PSDB

>Candidato a presidente do PSDB quer que Wilson Santos, Antero e Thelma candidatem a vereador

Posted on fevereiro 11, 2011. Filed under: PSDB |

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Os tucanos de Mato Grosso estão numa disputa acirrada pelo comando dos diretórios estadual e de Cuiabá. Aliado do deputado estadual Guilherme Maluf, candidato a presidência em Mato Grosso, o vereador Antonio Fernandes tenta desbancar o advogado Ussiel Tavares, hoje à frente do diretório da Capital, com uma proposta no mínimo heterodoxa.
Fernandes defende que lideranças do partido, como o ex-prefeito Wilson Santos, a ex-deputada federal Thelma de Oliveira, e o ex-senador Antero Paes de Barros, disputem a eleição a vereador em 2012. “É uma estratégia para aumentarmos o número de cadeiras na Câmara, de quatro para oito”, comenta. Se for eleito, o vereador também pretende convidar para integrar a chapa, suplentes do partido na Assembleia Legislativa, como o empreiteiro Carlos Avalone, secretário de Indústria e Turismo no governo Dante de Oliveira, já falecido, e Carlos Carlão Nascimento, ex-secretário de Educação do Estado e de Cuiabá. “Vou pedir isso pra eles, sei do compromisso de todos com o partido e sei que irão fazer este sacrifício pelo PSDB”, avalia Fernandes.
Na luta pelo diretório, o vereador tece duras críticas ao atual presidente Ussiel Tavares, aliado do candidato à presidência do diretório estadual, Nilson Leitão, primeiro suplente do partido na Câmara Federal. Segundo Fernandes, Ussiel deve deixar o comando do partido por falta de capacidade de mobilização. “Ele convocou os quatro vereadores para uma reunião no dia 3 deste mês, porém só fui eu, depois apareceu o Tiago Nunes (suplente que assumiu a cadeira de titular). Ou seja, o Ussiel lidera quem?”, questiona Fernandes.
Segundo ele, os quatro vereadores da legenda em Cuiabá vão se reunir na próxima quarta (16) com o intuito de definir as estratégias para vencer a disputa. Atualmente o PSDB é representado na Câmara Municipal por Antonio Fernandes, Lueci Ramos, Roosivelt Coelho e Tiago Nunes, sendo que os dos últimos ocupam as vagas de Edivá Alves e Paulo Borges, respectivamente. Fonte: Prosa e Política
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>Chutar o pau da barraca

Posted on novembro 5, 2010. Filed under: cartaz, Casa Civil, Chutar o pau da barraca, embaixador, Lula da Silva, ONU, presidência da república, PSDB, vice |

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O Brasil já tem um novo presidente. Trata-se da primeira mulher a presidir o país. Lula da Silva vê a si próprio como “rei morto”. Embora não negaria dar “um conselho” à eleita, “se procurado”, e a sucessora, por sua vez, confessou “bater-lhe a porta” quantas vezes forem preciso. Estão, portanto, combinados: um chama e o outro atende. Pelo menos até o momento em que a presidente achar de “chutar o pau da barraca”. Possibilidade nada remota. Filme antigo, que a oposição torce para vê-lo novamente em cartaz.

Aliás, a própria oposição “foi pego de calça curta”. Oportunidade em que se encontrava na situação. O PSDB tinha o leme do Estado nacional. Tentava mantê-lo nos trilhos, como de fato o manteve, pois adotou medidas certas na hora certa. A imensa maioria delas serviu de argamassa para o atual crescimento do país. Isso é fato. Mas como o óbvio nem sempre é tido como tal, o ex-metalúrgico – na presidência da República – tratou logo de escamotear os feitos anteriores. Pior ainda, os adotou como seus, e saiu a dizer que recebeu “uma herança maldita”(balela que pegou). Herança, que de “maldita” não tem nada. Pois se assim o fosse, Sua Excelência estaria hoje, e, quando assumiu o posto, em “maus lençóis”.

Urge, portanto, a necessidade de se voltar ao início do segundo parágrafo deste texto. Até mesmo por necessidade de se retomar o tema proposto. Pois bem, a maior liderança tucana governava o Brasil, e, logo de imediato, deparou-se com o primeiro problema, a saber: “”dar emprego ao seu antecessor””. Uma figura ímpar na política, sem patrimônio algum – ao contrário de muitos que, da noite para o dia, se transformam em milionários. O vice que virou titular foi, então, guindado a “embaixador”. Esteve em Roma e em Lisboa. Reclamava a todo instante do cabide que lhe fora dado. Talvez porque achava ser merecedor de “”coisa melhor””. O peessedebista, no entanto, procurava agradá-lo. Era uma espécie de pagamento da gratidão recebida. Porém, o mineiro esperneava e brigava; enquanto o presidente tentava amenizar as rusgas criadas. No segundo mandato, sentiu-se livre da obrigatoriedade de garantir emprego ao antigo chefe.

Este cenário tem a ver com o que se desenha hoje, com a ex-ministra chefe da Casa Civil devendo sua eleição a presidente ao seu antigo patrão. É natural que este um dia venha a lhe cobrar a fatura. Tal dia pode ser antes do dia 1º. de janeiro de 2011. O ex-metalúrgico, no entanto, não precisará de emprego. Embora exerça pressão para que muitos de seus amigos continuem “”a mamar nas tetas do Estado””, sobretudo quem lhe é mais próximo; somado a situação permanente da presidente lembrar sempre de seus feitos.

