pesquisa IBOPE/CNI

>Entre o Ibope e o Datafolha

Posted on setembro 30, 2010. Filed under: Datafolha, Dilma Rouseff, eleições 2010, Ibope, José Serra, Marina Silva, pesquisa IBOPE/CNI, tendência, votos |

>Por Jose Roberto de Toledo

Eleições 2010 – Pesquisa Ibope/CNI concluída na segunda não confirma tendência de queda de Dilma Rousseff (PT) e mostra a petista com 55% dos votos válidos, o que lhe daria a vitória ainda no primeiro turno. Segundo o instituto, desde o final da semana passada, Dilma permaneceu com 50% do total de votos, José Serra (PSDB) oscilou de 28% para 27%, e Marina Silva (PV) manteve a tendência de crescimento e foi de 12% para 13%.
O resultado contrasta com a queda de Dilma apontada pelo Datafolha na sua pesquisa feita integralmente na segunda-feira. Essa é uma das diferenças entre as duas sondagens: a coleta do Ibope foi dividida em três dias, de sábado a segunda (cerca de mil entrevistas foram feitas no último dia), enquanto no Datafolha toda a pesquisa de campo foi realizada na própria segunda.
Outra diferença é a metodologia: como a maioria dos institutos, o Ibope entrevista os eleitores em casa, enquanto o Datafolha faz as abordagens na rua. Isso pode produzir diferenças na amostra, pelo tipo de eleitor que cada um capta: um mais “rueiro” no Datafolha, e um mais “caseiro” no caso do Ibope. Eles podem ter comportamentos eleitorais diferentes.
Se, como aponta o Datafolha, houvesse uma tendência de queda, tanto a data de campo quanto o método de coleta poderiam, em tese, fazer alguma diferença. Os dados do Ibope, que apenas indicam que Marina segue crescendo, mostram consistência quando analisados pelas diferentes faixas de renda e escolaridade do eleitorado.

Fonte: Blog do Noblat

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>Eleição 2010: Ciro, o Plano B

Posted on setembro 21, 2009. Filed under: Ciro Gomes, Dilma Rousseff, Eleição 2010, José Serra, Marina Silva, pesquisa IBOPE/CNI |

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Era tão estupidamente artificial a equação armada por Lula para a escolha do seu sucessor que bastou para abduzi-la a entrada em cena da frágil senadora Marina Silva (PV-AC). Evaporou-se a eleição sem graça a ser travada entre Dilma Rousseff pelo governo e José Serra ou Aécio Neves pela oposição. Tem Marina. E Ciro Gomes (PSB-CE) vem aí.

No início da semana passada, por encomenda de um aspirante a candidato, ficou pronta a mais recente pesquisa de intenção de voto para a eleição de governador no Distrito Federal. Quem pesquisa a vontade do eleitor para governos locais não resiste à tentação de perguntar em quem ele votaria para presidente da República. Nada é mais natural.

Deu Serra na cabeça, seguido por Ciro, Marina e Dilma. Empolgado, o próprio Ciro confidenciou a amigos no Congresso os resultados de pesquisa também recente aplicada no Rio de Janeiro. Deu ele na cabeça, seguido por Serra, Marina e Dilma. Em 2006, Helóisa Helena (PSOL-AL) amealhou 17% dos votos válidos do Rio.

De há muito que Dilma ultrapassara Ciro na série de pesquisas nacionais feitas pelo IBOPE para a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Esta manhã, em Brasília, serão divulgados os resultados da mais nova. Ciro está na frente de Dilma, embora ainda à larga distância de Serra. A vantagem dele sobre Dilma é pequena.

A pesquisa IBOPE/CNI está mais ou menos de acordo com pesquisas anteriores dos institutos Sensus e Datafolha. Lula e seu governo mantêm elevados graus de aprovação embora tenham perdido uns pontinhos. Serra permanece inabalável na faixa dos 40% das intenções de voto em números redondos. O problema se chama Dilma.

Outro dia, no meio de uma roda de interlocutores confiáveis, Lula repetiu o que um governador ouvira dele não faz tanto tempo assim: “Ela não leva jeito pra isso”. Ela, no caso, é Dilma. Que leva muito jeito para gerenciar iniciativas do governo, menos jeito para comandar pessoas, e nenhum jeito para despertar a paixão dos eleitores.

A vantagem dela é sua desvantagem. Lula é a vantagem – o presidente mais popular da história do país, pai dos pobres e mãe dos ricos. Quem não desejaria tê-lo como cabo eleitoral? (Ô Ciro Gomes, Ciro Gomes! Não pense que Luiz Inácio vai abandonar Dilma. Não vai não, Ciro Gomes. Lula só abandona aqueles que podem prejudicá-lo.)

Lula é a desvantagem de Dilma porque na comparação com ele não há político que fique bem em parte alguma. Afinal, é “o cara”. Dilma está para Lula assim como na eleição presidencial de 1960 o marechal Henrique Batista Duffles Teixeira Lott esteve para o sorridente pé de valsa Juscelino Kubistchek, tão bom marqueteiro quanto Lula.

Lott não tinha jogo de cintura, nem diálogo fácil com os políticos, nem orátória capaz de arrebatar os que o ouviam, nem experiência em eleição. Todos esses atributos também faltam a Dilma. Juscelino fez corpo mole na campanha de Lott, interessado na sua derrota para que pudesse voltar à presidência na eleição seguinte.

Dilma não precisa se preocupar com ardil semelhante. Lula quer elegê-la. Se ela vencer foi Lula que venceu e ele só não voltará em 2014 a pedido da própria Dilma se não quiser. Quer muito. Se Dilma perder, foi ela que perdeu apesar do empenho de Lula. Nesse caso, a “Operação 2014 O Retorno de Lula” não será um êxito de véspera.

Quem cerca Lula jura que não existe Plano B na hipótese de Dilma se arrastar à base de transfusão de votos do seu padrinho. Transfusão tem limites. Da metade do século passado para cá somente dois presidentes fizeram seu sucessor: Ernesto Geisel fez João Figueiredo e Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso.

Às favas todas as juras. Como forçar Ciro a sair do páreo se ele tem tantos votos quanto Dilma? Quem se beneficiaria com a retirada de Ciro Dilma ou Serra? E se Ciro tiver fôlego para disputar o segundo turno? Ciro é o Plano B por ora para ajudar Dilma.

E-mail: noblat@oglobo.com.br – BLOG DO NOBLAT: http://www.oglobo.com.br/noblat – Fonte: A Gazeta

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