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>Bicicleta é o transporte ecologicamente mais sustentável do planeta

Posted on outubro 26, 2010. Filed under: Avenida das Torres, Bicicleta, Cáceres, ciclovias, CUIABÁ, ecologicamente, Mato Grosso, Mobilidade Urbana, ONU, planeta, sustentável, transporte |

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Mobilidade urbana – a Organização das Nações Unidas (ONU) elegeu a bicicleta como o transporte ecologicamente mais sustentável do planeta. Embora o veículo tenha especial atenção nos países do Primeiro Mundo, na maioria das grandes cidades brasileiras as obras de infraestrutura simplesmente ignoram os ciclistas. Em Mato Grosso, a bicicleta é transporte para muita gente em cidades do interior, como Sinop e Cáceres, mas em Cuiabá existem duas ciclovias que nem mesmo a população as reconhece no espaço urbano. Estão localizadas na avenida das Torres e na rodovia do Moinho, apenas no trecho do bairro Pedregal. Usuários e amantes do esporte afirmam que a sociedade local menospreza o transporte por acreditar que é apenas de uso da população carente, como ocorre com o transporte coletivo.

Bicicleta um dos meios de mobilidade urbana ecologicamente mais sustentável

Enquanto isso, nos países do Primeiro Mundo a bicicleta é encarada como a melhor opção de transporte. Oferece rapidez e facilidades na hora de estacionar. É saudável e não emite gases poluentes e não causa transtornos no trânsito. Na Europa, por exemplo, 30% dos trajetos curtos – menos de 3 km – são feitos de bicicleta. Em Dublin (Irlanda), 11% da população têm a bicicleta como o principal meio para ir ao trabalho.
O Brasil possui apenas 600 quilômetros de vias para uso exclusivo de bicicletas. Este número é pequeno se comparado à frota nacional que é hoje de 50 milhões de bicicletas. De acordo com o diretor do Departamento de Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades, Renato Buareto, a idéia do governo é financiar projetos que incentivem o uso da bicicleta, principalmente nos deslocamentos de pequenas distâncias. Em Cuiabá, os ciclistas – em torno de 5 mil – dividem espaço no trânsito com os veículos pesados, assim como os pedestres.
O comerciante de bicicletas em Cuiabá e Várzea Grande, Robson Hugo dos Santos, acredita que a cidade vai precisar de uns 50 anos para obter infraestrutura de acesso aos ciclistas, enquanto isso recomenda muito cuidado ao pedalar nas principais ruas e avenidas. “É preciso se manter a um metro e meio de distância dos carros, mas essa é uma regra que não se consegue cumprir por aqui, mesmo seguindo as normas de andar próximo à sarjeta. O ciclista deve obedecer os sinais de trânsito, usar a sinalização dianteira e traseira para bicicletas e capacete, evitar ultrapassagens de carro e nunca andar na calçada”, alerta.
Na sua opinião, os gestores públicos deveriam captar verbas já existentes no Ministério das Cidades para a construção de ciclovias. “Não dá pra entender porque se faz uma obra como a duplicação da Rodovia Emanuel Pinheiro, entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães, sem ciclovia”, comenta.
As vendas de bicicletas em Cuiabá estão voltadas para os esportes. O comerciante diz que existem hoje cerca de quatro grupos de ciclistas que pedalam à noite pela cidade. “As vendas até aumentaram, mas para uso de lazer e esporte. Numa pesquisa que fizemos com nossos clientes, se Cuiabá tivesse ciclovias eles afirmaram que deixariam o carro em casa e iriam trabalhar de bicicleta”, disse. 
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>Clima "sacode" o planeta

Posted on janeiro 30, 2010. Filed under: chuvas, chuvas torrenciais, Clima, Desastres, deslizamentos, enchentes, Haiti, ONU, planeta, terremoto |

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O Departamento para a Redução de Desastres das Organizações das Nações Unidas, ONU, alerta que o Brasil foi o sexto país no mundo a enfrentar o maior número de desastres naturais em 2009. Segundo a estimativa, coletada em colaboração com centros de pesquisas, dez desastres naturais atingiram o Brasil entre janeiro e dezembro do ano passado. Grande parte esteve relacionado com chuvas torrenciais, deslizamentos de terra e enchentes.

