presidente da República

>A via Dilma

Posted on novembro 1, 2010. Filed under: autonomia, Dilma Rousseff, Lula, PAC, petróleo, presidente da República, Ricardo Noblat |

>Por Ricardo Noblat

Façam suas apostas, senhores: Dilma Rousseff esquentará a cadeira de presidente da República só para tentar devolvê-la a Lula daqui a quatro anos? Ou governará com o legítimo propósito de se reeleger? No primeiro caso, continuará tutelada por quem de fato a elegeu. Cumprirá uma missão que lhe foi dada. No segundo, governará com autonomia.
Dilma comportou-se como uma boneca durante a campanha no primeiro e no segundo turnos. Nada disse e nada fez que contrariasse Lula, seus mais ostensivos conselheiros políticos designados por ele (José Eduardo Dutra, presidente do PT, e Antônio Palocci, ex-ministro da Fazenda) e o responsável pelo marketing da campanha.
Compreensível. Dilma jamais disputara uma eleição. Jamais sonhara em ser candidata a presidente da República. Carecia de experiência. Foi uma aluna aplicada. E seria injusto não reconhecer que em vários momentos ela até surpreendeu positivamente os que a levavam pela mão.
Somente Lula e Dilma é que sabem qual foi a base do acerto feito entre eles. Em conversa informal com um grupo de jornalistas durante a campanha, o ex-marido de Dilma fez questão de sublinhar mais de uma vez: “Ela é de uma fidelidade canina a Lula. Jamais o trairá”. Os poucos políticos que a conhecem bem assinam embaixo.
Dilma é mandona. Tem idéias próprias. É dada a explosões de raiva. Não se constrange em tratar mal seus subordinados. A luta armada contra a ditadura militar de 1964 endureceu-lhe o espírito. Para sobreviver, ela não poderia falhar nem admitir que os outros falhassem. Respeito à hierarquia e disciplina são traços característicos dela.
É visível o desconforto de Lula com a proximidade do fim do seu mandato. Ele não esconde isso de ninguém. Escondeu que ao se reeleger em 2006 passou a acalentar o projeto de mudar a Constituição para concorrer a um terceiro mandato consecutivo. Sondou auxiliares e governadores a respeito. Não encontrou apoio como esperava.
O terceiro mandato consecutivo tinha duas contraindicações. A primeira: dividiria o país e custaria um bom pedaço da popularidade de Lula. O Congresso poderia aprová-lo, mas o Supremo Tribunal Federal talvez não. A segunda contraindicação: ele poria em risco a ambiciosa ideia do PT de governar por 20 anos no mínimo.
Para que a ideia vingue seria necessário que entre Lula de 2002 a 2010 e Lula de 2014 a 2022 assumisse o cargo uma pessoa de confiança do PT e de Lula, agradecida por chegar à Presidência e conformada em só governar por um mandato. A não ser que Lula mais adiante desista ou não possa voltar ao poder. Desistir é improvável.
Ao falar de Dilma, é tentador lembrar o general Eurico Gaspar Dutra, o 16 presidente da República do Brasil. Dutra foi ministro da Guerra de Getúlio Vargas, e também o líder do golpe militar que em 1945 derrubou Getúlio, ditador desde 1930. Em seguida, Dutra foi eleito presidente com o apoio de Getúlio.
Uma frase massificada pela campanha de Dutra ficou famosa e rendeu-lhe muitos votos: “Ele disse: Vote em Dutra”. No caso, “ele” era Getúlio. Dutra governou um país em boa situação financeira – como Dilma governará. Tinha seu Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) – o Plano Salte (Saúde, Alimentação, Transporte e Energia).
Era um desenvolvimentista como Dilma. O Estatuto do Petróleo foi elaborado no seu governo. A partir do Estatuto, o país começou a construir suas primeiras refinarias e a adquirir seus primeiros navios petroleiros. Dutra pensou em angariar popularidade quando o Brasil sediou a Copa do Mundo de 1950. O campeão foi o Uruguai.
Outra frase de Getúlio marcou o final do governo Dutra: “Ele voltará”. No caso, “ele” era o próprio Getúlio, que sucedeu Dutra e governou entre 1951 e 1954. Mas essa é outra história. Hoje, Dutra é mais conhecido como nome de estrada – a que liga Rio a São Paulo inaugurada durante seu governo. Boa sorte, presidente Dilma!

