PPS

>PR garante maior bancada com eleição de 6 deputados; confira lista dos deputados estaduais de MT eleitos

Posted on outubro 4, 2010. Filed under: Deputados, deputados estaduais de MT, desputados estaduais de MT, eleições 2010, Mato Grosso, PDT, PPS, PR, PSB, PSDB, PT, PTB |

>Eleições 2010: Sai a lista preliminar dos 24 deputados eleitos e/ou reeleitos, embora a Justiça Eleitoral ainda não tenha totalização 100% dos votos. A maior bancada é do PR, que garantiu 6 das 24 cadeiras. O PMDB do governador reeleito Silval Barbosa passa a dividir a segunda maior bancada com o PP, ambos com 5 representantes na Assembleia. O DEM elegeu 2. Seis partidos só conseguiram uma vaga para a próxima legislatura. São eles: PT, PDT, PSB, PTB, PSDB e PPS.

     Do PR foram reeleitos os deputados Sérgio Ricardo, Sebastião Rezende, Mauro Savi, Wagner Ramos, João Malheiros e Jota Barreto. A bancada do PMDB será representada por Romoaldo Júnior, Baiano Filho, Wallace Guimarães, Nilson Santos e Teté Bezerra. O PP terá a volta de José Riva e Walter Rabello, o ex-prefeito de Reserva do Cabaçao Ezequiel da Fonseca, e os reeleitos Airton Português e Antonio Azambuja.

    O PT assegurou a reeleição do deputado Ademir Brunetto. O deputado Percival Muniz se reelegeu pelo PPS, assim como Guilherme Maluf pelo PSDB, o empresário de Primavera do Leste Zeca Viana pelo PDT e o ex-vereador por Cuiabá Luiz Marinho pelo PTB. Luciane Bezerra, esposa do ex-prefeito de Juara, Oscar Bezerra, garantiu cadeira pelo PSB. Também foi eleito Dilmar Dal Bosco (DEM), irmão do deputado estadual Dilceu Dal Bosco, derrotado como candidato a vice-governador da chapa de Wilson Santos (PSDB). A outra vaga do DEM ficou com o deputado reeleito José Domingos
 
Quem são os deputados eleitos e reeleitos

PR
Sérgio Ricardo
Sebastião Rezende
Mauro Savi
Wagner Ramos
João Malheiros
Jota Barreto
 

PP
José Riva
Ezequiel da Fonseca
Airton Português
Antonio Azambuja
Walter Rabello
 
PMDB
Romoaldo Júnior
Baiano Filho
Wallace Guimarães
Nilson Santos
Teté Bezerra
 
DEM
José Domingos
Dilmar Dal Bosco
 
PSB
Luciane Bezerra
 
PDT
Zeca Viana
 
PPS
Percival Muniz
 
PTB
Luiz Marinho
 
PSDB
Guilherme Maluf
 
PT
Ademir Brunetto
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>Eleições 2010: PPS decide em encontro nacional que convenção decidira se apoiará Wilson Santos ou Mauro Mendes

Posted on maio 24, 2010. Filed under: convenção, eleições 2010, Mato Grosso, Mauro Mendes, partido, PPS, Wilson Santos |

