PIB

>A primeira entrevista coletiva de Dilma Rousseff após eleição

Posted on novembro 4, 2010. Filed under: Ministério, MST, PIB, PMDB, primeira entrevista coletiva de Dilma Rousseff, reforma agrária, Salário mínimo, Sem-categoria, Trem-Bala |

>

Deu em O Globo por Chico de Gois e Luiza Damé
Na primeira entrevista coletiva após eleita presidente, Dilma Rousseff prometeu não enviar ao Congresso projeto de recriação da CPMF, tributo que servia para bancar parte dos gastos com a saúde e cuja continuidade foi rejeitada pelo Senado em 2007.

Primeira entrevista coletiva de Dilma Rousseff depois de eleita

Dilma, que deu entrevista ao lado do presidente Lula, disse que prefere outros mecanismos à criação de impostos, mas adiantou que alguns governadores eleitos já a procuraram, demonstrando preocupação com o financiamento do setor e admitindo a possibilidade de criação de um tributo para ajudá-los no pagamento das despesas de saúde.

Dilma também reafirmou a intenção de negociar um aumento real para o mínimo (hoje em R$ 510) que vai vigorar a partir de janeiro.

Mas tanto ela quanto Lula rejeitaram a proposta de R$ 600, apresentada pelo tucano José Serra durante a campanha. Segundo ela, o piso salarial vai superar os R$ 600 na virada de 2011 para 2012.

A presidente eleita disse que ainda não discutiu a formação de seu governo. E condenou regimes ditatoriais, com a ressalva de que essa posição não pode prejudicar as relações comerciais do Brasil. Segundo ela, “business (negócios) são business”. Abaixo, os principais trechos da entrevista.

CPMF: “Tenho muita preocupação com a criação de imposto. Preferia que a gente tivesse outros mecanismos. Agora, tenho visto uma mobilização dos governadores nessa direção e não posso fingir que não vi.

(…) Está em questão a regulamentação da Emenda 29. Para a União, é mais fácil. Para os estados e municípios, é mais difícil. Então, é necessário com os governadores eleitos que se abra um debate.
(…) Eu não pretendo enviar ao Congresso a recomposição da CPMF.

(…) Do ponto de vista do governo federal, não há necessidade premente. Agora, do ponto de vista dos governadores, eu sei que há esse processo. Não posso ir além disto”.

Salário Mínimo: “Nós temos um critério que eu considero muito bom, que é o fato de nós darmos o reajuste baseado na inflação corrente e no PIB de dois anos anteriores. Temos o problema agora que é o fato de o PIB de 2009 é um PIB que se aproxima do zero.

Estamos avaliando se é possível fazer essa compensação (aumento real). Agora, eu adianto que num cenário de PIB crescendo a taxas que nós esperamos, o que nós vamos ter: um salário mínimo no horizonte de 2014 acima de R$ 700 e poucos.

Mantido o critério, já em 2011 ele estaria acima de R$ 600, no fim de 2011, começo de 2012. Nós vamos fazer esse ajuste”.

PMDB: “Eu tenho conversado muito com o vice-presidente Michel Temer e nós temos formado uma grande convicção: este é um governo que vai se pautar não por uma partilha, mas por um processo de construção de uma equipe una.

Quero reiterar: eu tenho visto por parte do PMDB iniciativa positiva e favorável a essa convicção. Eu quero aqui atestar: nunca o PMDB chegou para mim propondo e pedindo cargo.

Estão participando do processo de transição como participaram de todo o processo eleitoral, sem conflito. Acho que a liderança do meu vice é muito importante para garantir que haja esse enfoque”.

Ministério: “Não quero anunciar fragmentado. Eu não sou doida de dizer para você que é dia 18 de qualquer mês, às tantas horas, porque, se eu anunciar uma hora depois, vocês vão falar assim: presidente eleita adia o seu lançamento por um hora.

Eu quero avisar para vocês que vou anunciar os nomes com muita tranquilidade. Vocês serão os primeiros a saber, até porque eu sei perfeitamente que eu dependo de vocês para que a população saiba”.

Nomes/Critérios: “Eu não estou falando agora sobre continuidade de nenhum ministério do ponto de vista de pessoas, estou falando do ponto de vista da continuidade das políticas. Não considero ainda que está maduro o processo de discussão a respeito dos nomes (…).