E-mail para esta coluna: noblat@oglobo.com.br
BLOG DO NOBLAT: http://www.oglobo.com.br/noblat

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>O grande vencedor do debate na Globo

Posted on outubro 30, 2010. Filed under: Debate na Rede Globo, Dilma Rousseff, eleições de 2010, facebook, internet, José Serra, Orkut, presidente da República, PSDB, PT, Rede Globo, Twitter |

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Em todas as campanhas eleitorais para Presidente da República uma das ações mais desejadas e mais temidas é o debate na Rede Globo.
Se você ouve a voz das ruas, acompanha a manifestação dos militantes dos candidatos na internet, Orkut, Twitter, Facebook, chega ser cômico a forma e a importância que dão a esse debate. Sempre tem gente de um lado ou de outro que acredita que a emissora está preparando uma verdadeira “bala de prata” para destruir essa ou aquela candidatura.
No debate desta sexta-feira, 29 de outubro, podemos acompanhar o desempenho dos candidatos Dilma Rousseff(PT) e José Serra(PSDB), que não foram em quase nada diferentes do desempenho que tiveram em outros que participaram nos dois turnos das eleições de 2010. Algumas posições mais seguras e firmes mas que não vem ao caso destacar aqui.
Nosso objetivo é ressaltar quem foi o grande vencedor do debate, e a resposta pode ser estranha para alguns, para para quem assistiu os outros debates soube identificar com certeza, foram as perguntas que vieram dos eleitores.
Não vou repetí-las aqui, mas elas mostraram claramente que o Brasil do nosso cotidiano é muito diferente e está numa situação muito pior que a mídia governamental divulga com todo estardalhaço.
A pergunta sobre saúde é um desses exemplos, a eleitora disse que os doentes são tratados, quando são, como lixo. Outra sobre os impostos feito por um eleitor de Curitiba, afirmando ser da classe média, disse que arca com uma grande taxa de impostos, mas não tem nenhum benefício em troca, pois tem que pagar plano de saúde particular, escola particular e por ai vai.
O mesmo foi com a segurança pública e outros temas.
Um detalhe até certo ponto curioso foi quando a candidata Dilma admitiu, e o presidente Lula não deve ter gostado nada disso, que o Brasil arrecada muito em impostos e gasta mal, ela prometeu que se eleita, mudará isso.
Só para reafirmar, o grande vitorioso do debate foram as perguntas, pois, como dissemos, mostrou como estamos mal na saúde, segurança pública, educação, entre outros, e nenhum candidato podia acusar o eleitor que fez a pegunta, como acontece no debate onde um pergunta ao outro, em nenhuma delas nem Dilma, que representa os 8 anos do governo Lula, pode dizer que a pergunta era armação ou pegadinha, e provar que a realidade era contrária, o Serra nem tanto pois ele já as fez em quase todos os debate.
O povo brasileiro agora sabe que não é abenas onde ele mora que não existe tais problemas, é em todo oaís, pois vivíamos a impressão que só onde moramos estava mal, agora sabe-se o contrário.
Por Adalberto Guimarães
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>A difícil missão de Dilma Rousseff

Posted on outubro 20, 2010. Filed under: Arnaldo Jabor, candidata, Dilma Rousseff, Marqueteiros, Missão, presidente da República |

