política

>’Wall Street Journal’ diz que Politização é maior risco para Petrobras

Posted on setembro 13, 2010. Filed under: economia, Geral, governo, jornal, nacional, Petrobras, política, Politização, Wall Street Journal, WSJ |

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Uma reportagem publicada na edição desta segunda-feira do jornal americano Wall Street Journal afirma que a politização da Petrobras é o maior risco que a empresa enfrenta no futuro.
O texto, assinado pelo jornalista Edward Tan, afirma que a Petrobras, em sua oferta pública de ações estimada em US$ 65 bilhões, tem ressaltado aos potenciais compradores dos títulos os altos riscos envolvidos na exploração de petróleo em águas profundas.
“Mas o maior risco [da Petrobras] pode ser político”, afirma o texto.
“A grande reserva de petróleo no litoral do Brasil ameaça reintroduzir a política na administração da gigante petrolífera, que é controlada pelo governo brasileiro, mas competentemente administrada de forma comercial.”
“Como a Petrobras é vista como um instrumento de política nacional, seja na sua concepção ou através da evolução econômica, ela se permite ser politizada. O perigo é que ela se aproxime da Petróleos Mexicanos ou Petróleos de Venezuela AS, as companhias nacionais do México e Venezuela respectivamente, que foram transformadas para promoverem várias causas sociais.”
O jornal prevê que as ações da Petrobras ficarão mais voláteis no futuro próximo, devido às atividades exclusivamente petrolíferas da companhia, aos riscos ligados à exploração em águas profundas e ao “risco de que sua filosofia independente […] seja alterada pela política”.
Eleições presidenciais
O Wall Street Journal ressalta que a Petrobras tem perspectivas enormes de retorno financeiro diante das reservas comprovadas de 14 bilhões de barris equivalentes de petróleo (BEP), com potencial para chegar a 35 bilhões de BEP.
No entanto, o jornal diz que isso pode levar a um controle político maior da Petrobras, já que o Congresso brasileiro está considerando criar leis que dariam exclusividade à empresa brasileira na operação de áreas do pré-sal.
Com isso, a empresa, que tem 55% das suas ações com direito de voto sob controle do governo, teria uma posição predominante na exploração das novas jazidas. No entanto, alguns acionistas reclamam que a Petrobras pagaria caro demais pela operação nas áreas determinadas pela lei e podem levar a questão à Justiça.
Outro risco de politização da Petrobras apontado pelo jornal são as eleições presidenciais brasileiras, que “introduzem outra incerteza”.
“A candidata com ampla margem de liderança nas pesquisas, Dilma Rousseff, é vista em geral como tendo posições mais esquerdistas do que o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apesar de ter o seu apoio”, escreve o Wall Street Journal.
O jornal não menciona as plataformas dos candidatos presidenciais em relação à Petrobras. BBC Brasil – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
Fonte: Estadão
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>Para Collor: ‘Lula melhorou o que fiz’

Posted on agosto 12, 2010. Filed under: Collor, Eleição, fora Collor, Lula, política, Senador |

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O senador Fernando Collor (PTB), candidato ao governo de Alagoas, disse ontem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em sua opinião, é o melhor presidente da História do país.

Em entrevista a uma rádio alagoana — durante a qual ostentava dois adesivos, um dele e outro da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff —, Collor elogiou Lula por ter seguido uma agenda que, segundo o senador, foi implantada por ele quando ocupou a Presidência, “e melhorando o que eu fiz”:

— O presidente Lula, a meu modo de ver, é o melhor presidente que o Brasil já teve.

Na entrevista, Collor disse que, se ganhar as eleições, pode não concluir o mandato, para entrar em outra disputa eleitoral em 2014.

— Não sei dizer (se deixaria o mandato antes), depende das circunstâncias políticas, depende de muitos fatores. Mas o que desejo é fazer um governo à altura das expectativas dos alagoanos — disse.

Collor pediu desculpas por ter xingado o repórter Hugo Marques, da revista “IstoÉ”, mas não ao jornalista:

— Ele cometeu má-fé (por ter divulgado um trecho da gravação de um telefonema, no qual Collor o chama de “filho de uma puta”). Já tenho apanhado tanto, sofro tanto, não perdi minha capacidade de me indignar.

Ontem, as ruas do Centro de Maceió foram palco de tensão e quase confronto durante um ato surpresa organizado pela Juventude do PTB a favor do ex-presidente e contra o protesto “Fora Collor”, de movimentos sociais e representantes da sociedade civil organizada, marcado desde semana passada.