>

O PPS que era visto como a grande dúvida no Movimento Mato Grosso Muito Mais, que dá sustentação política a candidatura do empresário socialista Mauro Mendes (PSB), passou a deixar de ser incomodo, já que no Encontro Nacional da sigla em São Paulo no último final de semana, foi referendada a decisão de que será respeitada a vontade da maioria do partido, fato que só se confirmará com a realização da convenção que segundo a legislação eleitoral é no mesmo prazo para todos os partidos, ou seja, de 10 a 30 de junho.
Mauro Mendes e Wilson Santos, pré-candidatos a governador de Mato Grosso
Mesmo assim o deputado e presidente do PPS em Mato Grosso, Percival Muniz que é o articulador do movimento e avalista da candidatura Mauro Mendes, que em 2008 passou pela sua primeira experiência na política, lançado pelas mãos do então governador Blairo Maggi (PR) e seu grupo, quando disputou a Prefeitura de Cuiabá contra o então prefeito e candidato a reeleição, Wilson Santos (PSDB), hoje pré-candidato ao governo do Estado, não deverá correr o risco em sua plataforma.
Percival é colocado como pré-candidato a vice na chapa de Mauro Mendes para segurar o PPS na coligação divergente da nacional que é pró-PSDB e José Serra, em que pese os pepessistas que apóiam os tucanos garantirem que a maioria do partido não quer seguir Muniz, mas sim a candidatura tucana por causa da ligação nacional do PPS com José Serra. Acredita-se que na Executiva Regional a maioria segue Percival Muniz, mas, na convenção onde todos os filiados podem votar o resultado seria o contrário.
Os desafetos de Muniz vão trabalhar até o último momento para que seja revertida a decisão pró-Mauro Mendes e se não conseguirem protelarão ao máximo, até no último momento da convenção para criar um clima de racha interno no partido, que hoje vive mais de críticas do que propriamente de construir um entendimento sólido.
A presença de José Serra na abertura do encontro em São Paulo, leva junto a pressão para que se assegure nos Estados o palanque a candidatura tucana, o que não deverá acontecer em Mato Grosso, já que Mauro Mendes tem três pré-candidatos a presidente em seu palanque. Wilson Santos que se mantém recluso, sem dar entrevistas, tem nos bastidores cobrado José Serra e a cúpula tucana o apoio do PPS, no melhor estilo deixar de somar para os adversários. Autor/Fonte: Marcos Lemes – A Gazeta
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>Câmara aprova fim do "fator previdenciário" e aumento de 7,7% aos aposentados

Posted on maio 5, 2010. Filed under: aposentadoria, DEM, fator previdenciário, líderes, PPS, PSDB, PSOL, Responsabilidade Fiscal |

>Em menos de duas horas, no dia em que a Lei de Responsabilidade Fiscal completou dez anos, o Planalto sofreu duas derrotas que, segundo cálculos dos técnicos do Câmara, criam uma despesa adicional de R$ 5,6 bilhões a partir do ano que vem ? R$ 1,8 bilhão já terão de ser gastos neste ano.

O governo foi derrotado ontem na votação da MP de reajuste das aposentadorias de valor acima de um salário mínimo ? os deputados aprovaram um índice de 7,7% ? e o fim do fator previdenciário a partir de 1.º de janeiro do próximo ano.

De forte apelo popular em ano eleitoral, os deputados preferiram transferir ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o desgaste político com o vetar das propostas. A MP ainda será votada no Senado, onde os líderes da base já anunciaram apoio aos 7,7%. “Foi a noite da irresponsabilidade fiscal”, reagiu o deputado Arnaldo Madeira (PSDB-SP).

Os 7,7% de reajuste aprovados ontem à noite, retroativos a 1.º de janeiro deste ano, em vez da proposta negociada na semana passada, de 7%, são a soma da inflação passada e 80% da variação do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2008. A MP assinada pelo presidente Lula, em vigor desde o início deste ano, fixou 6,14%, resultado da recomposição da inflação mais 50% do crescimento do PIB.

O governo alega não ter condições para pagar aos aposentados mais que os 7%. Esse índice representa cerca de R$ 1,1 bilhão a mais do que será gasto com os 6,14%. Para pagar os 7,7%, serão mais R$ 700 milhões.

Bancadas liberadas. Na votação de ontem, a oposição tentou aprovar 8,7%, mas foi derrotada pelos governistas. Discursaram a favor do índice apenas o DEM, o PSDB, o PPS e o PSOL. Nessa votação, o placar registrou 193 votos contrários e 166 votos a favor, com uma abstenção.

O impacto do fim do fator previdenciário nos cofres públicos é estimado em R$ 3,8 bilhões em 2011, segundo estudo dos técnicos que acompanham o assunto na Câmara. O fator é usado para calcular o valor das aposentadorias levando em conta a alíquota de contribuição, o tempo de contribuição, a idade e a expectativa de vida do trabalhador.

O mecanismo do fator previdenciário foi aprovado no governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) para desestimular aposentadorias precoces e beneficiar trabalhadores que se mantivessem no mercado de trabalho. Até mesmo o PSDB, partido do ex-presidente, liberou a bancada para que os deputados votassem como quisessem. O placar registrou 323 votos a favor, 80 contra e duas abstenções.

A emenda aprovada foi apresentada pelo líder do PPS na Câmara, Fernando Coruja (SC). “Representa a volta do cálculo justo, uma vez que os aposentados vinham sofrendo um achatamento do poder de compra por causa da corrosão inflacionária”, justificou Coruja.