Lembranças necessárias e importantes. Sobretudo para lhe evitar o ostracismo, o esquecimento. Afinal, o presidente – o atual – almeja alcançar um posto internacional, de preferência na ONU. Daí a relevância de sempre ser lembrado. Sem ser, evidentemente, uma “sombra”. O instituto, que ele quer criar, tem um pouco disso – mostrar e supervalorizar “suas realizações”.

Quadro interessante. Merecedor, realmente, do olhar de todos. Não apenas do estudioso da política. Mas de cada cidadão. Atentos, inclusive, no dia em que a presidente resolver “chutar o pau da barraca”.

Autor: Lourembergue Alves é professor universitário e articulista. E-mail: lou.alves@uol.com.br

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>Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirma que não endossará um PSDB que não defenda a sua história

Posted on novembro 2, 2010. Filed under: Fernando Henrique Cardoso, história, José Serra, Lula, metamorfose, PSDB |

> Em entrevista ao Jornal Folha de S. Paulo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso,  declarou: “Não estou mais disposto a dar endosso a um PSDB que não defenda a sua história”,  ontem, no instituto que leva seu nome, no centro de SP.

Presidente de honra do PSDB, Fernando Henrique defende que o partido anuncie dois anos antes das eleições presidenciais seu candidato. “O PSDB não pode ficar enrolando até o final para saber se é A, B, C ou D.”

O ex-presidente diz que Lula “desrespeitou a lei abundantemente” na campanha e que promove “um complexo sindical-burocrático-industrial, que escolhe vencedores, o que leva ao protecionismo”.

Para FHC, a tradição brasileira de “corporativismo estatizante está voltando”. Lula é uma “metamorfose ambulante que faz a mediação de tudo com tudo”.

 Fernando Henrique Cardoso

 
Folha – José Serra aproveitou a oportunidade do segundo turno como deveria?
Fernando Henrique Cardoso – Cada um tem um estilo e Serra foi fiel ao estilo dele. Tomou as decisões dele na campanha, com o [marqueteiro Luiz] Gonzalez. Não fez diferente do que se esperaria de Serra como um candidato persistente, que define uma linha e, aconteça o que acontecer, vai em frente.

O PSDB, e não o Serra, tem outros problemas mais complicados. Não é falta de bons candidatos. O problema é ter uma noção do coletivo, uma linguagem que expresse o coletivo, que não pode ser fechado no partido. Numa sociedade de 130 milhões de eleitores, a mensagem conta muito –no conteúdo e no modo que se transmite.

Como o Lula ficou muito fixado numa comparação para trás, os candidatos esqueceram a campanha e não definiram o futuro. Esse é o desafio –para o PSDB também.

O nosso futuro vai ser, outra vez, fornecer produtos primários? Ou vamos desenvolver inovação, modificar a educação, continuar a industrialização. Isso não foi posto [na campanha]. Qual será nossa matriz energética. Preocupa-me muito a discussão do petróleo.
 
Nesse campo, o seu governo quebrou o monopólio da Petrobras e implantou o modelo de concessão. A fórmula proposta por Lula, de partilha, para o pré-sal, que traz novos privilégios à Petrobras, é melhor?
Não posso responder, porque não vi a discussão. Preocupa-me esse modelo porque força uma supercapitalização [da Petrobras] sem que se saiba bem qual será o modelo de venda desse petróleo. Essa forma de partilha proposta é uma estatização do risco. O risco quem corre é o Estado, ao contrário do modelo de concessão.

O que estamos fazendo é uma dívida. Isso obriga a sobrecapitalizar a Petrobras. Parece que não temos mais problemas de poupança no Brasil. Entramos numa ilusão tremenda nessa matéria. O Tesouro faz a dívida com o mercado e empresta para o BNDES ou para a Petrobras. É como se não precisássemos mais poupar. Mas a dívida está aí. Essa questão o PSDB não politizou.
 
O governo Lula mobiliza fundos públicos e paraestatais e patrocina a formação de grandes empresas no país, uma espécie de complexo “industrial-burocrático”, parodiando o “industrial-militar” do Eisenhower [em 1961, ao deixar o governo, o então presidente dos EUA Dwight Eisenhower alertou para os riscos de uma influência excessiva do complexo industrial-militar para o processo democrático]. Há mais ruptura ou continuidade em relação ao processo que se iniciou no seu governo, quando o BNDES e os fundos de pensão das estatais viabilizaram as privatizações?
Tudo é uma questão de medida. Os fundos [de pensão] entraram na privatização porque já tinham ações nas teles e participar do grupo de controle lhes dava vantagem. Fizeram um bom negócios Mas tive sempre o cuidado da diversificação. No mundo integrado de hoje, convém que a economia tenha um setor público eficiente e que tenha um setor privado, nacional e estrangeiro. Tentamos equilibrar isso.

O problema agora é de tendência, de gigantismo de uns poucos grupos, nesse complexo, que na verdade é sindical-burocrático-industrial, com forte orientação de escolher os vencedores. Isso é arriscado do ponto de vista político e leva ao protecionismo.
 
A máxima “política tem fila” foi usada para defender a precedência de Serra sobre Aécio na eleição de 2010. A fila andou ontem? Chegou a vez de Aécio Neves no PSDB?
Eu não posso dizer que passou a primeiro lugar, mas que o Aécio se saiu bem nessa campanha, se saiu. Não posso dizer que passou a primeiro lugar porque o Serra mostrou persistência e teve um desempenho razoável.