Agora, tenho critérios e externei isso no discurso: vou exigir competência técnica, vou exigir também um desempenho, um histórico de pessoas que não tenham problemas de nenhuma ordem, vou exigir também, eu acho importante, o critério político”.

Direitos Humanos 1 “Eu tenho uma posição bastante intransigente no que diz respeito aos direitos humanos, e essa posição intransigente se reflete no plano da diplomacia, como uma posição também de opção clara, porque uma manifestação que conduza à melhoria dos direitos humanos não necessariamente é estrondosa.

Muitas vezes, para você conseguir a melhora dos direitos humanos, você tem de negociar. Isso nós fizemos. Eu vi vários movimentos que foram benéficos. Eu quero dizer que no meu governo não vai haver nenhuma dúvida a respeito”.

Direitos Humanos 2 (Ao ser perguntada se o Brasil manterá vínculos comerciais com ditaduras): Business são business.

Reforma agrária/MST: “No que se refere ao MST, em todas as oportunidades eu sempre me neguei a tratar o MST como caso de polícia. O MST não é um caso de polícia.

No meu governo, não darei margem para Eldorado dos Carajás, porque isso também é uma questão de direitos humanos.

Agora, eu não compactuo com ilegalidade nem com invasão de prédios públicos nem com invasão de propriedades que estão sendo produtivamente administradas. Nós temos terras suficientes neste país para continuar fazendo reforma agrária (…)”.

Trem-Bala: “É um absurdo achar que o trem-bala não precisa ser feito. Nos anos 80, essa conversa vigorou para metrô. Diziam que o Brasil não poderia gastar em metrô porque metrô é caro e, além de ser caro, tem outra alternativa, como os corredores e transporte urbano sobre rodas. Com isso, somos um dos países que atrasou o investimento em metrô.

O trem-bala em um país continental, mas com grande densidade populacional no Sudeste e Sul, é absurdo as políticas que são obscurantistas e que consideram o trem-bala um absurdo.

O investimento do trem-bala é feito pela iniciativa privada, e o financiamento a eles não concorre com o investimento em metrô e metrô só segura sendo público”.

Fonte: Blog do Noblat 

Siga o Bom Dia Mato Grosso no

Anúncios
Ler Post Completo | Make a Comment ( None so far )

>A campanha eleitoral e a expectativa de piora para economia em 2011

Posted on outubro 18, 2010. Filed under: Banco Central, campanha eleitoral, Dilma Rousseff, economia, Inflação, José Serra, juros, Orçamento federal. Banco Central, PIB, previsões |

>

Enquanto Dilma Rousseff e José Serra praticamente ignoram o debate dos temas macroeconômicos, as expectativas de analistas e investidores para o próximo ano vêm piorando ao longo da campanha eleitoral.
A petista e o tucano ostentam a condição de economistas em seus programas de rádio e TV, mas pouco ou nada se sabe sobre o que pretendem fazer a respeito das políticas fiscal, de administração das receitas e gastos públicos; monetária, de controle dos juros e da inflação; e cambial, referente à relação entre o real e as moedas de outros países.

