Rio de Janeiro

>Conta a ser paga

Posted on janeiro 17, 2011. Filed under: Rio de Janeiro |

>Por Ricardo Noblat

Os cariocas assistem conformados à reprise de um filme triste e antigo. No fim são eles que morrem.
Se todos são culpados pela repetição de tragédias como a da região serrana do Rio de Janeiro – o Estado e o povo que mora em áreas de risco -, ninguém é culpado. Choremos, pois, os mortos. Que a maioria, devido à situação de emergência, seja sepultada do melhor jeito possível. E vamos à praia pegar um bronze porque o carnaval está próximo.
No ano passado, quando tragédias semelhantes mataram entre janeiro e abril 53 pessoas em Angra dos Reis e 47 em Niterói, sem contar dezenas de outras na cidade do Rio, o governador Sérgio Cabral falou em “crônica de uma morte anunciada”. Primeiro culpou o volume das chuvas muito superior ao rotineiro. E depois a ocupação de áreas de risco.
Sem esconder a irritação, justificou-se por só ter visitado Angra 24 horas depois do dilúvio: “Eu não faço demagogia. Aqui em Angra estavam dois secretários da área, um deles o vice-governador. Quem deve vir são as autoridades públicas que podem de fato dar solução e comando ao problema”.
Talvez fosse interessante ouvi-lo sobre seu esforço de desta vez marcar presença nas áreas flageladas. Ele esteve por lá com a presidente Dilma Rousseff. E depois mais duas vezes. Ou deu uma de demagogo ou resolveu assumir a condição de autoridade que pode “de fato dar solução e comando ao problema”.
No primeiro momento, sob o impacto daquela já classificada como a maior tragédia natural da história do país, e uma das 10 maiores registradas no mundo desde o século passado, Cabral tentou municipalizar a responsabilidade pelo ocorrido. Isso é coisa “de prefeitos, vereadores e deputados irresponsáveis”, acusou.
Foi corrigido por Dilma. Que reconheceu com bom senso: “[Esse] é um problema do governo federal de fazer uma política de saneamento e habitação. É um problema do governo estadual de fazer a mesma política e somar esforços. E é um problema do município de ordenar devidamente a ocupação do solo urbano”. Os três falharam.
Em novembro do ano passado, o governo brasileiro confessou à Organização das Nações Unidas por meio de extenso relatório que “grande parte do sistema de defesa civil do país vive um despreparo e não tem condições sequer de verificar a eficiência de muitos dos serviços”, como noticiou o jornal O Estado de S. Paulo.
Do relatório: “Em 2009, o número de órgãos municipais criados oficialmente no Brasil (para lidar com desastres) alcançou o porcentual de 77,36% dos municípios brasileiros, entretanto, não foi possível mensurar de forma confiável o indicador estabelecido como taxa de municípios preparados para prevenção e atendimento a desastres”.
Adiante: “A falta de planejamento da ocupação e/ou da utilização do espaço geográfico, desconsiderando as áreas de risco, somada à deficiência da fiscalização local, têm contribuído para aumentar a vulnerabilidade das comunidades locais urbanas e rurais, com um número crescente de perdas de vidas humanas e vultosos prejuízos”.
E por fim: “Quando não se priorizam as medidas preventivas, há um aumento significativo de gastos destinados à resposta aos desastres. O grande volume de recursos gastos com o atendimento da população atingida é muitas vezes maior do que seria necessário para a prevenção”.
Encomendado pelo governo do Rio, um estudo de novembro de 2008 alertou para os riscos de a região serrana passar em breve pelo que está passando. Que lugares foram apontados como os de mais elevado risco? Justamente Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, essa quase que inteiramente destruída.
“A hora não é de buscar bodes expiatórios nem de se olhar pelo retrovisor”, ditou Cabral antes que o número de mortos na região serrana batesse na casa dos 600. A hora é, sim, de se nomear culpados e de processar o Estado. Um americano que quebre o pé num buraco que a prefeitura não fechou vai à Justiça e arranca gorda indenização.
Aqui, o descaso do Estado mata e tudo fica por isso mesmo.