>Por Arnaldo Jabor

“Dilma faz isso, Dilma faz aquilo… Dilma, corta o cabelo! Dilma se maquia mais rosadinha! Dilma você está sem emoção, tem de passar mais verdade… Dilma, seu sorriso não está sincero…Dilma isso, Dilma aquilo…”
(Coitada da pobre senhora que, canhestramente, segue as ordens do patrão e dos petistas que a usam para ficar eternamente em seus buraquinhos ou para realizar o que seria a torta caricatura de um vago socialismo, que não passa de uma reles aliança com a banda podre do PMDB)
Dilma Rousseff candidata a presidente da República
“Dilma não fale nada de novo sobre aborto que você já deu uma entrevista na TV e agora não adianta desmentir. Dilma ajoelha, isso, sei que está cansada, mas ajoelha e faz cara de religiosa devota de Nossa Senhora Aparecida; Dilma, eu sei que você é ateia, que para você a religião é o ópio do povo, mas, dane-se, ajoelha e reza, mas não fica com a cara muito em êxtase feito uma madre Tereza de Calcutá não, que eles desconfiam. Dilma levanta e vai confessar e comungar, mas não conte tudo ao padre não, porque esses padres de hoje não são confiáveis e podem fazer panfletos. Dilma isso, Dilma aquilo!…Sei que foi duro para você, bichinha, ser preterida pela Marina, tão magrinha, um top model do seringal , sabemos de tudo que você tem sofrido, mas você é uma revolucionaria e tem de agüentar as intempéries para garantir os empregos de tantos militantes que invadiram esse Estado burguês para “revolucionar” por dentro.Viu, Dilma? Feito ensinou aquele cara italiano que os comunas vivem falando, o tal de Gramsci…só que nosso Gramsci é o Dirceu….ah ah… Você tem de esquentar minha cadeira ate 2014, pois você acha que vou ficar de pijama em S. Bernardo ?”
Aí, chegam os marqueteiros, escondendo sua depressão, pois o segundo turno não estava em seus planos de tomada do poder:
“Dilma, companheira, esculacha bem o FHC e o Serra , pois você pode inventar os números que quiser, porque ninguém confere. Diz aí que nós tiramos 28 milhões de brasileiros da miséria! Claro que é mentira, pô, mas diz e esconde que foi o governo do FHC que inventou o Bolsa Família e negue com todas as forças se disserem que o Plano Real tirou 30 milhões da faixa de pobreza, quando acabou com a inflação. Esqueça no fundo de tua mente que a inflação só ameaçou o Plano Real quando Lula barbudo ia vencer…Mas, quando o Duda escreveu a cartinha do Lulinha “paz e amor”, a inflação voltou ao normal.
Dilma, você tem de negar em todos os debates que o PT tentou impedir o Plano Real no STF, assim como não assinou a Constituição de 88 para não compactuar com o “Estado burguês”; todos têm de esquecer que fomos contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, que demos força a todos os ladrões que pudemos para manter as alianças para nosso poder eterno, pois as ordens do companheiro Dirceu ( “sim, doutor Dirceu, como está? Estamos ensinando aqui à dona Dilma suas recomendações…”) eram: atacar tudo do governo FHC, mesmo as coisas inegavelmente boas. Dilma, afirme com fé e indignação que as “privatizações roubaram o patrimônio do povo”, mesmo sabendo que a Vale, por exemplo, quando foi privatizada em 97 valia 8 bilhões de reais e que hoje vale 273 bilhões, que seu lucro era de 756 milhões e que agora é de 10 bilhões, que seus empregados eram 11 mil e que agora emprega 40 000. Mesmo sabendo que
a Embraer entregava 4 jatos em 97 e que agora entrega 227, que a telefonia não existia na Telebrás e que agora quase todos os brasileiros têm celular. Não podemos divulgar, mas a telefonia privatizada aumentou o numero de telefones em 2500 por cento…Isso. Mas, não diga nada..Pode citar numero quanto quiser que ninguém confere…diga que os municípios tem saneamento básico, quando
metade deles não tem esgoto nem água tratada, depois de nossos oito anos no poder…Pode dizer o que quiser. Viu o belo exemplo do Gabrielli, que ousou dizer que o FHC queria que a Petrobras morresse de inanição e que o Zylberstajn era a favor da privatização do pré-sal”? Ninguém contesta, mesmo sendo publicado o que FHC escreveu na época, dizendo que “nunca privatizaria a Petrobras.”. Diga sempre que a culpa é das “elite”, que o povão do Bolsa acredita… Dilma, faz isso, faz aquilo…Dilma sobe no palanque, desce do palanque…”
(Eu acho que Dilma é uma vitima. Uma “tarefeira” do narcisismo de Lula. Agora que Dilma não tem mais certeza de que vai vencer, seu semblante é repassado por uma vaga inquietude. Gente autoritária odeia duvidas, porque a duvida não é “de esquerda”; a duvida é coisa de pequenos burgueses – como dizia Marx: “pequeno burguês é a contradição encarnada”. Lula também odeia duvidas…Ele fica retumbante quando vitorioso, mas sua cara muda com fracassos. Lembram do seu pior momento, quando explodiu o mensalão?
Agora Lula está deprimido de novo, o PMDB está angustiado, querendo trair, como mostra a cara do candidato a vice presidente, o mordomo inglês de filme de terror…Lula teme a derrota, como se caísse de volta na linha de pobreza que ele diz que interrompeu. Talvez no fundo, Dilma tema a própria vitoria, porque terá de agüentar o PMDB exigindo coisas, Força Sindical, CUT, ladrões absolvidos, renunciados, cassados, novos corruptos no poder, novas Erenices, terá de receber ordens do comissário do povo Dirceu, terá de beijar e gostar do Sarney, Renan, Collor, seus aliados. Vai ter de beijar com delicia o Armadinejad, o beiçudo leão de chácara Chávez, o cocaleiro Evo , com o MST enfiando bonés em sua cabeça, vai ter de aturar as roubalheiras revolucionarias dos fundos de pensão que já mandaram para o Exterior bilhões em contas secretas..
Coitada da Dilma – sendo empurrada com a resignação militante, para cumprir ordens, tarefas, como os militantes rasos que pichavam muros ou distribuíam panfletos.
Dilma às vezes dá a impressão de que não quer governar…Ela quer sossego, mas não deixam…

Como é que fazem isso com uma senhora?