Nos três casos, o futuro presidente terá de tomar medidas para responder a incertezas que se acumularam nos últimos meses e tornaram o cenário para 2011, embora sem ameaça visível de crise, menos benigno do que parecia antes do início oficial da corrida ao Planalto.
A preocupação mais imediata é com a credibilidade do Orçamento federal. Desde o ano passado, o governo não tem conseguido cumprir as metas de superavit primário, ou seja, a parcela da arrecadação de impostos e outros recursos poupada para abater a dívida pública.
Segundo pesquisa do Banco Central, o mercado não acredita no anunciado superavit de 3,3% do Produto Interno Bruto em 2011. As projeções dos especialistas, que convergiam para 3% até julho, hoje estão em 2,8% do PIB. A diferença em relação à meta é de quase R$ 20 bilhões, ou um ano e meio de Bolsa Família.
PROMESSAS
Os candidatos, no entanto, têm proposto redução de tributos e aumento de gastos. Serra, na promessa mais cara da campanha, disse que vai elevar o salário mínimo a R$ 600 e reajustar em 10% as aposentadorias de maior valor; Dilma fala em reduzir a contribuição à Previdência.
As previsões para a inflação também se distanciaram da meta oficial -4,5% medidos pelo IPCA- ao longo do período eleitoral. Passaram de 4,8% para os 4,98% estimados no início da semana passada. Cresce, portanto, o risco de um aumento dos juros para conter a alta do consumo e dos preços: para o mercado, a taxa do Banco Central subirá dos atuais 10,75% para 11,75% ao ano.
Outra ameaça é o crescente deficit nas transações de bens e serviços com o exterior, resultado da baixa taxa nacional de investimento e da queda das cotações do dólar, que prejudicam as exportações e estimulam a compra de importados.
DISCUSSÃO AUSENTE
Analistas ouvidos pela Folha criticam a falta de debate sobre temas econômicos -com a ressalva de que, sem temores de ruptura com as atuais políticas, o impacto dessas incertezas sobre os investidores é limitado.
“Muitos aspectos deveriam estar sendo discutidos, como a questão dos gastos públicos, a necessidade de reduzir a carga tributária, de adotar uma agenda que favoreça investimentos. Mas não há preocupação com a solvência do país, como havia no passado”, diz Silvio Campos Neto, economista-chefe do Banco Schahin.
Segundo ele, muitos temas que deveriam estar sendo debatidos durante a campanha são impopulares, como um possível corte nos gastos públicos e uma nova reforma da Previdência.
Para José Francisco de Lima Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator, mesmo com a perspectiva de continuidade da política econômica, há espaço para mudança, por exemplo, em relação aos gastos do governo. E, no curto prazo, são necessárias medidas contra a valorização do real.
“É óbvio que alguma coisa será feita, não tenha dúvida. Mas nenhum dos dois [candidatos] falou nada a respeito disso até agora”, disse.
Thaís Zara, sócia da consultoria Rosenberg & Associados, defende “um debate mais aprofundado” em relação aos temas econômicos, mas ressalta que a piora nas expectativas do mercado financeiro observada nos últimos meses também está relacionada com o agravamento do cenário internacional.
Ler Post Completo | Make a Comment ( None so far )

>Despesas do Tesouro Nacional crescem e governo não cumpre meta

Posted on setembro 28, 2010. Filed under: arrecadação de impostos, governo, meta, Ministério da Fazenda, PIB, superávit fiscal, Tesouro Nacional |

>As despesas do Tesouro Nacional entre janeiro e agosto deste ano cresceram quase 20% em comparação com o mesmo período do ano passado. O superávit fiscal foi de R$ 29,7 bilhões, abaixo da meta de R$ 30 bilhões.

De acordo com o Ministério da Fazenda, em termos nominais, houve um aumento superior a R$ 42 bilhões. Os gastos com pessoal e encargos sociais chegaram a quase R$ 9 bilhões a mais. A receita bruta do Tesouro Nacional totalizou 18% do PIB, sendo que 8% correspondem a arrecadação de impostos.

Ler Post Completo | Make a Comment ( None so far )

>Mercado eleva projeção para PIB e inflação em 2010

Posted on setembro 20, 2010. Filed under: câmbio, Focus, Inflação, IPCA, Mercado, PIB, projeção, Selic |

>

As instituições consultadas pelo BC elevaram a expectativa para o PIB pela terceira semana consecutiva

As instituições consultadas pelo BC elevaram a expectativa para o PIB pela terceira semana consecutiva 

Os agentes de mercado consultados estimam que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, IPCA, encerre 2010 a 5,01%, ante 4,97% na semana passada.

Há quatro semanas, a projeção era de 5,10%. Para o ano que vem, as instituições elevaram a estimativa de 4,90% para 4,95%.

Por sua vez, a projeção para o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) foi elevada para 9,05%, frente a 8,79% na semana anterior. Há um mês, a estimativa era de 8,56%.

Já a aposta para 2011 foi ajustada para 5,04%, contra 5,00% há uma semana.

Para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), a previsão para 2010 foi elevada para 9,08%, face a 8,91% na semana anterior.

Há quatro semanas, a estimativa era de 8,50%. A expectativa para 2011 passou de 5,00% para 5,01%.

PIB

As instituições consultadas pelo BC elevaram a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) doméstico de 2010, a 7,47%, contra 7,42% há uma semana.

As projeções para 2011 apontam para um crescimento de 4,50%.

