pesquisas eleitorais

>Pouca utilidade das pesquisas eleitorais

Posted on agosto 1, 2010. Filed under: institutos, metodologia, pesquisas eleitorais |

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Por Alfredo da Mota Menezes
Que utilidade tem a pesquisa eleitoral para o eleitor? Ela pode até ser útil àquele pequeno grupo de gente que diz que não perde voto, vota em quem pode ganhar.
Ela é útil ainda para os partidos e candidatos. Ajuda a tomar ou corrigir rumos. Mas para o eleitor comum, qual a vantagem? O que ela traz é confusão na cabeça das pessoas. Aqui no estado já se identifica qual instituto está com qual candidato ao governo. Que coloca quem o contrata em posição confortável.
Existem pesquisas eleitorais para cada gosto e momento. Os institutos podem dourar a pílula como quiserem. Seguem a metodologia recomendada e, se necessário, fajuta uma pesquisa em favor desse ou daquele interesse. Alguns exemplos.
Fazem pesquisa em bairro ou município em que sabem antecipadamente que tal candidato não está bem. Se quiser ter dado positivo sobre alguém pergunta antes ao pesquisado o que acha de uma obra ou ação que fulano fez. Na sequência faz-se a pergunta da pesquisa eleitoral.
Se, ao contrário, quiser atingir o adversário, mostra ou sugere erros cometidos por ele, depois apresenta ao pesquisado a cartela de perguntas. Pode-se ainda fazer pesquisa na mesma rua e bairro duas ou mais vezes. Já se sabe que ali esse ou aquele candidato não é bem visto.
Na eleição passada grandes institutos no Brasil erraram feio. O caso da Bahia foi emblemático. Nas pesquisas, o candidato do ACM estava léguas à frente dos outros. No final ganhou Jacques Wagner do PT até com certa facilidade.
Fez-se um debate mais tarde entre os diretores de alguns institutos sobre os erros das pesquisas. Teve um deles que teve a cara de pau de acusar os pesquisados. Disse que o instituto fora ludibriado por eles, que falavam que iam votar em alguém e votavam depois em outro.
Nos EUA estão fazendo uma cesta das pesquisas. Dali se tira uma média delas para se ter um quadro mais honesto e real. Quem sabe o método poderia ser adotado no Brasil e em Mato Grosso,
Duvido até da utilidade da pesquisa qualitativa. Já participei antes de reuniões com técnicos de institutos de fora que mostravam o que ela dizia. E o que dizia era o que os que faziam política local já sabiam de cor e salteado. Ela servia para ajudar o líder ou o grupo dominante interno a tomar determinado rumo que já queriam tomar antes. Aquilo servia para apaziguar os descontentes.
A qualitativa tem muita utilidade para um grupo de marketing de fora contratado para uma eleição. Ele precisa se informar rapidamente das coisas políticas do lugar e a qualitativa ajuda muito. Mas para os que fazem política por anos no estado ela não traz quase nada de novidade.
Alfredo da Mota Menezes. E-mail: pox@terra.com.br; site: http://www.alfredomenezes.com
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>A hora de Serra

Posted on maio 10, 2010. Filed under: Datafolha, Dilma Rousseff, Ibope, José Serra, pesquisas eleitorais, Ricardo Noblat, Sensus, Vox Populi |

> por Ricardo Noblat

Perguntei no meu blog quando Dilma Rousseff ultrapassará José Serra nas pesquisas de intenção de voto. Com pouco mais de três mil respostas registradas em quatro dias, 11,8% delas cravaram a opção “depois que Lula começar a pedir votos para Dilma na televisão a partir de agosto”. A opção “não ultrapassará Serra” atraiu 78% das respostas.