Fonte: A Gazeta

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>Serra, Marina e a onda verde

Posted on outubro 8, 2010. Filed under: Cargos, Classe média, Dilma Rousseff, eleitores indecisos, igrejas, institutos de pesquisa, juventude, leilão, Marina, mãe do PAC, presidente da República, Serra, universidades |

>Por Juacy da Silva*

Em minha opinião o primeiro turno das eleições para presidente da República colocou por terra algumas meias verdades ou formas de manipulação que tão bem tem caracterizado o processo político brasileiro ultimamente.
José Serra, Marina Silva e Dilma Rousseff
Primeiro foram desmascarados alguns institutos de pesquisa que teimavam em dizer que a candidata do PT, de Lula e das forças governistas já estava eleita e comentava-se mesmo que já estaria formando o novo governo, com o costumeiro leilão de cargos e outras formas de pagamento da fatura empenhada. A manipulação desses institutos servia também de combustível para influenciar ou fazer a cabeça dos eleitores indecisos que em todos os pleitos atingem em torno de até 15% e podem decidir com quem ficará a vitória.
O segundo derrotado foi o próprio presidente Lula, que em alguns momentos deixou de ser o primeiro mandatário ou o estadista que deve representar o país interna e externamente para transformar-se em cabo eleitoral ou até mesmo ativista operário fazendo comício de madrugada nas portas de fábricas, além de suas formas pouco éticas ao se referir à oposição e outros setores da sociedade que dele, democraticamente, tem divergido.
O terceiro derrotado foi o governo Lula como um todo, incluindo o PT e seus aliados, que imaginavam que a avaliação de seu governo e seu desempenho pessoal que, conforme as pesquisas desses mesmos institutos que manipulavam as pesquisas eleitorais, está acima de 75% e 85%, respectivamente, seria a garantia de transferência de votos para a sua candidata, desconhecida do grande público até recentemente.
A grande vitoriosa, na verdade, foi Marina Silva, que ancorada em um partido sem grande expressão parlamentar e eleitoral, o PV, sem grandes fontes de financiamento de sua campanha, quando comparada com os esquemas de apoio da candidata do palácio do Planalto, com um tempo de rádio e TV, durante o período da propaganda eleitoral obrigatória muito menor, acabou empolgando diversos setores da sociedade, a juventude, os movimentos sociais, a Igreja, ou melhor, as igrejas, as universidades, a classe média, os intelectuais e, lógico, os ambientalistas.
Somando-se os eleitores que se abstiveram, os que votaram em branco ou anularam seus votos, os que votaram em Serra, em Marina e outros candidatos, o desempenho da candidata de Lula, representa, na verdade não mais do que 35,1%; ou seja, em torno de apenas um terço do eleitorado. Olhando sob o outro lado desta realidade fica patente que o governo Lula, sua candidata, o PT, os partidos aliados e os grupos econômicos que estão usufruindo das benesses das políticas levadas a cabo pelo governo federal não gozam do apoio eleitoral de dois terços dos brasileiros. De cada três eleitores apenas um avaliou positivamente o governo Lula através de sua candidata nas urnas. As questões do aborto e do autoritarismo de Lula em relação à liberdade de imprensa e os constantes casos de corrupção no governo possivelmente influenciaram os leitores na hora de votar.
Esta forma de ver a realidade eleitoral que se avizinha no segundo turno poderá consolidar uma frente anti-PT e sua candidata e poderá demonstrar que a estátua (Governo Lula) tem os pés de barro e pode cair e quebrar-se em mil pedaços, ou seja, os eternos oportunistas de plantão ao primeiro sinal da possibilidade de uma vitória de Serra em 31 de outubro próximo irão cair em debandada. Lula, o PT e a mãe do PAC poderão se tornar os primeiros órfãos da prepotência, da forma autoritária de tratar o público, a imprensa, os movimentos sociais, a Igreja e a omissão e certa conivência ante tantos escândalos e acusações de corrupção praticados por pessoas bem próximas ao presidente poderão demonstrar que o país deseja outro rumo, outro projeto.
Na construção deste novo projeto Serra poderá contar com as ideias e bandeiras que foram capitaneadas por Marina nos quatro cantos do país. Ficou demonstrado que a candidata de Lula venceu de forma esmagadora nos municípios com menos de 30 mil habitantes e no Nordeste, onde a fome, a miséria, o analfabetismo e alienação ainda são grandes e onde as políticas paternalistas, assistencialistas continuam manipulando a vontade deste povo sofrido.
Nesses bolsões de pobreza o governo Lula apenas tem reforçado o poder dos coronéis que durante décadas apoiaram todos os governos, inclusive os militares e a eles tem se aliado. Resumindo, a candidata do Palácio do Planalto, o PT e seus aliados continuam sendo a grande força de manutenção do “status quo” nesses grotões enquanto Serra e Marina representam as esperanças de um novo Brasil.

*Juacy da Silva é professor universitário, mestre em sociologia. Site http://www.justicaesolidariedade.com.br; e-mail professor.juacy@yahoo.com.br

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>O juiz da imprensa

Posted on setembro 24, 2010. Filed under: Comunista, FHC, golpismo midiático, imprensa, Jornais, Lula, O juiz da imprensa, presidente da República, reeleição, revistas, Sivam |

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Lula sabe melhor do que ninguém o quanto de sua mística ele deve à imprensa.Um dos primeiros grandes perfis do herói, talvez um dos mais importantes, sobre o operário pragmático que dirigia um movimento sindical sem se atrelar aos interesses do Partido Comunista (coisa rara na época) foi escrito por Ruy Mesquita-insuspeito de progressismo- na revista “Senhor Vogue” , um ícone da imprensa cult no final dos anos 70.

