redes sociais

>Redes sociais e os negócios

Posted on setembro 6, 2010. Filed under: facebook, Negócios, organizações, redes sociais, Symantec, YouTube |

>Por Adriana Arroio*

É impressionante como o acesso às redes sociais já faz parte do nosso dia a dia, inclusive dentro das organizações. Podemos observar isso a partir de mais uma pesquisa realizada recentemente sobre o assunto, dessa vez patrocinada pela Symantec. De acordo com o trabalho, 50% dos entrevistados acessam o Facebook ou Youtube ao menos uma vez ao dia; e 16% de 3 a 5 vezes. Desses acessos, 46% são por motivos pessoais e mais da metade por razões comerciais.
Por outro lado, as empresas ainda estão se adaptando a esta nova era tecnológica. Muitas ainda não definiram políticas e procedimentos para acessos à mídia social durante o horário de trabalho, mas já há uma necessidade interna de se repensar sobre o uso dessas ferramentas devido a sua elevada utilização pelos seus colaboradores durante o trabalho.
E esta adaptação exige consistência, pois as mídias sociais podem representar efetivo canal de negócios para a organização, gerando novas oportunidades e ampliação de relacionamento com o seu público alvo.
Com a web 2.0, as empresas diversificam a forma de se comunicar com seus clientes e fornecedores, além de replicar seu conhecimento por meio do compartilhamento de informação de maneira instantânea. Do lado interno, também aproxima o relacionamento entre empresa e profissional.
O fato é que o perfil do profissional mudou. A sua inserção na rede social é inevitável principalmente para a chamada geração Y (pessoas de 15 a 29 anos de idade). Há casos de jovens que chegam a recusar vaga em empresas pelo fato de terem acesso bloqueado às mídias sociais no ambiente corporativo.
A 9ª edição da pesquisa “Empresa dos sonhos dos jovens 2010”, realizada pela Cia. de Talentos, apontou, por exemplo, que esse item é relevante e de grande diferencial hoje na escolha de um emprego, assim como bom ambiente de trabalho, possibilidades de desenvolvimento profissional e qualidade de vida.
A geração X (de 30 a 44 anos) considera importante no trabalho a estabilidade e ascensão dentro da organização, mas não valorizam tanto as mídias sociais. Já a geração Y é formada na era da web e seu relacionamento com a hierarquia e regras são diferentes. Para eles, vencer desafios e inovar sempre é a bola da vez.
Enfim, desejos diferentes, mas o centro converge à necessidade de ter a mídia social como ferramenta de contato com pessoas e empresas, a qualquer hora, a qualquer tempo, seja fora ou dentro de seu ambiente de trabalho. As corporações devem pensar nesse novo modelo de atuação na sua rotina empresarial.

*Adriana Arroio é supervisora de marketing da Trevisan Escola de Negócios.                                                      e-mail: adriana.arroio@trevisan.edu.br

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>Estou nascendo hoje na internet

Posted on agosto 25, 2010. Filed under: Arnaldo Jabor, facebook, internet, Orkut, redes sociais |

> Por Arnaldo Jabor
Afinal, quem sou eu? Descobri que há vários jabores dando sopa na web. Uma vez, disse aqui que jamais entraria nos twitters da vida, nos orkuts do pedaço, nos facebooks da quebradas….Claro que dá pra ficar fora dessas “redes sociais”, mas sinto-me isolado como aqueles caras que se recusam a ver televisão, para defender sua “individualidade”. No entanto, que individualidade, que “eu” se manteria “puro” e protegido longe da TV ou fora da web hoje? Que “eu” sobraria? Não há um “eu” sozinho – esse sonho de pureza e originalidade acabou. O “eu” é feito de detritos de lembranças, de sonhos, de traumas, mas também é fabricado pelas coisas. A pílula fez mais pelo feminismo que mil livros de militância. A internet criou um “eu” que muda dia a dia como uma maquina que vai se modernizando, recebendo novas engrenagens. Em vez de aniversários, em breve, vamos comemorar aperfeiçoamentos: “Estou comemorando mais 8 gigabytes em minha alma!”