Otimistas, os que torcem por Serra ou parecem resignados com seu aparente favoritismo. A tendência detectada pela série de pesquisas aplicadas desde o ano passado por quatro institutos (Datafolha, Ibope, Vox Populi e Sensus) sugeria a ultrapassagem de Serra por Dilma antes do início oficial da campanha eleitoral marcado para cinco de julho próximo. Ocorreu que…

Ocorreu que Serra largou o governo de São Paulo e se lançou como pré-candidato à sucessão de Lula. O barulho promovido pela oposição em torno do lançamento interrompeu a ascensão de Dilma, embora não tenha refletido de maneira expressiva na diferença de intenção de votos entre os dois. Pelo contrário. A diferença aumentou apenas em um ou dois pontinhos – dentro, portanto, da margem de erro das pesquisas.

O governo aposta na retomada do crescimento de Dilma depois dos comerciais do PT que começaram a ser veiculados no rádio e na televisão na última quinta-feira. E que deverão culminar nesta quinta com o programa de 10 minutos do partido a ser estrelado pela candidata. O programa corre o risco de não ir ao ar. O Ministério Público Eleitoral quer punir o PT por ter usado o programa de dezembro para fazer propaganda de Dilma.

O PT limita-se a seguir o exemplo que vem de cima. Há quase dois anos que Lula faz campanha aberta por Dilma desrespeitando a lei – e em algumas ocasiões debochando dela. Foi multado duas vezes. Os comerciais do PT exibidos na última quinta-feira acabaram vetados pelo Tribunal Superior Eleitoral. Os dois novos comerciais exibidos no fim de semana derraparam nos mesmos problemas dos comerciais vetados.

Na fase de pré-campanha é Serra quem tem brilhado mais. A agenda tem sido ditada por ele. E quem dita a agenda comanda a campanha. Dilma ainda não encontrou um discurso. Tentou dois caminhos e, aparentemente, abandonou-os. Tentou seguir o script pré-determinado há meses de comparar os governos Fernando Henrique e Lula. Não rendeu o suficiente até aqui.

Ficar na comparação entre os governos não lhe daria base para um posicionamento firme como candidata com vida e luz próprias. Ela passou então a atacar Serra. Acusou-o de ser um lobo metido em pele de cordeiro. Chamou-o de biruta de aeroporto, que muda de direção a depender da força dos ventos. Não deu certo também. Para que desse, o adversário teria de topar a briga.

E Serra não topou. Quando lhe perguntaram o que achava de ter sido comparado a uma biruta de aeroporto, apenas riu. Durante o debate entre os candidatos na associação mineira de municípios, Serra desdobrou-se em cortesias com Dilma. Chegou ao ponto de dizer que ela jamais dificultou ou impediu a cooperação entre o governo federal e o governo paulista. Esfregou seu nariz no dela.

À procura de um discurso que não se restrinja à exaltação do governo Lula e à promessa de que dará continuidade a ele, Dilma tem incorrido no erro de se deixar pautar pelo adversário. Serra defendeu a criação do Ministério da Segurança Pública. Ela criticou a proposta. Serra disse que, se eleito, gostaria de governar com o PT e o PV. Lorota pura para ocupar espaço na mídia como candidato de conciliação.

Dilma reagiu à idéia. Líderes de peso do PT também reagiram. Assim como haviam reagido à garantia oferecida por Serra de que ampliará os benefícios do programa Bolsa-Família. Se Lula pôde se apropriar de várias bandeiras do PSDB realizando um movimento clássico estudado em livros dedicados ao marketing político, por que Serra não poderia fazer o mesmo?

A hora de Dilma ainda está por vir.


E-mail para esta coluna: noblat@oglobo.com.br
BLOG DO NOBLAT: http://www.oglobo.com.br/noblat

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>Os números das novas pesquisas eleitorais

Posted on maio 4, 2010. Filed under: institutos, intuição, pesquisas eleitorais, Sensus, Vox Populi |

>Nos próximos dias os institutos de pesquisas começam divulgar os resultados de intenção de votos para presidente da república.

Depois dos últimos resultados, os números dos institutos Sensus e Vox Populi são esperados com certa apreensão.

Minha dica é que haverá uma pequena queda nas intenções de votos para Dilma, e uma oscilação para cima de cerca de 2 pontos para José Serra, Marina Silva deve chegar a 12 pontos.

Vamos aguardar para conferir se minha intuição tem algo a ver.

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