Revista Exame

>Eike Batista vê Brasil "virgem" em petróleo e critica Petrobras

Posted on junho 1, 2010. Filed under: Eike Batista, OGX, petróleo, Petrobras, Revista Exame |

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Dono de várias empresas e considerado o homem mais rico do Brasil, Eike Batista afirmou nesta segunda-feira (31) que as reservas de petróleo nacionais praticamente não foram exploradas e que existe um potencial de 10 bilhões de barris apenas em águas rasas, sem contar o pré-sal. O empresário criticou a Petrobras por estar estendendo sua participação a ramos antes ocupados apenas pela iniciativa privada.
Durante um fórum de debate da revista Exame em São Paulo, o bilionário também criticou seus colegas empresários por reclamarem da falta de concessões de licenças ambientais pelo governo federal durante a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Eike avaliou que falta a eles capacidade de se arriscar no Brasil, o mesmo comportamento que viu na Petrobras nos últimos 50 anos. “Não interessa a opinião do empresário específico daquela área. Nos últimos sete anos, conseguimos mais de cem licenças. Não tem país melhor que o Brasil para isso. Construímos ativos no valor de US$ 40 bilhões com base nesse Brasil novo”, afirmou.
“Este é um país virgem em termos de exploração de petróleo. Até os países africanos já produzem muito”, afirmou o empresário. “A OGX tem identificado em águas rasas até 10 bilhões de barris de petróleo. Nos EUA, nas últimas cinco décadas, foram extraídos 400 bilhões de barris. No Brasil foram 15 bilhões”.
Para o empresário, a Petrobras está investindo em áreas que criam pouco valor para seus investidores, como a exploração de fornecimento de gás. “Acho, sim, que pode estar ficando grande demais. O Brasil é maior do que a Petrobras, que tem esse vício de fazer tudo e não ficar focada na exploração de petróleo”, disse.
Apesar de considerar a Petrobras uma “referência internacional” em exploração de petróleo, o empresário afirmou que na estatal “tudo é muito encrencado”. “No Brasil, seria bom se tivéssemos mais empresas no setor de petróleo, com controle nacional. Esse é um setor de US$ 1 trilhão nos próximos anos”, avaliou.
Sobre a especialidade da estatal, de perfurar em grandes profundidades, Eike fez piada ao lembrar do vazamento no Golfo do México, na maior tragédia ambiental da história dos Estados Unidos. “As correntes aqui ou vão para a África ou para a Argentina”, comentou, arrancando risos da plateia. Fonte: UOL Notícias
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>Guia Exame deste ano coloca trading mato-grossense no topo da lista

Posted on julho 27, 2009. Filed under: Grupo Amaggi, Grupo André Maggi, Guia Exame, Revista Exame |

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Desde que estreou no cenário nacional ao fazer parte do ranking das 500 maiores empresas do Brasil, a trading mato-grossense, Amaggi, holding do Grupo André Maggi, não saiu mais da seleção elaborada pela revista Exame. Mais do que se manter, a empresa conquistou avanços anuais. Depois da chegada ao Guia ‘Melhores e Maiores’ em 2003, outros dois balanços anuais servem de marco: a chegada em 2007 ao ‘clube do bilhão’, ao faturar US$ 1,14 bilhão e encerrou 2008, ano marcado pela adversidade, com o segundo maior crescimento no País em vendas no setor de atacado, ao registrar 64%. A Amaggi é a maior empresa privada de Mato Grosso.

A Edição deste ano revisou o faturamento em dólares do exercício 2007, para baixo, de US$ 1,14 bilhão para US$ 949,6 milhões, o que permite a expansão de 64% em volume de vendas de um ano para o outro.

Em pleno ano de crise – 2008 – que mudou o rumo da economia global e mexeu justamente com o poder de consumo das grandes nações, a Amaggi, com 75,3% de sua receita originada nas exportações de grãos, obteve faturamento de US$ 1,55 bilhão.