Para se ter uma ideia, no Estado de São Paulo, um dos mais atingidos pelas chuvas, o número de mortes desde 1º de dezembro chegou ontem a 69, quase o triplo do registrado no período entre 1º de dezembro de 2008 e 4 de abril de 2009, quando 24 pessoas perderam a vida. Já são 31 municípios em situação de emergência em razão das chuvas e o total de desabrigados já chega a 5.161 e o de pessoas afetadas a 19.855.


O pior é que nem mesmo o crescimento dos números e o agravamento da situação serve de alerta e continuamos a optar por remediar ao invés de prevenir. Pesquisa da organização não governamental Contas Abertas apontou que o Brasil gastou dez vezes mais com reparos causados por desastres naturais do que com a prevenção. No ano passado, o governo federal teve custos de R$ 1,3 bilhão com o programa Resposta aos Desastres e Reconstrução e apenas R$ 138 milhões com o de Prevenção e Preparação para Desastres. Em 2008, foram gastos apenas R$ 112,6 milhões com prevenção e cerca de R$ 1,2 bilhão com reparo.


As chuvas no Brasil fazem parte de um conjunto maior de “reações” da natureza à forma como temos gerido o planeta Terra. Segundo dados da ONU, 780 mil pessoas morreram na última década vítimas de quatro mil desastres naturais, entre eles tufões, tornados, tempestades tropicais e terremotos, que estão se intensificando. Especialistas alertam que oito das 10 cidades mais populosas do mundo, incluindo Nova York, Tóquio, Cidade do México e Mumbai, estão localizadas em áreas de falhas entre placas tectônicas.


Atingido no dia 12 de janeiro por um forte terremoto, o Haiti acumula mais de 150 mil mortos e vive uma situação de caos. Sem ser alarmista, todos esses acontecimentos deveriam servir de alerta para que adotemos uma postura um pouco mais sustentável, só assim podemos garantir nossa sobrevivência com qualidade de vida.

Fonte: A Gazeta

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>Planeta não terá uma segunda chance

Posted on dezembro 13, 2009. Filed under: chance, COP-15, Copenhague, Mercosul, planeta, Venezuela |

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Orlando Brito

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A CIDADE FERVE, MAS O SHOPPING FECHA ÀS 17H: SEM PLANO B.

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É natural que os moradores de Copenhague estejam assustados. A COP-15, conferência da ONU para estudar as mudanças climáticas entupiu a cidade de forasteiros de todas as partes do mundo. De repente, o metrô está lotado, não há taxis, nem lugar nos restaurantes. Há barulho nas ruas, a polícia – que raramente se ocupa com repressão – teve de mostrar sua força para conter ambientalistas mais acalorados. Apesar de ser capital de um país do chamado primeiro mundo, as novidades são raras, a monotonia toma conta das pessoas. Muita coisa, porém não mudou no cotidiano dos dinamarqueses. Por exemplo, o principal shopping da cidade, o Fisketorvet, fechou no ontem às cinco da tarde, apesar do período de Natal. Lá, porém, é um dos lugares onde há manifestações expontâneas, como essa aí. Onde um cartaz diz que o planeta não tem um Plano B de sobrevivência. (Orlando Brito, de Copenhague)

Venezuela no Mercosul: decisão terça

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A votação do protocolo de adesão da Venezuela ao Mercosul pode ser concluída na próxima terça (15). Na última semana, um acordo entre os líderes adiou a análise da matéria PDS 430/08. A proposta gera polêmica entre oposição e governo. Os governistas defendem a entrada do país no bloco, e justificam que será bom para a economia de ambos. Já a oposição é contra, principalmente porque se trata de um país liderado por Hugo Chávez.Para o presidente Lula, a aprovação é necessária para que o bloco comece a superar divergências conjunturais, para “atacar de frente as assimetrias” existentes.

CCJ analisa proibição de
cigarro em ambientes fechados

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SEN. TIÃO VIANA

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Os senadores da Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal podem votar na próxima quarta (16) o projeto de lei que proíbe o uso de produtos de tabaco em ambientes coletivos fechados. A proposta, de autoria do senador Tião Viana (PT-AC), veta o uso, em locais fechados públicos ou coletivos, de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos ou qualquer outro produto fumígeno, derivado ou não do tabaco. Para o autor do projeto, a proibição é o único meio de proteger os não fumantes da ação dos poluentes que decorrem da queima do tabaco. O projeto tem parecer favorável da senadora Marina Silva (PV-AC) e, se aprovado, seguirá para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS), em decisão terminativa.

