Rodoanel

>O que há por trás do Rodoanel da Grande Cuiabá?

Posted on fevereiro 11, 2011. Filed under: Rodoanel |

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São no mínimo nebulosos os argumentos do prefeito de Cuiabá, Chico Galindo (PTB) e do diretor-geral do
Departamento Nacional de Transportes Urbanos (Dnit), Luiz Antonio Pagot, para não renovar o convênio que prevê a construção de uma nova avenida, chamada Rodoanel, no entorno do perímetro urbano de Cuiabá e Várzea Grande.

Está certo que a empreiteira contratada para executar a obra, a Conspavi, do empreiteiro Luiz Francisco0 Félix, o Kaxito, só construiu nove dos 39 quilômetros previstos, mas o desencontro das informações prestadas por Galindo e Pagot demonstram que algo de muito errado ainda não veio à tona. As alegações dos dois gestores só corroboram com a explicação do empreiteiro de que o Dnit tem interesse em retirar a Conspavi da obra para realizar outro processo de licitação que deverá, segundo Kaxito, “favorecer empresários do esquema de Pagot”.

Informações não oficiais dão conta que o governo federal, através do Dnit, pretende pegadiar esse trecho da rodovia, o que estaria despertando o interesse de realizar nova licitação.
Procurado pelo blog, Pagot disse que o projeto não existe, mas não descartou a possibilidade da manutenção da rodovia ser terceirizada. “Hoje posso afirmar que não há nenhum projeto para cobrança de pedágio, mas também não posso dizer que amanhã a presidente Dilma Rousseff (PT) não vai determinar tal medida”.

Pelo sim, pelo não, fato é que o discurso contra pedágios sempre foi bandeira do PT.

 Obras inconclusas

Entenda o caso
A prefeitura assinou contrato com a Conspavi, mediante licitação, em 2009, para a construção do Rodoanel, com 39 quilômetros. A fim de obter o financiamento dos recursos, firmou convênio do Dnit. Todo convênio firmado com o governo federal é renovado ao fim de cada ano depois da prestação de contas, que nada mais é que relatório de medições e de pagamentos.

No final de 2010 o Dnit não renovou esse contrato. Segundo Galindo, a decisão foi tomada de comum acordo entre ele e o diretor-geral do Dnit. Pagot, por sua vez, diz que o convênio foi rompido por irregularidades na prestação de contas, o que não é confirmado pela prefeitura. De acordo com o proprietário da Conspavi, o convênio não foi renovado porque o Dnit estaria pressionando a prefeitura para que rompa o contrato com sua empresa. Assim, segundo Kaxito, o Dnit pegaria a responsabilidade da obra e faria nova licitação.

O contrato entre a prefeitura e a empresa Conspavi só poderá ser rompido se houver irregularidades na execução, o que é negado tanto pelo empresário quanto pela prefeitura.
Ao blog o diretor do Dnit disse estar aguardando o relatório de uma auditoria que a prefeitura estaria fazendo nas obras e que, com os documentos em mãos, seria feita a tomada de constas especial e aberta uma sindicância pelo órgão, o que justificaria a não renovação do convênio e possibilitaria a ruptura do contrato entre a prefeitura e a empresa. Mas isso não é confirmado pela prefeitura, pelo contrário, o prefeito Chico Galindo afirma e reafirma que não há irregularidades na execução da obra.
Mesmo assim, Luiz Pagot dá como certo o rompimento do contrato, pois já antecipou que o Dnit será o responsável pela execução do novo processo licitatório para a construção do Rodoanel.

Outro ponto não esclarecido diz respeito ao trecho da obra que já foi concluído. Apenas nove dos 39 quilômetros. O empresário Kaxito disse ao blog que as obras foram paralisadas por iniciativa do Dnit por razões políticas. O Dnit culpa o empresário, que não teria “credibilidade”. A prefeitura não expõe as razões que a levaram a não renovar o convênio, mas ao blog o prefeito disse que os trabalhos foram interrompidos na gestão do ex-prefeito Wilson Santos (PSDB) e que por isso não tem conhecimento do que ocorreu.

Ausência na inspeção

Representantes da prefeitura e do Dnit não compareceram hoje pela manhã à vistoria no Rodoanel comandada pelo vereador Domingos Sávio (PMDB), que solicitou a medição final das obras à prefeitura. O peemedebista percorreu o trecho entre o distrito do Sucuri e a estrada de Chapada dos Guimarães, acompanhado dos vereadores Lúdio Cabral (PT), Misael Galvão e Roosivelt Coelho (PSDB).