Aquele líder proletário autêntico sem contaminação ideológica,que começava a crescer no imaginário popular, deu, na entrevista a Ruy Mesquita,uma resposta premonitória sobre a importância que a imprensa teve para sua projeção 
-A imprensa é uma ajuda muito grande que eu tive,mas se ela deixar de existir hoje, nós vamos continuar fazendo a mesma coisa.Eu nunca fiz a coisa em função da imprensa.
Essa frase pode resumir,de certa forma,a percepção utilitária que o ex-líder metalúrgico e hoje presidente da República tem a respeito da função da imprensa numa sociedade aberta e democrática.
Nesta última semana, o presidente usou seu método morde-e-assopra e do alto dos palanques nos quais passou uma boa parte desse final de mandato, depois de fazer a ressalva de que “a liberdade de imprensa é intocável”, vociferou contra ela as suas mais rudes críticas, e liberou a senha para que as suas falanges saíssem a fazer manifestações contra o “golpismo midiático”.
 O motivo da fúria presidencial: as reportagens de jornais e revistas denunciando quebras de sigilo fiscal de adversários ou tráfico de influência nos corredores palacianos,que poderiam prejudicar a trajetória de sua candidata rumo à consagradora vitória eleitoral no primeiro turno.
O que é que leva grupos de militantes movidos por preconceitos ideológicos ou pela convivência promíscua com a generosa distribuição de verbas públicas a considerar a denúncia da existência, nos corredores palacianos, de negociatas, propinas e tráficos de influência como “golpismo midiático”, é um desses mistérios que estão acima da compreensão racional e devem ser creditados ao estado de excitação histérica provocado pelas emoções da campanha eleitoral.
Tanto os fatos são fatos que o governo os confirmou com a demissão dos envolvidos.Não é lícito acreditar o governo tenha demitido inocentes apenas por interesseiro cálculo eleitoral.A imprensa independente e profissional não fez mais do que cumprir a sua obrigação.É a mesma imprensa fazendo as mesmas coisas que os atuais críticos aplaudiam, quando as denúncias eram sobre a compra de votos para a reeleição de FHC, a Pasta Rosa,o Sivam, os grampos das conversas dos articuladores da privatização da Telebrás,as denúncias de Pedro Collor contra a corrupção do governo do irmão Fernando, a compra do Fiat Elba com o dinheiro de PC Farias- etc,etc,etc.A imprensa de então,embora fosse a mesma e fizesse as mesmas coisa,não era golpista- era altiva,isenta, equilibrada e independente.
A imprensa só deve ser livre,no entendimento do presidente,quando informa “corretamente”. E só deve ser livre para ser correta, dentro do seu raciocínio, quando quem decide o que é correto ou não é ele mesmo.

Sandro Vaia é jornalista. Foi repórter, redator e editor do Jornal da Tarde, diretor de Redação da revista Afinal, diretor de Informação da Agência Estado e diretor de Redação de “O Estado de S.Paulo”. É autor do livro “A Ilha Roubada”, (editora Barcarolla) sobre a blogueira cubana Yoani Sanchez.. E.mail: svaia@uol.com.br  

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>O Brasil que o presidente Lula não conhece

Posted on julho 7, 2010. Filed under: Banco Central, Brasil, despesas, Financial Times, justiça social, pobreza, presidente da República, previdência social, Tesouro Nacional |