E-mail para esta coluna: noblat@oglobo.com.br – BLOG DO NOBLAT: http://www.oglobo.com.br/noblat
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>Um olhar sobre o Rio

Posted on novembro 28, 2010. Filed under: Rio de Janeiro |

>Por Merval Pereira

O economista e professor da UFRJ Mauro Osório, especialista em planejamento urbano e estudos sobre o Rio, tem a preocupação de sempre apontar as especificidades da situação local por considerar ser fundamental procurar “olhar e entender” o que levou o Rio de Janeiro a enfrentar situações como a desta semana.
Rio de Janeiro, suas belezas e suas mazelas
Ele atribui o fato de ainda termos uma “reflexão regional reduzida” em relação às demais regiões brasileiras ao caráter nacional do pensamento local, abrindo mão das questões regionais.
“Os cariocas “mais provincianos” pensam o Brasil, e os “mais cosmopolitas” pensam o mundo”, ironiza Osório.
Isso faz com que, segundo ele, mesmo após 50 anos da mudança da capital, “até hoje tenhamos uma rarefeita reflexão regional e, por conseguinte, incorremos em importantes equívocos no desenho de prioridades e estratégias”.
Essa ausência de uma cultura e olhar regional tem nos levado a erros de diagnóstico e de estratégias, segundo ele. Especificamente na área de Economia, por exemplo, ao contrário de São Paulo e Minas Gerais, que possuem em seus Programas de Mestrado e Doutorado, na USP, UNICAMP e CEDEPLAR/MG, linhas de pesquisa na área regional, os Programas de Mestrado e Doutorado em Economia na região Metropolitana do Rio de Janeiro não apresentam nenhuma linha de pesquisa permanente na área de Economia Regional.
Mauro Osório destaca que ao analisarmos as taxas de homicídio por 100 mil habitantes do Mapa de Violência de 2010, vemos que, no ano de 2007, enquanto o estado de São Paulo apresentava 15 homicídios por 100 mil habitantes, o Estado do Rio de Janeiro apresentava 40,1 homicídios por 100 mil habitantes.
“Acredito que a partir de 2007 ocorreram importantes rupturas. Na área de Segurança Pública, acabaram-se as nomeações politiqueiras e ocorreu a colocação de um correto profissional chefiando a Segurança Pública do estado. Isso, associado ao início da implantação das UPPs, que terá que ser universalizada, começou a gerar uma mudança de percepção da população carioca, principalmente nas áreas carentes, sobre as forças policiais”.
Essa mudança, no entanto, é muito recente, lembra. “Em 2006, quando da vinda da Força Nacional para o Rio de Janeiro, visando preparar a cidade para o Panamericano de 2007, os policiais de outros estados, mesmo de regiões violentas como Pernambuco, declararam na imprensa, à época, estarem estupefatos com a rejeição da população em áreas carentes às Forças Policiais, e com o nível de armamento que verificavam em territórios paralelos, como o Alemão”.
O professor Mauro Osório tem a tese de que o Rio de Janeiro, a partir das cassações que atingiram pesadamente a cidade, da UDN à esquerda, e a assunção da liderança no Rio por Chagas Freitas, através da legenda da oposição, passou crescentemente por um processo específico de desestruturação, e por isso ele destaca as mudanças que vemos no momento, na área de Segurança Pública como de fundamental importância.
“É interessante procurar olhar onde obtiveram votos todos os anteriores secretários de Segurança ou chefes da Polícia Civil, que assumiram esses cargos a partir dos anos 80 e saíram candidatos”, comenta Osório, insinuando que a maior parte desses votos, em vários casos, vem de áreas dominadas pelo tráfico ou pela milícia.
O caso mais evidente de conivência de autoridades policiais com a marginalidade que deveriam combater é a prisão de Álvaro Lins, ex-chefe da Polícia Civil eleito deputado estadual.
Outra especificidade, segundo Mauro Osório, é que, de acordo com os dados do Mapa da Violência de 2010, analisando as taxas de homicídios por 100 mil habitantes para os estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Bahia e Pernambuco, e suas capitais, o Rio é a única região em que a taxa de homicídios por 100 mil habitantes, no total do estado, é maior do que na capital.
“Isto se deve não a uma maior violência no interior, mas, sim, a uma maior precarização das cidades periféricas da Região Metropolitana”.
Um estudo de violência feito pelo IPEA no início dessa década apontou que, entre os 11 municípios mais violentos do país, 4 eram da periferia do Rio de Janeiro, 3 de Pernambuco, 3 do Espírito Santo e 1 de São Paulo, que era Diadema, que já apresentou significativa melhoria desde então.
Para o professor Mauro Osório hoje o secretário José Mariano Beltrame, tem reforçado a necessidade de termos ações estratégicas no Estado do Rio. “Acho que essa é uma preocupação que deve se generalizar para todas as áreas. Não obteremos sucesso na cidade do Rio sem construirmos uma institucionalidade, política e instrumentos para nossa metrópole”, assinala.