Não diria que existe um candidato que diga: “Eu naturalmente serei”. Mas o PSDB também não pode ficar enrolando até o final para saber se é A, B, C ou D. Dentro de dois anos temos de decidir quem é e esse é tem de ser de todo mundo, tem de ser coletivo.

Não estou disposto mais a dar endosso a um PSDB que não defenda a sua história. Tem limites para isso, porque não dá certo. Tem de defender o que nós fizemos. A privatização das teles foi bom para o povo, para o Tesouro e para o país. A privatização da Vale foi um gol importante, porque, além do mais, a Vale é uma empresa nacional. A privatização da Embraer foi ótima.

Então por que não dizer isso? Por que não defender? Privatizar não é entregar o país ao adversário, pegar o dinheiro do povo e jogar fora. Não. É valorizar o dinheiro do país. Tudo isso criou mais emprego, deu mais renda para o Estado.

Do ponto de vista econômico, as questões estão bem encaminhados. Os motores da economia são fortes. Os problemas maiores são em outras áreas: educação, segurança, democracia, igualdade perante a lei, droga. Não é para saber se a economia vai crescer, é se a sociedade vai ser melhor.
 
Sobre a democracia no Brasil, o sr. escreveu, recentemente, que é uma maquinaria institucional em andamento, mas que lhe falta o “espírito”: “a convicção na igualdade perante a lei, a busca do interesse público e de um caminho para maior igualdade social”. Sinais desse espírito no processo eleitoral que se encerrou?
Francamente não vejo. O presidente Lula desrespeitou a lei abundantemente. Do ponto de vista da cultura política, nós regredimos. Não digo do lado da mecânica institucional –a eleição foi limpa, livre. Mas na cultura política, demos um passo para trás, no caso do comportamento [de Lula] e da aceitação da transgressão, como se fosse banal.

Houve abuso do poder político, que tem sempre um componente de poder econômico. Quantos prefeitos foram cassados aqui em São Paulo, por exemplo em Mauá, por abuso do poder econômico? Por nada, comparado com esse abuso a que assistimos agora. Não posso dizer que houve progresso da cultura democrática brasileira.

Aqui está havendo outra confusão. Pensar que a democracia é simplesmente fazer com que as condições de vida melhorem. Ela é também, mas não se esqueça que as ditaduras fazem isso mais depressa.
 
Como o sr. vê a volta de temas como religião na campanha?
Com preocupação. O Estado é laico, e trazer a questão religiosa para primeiro plano de uma discussão política não ajuda. Todas as religiões têm o direito de pensar o que queiram e de pregar até o comportamento eleitoral de seus fieis. Mas trazer a questão como se fosse um debate importante, não acho que ajude.
 
A dose dos chamados marqueteiros nas campanhas tucanas está exagerada?
Sim, em todas as campanhas. Nós entramos num marquetismo perigoso, que despolitiza. Hoje a campanha faz pesquisas e vê o que a população quer naquele momento. A população sempre quer educação, saúde e segurança, e então você organiza tudo em termos de educação, saúde e segurança.

Sem perceber que a verdadeira questão é como você transforma em problema uma coisa que a população não percebeu ainda como problema. Liderar é isso. Aí você abre um caminho. A pesquisa é útil não para você repetir o que ela disse, mas para você tentar influenciar no comportamento, a partir de seus valores.

Suponha uma pesquisa sobre privatização em que a maioria é contra. A posição do líder político é tentar convencer a população [do contrário]. O que nós temos na campanha é a reafirmação dos clichês colhidos nas pesquisas. Onde é que está a liderança política, que é justamente você propor valor novo. O líder muda, não segue.
 
Como mostrar as diferenças entre PT e PSDB? As ideias tucanas não são difíceis de assimilar?
Você se lembra de quando fui presidente? A ambição de todo mundo era cortar a burocracia. Por quê? Porque foi politizado.

É preciso politizar, e não é na hora da campanha.O PSDB, quando digo que tem que ter por referência o coletivo e ter um projeto, é agora. Não é para daqui a quatro anos. Daqui a quatro anos é tarde. Ou durante quatro anos você martela os seus valores e transforma os seus valores em algo que é compartilhado por mais gente, ou chega lá e não consegue. É tarde.
 
Mas o PSDB deixou o Lula falando sozinho um bom tempo.
Não foi só o PSDB. Foi todo mundo. Quando o nosso sistema presidencialista é exercido a partir de uma pessoa carismática como o Lula e que tem por trás um partido organizado, ele quase se torna um pensamento único.

Aqui, fora da campanha, só o governo fala. Quando fala sem parar, o caso atual, e sob forma de propaganda, fica difícil de controlar. No meu tempo, também era o governo que falava. Como não tenho o mesmo estilo e não usava uma visão eleitoreira o tempo todo, não aparecia tanto. Mas isso é da cultura brasileira.

Jornal dá o “outro lado”, mas a TV não dá –só dá na campanha. O que a mídia em geral transmitiu ao longo desses oito anos? Lula, violência e futebol.
 
A oposição, liderada pelo PSDB, ficou mais forte nos Estados e mais fraca no Congresso. Como fará para resistir à força gravitacional do Planalto?
Não é fácil, porque os Estados têm interesses administrativos. Mas um pouco mais de consistência oposicionista pode. No regime militar, Montoro e Tancredo eram governadores e se opunham. É preciso recuperar um pouco essa dimensão política.