Um dos organizadores do ato dos colloridos era o prefeito de Traipu, Marcos Santos (PTB), preso por corrupção e solto graças a uma liminar. O local e a hora dos dois atos foram os mesmos. No encontro das passeatas, cada uma com cerca de 500 pessoas, foi necessária a presença do Centro de Gerenciamento de Crises da Polícia Militar.

O TRE reforçou a segurança, para evitar quebra-quebra diante de sua sede, onde os manifestantes se encontraram. Carros de som do “Fora Collor” repetiam parte da conversa gravada entre Collor e o jornalista Hugo Marques. Mas não houve confronto.

Fonte: Blog do Noblat

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>Cerca de 14 pesquisas eleitorais tiveram divulgação suspensa pelo TSE por irregularidades

Posted on agosto 2, 2010. Filed under: eleições 2010, nacional, pesquisas, política, TSE: suspensão |

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Eleições 2010 – Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspenderam, nos últimos dias, a divulgação de cerca de quatorze resultados de pesquisas eleitorais com intenção de votos para presidente da República, por  não trazerem a lista de todos os candidatos.
Foram suspensas a divulgação de pesquisas realizadas nos estados de Mato Grosso, Santa Catarina e Distrito Federal. O artigo 3º da Resolução 23.190 do TSE diz que a partir do dia 5 de julho de 2010, os nomes de todos aqueles que tenham solicitado registro de candidatura deverá constar das pesquisas realizadas mediante representação da relação de candidatos ao entrevistado. Ou seja, a partir desta data, a informação a ser divulgada deve ser completa e se basear no quadro real de candidaturas.
As pesquisas eleitorais podem ser realizadas por diversas formas, como amostras simples, por cotas, qualitativa, quantitativa, entre outras. Para afastar qualquer forma de indução nas respostas dos entrevistados, vários institutos de pesquisa utilizam, no momento da pesquisa, um cd contendo os nomes dos candidatos.
Os ministros, concluíram ainda, que a limitação da intenção de votos a apenas um grupo restrito de candidatos fere a confiabilidade das pesquisas.
Multa
O Partido Verde protocolou uma representação contra a Voice Pesquisas e Comunicação Ltda., e a R$ Comunicação e pesquisa Ltda., por divulgação da pesquisa eleitoral no dia 25 de maio em um sítio na internet. O PV sustenta que a intenção de votos foi registrada somente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o que afronta o artigo primeiro e inciso I do artigo sexto da Resolução 23.190 do TSE.
Diante do exposto, a relatora da representação, ministra Nancy Andrighi fixou multa de R$ 53.205,00 às representadas.
Fonte: Estadão

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>Empresários não acrescentam nada na política

Posted on junho 29, 2010. Filed under: Bimetal, Empresários, Maggi, Mato Grosso, política |

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A política Mato-Grossense é esquisita. Os políticos estão sendo substituídos pelos empresários. O interessante é que os próprios políticos que criaram esse fenômeno. Em outros lugares os chamados empresários representam a minoria nas assembléias e em outros cargos. Em geral os empresários são chamados para serem vice (Alencar por exemplo) e suplentes de senadores, assim eles fazem boas contribuições e ficam uns quatro a seis meses como senador e todo mundo feliz. 

Aqui é diferente, os empresários tomaram conta do estado. Na verdade, os empresários estão vislumbrando que com o poder do executivo (municipal e principalmente o estadual) os seus negócios irão de vento em popa. É mentira que eles estão interessados em melhorar a vida da maioria dos habitantes do estado e dos municípios, pois basta ver que esses empresários até então nunca realizaram algo em pró da população. As empresas do Blario Maggi dizem que representam muito nos negócios, que tem faturamento muito alto, lucros enormes. Apesar de tudo isso não se vê nenhuma escola Maggi, escola Bimetal do tipo as da fundação Bradesco. Não se vê nenhum centro cultura Maggi, Bimetal, nenhum teatro, ou mesmo um museu, mesmo que da soja e muito menos do metal, nem uma bibliotecazinha, um cineminha.

Agora eles aparecem com os caras mais sérios do mundo, defendendo dignidade e rigor com os gastos públicos, que irão governar o estado ou município como administram as suas empresas.