Alias, acho bom que a internet acabe com as ilusões individualistas que sempre tivemos de sermos puros e únicos. A verdade é que somos parte de um processo de mutação permanente, e não por “auto-analise”, mas pelos avanços da tecnociência. Assim como a biotecnologia cria seres híbridos, somos cada vez mais híbridos…Somos de carne, osso, chips e tocados por milhões de “outros eus” em rede. Rimbaud escreveu: ” O eu é um outro.” E o grande Mario de Sá Carneiro, poeta português melhor do que os uivos lamentosos de Fernando Pessoa, também escreveu:

“Eu não sou eu nem o outro/ sou qualquer coisa de intermédio/ pilar da ponte de tédio/ que vai de mim para o outro.” Sujeito e objeto se confundem cada vez mais. Além disso, eu também achava que a cultura humana era uma galáxia infinita de pensamentos e obras. O Google acabou com este sonho infinito. Tudo se arquiva, se ordena. O futuro, como um lugar a que chegaríamos um dia, também morreu. Só há um presente incessante, um futuro minuto a minuto, e não temos idéia de onde chegaremos, porque não há onde chegar…

Bem, amigos, todo este “showzinho” de reflexões individualistas é, na verdade, para comunicar que estou entrando no twitter. Resolvi. “Não quero mais ser eterno, quero ser moderno”. Eu, que até pouco tempo só ia até o micro ondas (que sempre me puniu com apitinhos da porta aberta), eu, que tremo diante de um celular, mudei muito. Saibam que comprei um iPhone e que vou postar coisas no twitter, que se chamará “realjabor”. O nome será este porque já existe no twitter um cara que usa meu nome…Existe um “jabor” imaginário com, pasmem, 121.000 seguidores… Não o digo por gabar-me, mas há um jabor com milhares de amigos que não conheço. E ai, me pergunto: quem sou eu? E esse cara no twitter – com 121 mil seguidores enganados – por que botou meu nome? Não é por inveja, nem tietagem…Ele parece ser um bom sujeito pelas coisas que fala por mim; não há insultos nem frases que possam me incriminar com meus “seguidores”…(se bem que ele “posta” também bobagens apócrifas que rolam na web, que me matam de vergonha). E ele? Quem será? Será que ele ama alguém? Quem lhe mandará flores se ele morrer de amores? Por que time ele torce? Como é seu rosto? Vejam meu drama: eu, que não existo, acho boa praça um cara que não sei quem é… Por que ele não se assume? Eu estava nesta duvida, quando se fez a luz e entendi: tanto faz ele ser ele ou ser eu. Esta terceira pessoa, meio eu, meio ele, existe no espaço virtual e assim não importa o nome, pois, como disse acima, sujeito e objeto se confundem. Ser eu ou ele é um detalhe desprezível.

Alias, suponho que esses milhares de seguidores sejam ao menos meus amigos…E aí, me ocorre a pergunta: o que é um amigo hoje? Como posso ser amigo de pessoas que nunca vi? Antes, amigos tomavam chope com a gente, davam conselhos, faziam confidencias: “Po, cara, minha mulher me traiu…que que eu faço?” Era assim. Hoje os amigos você não vê, não toca; os amigos são algoritmos.

As redes sociais estão mudando o conceito de amizade, de amor… A pior forma de solidão talvez seja o sexo virtual, a masturbação a longa distancia…Nada mais triste que o post-coitum na internet: gozos, escape e “log off” com os orgasmos se esvaindo na velocidade da luz e a realidade manchando o papel higiênico e as mãos pecadoras.

Assim aprendemos que temos de celebrar as parcialidades; só o fortuito é gozoso. Temos de parar de sofrer por uma plenitude que não chega nunca.

Aceitar a “incompletude” talvez seja a nova forma de felicidade. E isso é bom. A web nos mostra que enquanto sonharmos com a plenitude, seremos infelizes. Nunca seremos acompanhados nem totalmente amados. As redes nos trazem uma desilusão fecunda. As redes sociais unem os homens em uma grande solidão.