Selic

O mercado manteve a previsão para a taxa básica de juros do país (Selic) em 2010 a 10,75% ao ano pela quarta semana seguida.

Para 2011, a taxa foi elevada, a 11,75%. Há um mês, a previsão era de 11,50%.

Câmbio

De acordo com o boletim Focus, a projeção para a taxa de câmbio teve leve redução, passando de R$ 1,77 para R$ 1,75 ao fim deste ano.

Em relação ao ano que vem, os agentes de mercado estimam que a taxa fique em R$ 1,80, contra R$ 1,81 estimado na semana passada.

Fonte: Brasil Econômico

Ler Post Completo | Make a Comment ( None so far )

>Economia brasileira cresceu 8,9% no 1º semestre

Posted on setembro 3, 2010. Filed under: Agropecuária, economia brasileira, IBGE, Indústria, Investimentos, O QUE É O PIB, PIB, sazonais, serviços |

>

A economia brasileira cresceu 8,9% no primeiro semestre deste ano em relação a igual período de 2009, informou o Instituto Brasileiro de Geografia de Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 3. Foi o melhor desempenho histórico para um semestre desde o início da série, em 1996. Nos últimos 12 meses até junho, o PIB acumula alta de 5,1%. 
De acordo com agerente da Coordenação das Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, a expansão recorde teve como destaque a indústria, que mostrou bom desempenho no período, com alta de 14,2% no PIB do primeiro semestre ante o primeiro semestre de 2009.
No entanto, ela fez uma ressalva. “É importante destacar que estamos comparando este período com o recorde negativo do PIB semestral” disse, lembrando que, no primeiro semestre de 2009, o PIB caiu 1,9% ante igual período em 2008. Ou seja: o resultado está sendo influenciado por base de comparação mais fraca.
http://www.estadao.com.br/especiais/2010/09/pib_materia.swf
No segundo trimestre, a expansão do PIB foi de 1,2% ante o período de janeiro a março deste ano, superando as estimativas. Ainda segundo o instituto, o PIB do segundo trimestre somou R$ 900,7 bilhões. Segundo um levantamento realizado pelo serviço AE Projeções, com 42 instituições, a variação projetada pelos analistas para o PIB era de 0,30% a 1,12% em relação ao primeiro trimestre, já descontando os ajustes sazonais. A aposta média ficou em 0,70%.

Na comparação com o segundo trimestre do ano passado, o PIB apresentou alta de 8,8% entre abril e junho deste ano, resultado que também superou o teto das estimativas coletadas pelo AE Projeções, que variavam de 7,00% a 8,70%, com mediana de 8,00%.

No primeiro trimestre, o PIB subiu 2,7% em relação ao trimestre anterior e 9% ante o mesmo trimestre de 2009. Para os especialistas, esses números marcaram o auge dos incentivos fiscais e monetários, dados pelo governo para amenizar os efeitos da crise global.

Já o segundo trimestre foi marcado pela redução dos incentivos fiscais e pelo início do ciclo de alta e juros, para diminuir o aquecimento da economia e conter a inflação. Além disso, a Copa do Mundo afetou os negócios, especialmente nos dias de jogo da Seleção Brasileira.

Nesse período, a produção industrial sofreu três quedas mensais seguidas.

Investimentos em alta
A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), constituída principalmente por máquinas e equipamentos e pela construção civil, registrou alta de 2,4% no segundo trimestre de 2010, na comparação com os três primeiros meses deste ano. Em relação ao segundo trimestre de 2009, o indicador registrou alta de 26,5%, o maior crescimento nesta base de comparação desde o início da série histórica, em 1996.

Já a taxa de investimento (FBCF/PIB) registrou alta de 17,9% no segundo trimestre de 2010, contra 15,8% no segundo trimestre de 2009. Já a taxa de poupança bruta atingiu 18,1%, ante 16,0% do segundo trimestre de 2009.

Indústria, agropecuária e serviços
O Produto Interno Bruto (PIB) da indústria subiu 1,9% no segundo trimestre deste ano ante o trimestre imediatamente anterior, de acordo o IBGE. Ainda segundo o instituto, na comparação com o segundo trimestre do ano passado, o PIB da indústria cresceu 13,8% entre abril e junho deste ano.

