Pedro Nadaf

>Que venham as boas novas

Posted on novembro 4, 2010. Filed under: boas novas, câmbio fixo, Dilma Rousseff, eleitores, G20, Guido Mantega, Ministro da Fazenda, Pedro Nadaf, Que venham as boas novas |

>Por Pedro Nadaf*
O Brasil iniciou esta semana totalmente definido em seu quadro político partidário e começa a viver a fase de transição, como jamais vista em sua história. Afinal, pela primeira vez tem uma mulher no mais alto patamar do exercício do poder. A eleição da primeira presidente do Brasil se deu num pleito democrático, autêntico, o qual todos nós devemos reconhecer e respeitar. O resultado, nas próprias palavras de Dilma Rousseff, consagrou o “princípio essencial da democracia”. Afinal foi a decisão de mais de 55 milhões de eleitores, homens e mulheres, de todas as regiões do país, que a conduziu à presidência.

Tudo que Dilma passou a falar a partir da noite de domingo, ganha repercussão nas esferas nacional e internacional. Por exemplo, citou em entrevista para uma emissora de televisão que manterá o regime de câmbio flutuante, deixando claro que não adotará uma política de câmbio fixo, e estará precavida contra ataques especulativos, tendo como armas, por exemplo, o acumulo de reservas internacionais. Deixou claro a existência de uma guerra cambial entre países.

Vale lembrar que o termo “guerra cambial” foi conhecido recentemente pela comunidade internacional, sendo dito pela primeira vez pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao se referir ao problema dos desequilíbrios cambiais entre os países, assunto que neste mês será levado para a reunião do G20, grupo do qual o Brasil faz parte e que refere-se às principais economias avançadas e em desenvolvimento, do mundo,

O conflito no campo cambial diz respeito à manutenção a alguns países de moedas desvalorizadas de maneira artificial visando que suas exportações fiquem mais baratas e competitivas no mercado externo. Isso traz efeitos negativos para os países que não adotam tal prática e que têm suas moedas valorizadas. Considerei, portanto, a fala da presidente eleita, muito providencial, contra futuras manipulações internacionais, que serão defendidas com nossas próprias reservas e também na atenção que dará para evitar o dumping na política de preços, que fatalmente trazem prejuízos para o setor industrial nacional, ao promoverem uma prática comercial desleal.

Percebi também que a presidente assumiu compromissos com a diminuição das taxas da dívida pública, que já começou a ser praticada no atual governo. Quanto mais houver queda neste compromisso, mais haverá possibilidade de diminuir as taxas de juros. Ou seja, a diminuição será feita sempre de forma sustentável. Isso demonstra cautela ao se trabalhar por juros menores, o que considerado como muito importante para ampliar o consumo.
Durante as eleições se discutem ideias, projetos e propostas, agora é hora de traçar a ação verdadeira e os acertos para a governabilidade. Nós da classe empresarial estamos aguardando com otimismo o anúncio das boas novas. Afinal, Dilma garantiu que governará para todos e é isso o que realmente esperamos e torcemos para que aconteça.

Pedro Nadaf é secretário de Estado de Indústria, Comércio, Minas e Energia e presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac-MT. E-mail: p.nadaf@terra.com.br

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>Pesquisa descobre que Mato Grosso tem a 2ª maior jazida de minérios do Brasil

Posted on setembro 2, 2010. Filed under: agricultura, Daniel Dantas, ferro, fosfato, grupo Opportunity, jazida de minérios, Mato Grosso, Pecuária, Pedro Nadaf |

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Foi comprovada a existência de um depósito de fosfato e de ferro em Mato Grosso de aproximadamente 70 metros quadrados. O depósito, localizado na região oeste do Estado, próximo ao município de Mirassol D”Oeste, somente para produção de grãos significará uma economia de R$ 400 milhões por ano, além dos ganhos provenientes da exploração e exportação dos minerais. Ao todo foram identificadas 427 milhões de toneladas de fosfato e mais 11,5 bilhões de toneladas de ferro, com um teor de 41% de concentração. O volume é 4 vezes superior ao existente na serra dos Carajás (PA).
A novidade foi anunciada pelo governador do estado  em coletiva de imprensa, juntamente com o secretário de Estado de Indústria, Comércio, Minas e Energia, Pedro Nadaf, e representantes do setor produtivo. A descoberta é fruto do Programa Brasil Fosfato, que em Mato Grosso atua há um ano no mapeamento geológica do solo e identificação de fosfato, além de outros minérios.
O fosfato e o ferro foram identificados em uma montanha de 52 metros de altura, em média, e 19 quilômetros de comprimento, sendo formada por camadas de rocha de fosfato e de ferro, intercaladamente. A área está sob a tutela da empresa GME4, que solicitou além desta área, outros 2 milhões de hectares em Mato Grosso para estudos geológicos. A empresa pertence ao grupo Opportunity, de propriedade do banqueiro Daniel Dantas e atua na exploração de ferro no Piauí e Minas Gerais.
Após a identificação do depósito, devem ser iniciados estudos de viabilidade econômica para definir a exploração, o que pode levar até 5 anos.
O presidente da Federação mato-grossense de Agricultura e Pecuária (Famato), Rui Prado, afirma que esta é a melhor notícia da última década e ressalta as economias que poderão trazer à produção agrícola e pecuária no Estado. “Se isso tivesse sido explorado antes, teria evitado o endividamento de muitos produtores por conta dos custos de produção”.
Anualmente são consumidas 610 mil toneladas de fosfato, sendo sua totalidade importada dos Estados de São Paulo, Paraná e de Israel, para a produção de 8 bilhões de toneladas de grãos. Para a pecuária, o mineral poderia ser utilizado para a recuperação de cerca de 9 milhões de hectares de pastagem degradada, acarretando em uma produção ambientalmente correta e uma produtividade bovina maior.
De acordo com o Secretário Pedro Nadaf, o fosfato encontrado poderia abastecer o mercado estadual por 700 anos se o consumo se mantivesse estável. “Temos fosfato suficiente para suprir as necessidades locais e até exportar”.
O governador  afirma que a notícia pode dar início a uma outra atividade econômica no Estado, mas que é preciso atentar para a logística. “Temos problemas de logística que devem ser resolvidos para viabilizar a produção e a comercialização deste potencial mineral”.
Ferro – O depósito de ferro descoberto, segundo o estudo realizado, seria maior que a jazida de Carajás, a maior a céu aberto do país com 3 bilhões de toneladas. Pedro Nadaf diz que a quantia encontrada em Mato Grosso, 11,5 bilhões de toneladas, coloca Mato Grosso na segunda posição nacional, ficando atrás apenas de Minas Gerais.
Quanto ao teor de concentração, de 41%, ele é menor do que a do ferro explorado em Carajás, que é em torno de 60% de concentração. Mas, segundo o geólogo Waldemar Abreu, hoje em dia há exploração de ferro com teores de até 30% em todo o mundo, e que isso torna a exploração possível e rentável.
Fonte: A Gazeta
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