Mas o carro chefe para puxar [a oposição] não pode ser o governador. Tem de ser o partido. E não é o PSDB só. Esses 44 milhões [votação de Serra no domingo] não são do PSDB. É uma parte da sociedade brasileira que pensa de outra maneira. E não se pode aceitar a ideia de que são os mais pobres contra os mais ricos. Nunca vi uma elite tão grande: 44 milhões de pessoas.
 
A polarização nacional entre PT e PSDB completou 16 anos. Tem feito mais bem ou mais mal ao Brasil?
O que o Chile fez na forma da Concertação [a aliança entre o Partido Socialista e a Democracia Cristã que governou o Chile de 1990 a 2010], fizemos aqui sob a forma de oposição. Há muito mais uma linha de continuidade que de quebra. Queira ou não queira, o pessoal do PT aderiu, grosso modo, ao caminho aberto por nós. Isso é que deu crescimento ao Brasil. A briga, na verdade, é pelo poder, não é tanto pelo conteúdo que se faz. No tempo que cheguei lá, eu escrevi o que ia fazer e fiz. Nunca mudei o rumo. O Lula mudou o rumo. Agora acho que tem aí o começo de um rumo que não é o mesmo meu, que é esse mais burocrático-sindical-industrial. E tem uma diferença na concepção da democracia, e o PSDB tem de acentuar essa diferença.
 
Mas o que seria essa social-democracia?
Social-democracia, vamos devagar com o ardor. O sujeito da social-democracia europeia eram a classe trabalhadora e os sindicatos. Aqui são os pobres. O Lula deixou de falar em trabalhador para falar em pobre. Mudou. Nós descobrimos uma tecnologia de lidar com a pobreza, mas estamos por enquanto mitigando a pobreza.

Tem de transformar o pré-sal em neurônio. Esse é o saldo para uma sociedade desenvolvida. Social-democracia hoje é isso. É inclusão social, respeitando o mercado, sabendo que o Estado terá um papel importante, mas não é tudo, e que o mercado tem de ser regulado de olho numa inclusão que não seja só de mitigação. Não pode ter predomínio do olhar do Estado. Está se perfilando, no PT e adjacências, uma predominância do olhar do Estado, como se o Estado fosse a solução das coisas. Continuo achando que o Estado é indispensável, mas a sociedade deve ter uma participação mais ativa. Os movimentos sociais estão todos cooptados.
 
Então a diferença entre PT e PSDB, para o sr., se dá em relação ao papel do Estado.
Mas não no sentido de não ter papel para o Estado. No sentido de que esse papel tenha de ser de um Estado que se abra para a sociedade. Não de um Estado burocrático, que se imponha à sociedade.

A nossa tradição é de corporativismo estatizante, e isso está voltando. É uma mistura fina, uma mistura de Getúlio, Geisel e Lula. O Lula é mais complicado que isso, porque é isso e o contrário disso. Como é a metamorfose ambulante, faz a mediação de tudo com tudo.

Lula sempre faz a mediação para que o setor privado não seja sufocado completamente. Não sei como Dilma vai proceder.
 
O sr. sente que isso tende a se aprofundar nesse novo governo?
Sim, a segunda parte do segundo mandato de Lula foi assim. A crise global deu a desculpa para o Estado gastar mais. E o pobre do Keynes pagou o preço. Tudo é Keynes [O economista britânico John Maynard Keynes (1883-1946) defendeu, em sua obra “Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda”, a intervenção do Estado na economia para controlar as crises econômicas]. Investimento não cresceu, gasto público se expandiu, foi Keynes.

Não acho que o Brasil vá no sentido da Venezuela porque a sociedade nossa é mais forte. Aqui há empresas, imprensa, universidades, igrejas, uma sociedade civil maior, mais forte. Isso leva o governo a também ter cautela. Veja o discurso da Dilma de ontem [domingo]. Ela beijou a cruz.

Como todo mundo percebia uma tendência nesse sentido, ela disse: “Olha aqui, vou respeitar a democracia, vou dar a mão a todos”. Ela tem que dizer isso, porque senão ela não governa.
 
O que esperar de Dilma Rousseff, que estreia num cargo eletivo logo na Presidência, no dia 1º de janeiro?
Nós não sabemos não só o que ela pensa, mas como é que ela faz. O Brasil deu um cheque em branco para a Dilma. Vamos ver o que vai acontecer com a conjuntura econômica, mundial e aqui. Há um problema complicado na balança de pagamentos, um deficit crescente, uma taxa de juros elevada e uma taxa de câmbio cruel.

Fonte: Folha.com

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>Para o povo ou com o povo?