Fonte: Blog do Noblat

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>Novos ataques no Rio forçam PM a convocar policiais de folga

Posted on novembro 24, 2010. Filed under: Rio de Janeiro, violência |

>O Rio de Janeiro sofre com novos ataques um dia após a Polícia Militar anunciar o reforço da segurança. Ao todo, foram registrados pelo menos 18 ataques em diferentes pontos do estado.

 Violência no Rio de Janeiro, ônibus e uma van foram incendiados 

Cinco ônibus e uma van foram incendiados na região metropolitana. Os bandidos atearam fogo em 11 carros e ainda atacaram uma cabine da PM no Centro de Duque de Caxias. Para tentar combater a onda de ataques, a Polícia Militar colocou todo o efetivo de prontidão. A decisão obriga os policiais de folga a voltarem ao trabalho.

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>José Serra promete salário mínimo de R$ 600 em 2011

Posted on setembro 11, 2010. Filed under: caminhada, candidato do PSDB, eleições 2010, Niterói, Rio de Janeiro, São Gonçalo José Serra |

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Eleições 2010 – O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, disse na tarde desta sexta-feira (10) que, caso vença as eleições, irá reajustar o salário mínimo para R$ 600 em seu primeiro ano de governo. A promessa foi feita durante uma caminhada pelo centro do município de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Atualmente o valor do salário mínimo é de R$ 510.
      Em caminha no Rio de Janeiro José Serra prometeu se eleito elevará salário mínimo para R$ 600 em 2011
Durante a passeata, Serra também afirmou que irá priorizar a construção da Linha 3 do metrô no Rio. O projeto prevê a ligação de Niterói a São Gonçalo em um total de 12 km de linha metroviária. 
Fonte: IG
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>Eleições 2010: José Serra diz que período decisivo começa na segunda quinzena de setembro

Posted on agosto 15, 2010. Filed under: Datafolha, Dilma Roussef, eleições 2010, jingle da campanha, Jingle de Serra, José Serra, Lula da Silva, PDSB, pesquisa, Presidente, Rio de Janeiro, tucano, Zé Serra |

>Pela primeira vez atrás de Dilma Roussef (PT) na pesquisa do Datafolha para presidente, o tucano José Serra (PSDB) disse neste sábado (14), ao inaugurar comitê no Leblon, zona Sul do Rio, que a eleição será decidida apenas na segunda quinzena de setembro.

 José Serra comeu churrasco na laje da casa de dono Sueli Andrada, no bairro Ouro Preto, Nova Iguaçu, ela disse que “é bom que os candidatos conheçam a realidade da baixada.”

Ele não quis, porém, comentar a pesquisa divulgada ontem (13) em que Dilma tem 41% das intenções de voto e ele, 33%.