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Amado de Oliveira Filho
É preciso que os burocratas do governo estabeleçam parâmetros que levem o atual presidente da República à compreensão da realidade brasileira. Com isto não se pretende agredir a pessoa do ilustre autodidata brasileiro, mas estabelecer parâmetros mínimos de avaliação entre o país que o presidente imagina governar e a realidade do país de seus governados. Ao afirmar em artigo publicado no jornal britânico Financial Times que “o Brasil é uma ilha de prosperidade e que por isto deve contribuir para livrar o mundo da fome, da pobreza e da injustiça social”, percebe-se que o governo precisa diferenciar utopia de realidade.
A realidade brasileira é a anunciada pelo Tesouro Nacional que virou manchete em todo o Brasil: “Resultado das contas do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central é o pior registrado para o mês de maio nos últimos 11 anos. O Governo Central registrou um déficit de R$ 509,7 milhões naquele mês.” A causa disto foi que as receitas do governo central cresceram 17,9% de janeiro a maio deste ano, na comparação com o mesmo período de 2009, e as despesas registraram um aumento de 18,5%. Claro que com a gastança desenfreada não há economia que segura esta onda. Por isto mesmo semana passada o próprio presidente afirmou: “A carga tributária precisa ser elevada, se não, você não tem Estado”. E como é caro para a sociedade manter este Estado!
Mas a ilha de prosperidade governada pelo atual presidente é a mesma que, segundo o Banco Central, acumulou uma dívida líquida do setor público que já chegou a R$ 1,371 trilhão! Isto mesmo, um trilhão e trezentos e setenta e um bilhões! Isto representa 41,4% da soma de todos os bens e serviços produzidos no país, tecnicamente chamado de Produto Interno Bruto (PIB). Esta informação foi divulgada dia 29 ultimo pelo Banco Central (BC). Já pensou se esta receita for levada aos demais países da América Latina e do Caribe?
Ou ainda, a ilha utópica de prosperidade chamada Brasil é aquela onde 75% das famílias, segundo o IBGE, declararam algum grau de dificuldade para chegar ao fim do mês com seus rendimentos, sendo que na classe com rendimentos até R$ 830 este percentual salta para cerca de 90% e, ainda, mais de 31% indicaram muita dificuldade durante o mês que chega até mesmo à falta de comida.
Os problemas não param por aí. Quando se analisa o consumo das famílias entre as regiões brasileiras, verifica-se que as regiões Sudeste e Sul, respectivamente, têm maior consumo das unidades familiares. A região Centro-Oeste está um pouco abaixo da média nacional e a região Nordeste muito abaixo da média nacional. Tudo isto divulgado pelo IBGE. O que isto traduz? Sem medo de errar: ausência ou fragilidade das políticas públicas. Significa ainda dizer que a continuar cenários desta ordem poderemos já classificar cidadãos brasileiros como de 1ª, 2ª, 3ª, 4ª e 5ª categoria. Uma categoria de cidadão para cada região!
Não se pode negar avanços em alguns setores. Nenhum governo nos últimos 30 anos, mesmo o de Collor de Melo, que teve seu mandato cassado por corrupção, deixou de promover avanços em alguns setores. Mas os números do atual governo apontam cenários extremamente vulneráveis cujos efeitos práticos poderão cair no colo do próximo presidente da República. Até porque, o financiamento para fazer frente à erradicação da enorme pobreza que o Brasil possui necessariamente vem dos setores produtivos que, somente no último quartil do último mandato do atual presidente, estão testemunhando parcos investimentos em obras de infra-estrutura.
Mas o que não faltou durante os dois mandatos foram as enxurradas de nomeações e um crescimento desnecessário da máquina pública. Esta, normalmente em greve, brigando por maiores salários! Assim… Ensinar o que a quem?
Amado de Oliveira Filho é economista, especialista em mercados de commodities agropecuárias e direito ambiental. E-mail: amadoofilho@ig.com.br – Fonte: http://www.gazetadigital.com.br
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>Não basta "Ficha Limpa" sem a lei

Posted on maio 21, 2010. Filed under: candidato, Casa Civil, Congresso Nacional, eleitoral, Ficha Limpa, lei, presidente da República |

>por Lourembergue Alves

O projeto Ficha Limpa passou pelo Congresso Nacional. Resta, agora, tão somente o aval do presidente da República, e este, pela sua biografia, não tem como vetá-lo, mesmo que sofra pressão para tal. A voz vinda das ruas, entretanto, pode soar mais forte, mexendo assim com o ex-metalúrgico, sobretudo quando se tem interesse nas eleições deste ano.
Sua Excelência não é candidato. Mas a candidatura petista à presidência da República o tem como único avalista. E não só por isso. Até porque o presidente a empurrou goela abaixo. Atônito e sem outra opção, o PT não teve como recusar o nome fabricado pela sua maior liderança. Aceitou e referendou, perdendo, assim, a autonomia e grandeza de partido, nascido em meio a um cenário sombrio e a volta de uma porção de intelectuais. Apesar disso, mostrou-se incapaz de formar outros líderes, com projeções nacionais, com capacidade de desenvoltura dentro do quadro sucessório. Explica-se, então, o seu curvar diante da imposição palaciana.
Tendo o presidente como seu maior cabo eleitoral, a ex-ministra chefe da Casa Civil cresce nas pesquisas. Conhecida por muitos. Embora não tenha qualquer jeito para lidar com o jogo político. Mas ameaça superar o indicado pela oposição encabeçada pelos tucanos. E isso não é difícil de acontecer. Sobretudo se o PSDB e o seu candidato continuarem cometendo erros de “campanha”. Erros que podem anular o histórico de José Serra. Pois em uma disputa eleitoral, “não basta demonstrar ser”, mas é preciso “parecer ser”. Até porque a maioria do eleitorado não “manja” coisa alguma de currículos, ainda que esses estejam cheio de inverdades. Inverdades que certamente serão maquiadas pelo marketing. Razão pela qual os marqueteiros têm relevância significativa na disputa.
Um jogo que carece ser moralizado e disciplinado. Daí a importância do projeto Ficha Limpa. O que impede a inscrição de políticos com processos jurídicos. Instrumento capaz de provocar a renovação. Não só nas agremiações. Mas, principalmente, nas esferas de poder.
Contudo, é preciso dizer, a exigência de Ficha Limpa não será nada se não houver também uma seriedade de muitas das pessoas encarregadas de zelar pelo respeito às regras, as normas e o fazer justiça.
Nesse sentido, não mais será permitido que alguém cassado por compra de votos continue a exercer o mandato, tal como ocorre com dois deputados estaduais e um federal.
Essa situação não combina com a adoção do Ficha Limpa que, igualmente, nada tem a ver com a venda de votos.
Vender e comprar votos, bem como a morosidade e displicência dos membros do Judiciário, são praticas contrárias a moralização das disputas, e, portanto, ao processo democrático. Pois o viver em democracia não é outra coisa senão o estar tudo às claras, somada com a igualdade de condições dos participantes do jogo e o zelo pelo cumprimento da legislação, doa a quem doer.