Segundo o instituto, o PIB da agropecuária subiu 2,1% no segundo trimestre ante primeiro trimestre. Na comparação com segundo trimestre de 2009, o PIB da agropecuária teve avanço de 11,4%.

Já o PIB do setor de serviços mostrou alta de 1,2% em base trimestral e, na comparação anual, avançou 5,6%.

Investimentos influenciam e importações crescem 38,8%
A alta de 38,8% registrada nas importações de bens e serviços no segundo trimestre de 2010 em relação ao mesmo período de 2009 foi influenciada por uma alta dos investimentos, segundo a gerente de contas nacionais do IBGE, Rebeca Palis. Ela explicou que foram destaques na pauta de importação no período itens que podem ser considerados, em parte, investimento, como automóveis, caminhões, equipamentos elétricos e material elétrico.

A taxa de crescimento das importações (38,8%) foi mais de cinco vezes superior à das exportações (alta de 7,3%, na mesma comparação). Segundo Rebeca, o resultado foi influenciado pela variação da taxa de câmbio no período. No segundo trimestre de 2010, o câmbio estava em R$ 1,79, na média trimestral das taxas de compra e venda. Já no segundo trimestre de 2009, a taxa estava em R$ 2,07.

Consumo das famílias avança 0,8%
O consumo das famílias cresceu 0,8% no segundo trimestre de 2010 ante o primeiro trimestre. Em relação ao segundo trimestre de 2009, o consumo das famílias registrou alta de 6,7%.
Já o consumo do governo cresceu 2,1% entre abril e junho deste ano na comparação com os três primeiros meses de 2010 e subiu 5,1% em relação ao segundo trimestre de 2009.
“A aceleração no consumo da administração pública é explicada pela época de eleições nas esferas federal e estadual”, disse Rebeca Rebeca Palis, gerente de Contas Nacionais do IBGE.

O QUE É O PIB?
O Produto Interno Bruto representa o total de riquezas produzido num determinado período num país. É o indicador mais usado para medir o tamanho da economia doméstica. No Brasil, o cálculo é realizado pelo IBGE, órgão responsável pelas estatísticas oficiais, vinculado ao Ministério do Planejamento.

O cálculo do PIB leva em conta o acompanhamento de pesquisas setoriais que o próprio IBGE realiza ao longo do ano, em áreas como agricultura, indústrias, construção civil e transporte. O indicador inclui tanto os gastos do governo quanto os das empresas e famílias. Mede também a riqueza produzida pelas exportações e as importações. O IBGE usa ainda dados de fontes complementares, como o Banco Central, Ministério da Fazenda, Agência Nacional de Telecomunicações e Eletrobrás, entre outras.

O PIB pode ser medido de duas formas, para um mesmo resultado. Quando o PIB é analisado pela ótica de quem produz essas riquezas, entram no cálculo os resultados da indústria (que respondem por 30% do total), serviços (65%) e agropecuária (5%).

Outra maneira de medir o PIB é pela ótica da demanda, ou seja, de quem compra essas riquezas. Nesse caso, são considerados o consumo das famílias (60%), o consumo do governo (20%), os investimentos do governo e de empresas privadas (18%) e a soma das exportações e das importações (2%).

Fonte: Estadão

Ler Post Completo | Make a Comment ( None so far )

>Porque o ideal é a eleição de Dilma

Posted on agosto 12, 2010. Filed under: Bolsa-Família, Dilma, dinheiro, Eleição, José Serra, Lula, Orçamento, PIB, popularidade |