“A gente tem que trabalhar com disposição. Já participei de eleições complexas”, afirmou em discurso dizendo que conquistou o governo de São Paulo com os pés nas costas.

“Vejo um grau de compromisso de quem está com a gente muito grande. Isso é importantíssimo nas próximas semanas porque as pessoas vão fazer as suas cabeças ao longo do tempo”, acrescentou.

“Na verdade, fazem [a cabeça] na segunda quinzena de setembro. Esse é o período mais ou menos decisivo na minha visão do processo eleitoral”.

Serra convocou a militância para trabalhar na campanha. “Então temos que aprofundar este trabalho. Pegar dez, 15 setores da nossa sociedade que precisam de trabalho especial, mas não posso dizer [quais são], porque é passar o ouro para o inimigo”.

No fim, disse ter segurança para comandar o país, se for eleito. “Governar o Brasil eu sei como fazer”.

Serra participou no começo da tarde de uma caminhada em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense. Depois seguiu de helicóptero até a Lagoa, bairro da zona Sul. De carro foi então ao comitê. Os organizadores disseram que 300 pessoas participaram da inauguração.

Jingle de Serra pede ‘Zé’ no lugar de Lula

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, estreia, nesta terça-feira, no programa eleitoral ao som de “quando o Lula da Silva sair é o Zé que eu quero lá”.

Em ritmo de pagode, o novo jingle da campanha de Serra descreve o presidenciável tucano como um guerreiro: “um Zé que batalhou, estudou, foi à luta e venceu”.

“José Serra é um brasileiro tão guerreiro quanto eu”, afirma o jingle, de autoria de PC Bernardes.

A letra dá uma prévia da estratégia dos primeiros dias da campanha de Serra em rádio e TV.

Longe de pregar oposição frontal ao governo Lula, o jingle fala em avanço:

“Para o Brasil seguir em frente, Sai o Silva e entra o Zé”, conclui a canção.

A transição do slogan –do atual “O Brasil pode mais” para “Serra presidente do Brasil”– também desenha essa estratégia.

Além de exaltar a origem humilde de Serra, a letra remete ao “Lula lá”, jingle da campanha de 1989, quando Luiz Inácio Lula da Silva concorreu pela primeira vez à Presidência.

“Com o Zé Serra eu sei que anda/é o Zé que eu quero lá”.

A alfinetada em Dilma Rousseff fica a cargo de versos que enaltecem a experiência de Serra, em detrimento ao desconhecimento da petista. “Zé é bom eu já conheço, eu já sei quem ele é”.
PC Bernardes afirma que a produção de outros jingles –inclusive com letras mais picantes– está em curso.

Os primeiros dias da campanha serão dedicados à apresentação de Serra como dono de capacidade administrativa. Depoimentos de beneficiários de políticas públicas servirão para demonstrar sensibilidade social.

Assim como no jingle, Serra se transformará, aos poucos, em Zé.

Fonte: Folha.com

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>Dilma tem razão

Posted on julho 19, 2010. Filed under: Dilma, Justiça Eleitoral., Lula, Ricardo Noblat, Rio de Janeiro |