Posted on novembro 2, 2010. Filed under: abstenções, apresentadores, âncoras, comentaristas, DEM, Dilma Rousseff, eleições 2010, José Serra, metamorfose, Michel Temer, PMDB, povo, pronunciamento, PSDB, repórteres |

>Por Carlos Chagas

Eleições 2010 – Do primeiro pronunciamento de Dilma Rousseff depois de eleita fica uma dúvida: ela enfatizou o sentido republicano e o compromisso democrático de sua eleição, mas ressaltou estar disposta a governar para todos. 
Atenção na declaração: para todos, não com todos. Há uma diferença sutil que tanto os aliados quanto as oposições começavam ontem mesmo a analisar. Não que o PSDB, o DEM e penduricalhos esperassem alguma participação no novo governo, sequer através de propostas e sugestões. Sabem estar naturalmente excluídos do poder nos próximos quatro anos, como nos últimos oito.
O problema aparece para o PMDB e demais partidos que se empenharam pela vitória da candidata. E até para alguns companheiros. A preposição não admite discussões. Muita gente vai ficar de fora, como a partícula comprova. Ainda que todos os cidadãos possam vir a ser beneficiados pelos planos e programas da nova administração, conforme as boas intenções da presidente eleita, apenas alguns participarão da obra de governo.
Passa-se de imediato da teoria à prática. O PMDB não tem certeza de manter os seis ministérios que ocupa no governo Lula. Muito menos as centenas de diretorias de empresas estatais ou da administração direta. A tolerância do presidente Lula para com seus aliados poderá não se constituir na característica da sucessora, inclusive porque falou duro quanto se referiu à meritocracia para o exercício das funções públicas, pautando as nomeações.
Michel Temer que se cuide, apesar de duas vezes citado no discurso inicial de Dilma. Já tendo sido gentilmente escanteado na campanha, nada indica que poderá entrar no gabinete presidencial com uma lista de peemedebistas propostos para ministérios e adjacências. Assim também o monte de papagaios de pirata flagrados atrás da nova presidente em suas primeiras horas de aparição vitoriosa.
Uma dedução pode ser tirada para os tempos que se aproximam: em muito difere do Lula a primeira mulher a exercer a chefia do Executivo. O país verá aposentadas as tiradas de humor duvidoso e de comparações futebolísticas em troca de raciocínios e de iniciativas diretas e ásperas. A complacência cederá lugar à cobrança.
MUDANÇAS DE COMPORTAMENTO
Não se passaram quinze minutos após a confirmação, pelos primeiros números, de que Dilma Rousseff já estava eleita: uma singular metamorfose atacou apresentadores, âncoras, comentaristas e repórteres televisivos empenhados na narração das apurações. Fora as exceções de sempre, durante semanas, até meses, seguindo exigências e orientação dos responsáveis pelas redes, esses profissionais esmeraram-se em tratar a candidata com arrogância. Até levá-la ao ridículo tentaram. Caracterizada a vitória, virou objeto de devoções profundas. Tornou-se uma estadista.
Essas mudanças de comportamento fazem parte da natureza humana, mas, convenhamos, a mudança aconteceu rápido demais. Algumas horas depois, o mesmo fenômeno pode ser constatado pela leitura dos jornalões de ontem. A nova presidente não era mais a parceira de Erenice Guerra. Tornou-se a esperança nacional.
AS HIENAS DE SEMPRE

Deve preparar-se José Serra para o período das amargas. Começam a botar as unhas de fora aqueles que antes aderiram à sua candidatura por falta de opções, inveja ou sentimentos piores. Apontam, só agora, erros, falhas e vícios do período de campanha, quando davam a impressão de devotados e fiéis acólitos do candidato. Chegam a dizer que Serra deveria ter ficado em São Paulo, quanto tinha a reeleição certa de governador. Levantam críticas diante da aceitação de um silvícola para vice-presidente na chapa tucana, quando nem uma palavra levantaram diante da estranha indicação do deputado Índio da Costa. Sustentam que melhor teria sido a realização de prévias junto às bases do PSDB, que Serra rejeitou, e até supõem que se o candidato tivesse sido Aécio Neves, as eleições poderiam ter tido outro resultado. Trata-se de um abjeto acerto de contas, digno das hienas.
ABSTENÇÕES

No total, 29 milhões de eleitores abstiveram-se de comparecer às urnas, domingo. Um número proporcionalmente jamais verificado antes. Efeitos do feriadão, em grande parte, como mostraram as imagens da praia do Guarujá, mas não apenas isso. No Norte e no Nordeste, faltaram condições para o deslocamento de muita gente até as seções eleitorais, como no país inteiro proliferaram os desiludidos, aqueles para quem nem Dilma nem Serra mereceriam seu esforço cívico. Há uma contradição entre os que defendem o fim do voto obrigatório e o crescimento das abstenções, mas, no fim, quem terá sido mais prejudicado por elas? Sem dúvida alguma, José Serra.
Fonte: CH
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>Eleições 2010: Derrotado, José Serra corre risco de isolamento político

Posted on novembro 1, 2010. Filed under: Aécio, última chance, Derrotado, Dilma Rousseff, eleições 2010, FHC, Geraldo Alckmin, isolamento político, José Serra, Lula, Palácio do Planalto, PSDB, São Paulo, sucessão |

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Maurício Savarese, UOL
“Vocês não estão vendo que esta é a minha última chance?”, esbravejou o então pré-candidato ao Palácio do Planalto, José Serra, ao esmurrar uma mesa cercada de aliados.

O candidato derrotado José Serra (PSDB) fala após divulgação de resultados

O relato, feito por participantes do encontro, parece atual. Reflete o espírito ansioso e autocentrado de quem diz ter se preparado “a vida inteira” para comandar a República. A história ajuda a explicar a obstinação do tucano neste ano, cheio de ombradas nos rivais.