> Por Alfredo da Mota Menezes

Escrevi nesta coluna que seria melhor para a oposição que a Dilma Rousseff ganhasse a eleição. Ela que fizesse os complicados ajustes nas contas do governo. Se fosse alguém da oposição, seria acusado de impedir o crescimento e o governo Lula seria colocado nas nuvens. Se a Dilma ganha, ao tentar fazer os ajustes, o governo anterior seria exposto perante a opinião pública.
Citei alguns números naquele artigo, outros estão aparecendo. Pego três matérias da imprensa nacional dos últimos dias.
O jornal “O Estado de São Paulo” mostrou que o governo Lula recebeu do anterior um saldo a pagar de 22,6 bilhões de reais. Vai deixar 90 bilhões a pagar para quem for à presidência.
Maílson da Nóbrega na revista Veja mostra que a situação fiscal piorou. O “consumo do governo passou de 4,2% do PIB para 8,8%” e a carga tributária de 32% para 36% do PIB (não há mais espaço para aumento de impostos). Investimento na infra-estrutura teve 0,6% do PIB ou pouco mais de 10% das necessidades. Transporte é o grande gargalo do país.
Não se aproveitou a popularidade do presidente para se fazer reformas como previdência, trabalhista e fiscal. Acredito que o Lula não as fez com receio de perder popularidade. Deixa o problema para quem vier atrás.
A melhor análise da situação das contas do governo é a longa matéria de Gustavo Patu na Folha de S. Paulo. Quem suceder Lula “assumirá sem recursos para patrocinar um novo ciclo de expansão dos programas sociais” ou nas áreas de segurança, previdência, Bolsa Família, saúde e amparo ao trabalhador. Só na previdência, no ano passado, os gastos superaram em 34 bilhões de reais a arrecadação.
Diz que quando o petista chegou ao governo em 2003 “a seguridade social tinha um superávit modesto”. O aumento do salário mínimo, da Bolsa Família, gastos crescentes na previdência, isenções fiscais e a perda da CPMF jogaram a situação fiscal da seguridade social para algo complicadíssimo.
Diz ainda que os países da OCDE investem em saúde, em média, 6,4% do PIB. O Brasil chegou a 3,6%. Desse total o governo federal só investiu 1,76%, o resto é de prefeituras e governos estaduais.
Frente aos números nacionais é melhor a Dilma Rousseff ganhar. Se for alguém da oposição, ao pisar no breque da economia, será sacrificado. Se for a Dilma, vão apontar o dedo para o governo que a antecedeu como a fonte de problemas nas contas públicas. Atrapalharia a biografia do Lula.
O que chama a atenção é que, na campanha, a oposição não fala nada disso. Fica com um discurso chocho, como foi o do Geraldo Alckmin em 2006.
Em Mato Grosso, os candidatos ao governo, para minorar a situação na saúde e na segurança, falam que irão buscar recursos em Brasília. Os números mostram que não vão conseguir nada.
E, além disso, segundo o ex-governador Maggi, sobram somente 3% do orçamento estadual para investimento em todas as áreas. Onde os candidatos vão arrumar dinheiro para investir no patamar que estão falando?

Alfredo da Mota Menezes. E-mail: pox@terra.com.br; site: http://www.alfredomenezes.com

Ler Post Completo | Make a Comment ( None so far )

>Desigualdade de Mato Grosso tem cura

Posted on julho 16, 2010. Filed under: Desigualdade, Educação, Ipea, Mato Grosso, PIB, riqueza, Saúde, segurança, Wilson Santos |

>

Autor: Wilson Santos
 
Para nossa tristeza e vergonha, o Ipea – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – acaba de confirmar o que temos dito com insistência: apesar da alardeada expansão da riqueza, Mato Grosso segue sendo um estado com alta concentração de renda, ou seja, economicamente rico e socialmente injusto.

De acordo com o chamado índice Gini – de 0 (zero) a 1, quanto mais próximo de zero, menor a desigualdade – Mato Grosso registrou em 2008 índice 0,54, marcando um desalentador 13º lugar na escala da distribuição de renda entre os estados brasileiros.

Embora seja equivalente ao nacional, esse índice de 0,54 se configura como expressão dramática, desumana até, da falta de políticas estaduais focadas na geração de oportunidades, quando comparado com o crescimento do Produto Interno Bruto – PIB – no mesmo período avaliado: entre 1995 e 2008, o PIB per capita mato-grossense cresceu 5,87%, enquanto a desigualdade ‘caiu’ um mísero ponto centesimal – de 0,55 para 0,54.

Sem desmerecer o esforço extraordinário e a competência do empresariado rural e urbano e de nossos trabalhadores, os números reluzentes de nossa produção agropecuária e agroindustrial não se reproduzem em justiça social, que só se dá pela distribuição de renda. Com um PIB de R$ 45 bilhões e uma população de pouco menos que três milhões de habitantes, Mato Grosso é, em tese, um estado rico. Na realidade, porém, é um estado com poucos muito ricos, muitos pobres e uma classe média ainda incipiente.