O ideal é a política ser dominada por políticos profissionais. É bom acompanhar a carreira dos políticos, ver como foi como vereador, deputado estadual, federal, senador e governador, etc. Não necessariamente passar por todos os cargos, pode ir após alguns mandatos de deputado para governador sem problema. Entendo como político profissional, seria um Ulisses Guimarães, Pedro Simon, Mario Covas, Miguel Arrás, Brizola. Políticos quem tem filhos, esposas como herdeiros não são políticos, são coronéis.

Há também vários nomes de políticos mato-grossenses que atuam somente agora que se aproximam das eleições (não citarei nomes para não parecer tendencioso). Necessitamos que mais pessoas possam se interessar pela política. Trabalhadores, profissionais liberais, intelectuais, artistas, e até empresários (estes não para comprar o estado para si). Também a estrutura partidária não permite que apareçam candidatos com esses perfis, somente os últimos que conseguem porque compra a estrutura partidária toda.

Dessa forma o estado de Mato Grosso não avançará na cidadania, nas artes, nos esportes, na educação, e principalmente nas ciências. Ficaremos batendo pé e mantendo nossa agenda política em expansão da agricultura versus desmatamento, pecuária em grande extensão territorial, etc. Essa agenda está sendo impostas pelos empresários do agronegócios e do agroboi. Ninguém pensa em agregar valores nos produtos do estado. Vendemos soja em graos, carne in natura, algodão bruto, etc. Por enquanto, como está, está gerando lucro grande para eles, os impostos recolhidos dessas atividades são devolvidos a eles pela infra-estrutura criada pelo Estado e assim vamos caminhando com essa agenda bem para longe.
Fonte: Megadebate
O leitor que escreveu esta mensagem assina com o pseudônimo  Zé do Pedra
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>Hoje, futebol

Posted on junho 20, 2010. Filed under: África do Sul, Carlos Chagas, Fifa, FUTEBOL, política |

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Por Carlos Chagas
Não dá para resistir à tentação de, por um dia, trocar a política pelo futebol. Iniciativa até profilática, na medida em que determinadas observações sobre o que vai acontecendo nos gramados da África do Sul poderão servir de lição para o que se passa no Congresso, nos partidos e na sucessão presidencial.
Já reparou o leitor que pelo menos até agora estão se classificando os selecionados dos países da América Latina? México, Uruguai, Argentina, Paraguai, Brasil e Chile vão vencendo, ficando apenas Honduras no rol dos perdedores.
Por que? Pode ser que as próximas disputas venham a desmentir essa tentativa de interpretação, mas, por quanto, porque os selecionados referidos são puros. Puros? Sim, sendo todos os craques, sem exceção, cidadãos das próprias nações, mesmo em maioria atuando em clubes estrangeiros. Situação bem diferente de times como França, Inglaterra, Suíça, Alemanha e outras, polvilhadas de jogadores naturalizados cidadãos dos países onde jogam. Não se trata de uma questão de raça nem de cor, mas apenas de raízes. O africano que disputa a copa com camisa diferente daquela de sua terra natal carece de força interna capaz de fazê-lo empenhar-se no limite de sua resistência. Falta-lhe garra. Aliás, esse raciocínio também deve valer para brasileiros bissextos que viraram portugueses, japoneses e alemães por questões comerciais. Jamais se livrarão, os que abandonaram sua cidadania natural, da pecha de mercenários. Pensarão primeiro na própria carreira, até com razão.
Outra observação a registrar situa-se nessa espécie de imperialismo europeu que tem prevalecido nas copas do mundo. Basta ver, nas eliminatórias travadas nos diversos continentes, o número de vagas oferecidas. Para a América do Sul, apenas quatro, mais uma da repescagem. Para a Europa, treze. Como esquecer que até uma ilha perdida entre a Dinamarca e a Suécia entrou na disputa? Sem falar que Gales e Escócia só não se classificaram, junto com a Inglaterra, por fraqueza de seus times, apesar de constituírem a mesma pátria. Está na hora de as Américas reivindicarem mais espaço, assim como a África e até a Ásia. Ou, pelo menos, exigirem a redução dos espaços europeus. Afinal, o fato de terem inventado o futebol não os credencia ao exercício de nenhuma ditadura esportiva.
Quando presidente da Fifa, bem que João Havelange promoveu sensíveis mudanças, a começar pela inclusão da África na competição, mas não conseguiu vencer a organização do imperialismo europeu. Pode ser que o próximo presidente, em 2014, venha de algum país afastado do Velho Mundo.
Tem mais, como adendo. Há países europeus, até mais de um, nos oito grupos que disputam a copa. Faltam latino-americanos em três.
Antes da partida final, não vamos cometer a ingenuidade de supor os europeus fora da conquista da taça. Falta muito jogo. Mas, ao menos até agora, qual o continente que mais se destaca? Por coincidência o mais prejudicado, apesar de estar apresentando o melhor futebol.
Bem que alguns partidos políticos de nossa atualidade poderiam organizar-se para superar a prevalência do PMDB, por disporem de doutrina, ideologia e objetivos muito superiores à atual federação de interesses pessoais em que se transformou o maior partido nacional. Possível sempre será. Fonte: www.claudiohumberto.com.br
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>A política e as redes sociais

