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>Exportações: Presidente da Abinee defende retorno à banda cambial

Posted on outubro 29, 2009. Filed under: Abinee, câmbio, CNI, dólar, Exportações, Fiesp, real |

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Instalada em Pedreira (SP), perto de Campinas, a fabricante de isoladores elétricos Cerâmica Santa Teresinha cortou quase pela metade suas exportações nos últimos meses. O motivo foi a perda de rentabilidade nas exportações provocada pela valorização do real frente ao dólar.

Os embarques que respondiam por 40% do faturamento agora não passam de 24%. Não caíram mais porque a empresa decidiu continuar vendendo para clientes que fidelizou nos últimos 10, 15 anos. Fora isso, a lógica é simples: se conseguir aumentar o preço do produto em dólar, vende. Caso contrário, nem pensar.

O real valorizado frente ao dólar não afeta apenas as indústrias de roupas e tecidos . O setor de produtos elétricos e eletrônicos, no exemplo, tem reduzido o ritmo de exportação por causa do câmbio, efeito da perda de competitividade e lucratividade.

Humberto Barbato é o presidente da empresa acima. Ele também é presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). Humberto defende uma intervenção forte no câmbio, algo difícil de se concordar: volta a uma banda cambial, baseada em uma cesta de moedas.

— Não existe investimento em produtividade na fábrica que consiga vencer o câmbio. O Brasil vive problema de país rico, o que nunca teve, e precisa proteger sua moeda.

Nenhum país rico que se tenha notícia utiliza banda cambial. Humberto diz considerar China e Coréia do Sul nesse grupo. Para ele, os países asiáticos sabem defender sua moeda da especulação internacional.

— Só nós achamos que existe uma flutuação pura, Isso não não existe — diz o executivo, que defende a tese da banda cambial no govermo, na CNI, na Fiesp. Ele reconhece que é uma voz solitária. Fonte: Blog da Mirian Leitão

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