Lourembergue Alves é professor universitário e articulista. E-mail: Lou.alves@uol.com.br.

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>Fora de controle!

Posted on março 29, 2010. Filed under: controle, Dilma, hábito, Justiça, lei eleitoral, Lula, mensalão, presidente da República |

>Ricardo Noblat

No passado, desdenhou o canudo da universidade. Por hábito, censura o comportamento da imprensa. Ridicularizou em Cuba a greve de fome e o conceito de direitos humanos. Na semana passada, para completar, debochou da Justiça. E logo após ter sido punido duas vezes com um total de R$ 15 mil em multas por fazer campanha fora de hora para Dilma.
Saiu no lucro, ressalve-se. O que representam R$ 15 mil para quem se ocupa há mais de um ano e meio em afrontar a lei eleitoral? No caso, a Justiça foi cega, lenta e conivente. Em benefício da solidez das nossas instituições, digamos, porém, que na maioria das vezes a Justiça se limita a ser cega e lenta.
Manda Paulo Okamoto, atual presidente do Serviço Brasileiro de Apoio a Micros e Pequenas Empresas, pagar a multa! Em 2004, Okamoto pagou do próprio bolso uma grana que Lula devia ao PT. Sindicalistas zelosos já se ofereceram para quitar a multa e agradar Lula. Sem problema.
Problema – e grave – é ver o presidente da República incitar seus seguidores a ignorarem a lei. Foi assim em Osasco, São Paulo, durante a inauguração de 106 apartamentos inacabados. A multidão começou a gritar o nome de Dilma. Conhecido por repreender com severidade multidões que vaiam seus aliados, como Lula reagiu?
Disse: “Se eu for multado, vou trazer a conta para vocês”. As pessoas acharam graça e fizeram com as mãos o gesto de assentimento. A faceta cada vez mais debochada de Lula com tudo e com todos combina com a faceta conhecida de um país galhofeiro, mas é imprópria para o titular do cargo mais importante do serviço público.
Nem os generais da ditadura, nem mesmo Jânio Quadros, por exemplo, ousaram tanto. Os militares aviltaram a democracia, mergulhando o país numa treva de duas décadas. O folclórico Jânio avacalhou o voto popular mergulhando sua alcoolizada presidência num porre de sete meses que acabou, três anos depois, com a ressaca do golpe militar.
Mas os generais conseguiram manter a pose e a circunstância ensaiadas em suas academias militares, embora a tortura rolasse nos porões. E Jânio fingiu uma sobriedade expressa em bilhetinhos nervosos que projetavam um bafo austero sobre a administração. Diferente deles todos, Lula não mascara o que é, nem finge o que não é.
Isso é bom quando ele atravessa a barreira que sempre separou governantes de governados e procura atender às necessidades primárias do povo. É ruim quando do alto de seus impressionantes 76% de aprovação popular e no ocaso de uma administração histórica, sente-se no direito de desafiar qualquer coisa, até mesmo a Justiça.
Com freqüência, a língua nada presa e muitas vezes irresponsável de Lula vergasta instituições, idéias, princípios e verdades. Em Osasco, ela justificou a falta de revestimento nas paredes dos apartamentos com uma desculpa malandra: “Tem gente que vê o azulejinho de uma cor e na semana seguinte tira e coloca outro”.
Qualquer cidadão tem o direito de criticar a imprensa. Eu diria o dever. Ela é poderosa demais para ficar imune a críticas. E se não lhe faltarem sabedoria e bons propósitos, aprenderá com elas. Mas esse não é o objetivo de Lula ao admoestá-la. Lula é um governante populista e autoritário. Esse tipo de gente prefere uma imprensa servil.
“Não consigo entender a predileção [da imprensa] pela desgraça. Há tanta coisa boa no cotidiano do povo brasileiro”, repetiu ele outro dia. O lamaçal que derrubou o governo de José Roberto Arruda não arrancou de Lula uma só palavra de indignação. “Imagem não quer dizer tudo”, afirmou de cara limpa. Referia-se aos vídeos do escândalo.
OK. Lula foi apenas coerente. Afinal, o mensalão jamais existiu. O preso político cubano Orlando Zapata morreu “porque decidiu fazer uma greve de fome”. E preso político é igual a preso comum. Pois “imagine se todos os bandidos que estão presos em São Paulo entrassem em greve de fome e pedissem liberdade”.