Na votação que resultou no reajuste de 7,7% para as aposentadorias, nem mesmo o PT ficou unido na defesa do parecer do relator, Cândido Vaccarezza, que previa os 7%. O PT liberou os deputados da bancada. Todos os demais partidos, de oposição e governistas, encaminharam o voto a favor da proposta de 7,7%, apresentada pelo deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), e defendida pela própria base. Com a evidente vitória da proposta, a votação foi simbólica, sem o registro dos votos no painel eletrônico, poupando os petistas fiéis ao governo, que votariam contra, de terem seus nomes expostos.

Líder derrotado. A votação de ontem foi mais uma derrota do líder do governo. Desde o fim de fevereiro, Vaccarezza perdeu votações importantes na Câmara. Contrariando o governo, os deputados da base incluíram o uso do dinheiro do Fundo Social para recompor o valor de aposentadorias no projeto do marco regulatório de exploração do pré-sal e a distribuição dos royalties entre todos os Estados.

Os líderes da base argumentaram que não podiam votar um índice menor do que o acertado pelos senadores, de 7,7%, porque seria um grande desgaste político com os aposentados em ano eleitoral. Os deputados temem que o Senado apareça como responsável por um aumento mais generoso para os aposentados do que a Câmara. Fonte: Estadão

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>Entre tapas e beijos

Posted on abril 18, 2010. Filed under: beijos, DEM, eleitoral, PDT, político, PPS, PSB, PSDB, tapas |

>Lourembergue Alves

As listas dos concorrentes para as disputas majoritárias já estão quase prontas. Pouca coisa deve ser acrescentada a elas, daqui até as convenções. Contudo, é preciso melhor observar e analisar as estampas fotográficas de alianças no Estado de Mato Grosso. Tratam de coligações fragilizadas, e, por conta disso, complicadas, inclusive em matéria de confiabilidade.

Não se pode perder de vista que o fator confiança, aqui, está preso ao apoio de todos os filiados de cada agremiação coligada, bem como a possibilidade de que essa mesma sigla traga dividendos eleitorais significativos para as candidaturas ao Senado e ao governo do Estado. É claro que se soma a esses, o tempo no horário político eleitoral. Minutos preciosos, sobretudo, em brigas acirradas. Nada, porém, valem os tais minutos se os candidatos não têm o que dizer, se seus recados não atingem e nem seduzem o eleitorado.

Uma eleição também é movida pela emoção, e, em muitas ocasiões, tão somente por esse sentimento. Isso porque a imensa maioria da população se pega na figura de torcedor, não na de cidadão. Daí a importância das máscaras, da construção de imagens e, ao mesmo tempo, da desconstrução das imagens dos adversários. Jogo que mexe, sobremaneira, com o votante-torcedor, bem mais que o não-torcedor.

Quadro que, de forma alguma, invalida o das coligações. Ao contrário. Ambos se complementam e se enriquecem. Existem momentos, obviamente, em que o segundo abastece o primeiro. Tal a relevância dos casamentos político-eleitorais.

Acontece, entretanto, que várias das alianças noticiadas são destituídas dos dotes devidos, enfraquecendo assim as ditas uniões. Pois se tratam de coligações pela metade. É o que se observa, por exemplo, na parceria entre PPS e PSB. Alguns membros do PPS, mais à esquerda, defendiam a aproximação com o PSDB, os quais não deixam de ter razão, pois, no âmbito nacional, o partido presidido por Roberto Freire apóia o candidato José Serra, enquanto a do Mauro Mendes (PSB) tende a ampliar o palanque para a petista Dilma Rousseff.

Tem-se, então, claramente uma divisão. Divisão no seio do PPS, e, tal como a um “vírus”, a divisão, faz “estragos” também na referida aliança. O que deixa “de barba de molho” o próprio candidato socialista a governador. Retrato, igualmente, presenciado em outros partidos, a exemplo do PDT e do DEM. Nenhum desses, ainda que se tenha a afirmação contrária de suas cúpulas regionais, se mostrarão fiéis completamente. O PSDB não pode, nem deve confiar cegamente na fidelidade dos democratas, que, aliás, entre eles existem prefeitos e vereadores, inclusive, que se posicionaram contrários ao apoio ao ex-prefeito cuiabano; tampouco os socialistas podem dormir tranquilamente, uma vez que os “históricos” pedetistas tendem a se aliar ora com peessedebista ora com o peemedebista. Assim, o “pular a cerca”, por parte de uma parcela significativa dessas agremiações, certamente, ocorrerá.