> Por Ricardo Noblat

Na última sexta-feira, no Rio de Janeiro, durante aquele que passará à História como o Comício dos Mil, Lula disse a certa altura do seu discurso para militantes encharcados, porém felizes: “Há uma premeditação de me tirarem da campanha política para não permitir que eu ajude a companheira Dilma a ser a presidenta da República deste país.”
Evitou nomear o responsável pela premeditação. É uma técnica muito sua. E que funciona diante de platéias dispostas a acreditar em tudo o que ele diz. Acusa sem identificar o acusado. Assume a condição de vítima. E em seguida destila toda a sua coragem para enfrentar vilões e superar injustiças.
De volta ao Rio. Lula: “Na verdade, o que eles querem é me inibir para fingir que eu não conheço a Dilma. É como se eu pudesse passar perto dela e eu passar de costas viradas e fingir que não a conheço. Mas eu não sou homem de duas caras. Eu passo perto dela e digo: é a minha companheira Dilma”.
Apesar da chuva, Lula estava no melhor da sua forma. Quem não se saiu bem foi Dilma mas é compreensível. Era seu primeiro comício de campanha. E, convenhamos: nem mesmo os políticos mais experientes, alguns deles oradores admiráveis, se sentiriam à vontade para falar depois de Lula. Dilma deve ser testada longe dele.
Para o crescente número de brasileiros decididos a votar em Dilma só por que Lula quer talvez não faça nenhuma diferença – mas para os que se preocupam com a consolidação da democracia entre nós é assustadora a vontade de Lula em eleger sua candidata a qualquer preço.
Uma coisa é um partido tentar se manter no poder. Quando chegam lá todos tentam. Nada mais legítimo. Outra é abusar do poder e ignorar leis e procedimentos para não acabar removido dali. A Justiça assistiu calada Lula abusar do poder que o cargo lhe confere fazendo campanha para Dilma desde 2007. Foi um ato pensado de Lula.
O jornalista José Roberto Toledo, de o Estado de S. Paulo, deu-se ao trabalho de contar o número de vezes em que Lula citou Dilma em discursos e entrevistas de 2003 para cá. 
Fixemo-nos apenas no período 2007-2010. Nos 336 discursos que fez em 2007, Lula citou Dilma em 63. Nas 176 entrevistas que concedeu, citou Dilma em 19.
Em 2008 o número de discursos caiu para 330. Dilma foi citada em 80 deles. O número de entrevistas aumentou para 213 e as menções a Dilma para 31. No ano passado, Lula mandou às favas todos os escrúpulos. Citou Dilma em 98 dos 313 discursos que fez. Concedeu 272 entrevistas, lembrando de Dilma em 87 delas.
Nos primeiros três meses deste ano, Lula se referiu a Dilma em 39 de 78 discursos. Apenas em março o nome de Dilma foi repetido por Lula 94 vezes em 20 discursos mais do que Deus (47). Foi em março que a Justiça Eleitoral multou Lula duas vezes por fazer propaganda eleitoral antecipada para Dilma.
Lula calou-se em abril. Em maio não resistiu: falou de Dilma seis vezes e ganhou mais quatro multas. Na semana passada, deu-se ao requinte de falar de Dilma para exaltá-la e de falar novamente para se desculpar por ter falado dela e dessa vez na presença do presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Bateu seu recorde em matéria de cinismo.
Não se diga que Lula surpreendeu. Ele avisou no ano passado: “Meu projeto político é eleger Dilma”. Desde então não praticou um só ato de governo sem levar em conta os benefícios que poderia acarretar para sua candidata. De presidente da República passou a cabo eleitoral.
Um discurso de Dilma faz parte de um kit produzido e distribuído pelo governo com materiais de defesa do voto em mulheres três mil livros, 20 mil cartazes e 215 mil cartilhas. Um senador pelo Amapá e sua mulher, deputada federal, foram cassados pela Justiça Eleitoral sob a acusação de comprarem dois votos a R$ 26,00 cada um.
Anteontem, Dilma advertiu a Justiça: “Acho que não se pode na vida ter dois pesos e duas medidas”. Ela tem razão.
E-mail para esta coluna: noblat@oglobo.com.br
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>Eleiçoes 2010: Vice de José Serra é o deputado Índio da Costa do Rio de Janeiro

Posted on junho 30, 2010. Filed under: Índio da Costa, DEM, eleições 2010, PSDB, Rio de Janeiro, vice, vice de José Serra |