Posted on junho 1, 2010. Filed under: política, redes sociais |

>Por Lourembergue Alves

O jogo político-eleitoral brasileiro deste ano se diferencia, e muito, dos anos anteriores. Esse diferencial se deve ao uso das redes sociais. Candidato algum pode ignorá-las. Isso em razão do grande número de pessoas que se encontra “conectado”. Quantidade que está longe de se constituir a maioria do eleitorado. Não por ora. Desprezá-la, no entanto, é mostrar-se desatualizado. Os tempos, agora, são outros. Assim, o Facebook, Myspace, Twitter, Orkut, MSN, etc, tornaram-se veículos importantíssimos na comunicação e no diálogo direto entre o votante e o candidato.
Esvaiu-se, portanto, a fase dos comícios. Pois o grande palanque não é mais o erguido de madeira em uma parte nobre das praças ou nas áreas centrais das avenidas. O eletrônico surte mais efeito, uma vez que atrai mais os eleitores. Afinal, não é outro o papel do rádio e da televisão, ao serem introduzidos no cenário da política, senão o da conquista da opinião pública e do convencimento. Situação que possibilitou o aparecimento da indústria do espetáculo político, forjado pelos marqueteiros, e tem nos candidatos seus principais atores.
John Kennedy valeu também do seu melhor posicionamento no vídeo para derrotar Richard Nixon (1960). Getúlio Vargas, no Brasil, bem antes, soube utilizar-se do rádio para imortalizar a si próprio; e o regime burocrático-militar, décadas depois, usou igualmente a força da televisão para legitimar algo nascido da ilegalidade, em uma época em que a internet se restringia aos fins militares e de comunicação entre estudantes universitários e professores. Mas foi na década de 1990 que ocorreu sua expansão. Tanto que, nos dias de hoje, é impossível se pensar no mundo sem ela, que, a partir de 2006, passou a ser impulsionada com o avanço das redes sociais. Não foi, portanto, por ocaso que Barack Obama buscou as ditas redes na sua corrida à presidência dos Estados Unidos, em 2008. Devido a seu sucesso, os políticos brasileiros resolveram adotá-las em uma campanha, como estratégia de marketing político.
Grande passo. Poderia ser maior. Isso, porém, não invalida a iniciativa. Embora se saiba que cada candidato precisará montar uma estrutura para melhor se beneficiar.
Não basta, então, “estar presente nas redes” para se obter sucesso nas urnas. Carece de estratégia. Estratégia que depende de profissionais e de pessoas encarregadas de substituir os boletins generalistas por conteúdos apropriados, bem como em acompanhar as mensagens encaminhadas pelos internautas-eleitores. O que, sem dúvida, elevará os custos da disputa, e, isso, por outro lado, torna o jogo desigual.
A desigualdade na disputa coloca em xeque a própria democracia. Pior seria, entretanto, é não contar com esse instrumento valioso chamado redes sociais. Sobretudo porque estas extrapolam os limites desenhados pelos jornais, revistas, rádio e televisão. Certamente pelo seu viés de comunicação, ou seja, do diálogo entre as candidaturas e o povo.
Apesar de que nem todo o povo se encontra “conectado”. Inclusive com as discussões políticas. Talvez porque os atores políticos estão mais interessados com seus interesses particulares, sobrepondo-os aos da sociedade. Por conta disso, e com razão, a população se vê cada vez mais ausente das ações dos políticos.