A infidelidade atrapalha com qualquer casamento. Embora se saiba que nem sempre o “pegar em flagrante” redunda em separação, pois uma porção de coisas está em jogo, consolidando assim o chamado “entre tapas e beijos”. Na união político-eleitoral, isso também pode acontecer, pois entre os compromissos que amarram esta aliança encontram-se igualmente interesses pessoais, os quais se sobrepõem aos demais, daí se caracterizar como enlaces por conveniências, despidos de quaisquer laços ideológicos. Detalhe que afasta dezenas dos filiados “históricos”. O que tende a provocar consequências muito piores. Apesar disso, as coligações são necessárias, imprescindíveis nas disputas eleitorais, sobretudo às majoritárias.

Lourembergue Alves é professor universitário e articulista,  E-mail: lou.alves@uol.com.br – Fonte: A Gazeta
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>Sina de formiga

Posted on fevereiro 22, 2010. Filed under: Dilma Rousseff, formiga, José Sarney, Lula, PMDB, PPS, PSDB, PT, Sina de formiga |

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“Dizer que Dilma Rousseff está à esquerda de Lula é uma grande besteira”. 
(Paulo Bernardo, ministro do Planejamento.)

Era um inferno. Sempre que passava por ali, o elefante esmagava a entrada do formigueiro. Então as formigas decidiram reagir. Um dia, aos milhares, saltaram sobre o elefante e começaram a picá-lo. Com um abanão das orelhas, o elefante livrou-se delas. Restou uma agarrada ao seu pescoço. “Esgana o bicho, esgana”, gritavam as outras em coro.


O elefante da história está mais para Lula, aprovado por oito entre 10 brasileiros, assim como as formigas estão mais para a oposição – PSDB, PPS, DEM em fase terminal e uma fatia do PMDB. Quem será a formiga que insiste inutilmente em esganar o elefante? Arthur Virgílio, líder do PSDB no Senado?


Ora, Arthur anda sumido desde que perdeu a batalha pelo afastamento de José Sarney da presidência do Senado. Há duas semanas, voou para um café da manhã com Barack Obama em Washington. Imaginava trocar idéias com ele. Havia dois mil convidados. O Amazonas de Arthur é fortaleza do lulismo. Ele pretende se reeleger. Sabe como é…


A formiguinha suicida seria José Agripino Maia, líder do DEM no Senado? Agripino anda muito ocupado com o escândalo que engoliu o único governador do seu partido, José Roberto Arruda, do Distrito Federal, preso numa cela da Polícia Federal, em Brasília. O escândalo ainda ameaça engolir o vice Paulo Octávio, do DEM.


E Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB? Poupemos Guerra. O coração dele bate acelerado diante da demora do governador José Serra, de São Paulo, em se declarar candidato à vaga de Lula. E bate aflito diante do risco do próprio Guerra não se reeleger senador por Pernambuco. É uma carga dupla e bastante pesada.


De Aécio Neves, outra estrela do infausto formigueiro, diga-se que jamais aprovaria o plano de um ataque em massa ao elefante. Se dependesse dele, o formigueiro simplesmente teria mudado de endereço para escapar de eventuais danos. Como não o levaram em conta, mergulhou terra à dentro e foi cuidar de sua vida.


Tudo deu certo para Lula desde que se elegeu presidente em 2002. Seu governo sobreviveu ao explosivo escândalo do mensalão. A economia cresceu. Milhões de brasileiros ascenderam à classe C. A maioria dos partidos se rendeu aos seus encantos. E o PT à candidata que ele sacou do bolso.


Dizem que a próxima será a primeira eleição em 21 anos onde os brasileiros estarão impedidos de votar em Lula. De fato, é verdade. Mas na prática, não. Dilma só existe como candidata porque Lula a inventou. Nada mais direto, pois, do que o apelo que orientará sua campanha: votar em Dilma significa votar em Lula.


Caberá à oposição separar os dois – fácil, não? A ela caberá também a difícil tarefa de vender Serra como o melhor candidato pós-Lula. Melhor até mesmo do que Dilma, a quem Lula escolheu. E logo quem? E logo Serra que concorreu contra Lula em 2002. Se Serra tivesse vencido não haveria Lula presidente por duas vezes. Oh, céus!