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Depois de muitas reuniões e divulgação de informações desencontradas, o DEM e PSDB acabam de decidir o nome do deputado Índio da Costa (DEM-RJ) como vice do tucano José Serra na disputa presidencial.
 Deputado Indio da Costa do DEM do Rio de Janeiro
Juventude, deputado do terceiro maior colégio eleitoral do Brasil e relator do projeto Ficha Limpa, foram motivos levados em conta na indicação do deputado Indio da Costa a vice de José Serra
A escolha é uma vitória pessoal do ex-prefeito do Rio, Cesar Maia, e do presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ). Costa já foi secretário de administração do Rio no governo Cesar Maia.
O martelo foi batido na casa de Serra, onde estavam reunidos o tucano, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e Rodrigo Maia.
Serra irá viajar para Brasília onde ele participará da convenção do DEM. Uma sala foi montado no Hotel Grand Bittar, em Brasília, onde o partido faz a convenção. O vice será anunciado em uma entrevista coletiva marcada para começar às 17h.
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>Vítimas da chuva no Rio recebem cestas básicas e colchões

Posted on janeiro 3, 2010. Filed under: Angra dos Reis, África, economia, erupção, Ilha Grande, Japão, Premiê, Rio de Janeiro, Vulcão |

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O Ministério da Integração Nacional colocou à disposição do governo do Rio de Janeiro 15 mil cestas básicas e 20 mil colchões para atender as vítimas das fortes chuvas no estado. A tragédia já contabiliza mais de 55 mostos e cerca de 2 mil desalojados e 857 desabrigados.O ministro da pasta, Geddel Vieira Lima, suspendeu as férias em Salvador (BA) e retorna ao trabalho para acompanhar a tragédia no estado. A previsão da Defesa Civil é que o número de mortos dobre na região de Angra dos Reis, já que ainda há muitos desaparecidos. As informações são da Agência Brasil.

Vulcão entra em erupção na África

AFP
Foto

VULCÃO NYAMULAGIRA APÓS ENTRAR EM ERUPÇÃO

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Um vulcão, na República Democrática do Congo, África, entrou neste sábado (2) em erupção. A fumaça cobriu o céu de toda a região. O Nyamulagira fica no parque nacional Virunga, a 22 Km da cidade de Goma, capital da província de Kivu Norte. Segundo a imprensa local, até momento, não há relatos de destruição ou vítimas.

Sponholz

Sponholz

Venda de carne pode voltar a subir

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Apesar das exportações de carnes estarem se recuperando em ritmo mais lento do que o esperado, especialistas do setor estão otimistas para 2010. Segundo reportagem a Agência Estado, para representantes da indústria, associações e analistas, é possível que as exportações retornem a níveis pré-crise neste ano, pelo menos em volume. O dólar baixo, que em alguns momentos de 2009 chegou a ameaçar a excelência brasileira no segmento de aves, não deve ser suficiente para afetar a competitividade do país a ponto de retirá-lo da primeira posição como maior fornecedor mundial de carne de frango e de carne bovina. Hoje, o Brasil responde por 41% do comércio mundial de carne de frango, ante 37% dos EUA.

Premiê do Japão promete melhorar
economia em 2010

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O primeiro-ministro do Japão, Yukio Hatoyama, se comprometeu a combater a deflação e a reconstruir a segunda maior economia mundial em 2010. Em agosto, os eleitores japoneses deram a Hatoyama uma esmagadora vitória eleitoral a favor das mudanças, acabando com mais de 55 anos de governo do Partido Liberal-democrático (PLD), mas agora começam a se impacientar com a demora do governo em implementar as reformas. No entanto, Hatoyama, que admitiu um crescente descontentamento no Japão, pediu ao país que apoie o seu governo. A economia do Japão emergiu da recessão no começo do ano passado, mas seu futuro permanece bastante incerto pela queda dos salários e dos preços.

20 corpos são encontrados em Angra

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Chega a 20 o número de mortos do soterramento ocorrido na Praia do Bananal, na Ilha Grande, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. Os trabalhos de resgate continuam neste sábado (2) no entorno da pousada Sankay, em busca ainda de pelo menos cinco desaparecidos. Desde quarta (30), as chuvas no estado do Rio provocaram a morte de 53 pessoas, 31 delas em Angra. O governador Sérgio Cabral sobrevoou toda a região de Ilha Grande e Angra dos Reis na manhã deste sábado (2). Após reunião com o prefeito de Angra, Tuca Jordão, ele segue para a Praia de Bananal, onde acompanhará o trabalho de resgate das vítimas.