Seguridade aprova 13º para idoso

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A Comissão de Seguridade Social da Câmara dos Deputados aprovou na última semana a proposta que concede gratificação natalina (13º salário) no valor de um salário mínimo aos idosos de baixa renda com 70 anos de idade ou mais que recebem o benefício de prestação continuada (BPC-Loas). Direcionados também aos deficientes físicos, o objetivo da proposta é equiparar essas pessoas aos aposentados e pensionistas do INSS. A proposta também instituiu uma renda mensal vitalícia de até 60% do salário mínimo para maiores de 70 anos de idade que não tenham condições de se manter e para pessoas incapacitadas para o trabalho. O texto aprovado é um substitutivo do relator, deputado Neilton Mulim (PR-RJ), ao Projeto de Lei 3967/97 e a outras sete propostas que tramitam em conjunto. Os projetos tramitam em caráter conclusivo e ainda serão analisados pelas comissões de Finanças; e de Constituição e Justiça.

Governo quer consolidar Leis Sociais

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O presidente Lula pretende enviar, em fevereiro, ao Congresso Nacional, proposta para regulamentar de forma definitiva as políticas sociais do governo federal. A ideia do presidente é, no último ano de mandato e quando serão realizadas eleições presidenciais, propor a Consolidação das Leis Sociais (CLS), aos moldes que Getúlio Vargas fez na década de 1940 com a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). Segundo o presidente, a criação da CLS “possibilita estipular metas e diretrizes que serviriam de ponto de partida para que todos dialoguem”, ao se referir à articulação entre os diferentes órgãos que fazem política social e aos três níveis de governo (União, estados e municípios). Na avaliação de Lula, o próximo governo, eleito em 2010, “tentará prorrogar esses mecanismos”.

Orçamento discute estimativa de receita

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A Comissão Mista de Orçamento vai negociar na próxima semana um acordo para a segunda estimativa de receita primária para 2010. Os integrantes da comissão também tentarão fechar o déficit de cerca de R$ 7 bilhões em despesas obrigatórias que existe na proposta do relator-geral, deputado Magela (PT-DF), em áreas como saúde e agricultura. Na última semana, a CMO conclui a votação de sete relatórios setoriais. Na próxima semana o colegiado deverá fazer um esforço concentrado para votar os três restantes e o parecer final do relator-geral. Fonte:www.claudiohumberto.com.br

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>A arte tem de cantar na chuva

Posted on dezembro 9, 2009. Filed under: 2012, animais, Arnaldo Jabor, Cabaret Voltaire, galáxias, Hollywood, Hubble, natureza, Nietzsche, Nova York, planeta, tubarões |

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Nietzsche escreveu: “Há muitos séculos, em um ponto perdido do universo, banhado pelas cintilações de inúmeras galáxias, houve um dia um planeta em que animais inteligentes inventaram o Conhecimento. Foi o instante mais arrogante e mais mentiroso da história do universo, mas foi apenas um instante. Depois de alguns suspiros da natureza, o planeta se congelou e os tais animais inteligentes tiveram que morrer.”

Parece o prólogo de “Guerra das Estrelas”, mas é uma ironia, porque Nietzsche achava que, por trás da busca científica e racional da verdade, mora o desejo da morte, de esgotamento da vida, por uma letal explicação de tudo. No mundo atual, vemos o espantoso descompasso entre o avanço científico e humano, vemos a convivência horrível entre o Hubble, a fome e o massacre de miseráveis.

Nietzsche sonhava com um futuro (nem ele escapou de um “finalismo”…) que daria sentido à vida:

“A arte é mais poderosa que a Ciência, pois ela quer a vida, enquanto o objetivo final do conhecimento é o aniquilamento.” Claro que não tenho nível para aprofundar este tema; mas temos hoje esta maravilhosa e imprevisível metástase da informação digital da tecno-ciência ao lado do indigente, tuberculoso desempenho artístico do mundo.

Onde está a grande arte hoje? A falta de esperança ou da ilusão de futuro gerou uma debandada em todas as direções:

O catastrofismo para as massas (“2012”), a industria dos “best-sellers” e auto ajuda, a literatura engajada, a literatura do cinismo histérico de um caos “pop”, os tubarões petrificados (Damian Hirst), latinhas de cocô de outros picaretas e a ausência de musica erudita relevante.

No cinema, por exemplo, temos de um lado o mercantilismo escroto de Hollywood e do outro a agonia do filme independente.