Lourembergue Alves é professor universitário e articulista de A Gazeta. E-mail: lou.alves@uol.com.br

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>’Vamos fazer inveja no Serra’, diz Lula a Evo Morales

Posted on maio 29, 2010. Filed under: Bolívia, Eleição, Evo Morales, José Serra, Lula, nacional, política |

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Em momento de descontração logo após a foto oficial de chefes de Estado no 3.º Fórum Mundial da Aliança de Civilizações, no saguão do Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu abraçado ao boliviano Evo Morales e fez piada com o pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, que, na quarta-feira, afirmara que o governo da Bolívia “é cúmplice” do tráfico de cocaína para o Brasil. “Vamos posar aqui; vamos fazer inveja no Serra”, disse Lula ao colega, rindo bastante, em frente aos fotógrafos. De mãos dadas como presidente do Brasil, Evo também riu, mas não comentou a declaração. 
Tasso Marcelo/AE

Pouco depois, a entrevista coletiva de Morales, que estava agendada para as 16h, foi cancelada. A jornalistas, o boliviano se recusou a responder a perguntas e deu um palpite sobre a Copa do Mundo: “O Brasil será campeão.”

Antes, em discurso na reunião plenária de cúpula, no início da tarde, Morales foi muito aplaudido: “Precisamos salvar a humanidade e a natureza do capitalismo”, defendeu. Para ele, criou-se uma “anticivilização” em que tudo vira mercadoria. “Essa anticivilização está levando à destruição do planeta”, discursou. O presidente boliviano comparou a colonização da América a um 
    
Lula e Evo se cumprimentam no MAM

 

“genocídio” e afirmou que a riqueza de civilizações europeias foi construída à custa de “sangue e ouro do nosso continente”.
“Uma civilização não se faz com guerras, balas e bases militares. Não haverá paz enquanto não tiver justiça social.”  Fonte: Estadão

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>Buraco negro entre governo e sociedade

Posted on maio 20, 2010. Filed under: Arnaldo Jabor, botox, democracia, Ficha Limpa, oligárquicas, política |

>por Arnaldo Jabor

Diante do pedido de urgência para se votar o projeto da “ficha limpa”, irritado com a pressa de mais de 1 milhão e 800 mil assinantes pedindo aprovação, o senador Romero Juca produziu uma frase definitiva que ilumina o país :

“Este projeto “Ficha Limpa” não é um projeto do Governo; é da sociedade…”

Com raro e inspirado brilho, o senador, líder do governo Lula, o homem das sete fazendas imaginarias, deu-nos um show de ciência política.

A frase é uma síntese do Brasil. É como se o inefável Jucá dissesse: “O tempo do governo é diferente do vosso. O problema é de vocês -apressadinhos comem cru”.

Sergio Buarque de Holanda teria aplaudido este belo resumo de nossa organização política e poderia completar, como em seu livro seminal “Raízes do Brasil”: “…para o funcionário patrimonial a própria gestão política se apresenta como assunto de seu interesse particular; as funções, os empregos e os benefícios que deles aufere, relacionam-se a direitos pessoais do funcionário e não a interesses em que prevaleçam a especialização das funções e o esforço para se assegurarem garantias jurídicas aos cidadãos” (…)

“a democracia no Brasil sempre foi um lamentável mal-entendido. Uma aristocracia rural e semi-feudal importou-a e tratou de acomodá-la a seus direitos e privilégios, os mesmos privilégios que tinham sido no Velho Mundo o alvo da luta da burguesia contra os aristocratas. E assim puderam incorporar à situação colonial, ao menos como fachada ou decoração, alguns lemas que pareciam os mais acertados para a época, exaltados nos livros e discursos…”

Para políticos como Jucá a única “democracia” é um vago amor pelos amigos, uma poética queda para a camaradagem, a troca de favores, sempre com gestos e abraços risonhos, na doce pederastia de uma sociedade secreta. Somos tecnicamente uma “democracia”, que é vivida por eles como porta aberta para oportunismos, pois a “cana” é menos dura…

A frase iluminada de Jucá mostra-nos que há uma fenda secular, um abismo entre sociedade e governo, que há uma inversão de valores – o governo tem vida própria e a sociedade existe apenas para legitimá-lo. O Estado é uma ilha de interesses políticos habitado por uma “sociedade” feita de 513 deputados, 82 senadores, funcionários públicos etc…A frase de Jucá pode ser montada com o belo chiste do Tuma Jr., com seu corpanzil de leão marinho barbudo: “Tirem o cavalo da chuva…Não vou sair!” Sair por quê? Sair de sua “casa”, de sua “propriedade”, logo ele que sabe dos segredos de alcova de seus colegas, ele, que administrou ate o caso de Celso Daniel como delegado? “Não vou cair calado!.”, berrou. Não é sublime tudo isso? Nunca antes em nossa historia, alianças tão espúrias tiveram o condão maravilhoso de nos ensinar tanto sobre o Brasil. A cada dia, nos tornamos mais sábios, mais cultos sobre esta grande chácara de oligarquias.