Fonte: ClaudioHumberto

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>Se o Rio não virar prioridade nacional as olimpíadas de 2016 serão no Iraque

Posted on outubro 21, 2009. Filed under: contrabando de armas, Polícia Federal, Rio de Janeiro, tráfigo de drogas |

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A Guerra no Rio de Janeiro continua. Na noite de terça para quarta-feira aconteceram mais confrontos e mais mortes.

Mas este problema é só do Rio? Claro que não!

O Rio produz drogas de todas as espécies? Não!

Quem é responsável para combater o tráfigo de drogas? Sim, a Polícia Federal. Então, porque a PF deixa as drogas chegar no Rio e em todo Brasil?

As armas de toda espécie que chegam nos grandes centros vem de onde? Quem é responsável por combater o contrabando de armas?

A Polícia Federal! Porque a PF não faz isso?

E o Governo Federal?

… está muito ocupado com a candidatura da Dilma.

Porque o empréstimo de 10 bilhões de dólares para o FMI saiu imediato e pra liberar 100 milhões de reais para a segurança no Rio vai demorar 6 meses?

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>A perereca paralisa o Rio de Janeiro

Posted on setembro 28, 2009. Filed under: Amazônia, Câmara, Congresso, paralisa, perereca, Rio de Janeiro, Senado |

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Por Carlos Chagas

Deve ser preso, não mais como doido, mas como criminoso, todo aquele que se insurgir contra medidas destinadas a defender o meio ambiente. Sustentar a queima indiscriminada da Amazônia, por exemplo. Ou a transformação de florestas em pastos para produzir capim para as vacas comerem. A poluição dos rios com mercúrio e com esgotos sem tratamento. O uso abusivo do carvão e até a ampliação das frotas automotivas movidas a derivados do petróleo. Se quiserem, mesmo a distribuição de saquinhos de plástico nos supermercados, para transportar compras.


Tudo, no entanto, tem limite. A ecologia não pode atropelar o bom senso. Muito menos o desenvolvimento e a conquista de melhores condições de vida para o ser humano.


No fim de semana que passou fomos surpreendidos com a notícia da interrupção das obras de construção do Arco Rodoviário do Rio, em 77 quilômetros de pistas de circulação de veículos até o porto de Itaguaí, solução capaz de duplicar sua capacidade de exportação. Obras incluídas no PAC, já em andamento, no valor de um bilhão de reais.


O motivo? O perigo de perturbação da reprodução de uma espécie rara de perereca de dois centímetros, única no mundo, que se reproduz no trecho da floresta por onde passaria a nova rodovia. A physalaemus soaresi levou o ministério do Meio Ambiente, através do Instituto Chico Mendes, a revogar a licença ambiental para a obra prevista para conclusão em fevereiro. Já não vai mais, paralisados que estão tratores, escavadeiras e caminhões empenhados em implantar o Arco Rodoviário fluminense.


Convenhamos, parece piada. Será que as pererecas estabelecidas no meio do caminho não encontrariam condições para adaptar-se a viver alguns metros à direita ou à esquerda das pistas, onde o pântano, a vegetação e a floresta estarão conservados?


Os exageros ecológicos parece não terem limite, movidos pela ingenuidade de uns e a malandragem de outros. Porque tem gente interessada em impedir o crescimento do porto de Itaguaí. Os mesmos que pretendem manter a Amazônia como um imenso jardim botânico posto à margem da civilização. Aqueles que ainda no governo Fernando Henrique interromperam as obras de implantação da hidrovia Cáceres-Bacia do Prata, essencial ao escoamento da soja e demais produtos do Centro-Oeste a custos muito menores do que exporta-los por rodovia até Santos e Paranaguá. A razão? O mal-estar que causaria ao peixinho dourado de um igarapé perdido entre as barrancas do rio Paraná. O que dizer da proibição do asfaltamento da estrada Manaus-Porto Velho? Dos empecilhos às hidrelétricas de Mato Grosso e Amazonas? E tantas barbaridades ambientais a mais, que nada tem a ver com o aquecimento global.