A holding pertencente à família do governador Blairo Maggi – está sediada em Rondonópolis, 210 quilômetros ao sul de Cuiabá -, gerou US$ 26,3 milhões em impostos e quitou uma folha de pagamento mais impostos na ordem de US$ 14,4 milhões aos seus 938 empregados.

Classifica no setor de ‘atacado’, a Amaggi, dentro da seleção das 500 maiores do Brasil, ficou à frente de empresas de renome internacional dos setores energia, farmacêuticas, siderurgia, telecomunicações, autoindústria, de bens de capital e de consumo e também de química e petroquímica, assim como empresas de capital estrangeiro. Entre as 500 empresas por faturamento, a Amaggi, 100% de capital nacional, obteve a 114ª posição, avançando 80 colocações em relação ao anuário passado, onde figurou na 194ª posição. A primeira colocada é a Petrobrás, com faturamento de US$ 92,40 bilhões e crescimento anual de 9,8%.

É na análise por indicadores que a mato-grossense se destaca mais. Em receita operacional bruta, ou seja, faturamento é a 10ª entre as empresas do setor de atacado. No mesmo setor, a Amaggi está em 2ª no aumento das vendas, já descontada a inflação, é a 7ª em liderança de mercado, 8ª em rentabilidade, 9ª em liquidez corrente e a 6ª em riqueza criada por empregado. Neste último indicador, por exemplo, a mediana entre 17 empresas do setor de atacado ‘ranqueadas’ é de um salário de US$ 125,79 por empregado. A média da Amaggi foi de US$ 333,56.

Deixando a setorização de lado – o atacado – no ranking de 20 grandes extraídos das 500 maiores, a Amaggi detém o 11º lugar entre as que mais cresceram das 500, o 21º em vendas entre as 50 maiores das 500, 17º entre as maiores exportadoras.

AMAGGI – A relação da Exame onde a Amaggi foi incluída leva em conta todas as empresas cujo foco de negócios está na venda por atacado, como é o caso da empresa, que compra e vende grãos (soja, milho), farelo e óleo (soja), produz sementes de soja, importa e comercializa fertilizantes e químicos. Diferentemente dos anos anteriores, esta edição da “Melhores e Maiores” engloba o Anuário do Agronegócio, que até o ano passado era uma edição independente.

Questionado sobre a performance positiva da companhia, em pleno ano marcado por variantes inesperadas e alheias à atividade da Amaggi, o presidente do Grupo André Maggi, Pedro Jacyr Bongiolo, explica que os números refletem o planejamento da Amaggi.

“Adotamos um planejamento estratégico de médio e longo prazo, que é atualizado a cada dois anos. Toda a plataforma para suportar esse crescimento, como a conclusão do terminal no Guarujá (TGG), a construção da fábrica de Lucas do Rio Verde, a implementação da frota da Hermasa, entre outros, foi concluída, o que permitiu à empresa aumentar seu market share (participação no mercado) em algumas regiões e voltar a atuar em regiões novas como o Paraná, através dos seus escritórios de Maringá e Cascavel”.

A empresa também se preparou de forma proativa contra os danos da crise financeira, mudando o seu perfil de endividamento e alocando recursos apropriados para os investimentos. “Seguindo o nosso plano estratégico que incluía a criação dessa plataforma de crescimento, que ficou pronta antes da crise, restou apenas colocar em prática o que fora planejado”, declara.

Jacyr salienta que quando a crise começou a se acentuar, a partir de setembro do ano passado, praticamente 90% da meta de comercialização da Amaggi já estava concluída. Segundo ele, em razão do alto preço da soja no mercado internacional em 2008, o produtor vendeu mais cedo seus produtos, diferentemente do praticado em outros períodos. “Com isso, quando surgiu a crise, o programa de comercialização já estava praticamente concluído, restando apenas os embarques acontecerem para serem registrados nos livros”, pontua.

Fonte: Diário de Cuiabá

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