Lula teve a esperteza política de usar essa anomalia secular em proveito de seu governo. Todos os presidentes têm de fazer isso, senão não governam, sabemos. Mas, Lula protegeu demais as mentiras para que a falsa verdade do país permaneça. Viciou malandros com uma dieta gorda, cevou-os com uma fé na impunidade sem limites que abriu um caminho difícil de fechar. Alias, esta foi a realização mais profunda do governo Lula: o escancaramento didático do patrimonialismo burguês e o desenho de um nascente patrimonialismo de Estado.

Sinto nesses sintomas parlamentares a volúpia de ir contra o senso comum, contra o que a maioria pensa; há uma postura sádica de contrariar a população, de proteger uma obscuridade secreta, de defender o direito à mentira como um bem precioso, um direito natural. Eles se banham na beleza de um “baixo maquiavelismo”, no cinismo dos conchavos, atribuem uma destreza de esgrima às chantagens e manipulações. “Esperteza” é um elogio muito mais doce do que “dignidade”. Lembram da resistência espantosa de Renan para não sair da presidência da Câmara.? Isso parece até um “heroísmo” em prol do personalismo colonial atávico, contra esta “violência” que cidadão “menores” chamam de “interesse público”.

Precisamos entender que o Atraso é um desejo, uma ideologia. Eles são fabricados entre angus e feijoadas do interior, em favores de prefeituras, em pequenos furtos municipais, em conluios perdidos nos grandes sertões. O atraso dá lucro.

Se o desejo da sociedade se impuser, se a transparência prevalecer , como viverão felizes as famílias oligárquicas? Como vão vicejar as fazendas imaginarias, as certidões falsificadas, os rituais das defraudações, as escrituras e contratos superfaturados? Que será da indústria da seca, não só da seca do solo, mas a seca mental, onde a estupidez e a miséria são cultivadas para criar bons serviçais para a burguesia semi-feudal? Como ficarão as doces camaradagens corruptas em halls de hotel, os almoços gordurosos, as cervejadas de bermudão, as gargalhadas, as “carteiradas” autoritárias, os subornos e as chaves de galão? Como serão os jantares domingueiros, como manter a humilhação e a fidelidade consentida das esposas de botox, o respeito cretino dos filhos psicopatas? Como se manterá a obediência dos peões, dos capatazes analfabetos? Que será do “sistema” cafajeste e careta que rege o país?

Os congressistas talvez acolham o projeto “ficha limpa” pela pressão popular e pela proximidade das eleições; mas, tudo a contragosto, com medo de que sejam desarmados os curraizinhos onde paparicam seus eleitores, com medo de perder o frisson dos jaquetões lustrosos , dos bigodes pintados, das amantes nos contracheques, das imunidades para humilhar garçons e policiais.

Eles formam um país isolado. Eles detestam tudo que os obrigue a “governar” o outro país, a chamada “sociedade”.

Estão no congresso para se proteger de fichas sujas, para levar “vantagem em tudo, certo”? Se não, qual a vantagem da política?

Fonte: A Gazeta

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>O Chavismo cordial

Posted on maio 5, 2010. Filed under: Arnaldo Jabor, Chavismo, cordial, economia, estatização, militância, política |

>por Arnaldo Jabor

Dilma Rousseff tem de ser ela mesma. Seu duro passado de militância política lhe deixou um viés de rancor e vingança, justificáveis. Ela tem todo o direito de ser uma típica “tarefeira” da VAR-Palmares, em vias de realizar o sonho de sua juventude, se eleita. Ela tende para a estatização da economia, restos de sua formação leninista; ela tem o direito de ser irritadiça, pois o pais é irritante mesmo. Seus olhos fuzilam certezas sobre como consertar a pátria amada. Ela pode achar que democracia é “papo para enrolar as massas”, ela pode desconfiar dos capitalistas e empresários, ela pode viver gostosamente a volúpia do poder que conquistou, ela pode ignorar a queda do muro de Berlim, o fim da guerra fria, ela pode amar o Lula, seu símbolo do operário mágico que encarnou na prática a vazia utopia do populismo “revolucionário”. Ela pode tudo, mas tem de assumir sua personalidade.