Com todo o respeito, a perereca tem gerado incontáveis conflitos na história da Humanidade, desde a guerra de Tróia. Mas que viesse a prejudicar o desenvolvimento do estado do Rio de Janeiro, só mesmo com a colaboração do governador Sérgio Cabral.

O FANTASMA DO VELHO

Revelou o senador Pedro Simon, dias atrás, que alta madrugada, em certas praias isoladas do litoral de São Paulo, os pescadores costumam ver passar um vulto alto, careca e descalço, acenando para eles. Não duvidam ser o dr. Ulysses, até hoje perdido no mar.


O senador pelo Rio Grande do Sul prevê mudanças na visão dos pescadores. Logo o vulto, em vez de acenar amigavelmente, mostrará um chicote numa das mãos, anunciando utilizá-lo em breve. Onde? Na direção nacional do PMDB, expulsando de lá os vendilhões do partido.


Simon não se conforma com o fato de o PMDB não lançar candidato próprio à presidência da República e, mais ainda, de estar em andamento a operação para fazer de Michel Temer candidato a vice na chapa de Dilma Rousseff. Para ele, não demora muito para o presidente licenciado do partido defrontar-se com o dr. Ulysses, prestes a trocar por um momento o litoral paulista pela capital federal…

FUROU O SACO DE MALDADES

Política é a arte de esconder o pensamento, já escreveu alguém. Mesmo assim, parece difícil aceitar como falsa e enganosa a afirmação da imensa maioria das bancadas governistas na Câmara e no Senado, de que novos impostos não serão aprovados no Congresso. A gente sempre desconfia de que nomeações, benesses, liberação de verbas e sucedâneos podem mudar férreas opiniões, mas às vésperas das eleições gerais do ano que vem, parece impossível acreditar na aprovação do novo imposto sobre o cheque e na taxação das cadernetas de poupança pelo imposto de renda. Seria um desatino, em especial quando o governo não se cansa de apregoar havermos saído da crise, estando o Brasil em excepcional patamar de desenvolvimento social e econômico.


A criação desses novos impostos, anunciados pela equipe econômica, contraria de alto a baixo a propaganda oficial. Arrisca o sucesso das próximas etapas do governo Lula, a começar pela tentativa de eleição de Dilma Rousseff. Não haverá um candidato sequer, entre os demais, que não venha a servir esse prato indigesto em sua campanha.


Pelo jeito, o saco de maldades de Mantega, Meirelles e companhia está furado. Mas garantir, ninguém garante…

QUASE IMBATÍVEL

Gerou preocupação no PT e no PMDB o rescaldo da reunião do fim de semana entre José Serra e Aécio Neves, em Natal, Rio Grande do Norte. Porque os dois candidatos tucanos, mesmo negando de pés juntos, estão mais próximos do que nunca da formação de uma chapa única no PSDB para disputar a sucessão do ano que vem. O DEM já deu sinal de que não se oporá, mesmo abrindo mão da tradicional compensação de indicar o candidato a vice.


Minas tem hoje 22 milhões de eleitores. De barato, 20 milhões estão com Aécio e não abrem,mesmo se o governador vier a ser o companheiro de chapa de Serra. De São Paulo, o governador não sairá com menos de 15 milhões de votos. Basta projetar esse volume para se ter a noção de que a dobradinha, salvo engano, deixa bem para trás a concorrência.


É cedo para conclusões, mas de cada líder de partido que recebe a hipótese ouve-se a mesma resposta: “uma chapa quase imbatível…”

Fonte: Claudiohumberto

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