Mas aconteceu há oito anos, quando, como ministro da Saúde, almejava a cadeira do então presidente Fernando Henrique Cardoso. Serra não teve sucesso, mas a vontade nunca sumiu. Hoje, aos 68 anos de idade e pela segunda vez derrotado em sua busca, o tucano tem seu projeto político novamente rejeitado pelas urnas.

Em um segundo turno mais equilibrado do que o previsto pelos institutos de pesquisa, o candidato tucano conseguiu expressivos, porém insuficientes 43.711.299 milhões de votos, ou 43,95% do total. Sua rival, a petista Dilma Rousseff, amealhou 55.752.493 de votos (56,05% do total).

Há semelhaças entre as campanhas de 2002 e 2010. Quando perdeu as eleições que deram o primeiro mandato a Luiz Inácio Lula da Silva, após um impopular segundo governo de FHC, Serra também se esforçou para não parecer candidato do governo nem da oposição.

Em ambas as disputas presidenciais, manteve a fama de centralizador e impetuoso, organizando a própria agenda e as próprias políticas sem consultar aliados. Rachou o PSDB por ter ofuscado as conquistas do governo que ajudou a conduzir, como a modernização da telefonia. Tudo para evitar o rótulo de “estatista”, eleitoralmente mal visto.

“Sou como se diz em latim na bandeira de São Paulo: não sou conduzido, conduzo”, costuma dizer. Pois novamente os aliados –principalmente os não-paulistas– foram minguando.

Na campanha pelo segundo turno, o ex-governador mineiro e senador eleito Aécio Neves até ensaiou se engajar. Mas não foi o bastante para evitar o triunfo de Dilma, nascida em Belo Horizonte. Serra foi conduzido a mais uma derrota.

Quando se elegeu prefeito de São Paulo (2004) e governador paulista (2006), Serra ainda não tinha a idade como empecilho para tentar o Palácio do Planalto.

Derrotado, fica sem mandato político e com maior concorrência numa eventual nova chance de buscar o cargo, já que o partido conta com os mais jovens Aécio e Geraldo Alckmin na fila da sucessão.

Leia mais em Derrotado, Serra corre risco de isolamento político após campanha errática

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>PSDB elege 8 governadores, e oposição comandará 52,3% do eleitorado brasileiro

Posted on novembro 1, 2010. Filed under: DEM, Dilma Rousseff, eleições 2010, governadores, José Serra, PSDB |

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Eleições 2010 – A oposição, composta por PSDB e DEM, vai administrar 52,3% do eleitorado brasileiro.

Derrotado na corrida à Presidência, o PSDB saiu das eleições como o campeão na disputa pelos Estados (oito vitórias) e terá, a partir de janeiro, quase metade do eleitorado brasileiro sob sua administração _64,2 milhões, que representam 47,5% do total.

A conquista tucana nos Estados torna-se um contrapeso à vitória de Dilma Rousseff (PT), que contará com apoio certo de 16 governadores _o PMN, vencedor no Amazonas, estava na chapa de José Serra (PSDB).

Os tucanos já haviam faturado a eleição no primeiro turno em quatro Estados: São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Tocantins, sendo os dois primeiros os maiores colégios eleitorais do país.

A esse cinturão no Centro-Sul do mapa somaram-se vitórias em mais quatro praças ontem: Alagoas, Pará, Goiás e Roraima.

O resultado está acima dos prognósticos mais otimistas feitos pelo comando do partido no início da campanha, cuja expectativa era faturar no máximo seis Estados.

Em números, é o melhor desempenho da sigla desde 1994 (52% dos eleitores), quando houve uma onda nos Estados alavancada pela eleição de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). Em 2006, conseguiu 43%.

A oposição faturou no primeiro turno em Santa Catarina e no Rio Grande do Norte, com o DEM.

O PT teve crescimento discreto, de 13,5% para 15,7%, ganhando em quatro Estados (AC, BA, RS e SE) e no Distrito Federal. Além da reeleição na Bahia, a grande vitória petista foi no Rio Grande do Sul.

Maior partido do Brasil, o PMDB encolheu e comandará 15,3% do eleitorado, ante 22,8% há quatro anos. A legenda administrará cinco Estados (MA, MS, MT, RJ e RO).

Outro destaque destas eleições é o PSB, que termina com seis vitórias (PB, CE, PE, ES, PI e AP), totalizando 14,8% do eleitorado. A força dos “socialistas” está concentrada no Nordeste.

CONGRESSO
O triunfo da oposição na geopolítica do país é, entretanto, relativizado pela ampla maioria que Dilma terá no Congresso.

De largada, a petista conta com 311 dos 503 deputados. Mas, se tomado o arco de partidos que hoje apoiam o governo Lula, ela teria uma base de 402 parlamentares _a maior desde a redemocratização do Brasil.

Os principais alvos de negociação do futuro governo Dilma serão PP, PTB e PV, que optaram por não se coligarem formalmente à chapa dela ao Planalto.

