Rádio CBN

>Propaganda enganosa é crime?

Posted on setembro 18, 2009. Filed under: Banco do Brasil, Caixa Econômica, crime, dinheiro, estupro, Petrobras, Propaganda enganosa, Rádio CBN, Telejornais |

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  • Por Carlos Chagas

Para alguns, vem desde que o presidente Lula lançou Dilma Rousseff como candidata à sucessão. Para outros, tudo se acentuou depois da descoberta das reservas de petróleo no pré-sal. Tanto faz. A verdade é que, de uns tempos para cá, não se liga a televisão sem assistir que a Petrobrás tornou-se a grande panacéia universal, que chega muito mais fundo do que o óleo abissal, porque penetra na alma de todos nós. Telejornais aos montes são patrocinados pela estatal, assim como radiojornais, imprensa escrita e tudo o mais que exista na mídia. O Banco do Brasil e a Caixa Econômica não ficam atrás, assim como uma fileira de empresas públicas.


A publicidade existe para atingir determinadas finalidades, a maior das quais promover produtos, empresas e serviços, enfrentando a concorrência, vendendo e lucrando mais. O diabo é que a Petrobrás não concorre com ninguém, no território nacional. É absoluta, bastando notar a ausência de seus concorrentes na batalha da mídia.


Por que, então, essa orgia com recursos públicos? Simplesmente para interligar os inegáveis resultados positivos da empresa ao governo que a dirige. Falando francamente: para conquistar a opinião ou a boa vontade dos veículos de comunicação em favor dos interesses do governo, entre os quase desponta a sucessão presidencial. Se emissoras de televisão, rádios, revistas e jornais são alimentados com dinheiro fácil, é claro que corresponderão, tornando-se no mínimo maleáveis aos desígnios oficiais.


No caso do Banco do Brasil e da Caixa Econômica, ainda se poderia dizer que concorrem com bancos particulares, mas a desproporção de gastos e de tempo publicitário é flagrante. A propaganda serve para sedimentar o mesmo objetivo: amaciar a opinião publicada, de forma a minimizar críticas, informações negativas e sucedâneos. Afinal, o dinheiro corre em cascata, mesmo sendo público e obviamente tendo melhor aplicação em políticas públicas do tipo educação, saúde, transportes e segurança.


Não se trata de uma peculiaridade do governo Lula. Esse fenômeno acontece há décadas. Só que agora superdimensionou-se e ameaça solapar todo o edifício ético da publicidade. A boa vontade da mídia está sendo obtida direta e subliminarmente, tanto faz, mas seu reflexo na sociedade fica evidente. Trata-se de propaganda enganosa, que nas nações civilizadas costuma configurar crime.


Se ao menos a propaganda da Petrobrás, Banco do Brasil e Caixa Econômica ainda servissem para baixar o preço da gasolina e reduzir os juros, seria uma compensação, mas disso não cogita o governo. A meta é dominar indiretamente os veículos de comunicação, que de sua parte concordam com Paulo Maluf: se o estupro é inevitável, ao menos estão relaxando e gozando…



NINGUÉM DA DIREITA
Esta semana o presidente Lula surpreendeu outra vez. Numa espécie de recuo de quem não tem certeza de emplacar Dilma Rousseff como candidata, declarou num de seus improvisos que o Brasil pode estar feliz, porque nenhum dos concorrentes ao palácio do Planalto pode ser tido como representante da direita empedernida. De forma indireta, elogiou José Serra, Aécio Neves, Marina Silva, Ciro Gomes e Heloísa Helena.


Talvez estivesse se referindo aos tempos em que Geraldo Alckmin, Fernando Henrique, Fernando Collor e Paulo Maluf foram candidatos. Senão cooptar, o presidente mostra-se ao menos disposto a agradar os concorrentes hoje colocados. Dá um passo atrás, na duvida se conseguirá ou não emplacar a chefe da Casa Civil. A verdade é que tem razão. Serra está longe de tornar-se marionete dos tucanos privatizantes. Aécio não explica bem o que será o Brasil pós-Lula, mas certamente não deseja pré-Lula. Marina equipara-se a Dilma, em questões ideológicas, e Ciro não é bobo. Heloísa exprime a extrema esquerda.


A pergunta que se faz é se ele próprio, o Lula, pretende livrar-se do modelo que adotou por sete anos na economia, a expressão mais evidente do neoliberalismo, quer dizer, da direita. Pode ser que consiga…



PRÊMIO PINÓQUIO
Com todo o respeito, mas a entrevista do ex-presidente Fernando Henrique à rádio CBN coloca-o na pole-position para receber o Prêmio Pinóquio deste ano. Disse por três vezes ser mentira a afirmação de que pretendia privatizar a Petrobrás e acrescentou jamais haver quebrado o monopólio estatal do petróleo. Apenas, privatizou parte da empresa, vendendo sua ações no mercado internacional.

Ora bolas, se a Petrobrás, por lei, detinha o monopólio, e se a maior parte de suas ações foi negociada na bolsa de Nova York, onde foi parar o monopólio? A gente tem a impressão de que o ex-presidente não perdeu a esperança de surgir como o candidato do neoliberalismo, disposto a passar uma rasteira em José Serra…



A HORA DA VERDADE
Apesar de o palácio do Planalto estar em obras, registra-se imenso frenesi na sede do Executivo, funcionando emergencialmente no Banco do Brasil. Dentro de duas semanas, no máximo, os institutos de pesquisa estarão divulgando os resultados das novas consultas populares sobre a sucessão presidencial. As impressões iniciais são de que Marina Silva, se não passar, encostará seus percentuais na chefe da Casa Civil, o que representaria uma tendência. Confirmada essa hipótese, seria a hora do desembarque da ex-ministra do Meio Ambiente da canoa onde até agora se agarra para enfrentar o mar turbulento. Não poderá ficar atrelada ao governo, como deseja o presidente Lula. Precisará nadar sozinha.

Fonte: claudiohumberto

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>Réu em mais de cem processos, deputado Riva diz que adoraria ser senador

Posted on julho 4, 2009. Filed under: crime organizado, deputado estadual José Riva, João Arcanjo Ribeiro, Operação Arca de Noé, Rádio CBN |

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Bosaipo e Riva: juntos.

Em entrevista à Rádio CBN hoje, o deputado estadual José Riva (PP), disse que está cansado de ver “os discursos de Mão Santa, os combates ao Sarney, ou seja, não se debate grandes temas”, e concluiu: “Acho que no Senado eu seria útil à sociedade”. Faz sentido, diante do estado de putrefação pelo qual passa a instituição, lá pode ser o lugar perfeito para ele. José Riva, presidente da Assembléia de Mato Grosso pela quarta vez, possui mais de cem processos movidos contra ele pelo ministério Público por improbidade, segundo cálculos dos promotores de justiça, o total desviado pode ultrapassar os R$ 120 milhões. Ele começou a ser investigado na Operação Arca de Noé, que prendeu o bicheiro e chefe do crime organizado no Estado, João Arcanjo Ribeiro, cujas factorings serviam para trocas cheques da Assembléia para Riva. Vale lembrar que em todas as ações ele tem como companheiro o ex-deputado estadual e hoje conselheiro do Tribunal de Contas, Humberto Bosaipo. Fonte: www.claudiohumberto.com.br

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