Até pouco tempo, alguns cineastas americanos tinham fascínio por climas “densos”, como eles imaginavam que era a “arte européia”. Geralmente, esses filmes ficavam ridículos.

Era patético ver os comedores de cachorro-quente falando do Ser e do Nada. Mas até isso acabou.

Com a morte do “Absoluto europeu”, os ideólogos do mercado estão eufóricos. A expressão “euro-centrismo” passou a ser um xingamento. Os mercadores americanos chamam os europeus de “decadentes e intelectualizados”. Seu fracasso seria devido ao “esnobismo”, recusando-se a qualquer coisa que faça sucesso comercial. Dizem: “Como são incapazes de se modernizar (leia-se: “americanizar”), os europeus se “refugiam no passado”.”

“O último grande pintor francês foi o Jean Dubuffet”, afirma a besta quadrada do Fernando Botero, o mais domesticado dos pintores latinos e, claro, sucesso entre os burgueses de Nova York. O pior é que é verdade. A pintura européia, a música, o cinema, tudo está na UTI. Mas, a culpa é de quem? A Europa teria ficado burra? Os americanos acham que a Europa é “inteligente demais”, e que isso atrapalharia a criação artística.

Sempre houve uma bronca contra a “profundidade” da cultura do Velho Mundo. Isto foi tema de vários musicais e chegou, paradoxalmente, a criar obras-primas como “Cantando na chuva” ou “Band Wagon” (“Na roda da fortuna”).

E no entanto, eles não sabem que a genial originalidade de seu cinema vem justamente do “superficial” em filmes sem ambições. Busby Berkeley foi tão importante quanto os “Ballets Russes”.

Do outro lado do muro, vemos a solidão melancólica das vanguardas e dos filmes independentes.

Nos guetos, a vanguarda luta desde 1916, desde o Cabaret Voltaire, desde o dadaísmo, mas parece que ninguém mais presta atenção nestes “excluídos”, porque, como sacaneou o Louis Jouvet: “Tudo muda, só a vanguarda não muda…”

O conceito de “experimental” está muito ligado à idéia de sofrimento, autodestruição, à proibição da redundância como um crime e ao cultivo do desagradável e do frio. A experimentação tinha de ser, como queria Stravinsky, “exaltante”. A arte se fechou numa paranóia conceitual e minimalista. Ou melhor, o mundo fechou os artistas.

Movidos pela idéia socrática que Nietzsche tanto ataca, de que a arte tem de ser subordinada à Razão, os artistas caíram numa denúncia melancólica das impossibilidades. Não há futuro para a arte subordinada à razão, seja ela digital, mercantil, iluminista ou o cacête a quatro.

Prevaleceu a vertente “triste” do modernismo, a vertente “conceitual” que joga sobre o “mal do mundo” apenas um vago mau humor, uma ideologia nevoenta de criticismo, apenas uma arte enojada contra o mal-estar da civilização. Acho que está na hora de se recriar um construtivismo positivo, em vez da destrutividade automática.

Por que a melancolia seria mais profunda que a alegria?

O “novo” não poderia ser um “belo” que denuncia , com sua luz, a injusta vida?

Será a melancolia a única forma de reflexão? Como então explicar Fred Astaire, a arte pop, o jazz? Michael Jackson?Depois do pop, será que uma “Aids conceitual” não atacou tudo, depauperando a luta? E se a arte tentasse disputar pau a pau com o Sistema, mesmo sabendo que perde, em vez de cair nesta auto-flagelação acusatória?

Outro dia fui ver “Lua Nova” com meu filho. O filme é ruim, mas é “bom” há ali algo de novo, como se fosse filmado e montado por vampiros e lobisomens. “Batman” tambem é ruim, mas é “bom” um apocalipse ou uma apoteose de efeitos especiais que transformam em caretice linear o surrealismo ou o dada. Sempre esculachei o cinema brutalmente comercial, mas hoje vejo que há nestes novos delírios de massa alguma semente formal do que poderíamos chamar de um novo “barroco digital”.

Precisamos de arte, como uvas e frutos e danças e como um coro de Silenos, de Dionísios, pois a ciência e a razão querem chegar até os ossos da “essência”. A arte tem de ser o grande ritual de embelezamento da vida. Nietzsche: “A ilusão é a essência em que o homem se criou.”

A arte é a ilusão aceitada, a clareza feliz de que a aparência é o lugar do humano e que só nos resta essa hipótese de felicidade num planeta gelado.

Autor: Arnaldo Jabor
Fonte: A Gazeta


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