O ex-metalúrgico que chegou ao lugar antes privativo dos verdadeiros donos do poder deixou de pertencer à categoria dos homens comuns – embora daí extraia sua força. Foi promovido nos últimos oito anos à condição de mito. E como tal deverá ser encarado pelas futuras gerações. É improvável que alguém como ele reprise sua trajetória.


A oposição se propõe a derrotar um mito. E tentará fazê-lo sem reunir sua força máxima. Serra está pronto para conversar com Aécio sobre a vaga de vice em sua chapa. Quanto a isso, há duas coisas mais ou menos certas. Serra oferecerá a vaga a Aécio. E Aécio a recusará.


Descarte-se a hipótese de Serra sugerir: “Bem, nesse caso, você sai para presidente com meu apoio e eu irei disputar um novo mandato de governador”. Aécio tem a resposta na ponta da língua: “Agora, é tarde. Quis ser candidato. Sugeri a realização de prévias dentro do partido. Não fui ouvido. Serei candidato ao Senado”.

E aí, José? Aí José só vencerá a eleição se Dilma acabar perdendo para ela mesma.

Autor: Ricardo Noblat – E-mail para esta coluna: noblat@oglobo.com.br – BLOG DO NOBLAT: http://www.oglobo.com.br/noblat  – Fonte: A Gazeta
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>O vai e vem da política

Posted on janeiro 26, 2010. Filed under: A Gazeta, candidatura, CBN, Mauro Mendes, PPS, PSB, PSDB, Wilson Santos |

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A matéria de Mariane de Oliveira, em A Gazeta, mostra que o PPS pode abandonar a candidatura de Mauro Mendes e apoiar Wilson Santos do PSDB. Em outra ponta, Valtenir Pereira disse à CBN que o mais importante para o PSB, local e nacional, é a reeleição dele. Dois fatos que mostrariam que a candidatura Mauro Mendes está em situação complicada.




Mauro Mendes, em plena efervescência da política, saiu de férias. Deixou o flanco aberto, as coisas estão acontecendo. Era o momento de está articulando aqui e no plano nacional. Ir a Pernambuco conversar com Eduardo Campos, presidente nacional do PSB. Ir ao Ciro Gomes e a dirigentes do PSB na busca de apoio à sua pretensão. Neutralizar, se necessário, a força do Valtenir lá fora.




Deveria ainda ter ido conversar, junto com o Piveta, com a direção nacional do PDT, e com a do PPS, com o Percival a tiracolo. No estado, procurar amarrar os partidos em torno de sua candidatura. Esperar que ela aconteça sem esforço é acreditar em duendes.




A manifestação de membros do PPS de que não iriam com a candidatura do Mauro é outro dado interessante. Percival Muniz, presidente do partido, é um dos articuladores dessa candidatura. Agora se vê que há uma pequena rebelião interna. E o Percival também está viajando. E tem mais.




Roberto Freire, em entrevista que deu antes a Adriana Vandoni, sinalizava que o PPS poderia apoiar o PSDB em MT. Freire é candidato a deputado federal em São Paulo (ele é de Pernambuco), precisa do apoio do PSDB e do Serra lá. O que o amarra ainda mais à coligação com o PSDB.




A filiação de Pedro Taques a um partido é uma boa coisa para a política em MT. Mas no lado prático da política ele deve enfrentar ainda montanhas e curvas no percurso.




A imprensa publicou, como exemplo, que ele não se filiaria em partido que coligasse com o PP de Geraldo Riva. Mas será que a coligação do Silval, do Mauro, do Wilson ou Jaime prefere o Taques ou os votos do Riva? Qualquer coligação o quer como apoiador. Para manter a coerência, além do caso Riva, ele teria que olhar para tantos outros casos também. O espaço ficaria mais curto para ele ainda.




Pedro Taques terá que enfrentar ainda outros declives da política. Na campanha, na captação e distribuição dos recursos, nos diferentes conchavos, acontecem fatos não republicanos. Com receio da força moral dele, aqueles que agem assim fariam as coisas às escondidas. Ele passaria a ser um candidato um tanto quanto isolado do grupo. Não é bom. E, por outro lado, participar de artimanhas internas também não seria bom para sua campanha. É o clássico se ficar o bicho pega, se correr o bicho come.