No Senado, a petista também terá maioria confortável, que variaria hoje entre 52 e 60 das 81 cadeiras. 
Fonte: Folha.com
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>Dilma Vana Rousseff é a primeira mulher eleita a presidente do Brasil

Posted on outubro 31, 2010. Filed under: candidatos, Dilma Rousseff, eleições 2010, José Serra, Lula, Palácio do Planalto, PSDB, PT |

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Pela primeira vez na história política do país, o Brasil será presidido por uma mulher. A mineira Dilma Vana Rousseff, 62, foi eleita presidente da República neste domingo. A vitória foi constatada por volta das 20h, quando, com 89,42% dos votos apurados, a candidata ungida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a 55,07% dos votos e o candidato do PSDB ao Palácio do Planalto, José Serra, estava com 44,93% dos votos ( 40,1 milhões).
Dilma Vana Rousseff é eleita presidente do Brasil em 31 de outubro de 2010
Na primeira vez que disputou uma eleição, a ex-ministra da Casa Civil obteve a preferência de 49,2 milhões de eleitores, tornando-se a mulher mais votada em todas as eleições já realizadas no país. Apesar da façanha nas urnas, a petista não conseguiu bater o seu padrinho político. Em 2006, Lula foi reeleito com mais de 58 milhões de votos (60,8%) contra mais de 37 milhões de Geraldo Alckmin (39,1%).
Ao lado do governador eleito do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), a ex-ministra votou em um colégio de Porto Alegre (RS) pela manhã. Depois seguiu para Brasília. Acompanha a apuração e a divulgação oficial do resultado ao lado de Lula no Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente.
Congresso e oposição – Ao assumir a presidência, em 1º de janeiro de 2011, Dilma terá o conforto de ter a seu favor um Congresso Nacional com ampla maioria. Na Câmara, obteve vantagem ainda maior do que a de Lula. Vai contar com mais de 350 dos 513 parlamentares. O PT tornou-se a maior bancada da Casa. O Senado, que tinha um equilíbrio maior de forças, também sucumbiu à onda vermelha. Um crescimento expressivo do PT e a maior bancada nas mãos do PMDB devem dar tranquilidade à nova presidente.
Os governistas somam ao menos 50 cadeiras (número ainda em aberto por causa da Lei da Ficha Limpa). Dilma terá o que Lula não teve: uma maioria qualificada, com mais de 3/5, não só na Câmara, mas também no Senado. Com essa sustentação, o governo tem uma base suficientemente grande até mesmo para aprovar mudanças na Constituição – que exigem o consentimento de 49 senadores e 308 deputados.
Por outro lado, a petista terá de lidar com uma oposição forte nos estados. O PSDB de Serra garantiu os governos de quatro estados já no primeiro turno – entre eles São Paulo e Minas Gerais, os dois maiores colégios eleitorais do país. No segundo turno, os tucanos brigam por mais quatro estados – Alagoas, Goiás, Pará e Piauí. Até 20h, os tucanos já haviam conquistado o governo de Goiás. O DEM levou Santa Catarina e Rio Grande do Norte já no primeiro turno.
Pouco conhecida da população até o momento em que Lula entrou em campo para apadrinhar sua candidatura, nunca havia disputado uma eleição. Era uma figura dos bastidores: foi secretária de governo no Rio Grande do Sul, ministra de Minas e Energia e da Casa Civil antes de subir ao palanque em 2010. Agora, se depara com o desafio de suceder o presidente mais popular da história política brasileira. E sair da sombra dele para alçar voo próprio.

Fonte: Veja

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>O grande vencedor do debate na Globo

Posted on outubro 30, 2010. Filed under: Debate na Rede Globo, Dilma Rousseff, eleições de 2010, facebook, internet, José Serra, Orkut, presidente da República, PSDB, PT, Rede Globo, Twitter |

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Em todas as campanhas eleitorais para Presidente da República uma das ações mais desejadas e mais temidas é o debate na Rede Globo.
Se você ouve a voz das ruas, acompanha a manifestação dos militantes dos candidatos na internet, Orkut, Twitter, Facebook, chega ser cômico a forma e a importância que dão a esse debate. Sempre tem gente de um lado ou de outro que acredita que a emissora está preparando uma verdadeira “bala de prata” para destruir essa ou aquela candidatura.
No debate desta sexta-feira, 29 de outubro, podemos acompanhar o desempenho dos candidatos Dilma Rousseff(PT) e José Serra(PSDB), que não foram em quase nada diferentes do desempenho que tiveram em outros que participaram nos dois turnos das eleições de 2010. Algumas posições mais seguras e firmes mas que não vem ao caso destacar aqui.
Nosso objetivo é ressaltar quem foi o grande vencedor do debate, e a resposta pode ser estranha para alguns, para para quem assistiu os outros debates soube identificar com certeza, foram as perguntas que vieram dos eleitores.
Não vou repetí-las aqui, mas elas mostraram claramente que o Brasil do nosso cotidiano é muito diferente e está numa situação muito pior que a mídia governamental divulga com todo estardalhaço.
A pergunta sobre saúde é um desses exemplos, a eleitora disse que os doentes são tratados, quando são, como lixo. Outra sobre os impostos feito por um eleitor de Curitiba, afirmando ser da classe média, disse que arca com uma grande taxa de impostos, mas não tem nenhum benefício em troca, pois tem que pagar plano de saúde particular, escola particular e por ai vai.
O mesmo foi com a segurança pública e outros temas.
Um detalhe até certo ponto curioso foi quando a candidata Dilma admitiu, e o presidente Lula não deve ter gostado nada disso, que o Brasil arrecada muito em impostos e gasta mal, ela prometeu que se eleita, mudará isso.
Só para reafirmar, o grande vitorioso do debate foram as perguntas, pois, como dissemos, mostrou como estamos mal na saúde, segurança pública, educação, entre outros, e nenhum candidato podia acusar o eleitor que fez a pegunta, como acontece no debate onde um pergunta ao outro, em nenhuma delas nem Dilma, que representa os 8 anos do governo Lula, pode dizer que a pergunta era armação ou pegadinha, e provar que a realidade era contrária, o Serra nem tanto pois ele já as fez em quase todos os debate.
O povo brasileiro agora sabe que não é abenas onde ele mora que não existe tais problemas, é em todo oaís, pois vivíamos a impressão que só onde moramos estava mal, agora sabe-se o contrário.
Por Adalberto Guimarães
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>Carta à candidata Dilma