É alentador que o índice de pobreza extrema tenha caído em Mato Grosso, segundo o Ipea, de 20,8% em 1995 para 8,9% da população em 2008 – algo em torno de 260 mil pessoas resgatadas da miséria absoluta.

Contudo, a mesma ética que não permite discussão sobre como as pessoas são salvas, num primeiro instante, da fome e do infortúnio, impõe discutir como lhes assegurar meios para o sustento digno e a ascensão socioeconômica como direito sagrado.

Se, como atesta o índice Gini, do Ipea, a enorme riqueza produzida em Mato Grosso não tem contribuído para a redução das desigualdades, é óbvio que a responsabilidade não pode recair sobre os que geram, com esforço e competência, essa riqueza. Nem sobre os que não têm oportunidade de ajudar a construí-la.

Esse enorme débito social e humano recai sobre o governo do estado, que nos últimos sete anos fez estradas e pontes ‘estratégicas’, mas não construiu o caminho ‘simples’ e seguro para o desenvolvimento social: aquele que passa por investimentos em educação e qualificação profissional, em saúde, segurança e habitação, como única forma de gerar prosperidade coletiva. As pessoas não podem ficar para trás, todos têm que crescer juntos, e no mesmo ritmo, que o Estado.

Em meu governo vou buscar convergir todas as políticas públicas para apressar a redução dessas desigualdades. E o melhor e mais seguro caminho é valorizar o nosso maior patrimônio – o ser humano – investindo em educação pública de qualidade e em ensino profissionalizante capaz de preparar mão-de-obra para suprir demanda cada vez mais exigente.

Por isso tenho dito que vou ‘entupir’ Mato Grosso de escolas técnicas. Só com educação, formação profissional adequada poderemos falar de democratização de oportunidades e de ‘produto interno de felicidade’ em vez desse ‘PIB per capita’, que mascara a injustiça social.

Mato Grosso merece avançar e fazer o que ainda não fez: transformar a riqueza do grão em saúde, segurança e educação.

Wilson Santos é professor e candidato a governador de Mato Grosso

Ler Post Completo | Make a Comment ( None so far )

>Ministro da Fazenda, Guido Nantega, crê que crescimento do PIB pode chegar a 7% em 2010

Posted on julho 14, 2010. Filed under: Guido Mantega, Ministro da Fazenda, PIB, PIB brasileiro |

>

O ministro da Fazenda do Brasil, Guido Mantega, disse agora pouco que está mantida a tendência de crescimento da economia e acredita expansão de 6,5% e 7% para o PIB, Produto Interno Bruto brasileiro em 2010. Ele afirmou também não existir expectativa de alta da inflação.

Vale notar que, em junho, Mantega comentou que a economia brasileira deveria ter crescimento de 6% a 6,5% neste ano. Ontem, matéria do Valor deu conta de que a Fazenda estava para divulgar nos próximos dias uma reestimativa para o avanço do Produto Interno Bruto (PIB) de 2010, que deve ficar entre 6,5% e 7,2%.
Ler Post Completo | Make a Comment ( None so far )

>PIB cresce 2,7% no 1º trimestre de 2010 com destaque para indústria

Posted on junho 8, 2010. Filed under: Agropecuária, Indústria, PIB, reflexos |

>

O PIB cresceu 2,7% em relação ao quarto trimestre de 2009. Nessa comparação, a maior alta foi na indústria (4,2%), seguida por agropecuária (2,7%) e serviços (1,9%).
Em relação ao primeiro trimestre de 2009, a alta foi de 9%. O crescimento reflete a base fraca de comparação com 2009, período com reflexos da crise financeira internacional.
No acumulado dos quatro últimos trimestres, o crescimento chegou a 2,4%, com alta nos serviços, estabilidade na indústria e queda na agropecuária.
Ler Post Completo | Make a Comment ( None so far )

>Mato Grosso vive a década de ouro de sua história

Posted on junho 1, 2010. Filed under: atacado, bebidas, Calçados, comércio, combustíveis, Comunicação, crescimento, IBGE, Indústria, Indústria Têxtil, Mato Grosso, Metalurgia, PIB |