Meu Deus, como eu entendo a cabeça da Dilma, mesmo sem conhecê-la pessoalmente… Conheci muitas “dilmas” na minha juventude, quando participei da fé revolucionaria de nossa geração. Para as “dilmas” e “dirceus” do passado, a democracia é uma instituição “burguesa” – ( Lênin: “É verdade que a liberdade é preciosa; tão preciosa que precisa ser racionada cuidadosamente” ). Ela se considera membro de uma minoria que está “por dentro” da verdade, da chamada “linha justa”, ela se julga superior – como outros e outras que conheci – inclusive eu mesmo…( oh, delicia de ser melhor que todos…oh…que dor eu senti ao perder essa certeza…”). Nós éramos os fieis de uma “fé científica”, uma espécie de religião da razão praxista, que salvaria o mundo pelo puro desejo politico éramos o “sal da terra”, os “sujeitos da história”.

Mas, só uma dor me devora o coração: Dilma está sendo “clonada”. Esta frente unida do auto-deslumbramento de Lula com a massa sindicalista-pelega, quer transformá-la em uma “dilma” que não existe. Uma nova pessoa, um clone dela mesma. Isto é muito louco. É natural que o candidato beije criancinhas, coma bode e puxe o saco de evangélicos…tudo bem.

Mas, o tratamento a que submetem a pobre da Dilma me lembra uma famosa cena de Brecht, em “Arturo Ui”, em que um velho ator shakespeareano bêbado e decadente é convocado para ensinar a “Hitler” (Arturo Ui) como se comportar diante das massas, recitando o discurso de Marco Antonio em “Julio César”. É genial a cena em que aos poucos o “hitler” vai virando um boneco de engonço, com gestos e falas de robô quebrado.

A finalidade da faxina que marqueteiros e “pt-psicólogos” fazem na moça é esta: criar alguém que não existe e que nos engane, alguém que pareça o que não é. Afinal, que querem esconder? Querem uma re-edição “dilminha paz e amor”? Ou querem Lula e ela em um filme tipo “Se eu fosse você 3”, como piou o Agamenon? Um cacófato: quem será o Duda dela? Será que foi por isso o ato falho de falar em “lobo em pele de cordeiro”? Será “lobo” ou “loba”? Alem do piche no Serra, não será também uma involuntária alusão a Lula ou a ela mesma? Dilma é uma loba em pele de cordeiro?

Isso é grave. O PT não se envergonha de criar uma pessoa artificialmente fabricada em quem devemos votar? Será que seguem ainda a máxima de Lênin: “Uma mentira contada mil vezes vira uma verdade”?

Querem que ela seja uma sorridente “democrata”, uma porta colorida para a invasão da manada de bolchevistas que planejam mudar o país para trás, na contramão da tendência da economia global. Eu os conheço bem…A crescente complexidade da situação mundial na economia e na politica os faz desejar um simplismo voluntarista que rima bem com o fundamentalismo islâmico ou com a boçalidade totalitária dos fascistas: “complexidade é frescura, o negocio é radicalizar e unificar, controlar, furar a barreira do complexo com o milagre simplista”. (Stalin: ” A humanidade está dividida em ricos e pobres, proprietários e explorados. Subestimar esta divisão significa abstrair-se dos fatos fundamentais” ou Lênin -“Qualquer cozinheiro devia ser capaz de governar um pais”).

O espantoso nisso é que o país melhorou graças ao Plano Real e uma série de medidas de modernização que abriram caminho para a economia mundial favorecer-nos como um dos países emergentes e esse raro e feliz fenômeno econômico (James Carville, assessor do Clinton contra Bush: “É a economia, estúpido!”) é tratado como se fosse uma política do governo atual, que só fez aumentar despesas publicas e inventar delírios desenvolvimentistas virtuais. (Stalin: “A gratidão é uma doença de cachorros…”)

O povão do Bolsa Família não pode entender isso. Muitos intelectuais entendem, mas não têm a coragem de explicitar as diferenças o lobby da velha “boa consciência de esquerda” intimida-os. Nesta eleição, não se trata apenas de substituir um nome por outro. Não. O grave é que tramam uma mudança radical na estrutura do governo, uma mutação dentro do Estado democrático. Vamos viver um pleito pretensamente “revolucionário”, a tentativa de um Gramsci vulgar (filósofo que dizia que os comunistas devem se infiltrar na democracia para mudá-la). Querem fazer um capitalismo de Estado, melhor dizendo, um ” patrimonialismo de Estado”. Para isso, topam tudo: calúnias, números mentirosos, alianças com a direita mais maléfica. (Stalin: “Não deixamos os inimigos ter armas de fogo; por que deixar que tenham ideias?”)

