rico

>Brasil reclama por ser tratado como ‘rico’ em Copenhague

Posted on dezembro 17, 2009. Filed under: África do Sul, Índia, Brasil, China, Copenhague, Dilma Rousseff, rico |

> Luciana Coelho/Folha

A Dilma Rousseff que desfila por Copenhague é diferente da Dilma Rousseff que deixou o Brasil no início da semana.


Antes de voar para a capital da Dinamarca, Dilma levara o rosto à TV. Numa peça publicitária do PT, vendera a tese do Brasil-potência.


Dissera que o país logo seria a quinta economia do mundo.


Como não falara em prazos, Dilma passara a impressão de que a riqueza estaria na virada da esquina.


Chefe da delegação brasileira na cúpula do clima, a ministra-candidata foi submetida a uma novidade incômoda.


Os países mais ricos do planeta decidiram dispensar ao Brasil um tratamento de igual. É como se tomassem a Dilma da TV ao pé da letra.


Discute-se em Copenhague a criação de um fundo anual para combater o aquecimento global. Em 2030, somaria algo como US$ 200 bilhões.


Os países ricos se dispõem a custear 25% do fundo. E sugerem que nações como Brasil, China, Índia e África do Sul compareçam com 20%.


Em timbre diverso do que usara na propaganda petista, a Dilma Rousseff do exterior subiu no caixote com cara de ministra de país remediado:


“Somos a favor de compromissos comuns, mas diferenciados. Esses países têm 200 anos de desenvolvimento e de acúmulo de riqueza, por isso não concordamos”.


O ministro petista do Meio Ambiente, Carlos Minc, ecoou a colega: “Daqui a pouco, os EUA vão dizer que são um país em desenvolvimento”.


Lá fora, tomada por representante de nação endinheirada, Dilma faz voto de pobreza. No Brasil, ministra de país ainda pobre, Dilma faz voto de riqueza.


Considerando-se o fato de que o Brasil não vale senão o quanto pesa, melhor levar a sério apenas a Dilma de Copenhague.


Fonte: Blog do Josias


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>O pobre e o rico

Posted on outubro 3, 2009. Filed under: Copa do Mundo de Futebol, Copacabana, Olimpíadas, pobre, rico |

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O Rio de Janeiro talvez esteja com sua última oportunidade de se tornar novamente a “Cidade Maravilhosa”. Aquele Rio dos anos 60/70 em que se podia sentar até altas horas na beira da calçada e rolar conversas sem medo algum. Aquele Rio em que às quatro da madrugada se via muitas pessoas, principalmente idosos, a passear palas calçadas da avenida Copacabana para ver as vitrines que os lojistas levavam horas e mais horas preparando a decoração durante a noite.


O vídeo preparado pelo Fernando Meirelles deixou muito a desejar diante das possibilidades oferecidas pela natureza exuberante da cidade e da região. Parece que a sua experiência de cineasta encontrou a maneira de esconder o abandono em que se encontra o Rio de Janeiro. Sujeira é que não falta por lá, muitas reformas serão necessárias, desde prédios públicos até as fachadas dos edifícios residenciais. O que tem salvo o Rio, do caos visual na TV e outras mídias, são algumas vias e prédios da orla Ipanema e Leblon. O resto, principalmente Copacabana, total abandono. O plano ofertado por Meirelles, sombrio, foi providencial.


O presidente, na sua euforia, que não é para menos ante o efeito nas urnas de acordo com sua ações de resultados imediatistas, fez pronunciamentos dentro do padrão terceiro-mundista tais como “agora o mundo sabe quem é o Brasil, vão ter que considerar o Brasil como país de primeira classe e não mais como de segunda classe”. Presidente, o objetivo deveria ser outro nesse seu pronunciamento. São tantos os temas que poderiam nortear suas declarações em um conteúdo mais vigoroso e cabível para a ocasião, que é difícil colocá-los todos aqui. O Senhor poderia falar dos efeitos do evento “Olimpíadas” para o avanço do esporte, da educação, da infraestrutura, da autoestima para o povo brasileiro, do próprio setor econômico e suas vertentes além, é claro, da geração de empregos e consolidação do turismo mundial em nosso solo. Essa fala de ranço ideológico e de recalque ficou fora de tempo e lugar. Problemas de assessoria ou de sua teimosia em não escutá-la.


Foi jogada nas mãos do próximo mandatário uma enorme responsabilidade. Além da Copa do Mundo de Futebol, agora mais um investimento obrigatório de pesado cunho econômico e financeiro. Alguns dizem que um completa o outro. Ledo engano, uma vez que o custo Rio será muito mais pesado que a Copa do Mundo. Este custo tem gigantescos problemas na saúde que envolve desde atendimento hospitalar e ambulatorial até a sucateada rede de saneamento, como exemplos a baía da Guanabara, Lagoa Rodrigo de Freitas, Barra etc. Não se tem dimensão dos problemas na área social que vão da educação à bandidagem, passando pela precária infraestrutura dos transportes e conservação de vias públicas. É um evento esportivo de muito maior impacto que a copa até porque está centrado em uma única cidade durante quase mês.


Os resultados para a cidade e população dos jogos Panamericanos foram ínfimos. Efeitos mesmo, só a relativa à segurança no período de realização dos jogos. O Rio recebeu mais de três bilhões de reais em investimento, o que pouco acrescentou de prático em melhoria à sua vida. Elefantes brancos é que não faltam ante o abandono de várias praças esportivas. Mesmo o estádio João Havelange pouco tem servido como estrutura de desenvolvimento esportivo e social. O parque aquático, bem, prefiro não comentar. É perda de espaço e tempo. Estamos entrando na era olímpica sem qualquer planejamento consistente, o que não foi o caso de Madri, uma das concorrentes à sede. Tudo pronto e preparado em todos os sentidos menos, talvez, no político.


Sobre este tema, o que ficou claro e insofismável, foi a consciência cidadã do povo de Chicago. Em um momento de economia negativa, a população daquela cidade impôs ao governo americano a sua rejeição e inoportunidade de realizar um evento de tal envergadura com o trato que ele merece. A consciência de cidadania foi expressada mesmo sendo os Estados Unidos um país de enorme capacidade financeira até nos momentos de crise. É o que tem salvo e salvou o mundo de uma catástrofe financeira de grandes proporções. Foram os mais, até agora, de nove trilhões de dólares colocados no sistema financeiro e outros sete e meio trilhões de dólares investidos na recuperação econômica que vai desde a infraestrutura até a economia de mercado. Para se ter uma ideia do tamanho disso, o Brasil ainda não colocou mais do que dois e meio trilhões de reais.


É verdade que nossa economia não tem a dimensão da americana e talvez daí a nossa melhor facilidade de recuperação, ainda capenga e não resolvida. Os últimos dados nos informam disso. Como exemplos, a indústria recuou seu crescimento em mais de 7%. A exportação brasileira caiu mais de 25% em nove meses e continua o desespero do setor industrial de manufaturas que sofreu perdas de mais de 31%. Pelo andar da carruagem, o presidente pendura mais essa conta “Olimpíada” no pré-sal apesar de, até onde sei, mais de seis poços perfurados já foram considerados secos, ou seja, são inviáveis comercialmente. Quer saber presidente, atolado, atolado e meio. Mete as caras.


Raphael Curvo é jornalista, advogado pela PUC-Rio e pós-graduado pela Cândido Mendes-RJ – Fonte: A Gazeta

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