e que os produtores estão se adequando à rígida legislação que regulamenta a produção na Amazônia Legal. “Nós, produtores rurais, também nos preocupamos com a preservação ambiental e buscamos a produção sustentável. No entanto, não podemos admitir que uma ONG estrangeira dite normas para o setor. Vamos buscar o diálogo junto às partes, mas, se for preciso, a Famato entrará com ações para responsabilizar os autores deste boicote pelos danos causados.”

Fonte: Olhar Direto


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>O novo negócio de Mato Grosso

Posted on julho 2, 2009. Filed under: agricultura, Copa do Mundo, infraestrutura, Mato Grosso, Pecuária |

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Mato Grosso está crescendo a passos largos e posso afirmar que isso não é uma vã sensação de um político que luta por um futuro melhor para todos. Esse crescimento já é uma realidade bem visível.

Tempos bons são esperados para os mato-grossenses: Copa do Mundo, discussão de infraestrutura das mais modernas, apoio incondicional à agricultura e pecuária de Mato Grosso e a conquista de uma legislação ambiental mais justa e moderna, alcançada através do Zoneamento Socioeconômico Ecológico (ZSEE).

E o governo também vem fazendo um bom trabalho. Como parlamentar, costumo trabalhar com apoio dos municípios. Creio que a melhor forma de conquistar independência e um espaço digno no cenário nacional é através da parceria, da união entre sociedade e poder público, unindo todas as esferas, para um desenvolvimento sustentável e bom para todos.

Pensando nisso, a Assembleia Legislativa aprovou, em segunda votação, duas mensagens do Executivo com pedido de empréstimo ao Bando do Brasil no valor de R$ 92,3 milhões e outra em R$ 260 milhões. A proposta garante a operação de crédito com a instituição financeira e agiliza todos os programas de desenvolvimento do Estado, como o MT +20 e o PAC.

Esse empréstimo vai oportunizar ao Governo do Estado a adquirir máquinas que serão entregues aos municípios que hoje têm dificuldades em manter as estradas vicinais sem essa ajuda do governo. É uma iniciativa conjunta da Assembleia Legislativa com o Governo do Estado, que tem o intuito de atender os municípios mato-grossenses.

É claro que também é preciso fazer um levantamento sobre as estradas de Mato Grosso. Pois, há estradas vicinais tão importantes quanto as estaduais. Além disso, defendo uma avaliação dos municípios que não têm receita suficiente para comprar os maquinários.

A correção das desigualdades regionais tem sido uma luta constante. Nunca neguei ser municipalista e semanalmente percorro várias cidades para checar a situação de cada uma. Isso nos dá uma noção do nosso estado, suas dificuldades e os acertos. Com esses dados editamos a segunda edição do livro Desigualdades Regionais em Mato Grosso. São 142 páginas sobre a real situação dos municípios e suas diferenças regionais, mapas e cartogramas.

Nessa condição, defendo que é preciso ter uniformidade na distribuição dos recursos do estado para os municípios. Tanto que sugeri a criação de um fundo único com a escolha de parâmetros sociais para a distribuição dos recursos, pois os municípios não podem ser tratados de forma igual. É preciso corrigir essa distorção.

Temos verificado nas ações governamentais que todos os programas de desenvolvimento, tanto locais como nacionais – MT+20 e PAC – indicam a necessidade de promover o financiamento das políticas públicas a partir de múltiplas fontes, como os recursos federais, parcerias público-privadas ou organismos internacionais.

Como disse antes, Mato Grosso está em franco desenvolvimento, todavia graças à união de todos que, acima de questões políticas, sociais, e outras vias de manifestação ideológica, estão trabalhando e torcendo por um estado melhor, que hoje já é de muito orgulho para quem nele vive.


Autor:JOSÉ RIVA é deputado estadual pelo PP e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso
Fonte: Diário de Cuiabá

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>Queda de 6,3% no abate de bovinos

Posted on dezembro 19, 2008. Filed under: abate, bovinos, IBGE, Pecuária |

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Abate de bovinos registra queda de 6,3% no terceiro trimestre

Reprodução

O abate de bovinos registrou uma queda de 6,3% (menos 476,9 mil cabeças) no terceiro trimestre deste ano em relação ao segundo semestre de 2008. O dado foi divulgado hoje (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e é reflexo do período de entressafra, quando ocorre uma redução das chuvas e a seca atinge as áreas produtoras, diminuindo a oferta e a qualidade das pastagens.

No trimestre julho a setembro, o volume de abates somou 7,142 milhões de cabeças de bovinos, 483,9 mil animais a menos do que em igual período do ano anterior. Segundo as Estatísticas da Produção Pecuária do IBGE, o abate total de bovinos acumulado em 2008 (22 milhões de cabeças) foi 5,6% menor do que o observado no mesmo período de 2007.Trata-se de um resultado que reflete a continuidade do processo de escassez da oferta de animais para abate que vem ocorrendo desde o segundo semestre de 2007.

Os dados do IBGE indicam que do total de animais abatidos entre julho e setembro deste ano 57,2% eram bois, 29,2% eram vacas (um percentual elevado de abate de matrizes, apesar da queda de 11,9% em relação ao mesmo trimestre do ano passado), 13,5% eram novilhos e apenas 0 50% vitelos. A variação negativa de preços do boi gordo, no terceiro trimestre de 2008, acentuou esse recuo.

De acordo com técnicos do IBGE, a Região Norte foi a que apresentou a maior queda (19,6%) em termos percentuais no volume de abate de bovinos, onde os estados de Tocantins (menos 25,7%) e Rondônia (menos 21,8%) superaram a queda média da região. Na direção contrária, a Região Sul aumentou em 6,1% o volume de abate de bovinos, com destaque para o Rio Grande Sul, estado onde o volume de animais abatidos cresceu 28,3%.

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