E-mail para esta coluna: noblat@oglobo.com.br

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>O dono do mundo

Posted on novembro 5, 2009. Filed under: bolsa escola, Bolsa-Família, Lei de Responsabilidade Fiscal, luz para todos, O dono do mundo, presidente da República |

>Estou começando acreditar que nasci fora de época. Com isso passo a ser uma figura humana que não consegue entender o que acontece atualmente no Brasil.

Vejo perplexo, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, arrotar bravatas, como se o país estivesse vivendo uma situação de esplendor. Adotou o “nunca na história desse país” para destilar sua verborragia, se colocando como o verdadeiro “verbo”, segunda pessoa da Santíssima Trindade, que de acordo com a fé cristã, é encarnada em Jesus Cristo.

Desafia e desrespeita a memória e o trabalho de grandes presidentes que tivemos e que prestaram grandes serviços a Pátria, em condições desfavoráveis, diferente de Lula, que recebeu o governo com a moeda estabilizada, a inflação em queda irreversível, mérito do Plano Real, ao qual como oposição ele foi contra.

Empresas estatais, antes verdadeiros antros de corrupção e cabides de empregos, foram privatizadas, desobrigando o Estado de a cada ano cobrir rombos financeiros. Basta ver os ganhos com as privatizações nas áreas de energia e telefonia. Na área da legislação, para inibir governantes a “farrear” com dinheiro publico, a Lei de Responsabilidade Fiscal, por si só, diz tudo, esta também obra do governo anterior.

Todos esses fatos, hoje utilizados em benefício do seu governo, são cinicamente desconsiderados pelo presidente e seus asseclas. Mesmo dando continuidade, e a bem da verdade, ampliando o “bolsa escola”, “bolsa família”, “luz para todos”, programas sociais iniciados no governo anterior, o presidente tem a desfaçatez de colocar para a opinião publica como sendo “milagres” conseguidos na sua gestão.

Existem muitos pontos positivos no atual governo, mas nada que dê ao presidente o direito de se achar que está acima do bem e do mal, que o transforme no dono absoluto da verdade, chamando parlamentares da oposição de desocupados. Por que se assim for, o presidente por mais de três décadas foi um desocupado. O que não fica bem no curriculum de um chefe de nação.

A euforia de suas viagens para o exterior, consagradas com a conquista do Brasil para sediar a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, não encobre a miséria, o analfabetismo e o desajuste social que ainda impera, massacrando milhões de brasileiros e brasileiras. A violência urbana e rural ora existente desconceitua qualquer governante.

Temos um contingente muito grande de pessoas que vivem nos chamados “grotões da pobreza e da miséria”, esperando por uma melhor condição de vida.

Nos grandes centros, cercados por favelas dominadas pelo tráfico de drogas, impera a lei dos bandidos, única e exclusivamente por culpa do governo, que não chega lá, com a saúde, a educação e a segurança.

Antes dessas bravatas todas, e é aí que disse que nasci fora de época, pois ele consegue com o jeitão de falar, aplausos de 80 por cento do povo brasileiro, deveria ver o caos que está à saúde, a educação, a segurança, as rodovias, a situação dos aposentados, dos sem terras verdadeiros, ao invés de dar dinheiro para marginais do MST, invadir fazendas, destruir plantações, maquinários, incendiar sedes.

Olhe para o “mote” escolhido para a campanha da Dilma Rousseff, o famigerado PAC. Ele está empacado. Não anda. Aí o presidente acusa o TCU, a Justiça, burocracia e a imprensa, como os culpados pelas obras empacadas. O que precisa, com todo respeito, é parar de viajar, de falar e tomar atitude com relação aos problemas que verdadeiramente afligem a nação.

Só pra mim entender. Não tem recurso para a saúde, para a educação, para segurança, para a reforma agrária, mas tem para emprestar para o FMI, para comprar frota de caças aéreos da França, para comprar dólares e tantas outras fanfarrices. Como eu não consigo entender este jogo, só posso pedir: “pare o mundo que eu quero descer”.

JOSÉ ARIMATÉIA foi deputado estadual em Mato Grosso. zpoliveira3@gmail.com

Fonte: Mídia News

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