remuneração digna

>Seja um professor

Posted on dezembro 13, 2009. Filed under: analfabetismo, condições de trabalho adequadas, MEC, nação, Professor, remuneração digna, salário, vagas de emprego |

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O site do Ministério da Educação traz como um de seus principais destaques um convite: “Seja um Professor”, diz o chamamento oficial do governo, que segue com os dizeres “Venha construir um Brasil mais desenvolvido, mais justo, com oportunidade para todos”. A página na internet tem ainda ícones explicativos sobre como se tornar um professor e panorama do mercado de trabalho. Sobre as vagas de emprego, inclusive, o ministério afirma que o país tem atualmente cerca de 200 mil escolas voltadas à educação básica e acrescenta: “Uma delas está esperando por você”.


Nada contra a campanha do ministério. Pelo contrário. Qualquer nação que deseja se solidificar socialmente e economicamente depende, prioritariamente, dos educadores para trilhar esta caminhada. E o Brasil necessita, de fato, de educadores. Ainda temos um índice elevado (e triste) de analfabetismo, de crianças e adolescentes fora da escola, de jovens e adultos que precisam estar qualificados para conseguir um espaço no mercado de trabalho, onde ainda sobram vagas porque grande parte das pessoas não consegue desempenhar as funções para as quais foi contratada e acaba perdendo o emprego.


Nada contra a campanha do MEC, mesmo. Mas o governo, em todas as suas instâncias, precisa entender que não adianta haver escolas e alunos esperando pelo professor se não há, em contrapartida, remuneração digna, carga horária correta e condições de trabalho adequadas. Isso porque, lamentavelmente, o professor brasileiro continua ganhando mal, trabalhando além da conta e contando com poucos recursos para exercer suas funções.


É certo que houve avanços nos últimos anos, mas o fato é que os jovens, na hora de escolher a profissão que seguirão pela vida, não querem ser professores. Não há o que os atraia. Os salários, em sua grande maioria, não valem a pena, na visão de quem está definindo qual caminho vai escolher no mercado de trabalho. E os jovens também percebem que os professores estão desestimulados, cansados e desgastados.


É óbvio que o país precisa de professores. Mas, se não decidir de uma vez por todas valorizar este profissional, cujos salários há muito já viraram, inclusive, motivo de piada, caminha para enfrentar sérios problemas no sistema educação. O professor é precioso e fundamental para o sistema e para a nação. Se o país não respeitar este fato, sofrerá. Fonte: A Gazeta

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