Além disso, tem muita gente do agronegócio que o tem na alça de mira por atuação da Justiça Federal em certos casos famosos no estado. Na maioria deles, Pedro Taques já nem estava no estado, mas é comum associá-lo até hoje a casos assim.




Qual o discurso que o Pedro Taques montaria para atrair o voto da região do agronegócio? Ele tem que criar um discurso claro e persuasivo para o setor mais importante da economia estadual.




Poucas pessoas do calibre do Pedro Taques se dispõe a participar da política. Quando se dispõem tem que enfrentar gentes enodoadas, desconfianças e estranhos costumes que fazem parte do processo.




Autor: Alfredo da Mota Menezes E-mail: pox@terra.com.br; site: http://www.alfredomenezes.com

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>Mauro Mendes pode virar a Dona Baratinha

Posted on dezembro 19, 2009. Filed under: Eleição 2010, Mauro Mendes, PPS, PSB, PSDB, Valtenir Pereira |

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Eleição 2010 – Mesmo após tanto se dizer que a filiação de Mauro Mendes (ex-PR) no PSB de Valtenir Pereira tenha causado sua discórdia com Blairo (PR), obviamente Mauro sempre foi o plano B, ou mesmo, e esta é minha opinião, o plano A do grupo do governador de Mato Grosso.


A candidatura de Silval (PMDB – atual vice-governador) não é necessariamente a dos sonhos de Blairo, que tenta apenas seguir regionalmente os rumos que Lula quer dar à união PMDB-PT em nível nacional. Colado às determinações de Lula, Blairo pavimenta seu retorno ao governo daqui a 4 anos, tendo em 2014 o apoio de Lula, que será novamente candidato à presidência.


Então, vamos adiante. Nas primeiras semanas de filiado, o deputado Valtenir colocou Mauro numa bandeja de prata e saiu por ai alardeando aos quatro cantos que tinha um candidato ao governo. Anunciou uma aliança com PPS, PDT e outros partidos menores. Bem, vá lá, eleitoralmente Mauro é um bom nome, mais viável que a candidatura Silval.


Mas algo mudou nessa relação, e o agora possível candidato ao governo pelo PSB passou a seguir o presidente do PPS, Percival Muniz, e dar demonstrações de que não precisa mais do deputado federal Valtenir Pereira, que por sua vez, não esconde mais o seu desapontamento.


Por cacoete provinciano ou equívoco de estratégia, Mauro não está prestando atenção nos acontecimentos nacionais. Tudo muda quando vemos se concretizar o que eu já tinha escrito antes da vinda de Ciro à Cuiabá (leia “PSB traz Ciro a Cuiabá para outros partidos aplaudirem”): Ciro não será candidato à presidência. Se for, será um fiasco, pois faltará tempo no horário eleitoral e partidos que o apóiem. Ciro está fora do jogo, e já percebendo que não será a noiva de Dilma, sem perder a mania, passou a desferir impropérios contra estes ou aqueles. Desta vez o alvo foi a coligação PMDB-PT.


Se antes a aposta estava na necessidade de ter um palanque no estado para o candidato à presidente, isso deixou de existir com Ciro fora, e o que mais interessa ao partido político é a formação da sua bancada federal.


Entre a possibilidade de um candidato ao governo, com possibilidades de vitória remotas até o momento, e a possibilidade de reeleição de um deputado federal, não tenha dúvida, a bancada falará mais alto. Isto quer dizer que aos olhos do PSB nacional, com Ciro fora, Valtenir é a noiva da vez. Mauro tem que ter muita bala na agulha para fazê-los pensar diferente.


Além disso, o deputado estadual Percival Muniz, que parece ser o orientador de Mauro, está com uma espada na sua cabeça que vem da nacional do partido. Nacionalmente o PPS está tão entrosado com o PSDB que o seu presidente Roberto Freire foi claro quando o entrevistei meses atrás: “ou o partido tem projeto próprio, ou o apoio é ao PSDB”. Isto quer dizer que ou Percival se articula para ser o vice numa candidatura de Mauro, ou nada feito.


Ainda há muitos lances para serem jogados, mas, caso Mauro vacile, pode ficar como a Dona Baratinha, com dinheiro na caixinha e sem noivo pra casar.

Autora: Adriana Vandoni é economista e especialista em administração pública pela Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getulio Vargas (www.prosaepolitica.com.br)

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