>

Estado que mais cresce no país, com ritmo de crescimento comparável ao da China, em torno de 10% ao ano, Mato Grosso vive a “década de ouro” de sua história. Saiu de importador para exportador de energia – o principal gargalo do seu desenvolvimento nas últimas três décadas – assumiu a liderança na produção de soja e algodão, passou a ter o maior rebanho bovino comercial do país e, ao invés de só exportar matéria-prima, inicia um novo ciclo de desenvolvimento ao agregar valor à produção que transforma proteína vegetal em animal, ou seja, ao invés de vender o grão de soja, transforma-o em ração para aves e suínos e exporta a carne.
O resultado desta “revolução” é o fortalecimento econômico do Estado e a expansão do setor industrial, com a vinda de agroindústrias dos mais diferentes setores, como alimentação (esmagadoras de soja, processadoras de frangos e suínos, frigoríficos), bebidas, metalurgia, combustíveis, calçados, atacado, comunicação e indústria têxtil. Junto a essas empresas foram gerados milhares de empregos diretos, provocando um extraordinário crescimento sobre a arrecadação e a elevação do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) dos municípios, que aponta o grau de desenvolvimento de um país, estado ou município.
Nos últimos oito anos desta década, por exemplo, a receita pública foi praticamente triplicada, saindo de R$ 3,2 bilhões, em 2002, para R$ 9,5 bilhões, em 2009. Já o PIB de Mato Grosso em 2002 foi de R$ 20,9 bilhões, saltando para R$ 42 bilhões em 2007 (último levantamento do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
“Podemos afirmar que Mato Grosso vive mesmo a década áurea da sua história”, define o superintendente de Indústria da Secretaria de Indústria, Comércio, Minas e Energia do Estado, Sérgio Romani. Segundo ele, esse desenvolvimento vai ser intensificado nos próximos anos, com o advento da Copa de 2014, e continuará firme por muitos anos.
Ele diz que Mato Grosso passa por um processo de transformação ímpar. “Em um período de 12 anos – 1995 a 2007 – o nosso PIB (Produto Interno Bruto) cresceu quase 500%. Nenhum outro estado brasileiro registrou um índice tão elevado”. Frisou a importância dos incentivos fiscais como fator de atração de empresas ao Estado, mas lembrou que o grande chamariz dos investimentos continua sendo o potencial econômico do Estado e as oportunidades de negócio. “Só com a agricultura, por exemplo, Mato Grosso tem condições de triplicar sua produção sem derrubar sequer uma árvore”, pontua Romani.
“Mato Grosso tem crescido em ritmo semelhante à China, não há como segurar o nosso Estado”, diz o presidente da Federação das Indústrias no Estado (Fiemt), Jandir Milan, apoiado em um estudo econômico que traça o comparativo do crescimento industrial de Mato Grosso com a média brasileira e os estados vizinhos nos últimos 12 anos.
DADOS – O estudo mostra, com base no levantamento do IBGE, que o PIB estadual entre 1995 e 2007 saltou de R$ 7,319 bilhões para R$ 42,687 bilhões, alcançando o maior índice de crescimento entre os estados das regiões Centro-Oeste e Norte, com incremento de 483%.
Segundo Jandir Milan, a iniciativa privada investiu maciçamente graças ao bom ambiente econômico de Mato Grosso. Ele destaca ainda o bom desempenho do agronegócio e a verticalização da produção, ou seja, industrialização de matéria-prima e agregação de valores à produção.
Outro ponto favorável, na avaliação dos empresários, é que o governo federal manteve a postura agressiva de atração de investimentos e não deu ouvidos aos críticos dos incentivos fiscais. “Crescemos graças a estes incentivos e alcançamos resultados fabulosos. Os resultados aí estão em números, para quem quiser comprovar, e as indústrias não param de chegar ao nosso Estado”, afirma Sérgio Romani.
Ele lembra que os municípios que recebem as indústrias passam por uma transformação econômica. A tese do governo estadual é de que, além da geração de emprego e renda, um grande empreendimento acaba atraindo outras pequenas empresas prestadoras de serviço para atender suas necessidades.
“Um investimento puxa outro e aí a economia fica nesse ciclo virtuoso de crescimento”, afirma Romani. Para ele, o processo de industrialização está apenas começando, “mas Mato Grosso já vive uma nova era desenvolvimentista na atual década”. Fonte: Fiemt
Ler Post Completo | Make a Comment ( None so far )

« Entradas Anteriores

Liked it here?
Why not try sites on the blogroll...