Não esqueçamos que o PT combateu o Plano Real até no STF, como fez com a Lei de Responsabilidade Fiscal, assim como não assinou a Constituição de 88. Este é o PT que quer ficar na era pós-Lula. Seu lema parece ser: “em vez de burgueses reacionários mamando na viúva, nós, do povo, nela mamaremos”.

Depois desse “bonapartismo cordial” que o Lula representou até com galhardia, se apropriando da “herança bendita” de FHC, pode haver o inicio de uma nova fase: o “chavismo cordial”. É isso ai, bichos…   Fonte: A Gazeta

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>Ciro Gomes afirma que José Serra é o candidato mais preparado, mais legítimo, mais capaz.

Posted on abril 23, 2010. Filed under: Ciro Gomes, Dilma Rousseff, José Serra, nacional, política, PSB |

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Após ter a sua candidatura à presidência negada pelo próprio partido, o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) disparou nesta quinta-feira, 22, contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, e o PMDB, principal partido aliado do governo. O deputado disse que Lula “está navegando na maionese” e ainda previu uma vitória do pré-candidato do PSDB, José Serra, nas eleições. Para Ciro, o tucano “é mais preparado, mais legítimo, mais capaz” do que a pré-candidata petista. 
 Ciro Gomes
“Lula está navegando na maionese. Ele está se sentindo o Todo-Poderoso e acha que vai batizar Dilma presidente da República. Pior: ninguém chega para ele e diz ‘Presidente, tenha calma’. No primeiro mandato eu cumpria esse papel de conselheiro, a Dilma, que é uma pessoa valorosa, fazia isso, o Márcio Thomaz Bastos fazia isso. Agora ninguém faz”, disse Ciro em entrevista concedida ao site IG.
O deputado assumiu pela primeira vez que não deve ser candidato à Presidência da República e, oficialmente, aguardará a decisão da executiva do partido, marcada para o dia 27 de abril, terça-feira da semana que vem.
Ciro afirmou que Lula merece a própria popularidade, porque seu governo tem realizações, “mas ele não é Deus”. O deputado criticou a postura do Planalto, que lhe tirou “o direito de ser candidato”. “Mas quer saber? Relaxei. Eles não querem que eu seja candidato? Querem apoiar a Dilma? Que apoiem a Dilma. Estou como a Tereza Batista cansada de guerra. Acompanho o partido. Não vou confrontar o Lula. Não vou confrontar a Dilma.”
O deputado previu uma vitória do ex-governador de São Paulo, José Serra, seu desafeto histórico, nas eleições deste ano. “Minha sensação agora é que o Serra vai ganhar esta eleição. Dilma é melhor do que o Serra como pessoa. Mas o Serra é mais preparado, mais legítimo, mais capaz. Mais capaz inclusive de trair o conservadorismo e enfrentar a crise que conheceremos em um ou dois anos.”
“Em 2011 ou 2012, o Brasil vai enfrentar uma crise fiscal, uma crise cambial. Como estamos numa fase econômica e aparentemente boa, a discussão fica escondida. Mas precisa ser feita.” Segundo o deputado, Dilma tem menos chance de enfrentar o problema do jeito que ele precisa ser enfrentado. “Como o PT, apoiado pelo PMDB, vai conseguir enfrentar esta crise? Dilma não aguenta. Serra tem mais chances de conseguir”, observou.
Para Ciro, sua participação no pleito era “uma missão estratégica, que não será desempenhada por mais ninguém”.
O deputado se comprometeu em acatar a decisão do PSB de apoiar a candidata petista, mas avisou que não vai se envolver na campanha. “Não me peçam para ir à televisão declarar o meu voto, que eu não vou. Sei lá. Vai ver viajo, vou virar intelectual. Vou fazer outra coisa”. Ciro acredita que a eleição deste ano será marcada por baixarias, entre as quais inclui uma ação de grupos radicais abrigados no PT: “Sabe os aloprados do PT que tentaram comprar um dossiê contra os tucanos em 2006? Veremos algo assim de novo. Vai ser uma m…”, previu.
Fonte: Estadão

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