Outra coisa que me intriga: dizer o quê nos tweets? O que é importante? Antigamente se dizia: este filme é importante, este texto é importante…Mas, hoje, para quê? As revoluções clássicas já não existem, a idéia de reunir objetos para um museu do futuro já era. Não há mais algo a ser preservado para amanhã. A importância do futuro foi substituída pelas “conexões” no presente.

A própria idéia de “profundidade” ficou estranha….O que é profundo? Hegel ou o frisson de informar a 121 mil pessoas que acordei com dor de cabeça ou que detestei “A Origem”?…As irrelevâncias em rede ganham uma densidade horizontal, uma superficialidade útil, ao invés de uma grandeza definitiva. Quantidade é qualidade, hoje.

Mas, é obvio que há uma grande vitoria para a democracia nas redes sociais. Há pouco, o massacre de dissidentes no Irã escapou pela internet. As redes denunciam crimes, alavancam negócios, expandem a educação política.

Por isso, resolvi nascer. Estou nascendo hoje na web. Meus primeiro gemidos de recém nascido começam hoje. Chamo-me agora www.twitter.com/realjabor e vou competir com o outro jabor, o falso, que me criou sem me consultar.

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>Eleições 2010: Caminhos da Propaganda eleitoral digital

Posted on julho 5, 2010. Filed under: blogs, eleições 2010, internet, msn, Orkut, pobres, Propaganda eleitoral digital, rádio, redes sociais, ricos, showmícios, televisão, Twitter |

>Por Onofre Ribeiro

Em 1976, tivemos no Brasil eleição para prefeitos. Em 1974 tivemos eleição de parlamentares e o MDB, o único partido da oposição, venceu com folga, revelando o cansaço do regime militar. Na eleição para prefeitos de 1976 o governo militar aprovou a Lei Falcão, que limitava a aparição dos candidatos na propaganda eleitoral gratuita. Ricos e pobres apareciam na televisão e no rádio da mesma forma: currículo, foto e mais nada!

No fundo os militares queriam limitar as críticas ao regime de governo e, de certo modo, favorecer a Arena, o partido oficial. De lá para cá, a legislação eleitoral mudou muito e sumiram as limitações daquela época. Surgiram os showmícios, que depois foram proibidos, assim como uma série de elementos de propaganda eleitoral dos candidatos.

Na eleição de 2010 os meios clássicos de propaganda eleitoral sofrerão a concorrência muito diferente, a da comunicação digital. Pela primeira vez a propaganda digital vai ter mais voz e vai atingir mais os objetivos eleitorais até mesmo do que a propaganda na televisão e no rádio.

As chamadas redes sociais viraram febre incontrolável como mídia eficiente e aberta. Surgiram na internet o orkut, o twitter, o msn, o facebook e outras tantas, fora os e-mails. Essas ferramentas estão fora do controle da legislação eleitoral e da censura imposta à tv e ao rádio na propaganda eleitoral. Todos os candidatos possuem perfil no orkut, onde se comunicam através de redes de amigos que vão se multiplicando indefinidamente. O twitter, que se notabilizou na eleição do presidente Barack Obama em 2009, é um microblog onde são postadas pequenas mensagens que se espalham mundo afora, também fora do controle oficial.

Os sites conseguem divulgar mais informações do interesse dos candidatos do que qualquer outra forma de comunicação. Nele são postados o perfil e o currículo dos candidatos, sua história de vida, suas notícias de campanha, agenda e compromissos. Com uma vantagem: a baixo custo.

Os blogs são um tipo de site menos complexo, com o mesmo poder de comunicação do site. São mais apropriados para a postagem de notícias. Nesse universo digital entrará em 2010 um elemento novo, profundamente versátil e independente, acessível a 180 milhões de brasileiros que o possuem: o telefone celular. Nele são recebidas mensagens de twitter, de msn, sms e mensagens de texto, imagens, fotos e notícias.