Posted on outubro 27, 2010. Filed under: Carta à candidata Dilma, FHC, Lula, Plano Real, PSDB, PT, Ruth Rocha |

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Meu nome foi incluído no manifesto de intelectuais em seu apoio. Eu não a apóio. Incluir meu nome naquele manifesto é um desaforo! Mesmo que a apoiasse, não fui consultada. Seria um desaforo da mesma forma. Os mais distraídos dirão que, na correria de uma campanha… “acontece“. Acontece mas não pode acontecer. Na verdade esse tipo de descuido revela duas coisas: falta de educação e a porção autoritária cada vez mais visível no PT. Um grupo dominante dentro do partido que quer vencer a qualquer custo e por qualquer meio.
Acho que todos sabem do que estou falando.

O PT surgiu com o bom sonho de dar voz aos trabalhadores mas embriagou-se com os vapores do poder. O partido dos princípios tornou-se o partido do pragmatismo total. Essa transformação teve um “abrakadabra” na miserável história do mensalão . Na época o máximo que saiu dos lábios desmoralizados de suas lideranças foi um débil “os outros também fazem…”. De lá pra cá foi um Deus nos acuda!

Pena. O PT ainda não entendeu o seu papel na redemocratização brasileira. Desde a retomada da democracia no meio da década de 80 o Brasil vem melhorando; mesmo governos contestados como os de Sarney e Collor (estes, sim, apóiam a sua candidatura) trouxeram contribuições para a reconstrução nacional após o desastre da ditadura.

Com o Plano Cruzado, Sarney tentou desatar o nó de uma inflação que parecia não ter fim. Não deu certo mas os erros do Plano Cruzado ensinaram os planos posteriores cujos erros ensinaram os formuladores do Plano Real.

É incrível mas até Collor ajudou. A abertura da economia brasileira, mesmo que atabalhoada, colocou na sala de visitas uma questão geralmente (mal) tratada na cozinha.

O enigmático Itamar, vice de Collor, escreveu seu nome na história econômica ao presidir o início do Plano Real. Foi sucedido por FHC, o presidente que preparou o país para a vida democrática. FHC errou aqui e ali. Mas acertou de monte. Implantou o Real, desmontou os escombros dos bancos estaduais falidos, criou formas de controle social como a lei de responsabilidade fiscal, socializou a oferta de escola para as crianças.

Queira o presidente Lula ou não, foi com FHC que o mundo começou a perceber uma transformação no Brasil.

E veio Lula. Seu maior acerto contrariou a descrença da academia aos planos populistas. Lula transformou os planos distributivistas do governo FHC no retumbante Bolsa Família. Os resultados foram evidentes. Apesar de seu populismo descarado, o fato é que uma camada enorme da população foi trazida a um patamar mínimo de vida.

Não me cabem considerações próprias a estudiosos em geral, jornalistas, economistas ou cientistas políticos. Meu discurso é outro: é a democracia que permite a transformação do país. A dinâmica democrática favorece a mudança das prioridades. Todos os indicadores sociais melhoraram com a democracia. Não foi o Lula quem fez. Votando, denunciando e cobrando foi a sociedade brasileira, usando as ferramentas da democracia, quem está empurrando o país para a frente. O PT tem a ver com isso. O PSDB também tem assim como todos os cidadãos brasileiros. Mas não foi o PT quem fez, nem Lula, muito menos a Dilma. Foi a democracia. Foram os presidentes desta fase da vida brasileira. Cada um com seus méritos e deméritos.

Hoje eu penso como deva ser tratada a nossa democracia. Pensei em três pontos principais.
1) desprezo ao culto à personalidade;
2) promoção da rotação do poder; nossos partidos tendem ao fisiologismo. O PT então…
3) escolher quem entenda ser a educação a maior prioridade nacional.

Por falar em educação. Por favor, risque meu nome de seu caderno. Meu voto não vai para Dilma.

SP, 25/10/2010

Ruth Rocha, escritora

Fonte: Blog do Noblat

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>Pesquisa Datafolha aponta Dilma a frente de José Serra

Posted on outubro 27, 2010. Filed under: candidata do PT, Dilma Rousseff, José Serra, pesquisa Datafolha, Presidência, PSDB |

>Eleições 2010 – A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, manteve 12 pontos percentuais de vantagem sobre José Serra, do PSDB, segundo pesquisa Datafolha realizada e divulgada nesta terça-feira.

Quando são levados em conta apenas os votos válidos, ela aparece com 56%, contra 44% do tucano. Foram entrevistados 4.066 eleitores em 246 municípios. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos.

Pretendem votar em branco ou anular o voto 5% dos eleitores entrevistados (eram 4% no último levantamento), enquanto 8% dizem estar indecisos (contra 6% da última pesquisa).

O levantamento foi encomendado pela TV Globo e pela Folha de S. Paulo e está registrado no TSE sob o número 37.404.

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