O secretário de Infraestrutura de Cuiabá, Paulo Borges (PSDB), disse que está de licença esta semana devido a um problema de saúde, mas admitiu falha de comunicação entre servidores da pasta. Perguntado sobre o motivo que levou a prefeitura a deixar de renovar o convênio, Paulo Borges alegou que só foi empossado no cargo depois da prefeitura ter tomado a decisão. “O prefeito disse que não há irregularidades e chamou a responsabilidade para si, está resolvendo pessoalmente”.

Contrato milionário

O convênio firmado com o Dnit previa R$ 45 milhões em recursos federais para a construção do Rodoanel. O empreiteiro Kaxito sustenta que só recebeu R$ 19 milhões dos R$ 22 milhões que deveriam ser pagos pelo trecho construído (leia). O contrato firmado pela prefeitura com a empresa vence em julho deste ano. Galindo informou que ainda não definiu se vai romper ou aguardar a data do vencimento. Autora: Adriana Vandoni Fonte: Prosa e Política
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>Governo de SP lança ofensiva publicitária com sete campanhas na TV

Posted on dezembro 29, 2009. Filed under: agência de publicidade, Comunicação, Duda Mendonça, Fernando Barros, Fundação Casa, José Serra, Metrô, Nizan Guanaes, Orçamento, Paulo de Tarso Santos, PoupaTempo, propaganda, Rodoanel, Sabesp |

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Peças elogiam a administração de Serra, pré-candidato do PSDB à Presidência
Governo paulista afirma que o seu objetivo é informar a população e que propaganda respeita as regras, sem fazer promoção de autoridades

Na virada para o ano eleitoral de 2010, o governo de São Paulo lançou uma ofensiva publicitária na TV com sete campanhas que enaltecem a administração de José Serra (PSDB), principal presidenciável do PSDB.


Até o dia 31, o governo levará ao ar, por exemplo, duas diferentes propagandas sobre o Rodoanel e outra sobre as obras da Nova Marginal. As peças são produzidas por duas agências cujos contratos com o governo somam R$ 50 milhões por ano.


Só no Natal foram veiculadas 28 inserções, todas encerradas com o slogan: “Governo de São Paulo: trabalhando por você”. Em alguns programas, como o “Mais Você” e o especial de Roberto Carlos, na Globo, foram exibidas duas campanhas num mesmo bloco de intervalos.


Além de duas peças de campanhas de longa duração -uma sobre a universidade virtual e outra sobre Imprensa Oficial- foram apresentadas propagandas sobre a qualidade das estradas de São Paulo, recuperação de adolescentes pela Fundação Casa, urbanização de favelas, PoupaTempo e corredor de ônibus.


À exceção da campanha sobre o PoupaTempo -que se encerra amanhã- todas têm vigência até o dia 31.


Oito das inserções do dia de Natal foram sobre o Rodoanel, que tem inauguração prevista para 27 de março, uma semana antes do prazo fixado para que o titular de um cargo eletivo se afaste para concorrer a outra vaga -como deve ser o caso do governador Serra.


Com vigência de 24 a 31 de dezembro, a campanha da Artesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado) ficará restrita às festas de fim de ano.
O governo não informou o custo, sob o argumento de que só é possível calcular após o encerramento das campanhas.


A Artesp acaba de concluir uma licitação para a contratação de uma agência, a um custo de R$ 10 milhões por semestre. A Fundação Casa também lançou licitação para contratação de agência de publicidade (de R$ 5 milhões semestrais).


Segundo a Secretaria de Comunicação do Estado, essas duas campanhas foram levadas ao ar agora porque “os processos licitatórios foram concluídos no final do ano”.

Informação e balanço
A Secretaria de Comunicação do Estado afirmou, em nota, que “as campanhas têm por objetivo informar a população sobre as ações, programas e projetos implementados pelo governo de São Paulo”. Segundo a nota, “seguem o calendário de anúncios e entregas do governo e os prazos das licitações realizadas nas diversas empresas, agências e fundações”.


Essas campanhas, diz a nota, “também realizam balanço das ações de cada um dos seus órgãos, como é pertinente fazer ao final do ano”. Na nota, o governo afirma ainda que “todas as campanhas respeitam estritamente as regras para a comunicação na área pública, delas não constando nomes ou imagens que caracterizam promoção pessoal de autoridades”.


Segundo o governo, o gasto com comunicação representou 0,21% do seu Orçamento.
Foram veiculadas outras duas campanhas ainda neste mês, uma do Metrô e outra da Sabesp. São Paulo é apontada como plataforma de lançamento para Serra, caso ele decida disputar a Presidência.


O orçamento do Estado para publicidade em 2009 é de R$ 313,3 milhões. Há um ano, o governo paulista reúne grifes do marketing político. Ao lado de publicitários tradicionalmente ligados ao PSDB, estão Duda Mendonça, Nizan Guanaes, Fernando Barros e Paulo de Tarso Santos
. Fonte: Folha de S. Paulo

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