Os jornais, as revistas, as emissoras de televisão, as emissoras de rádio, sofrerão pela primeira vez a com concorrência corrosiva da mídia digital. Quando se fala em mídia digital está se falando em uma linguagem nova, muito diferente daquelas tradicionais. Uma mensagem de twitter comporta apenas 140 letras e números. É uma condensação de linguagem não usada até hoje. O orkut tem técnicas de mensagens e de adicionamento, etc.

Resta saber se os políticos estarão prontos para lidar com essa nova transparência das redes de pessoas, e se os marqueteiros saberão usar todos esses recursos sem transformar os candidatos em máquinas digitais.

*ONOFRE RIBEIRO é jornalista em Mato Grosso – onofreribeiro@terra.com.br
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>A política e as redes sociais

Posted on junho 1, 2010. Filed under: política, redes sociais |

>Por Lourembergue Alves

O jogo político-eleitoral brasileiro deste ano se diferencia, e muito, dos anos anteriores. Esse diferencial se deve ao uso das redes sociais. Candidato algum pode ignorá-las. Isso em razão do grande número de pessoas que se encontra “conectado”. Quantidade que está longe de se constituir a maioria do eleitorado. Não por ora. Desprezá-la, no entanto, é mostrar-se desatualizado. Os tempos, agora, são outros. Assim, o Facebook, Myspace, Twitter, Orkut, MSN, etc, tornaram-se veículos importantíssimos na comunicação e no diálogo direto entre o votante e o candidato.
Esvaiu-se, portanto, a fase dos comícios. Pois o grande palanque não é mais o erguido de madeira em uma parte nobre das praças ou nas áreas centrais das avenidas. O eletrônico surte mais efeito, uma vez que atrai mais os eleitores. Afinal, não é outro o papel do rádio e da televisão, ao serem introduzidos no cenário da política, senão o da conquista da opinião pública e do convencimento. Situação que possibilitou o aparecimento da indústria do espetáculo político, forjado pelos marqueteiros, e tem nos candidatos seus principais atores.
John Kennedy valeu também do seu melhor posicionamento no vídeo para derrotar Richard Nixon (1960). Getúlio Vargas, no Brasil, bem antes, soube utilizar-se do rádio para imortalizar a si próprio; e o regime burocrático-militar, décadas depois, usou igualmente a força da televisão para legitimar algo nascido da ilegalidade, em uma época em que a internet se restringia aos fins militares e de comunicação entre estudantes universitários e professores. Mas foi na década de 1990 que ocorreu sua expansão. Tanto que, nos dias de hoje, é impossível se pensar no mundo sem ela, que, a partir de 2006, passou a ser impulsionada com o avanço das redes sociais. Não foi, portanto, por ocaso que Barack Obama buscou as ditas redes na sua corrida à presidência dos Estados Unidos, em 2008. Devido a seu sucesso, os políticos brasileiros resolveram adotá-las em uma campanha, como estratégia de marketing político.
Grande passo. Poderia ser maior. Isso, porém, não invalida a iniciativa. Embora se saiba que cada candidato precisará montar uma estrutura para melhor se beneficiar.
Não basta, então, “estar presente nas redes” para se obter sucesso nas urnas. Carece de estratégia. Estratégia que depende de profissionais e de pessoas encarregadas de substituir os boletins generalistas por conteúdos apropriados, bem como em acompanhar as mensagens encaminhadas pelos internautas-eleitores. O que, sem dúvida, elevará os custos da disputa, e, isso, por outro lado, torna o jogo desigual.
A desigualdade na disputa coloca em xeque a própria democracia. Pior seria, entretanto, é não contar com esse instrumento valioso chamado redes sociais. Sobretudo porque estas extrapolam os limites desenhados pelos jornais, revistas, rádio e televisão. Certamente pelo seu viés de comunicação, ou seja, do diálogo entre as candidaturas e o povo.
Apesar de que nem todo o povo se encontra “conectado”. Inclusive com as discussões políticas. Talvez porque os atores políticos estão mais interessados com seus interesses particulares, sobrepondo-os aos da sociedade. Por conta disso, e com razão, a população se vê cada vez mais ausente das ações dos políticos.

Lourembergue Alves é professor universitário e articulista de A Gazeta. E-mail: lou.alves@uol.com.br

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