Sarney

>Reabrindo a caixa preta de Sarney

Posted on dezembro 26, 2010. Filed under: Sarney |

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>Para Sarney: Dilma é “a cara do cara”

Posted on janeiro 16, 2010. Filed under: Dilma Rousseff, José Sarney, Maranhão, Minha Casa, Minha Vida, Petrobras, Sarney |

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O presidente do Senado Federal, José Sarney (PMDB-AP), voltou nesta sexta (15) a elogiar a pré-candidata do PT à Presidência da República, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). Durante o lançamento da pedra fundamental de uma refinaria da Petrobras no Maranhão, Sarney disse que Dilma “é a cara do cara”.

Foto

Esse é o segundo elogio público que o presidente do Senado faz a ministra nesta semana. Na última terça (12), Sarney, durante evento do programa Minha Casa, Minha Vida, em Brasília, o peemedebista disse que a ministra é uma mulher ao lado do presidente Lula que tem demonstrado “coragem, decisões e exemplo”. Fonte: CH

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>Eleição 2010: Serra entra em campo

Posted on novembro 25, 2009. Filed under: campanha, Collor, Eleição 2010, Fernando Henrique, James Carville, marqueteiro, Sarney, Serra entra em campo |

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O tucano José Serra continua usando a expressão “se eu vier a ser candidato”, mas ontem falou como se já estivesse em campanha pelo Planalto. Analisou pesquisas, criticou adversários e tentou construir um curioso raciocínio sobre a eleição de 2010 e o crescimento econômico.

“Economia não decide eleição”, declarou Serra ao conceder longa entrevista à rádio Jovem Pan. É uma inversão da teoria popularizada pelo norte-americano James Carville, marqueteiro de Bill Clinton nos anos 90 -a famosa frase “é a economia, estúpido”.


No novo figurino de quase candidato a presidente, Serra até usou uma metáfora. A alegoria poderia ter saído da boca de Lula. Se a economia está em boas condições, afirmou o tucano, a eleição de 2010 será como decidir sobre a substituição do motorista de um ônibus que está andando bem. O eleitor escolherá quem estará mais apto a continuar a conduzir o ônibus.


Mais adiante, Serra defendeu o direito de FHC criticar Lula. Perguntou por que só alguns ex-presidentes poderiam falar, como José Sarney e Fernando Collor, ambos pró-PT. Ofereceu então uma provocação: “Se você pudesse votar no passado [num ex-presidente], você votaria em quem? Fernando Henrique, Collor ou Sarney?”.


Para arrematar suas alfinetadas, o governador paulista desdenhou o encontro entre Aécio Neves e Ciro Gomes -este, o maior produtor de diatribes anti-Serra da política brasileira. A possível e anunciada joint-venture Aécio-Ciro não teria “consequência nenhuma”, até porque “[Ciro] não vai fazer nada que o Lula não queira”.


Tudo considerado, Serra entrou em campo. Mas sua teoria de a economia não decidir eleição soa exótica, para dizer o mínimo. Só se explica pela necessidade de o tucano tentar calibrar o discurso pré-eleitoral. Por enquanto, como fica óbvio para quem escuta, ele está na fase de tentativa e erro.

Autor: frodriguesbsb@uol.com.br – Fonte: Folha de S. Paulo

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>Senado surreal desobedece Supremo

Posted on novembro 4, 2009. Filed under: cassado, Expedito Júnior, Mesa Diretora, Sarney, Senado, STF |

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Não há mais limites para a irracionalidade no Senado. As manobras desta quarta-feira não fazem qualquer sentido, do ponto de vista político. Um grande desgaste com o Supremo Tribunal Federal garantiu mais uma semana de mandato para Expedito Júnior, cassado por compra de votos. Semana que terminará em cassação. Ou seja, o senado desobedece hoje para obedecer daqui a uma semana.

A Mesa Diretora da Casa, presidida por Sarney, votou pelo acatamento de um recurso do cassado, e impediu a posse do substituto. Sarney votou contra esta decisão e Serys Slhessarenko se absteve. Os outros cinco integrantes deram asas à desobediência ao Supremo, que mandava empossar o segundo colocado nas eleições: Acir Gurgacz (PDT).

Hoje, logo mais às 10h, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Demóstenes Torres (DEM/GO), vai seguir o seguinte script: chamar para si a relatoria do caso e depois, na quarta-feira da semana que vem, declarar que a decisão do Supremo deve ser cumprida, com cassação de Expedito Júnior e posse de Gurgacz.

Neste meio tempo, os advogados do futuro senador ameaçaram até pedir a prisão da Mesa Diretora. Não há mais fronteira para o desprestígio do Senado. O presidente do Supremo chegou a duvidar do que se passava: “Eu me recuso a acreditar que o Senado está a recusar o cumprimento da decisão do STF”, disse Gilmar Mendes. Diante da ameaça de prisão, Sarney ainda fez graça, e disse aos jornalistas: “eu não peço cigarro [na prisão] porque eu não fumo, mas pelo menos vocês me confortem [na cadeia]“.

Fonte: r7

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>Belchior e Sarney numa foto em fevereiro deste ano seguido de um mistério

Posted on agosto 29, 2009. Filed under: Belchior, OAB, Sarney |

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  • O senador José Sarney, o cantor Belchior em evento em Brasília

    O cantor Belchior foi fotografado ao lado do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), no dia 9 de fevereiro deste ano, em Brasília. O cantor participou da instalação da Coordenação de Direito Eleitoral do Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e posou para fotos ao lado do peemedebista e de representantes da entidade.

    No evento, Sarney disse que a comissão de direito eleitoral da OAB é um passo importante na luta por direitos. Pouco depois, o senador protagonizou a crise política que atinge o Senado por vários meses.

    O presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Ayres Britto, e o presidente da OAB, Cezar Britto, também estavam presentes no evento.

    Segundo informa a coluna de Barbara Gancia publicada na Folha desta sexta-feira, o sumiço do cantor não pode ser considerado um artifício para reerguer a carreira nem um exílio voluntário de alguém com dinheiro no bolso. A colunista afirma que o desaparecimento está ligado a uma disputa familiar e a problemas financeiros.

  • Fonte: Midianews
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>Ministra Dilma quis agilizar apuração contra Sarney

Posted on agosto 9, 2009. Filed under: Casa Civil, Ministra Dilma, Palácio do Planalto, Petrobras, Sarney |

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Ex-secretária viu no pedido recado para “encerrar” investigação contra filho de senador

Ministra da Casa Civil nega ter feito solicitação e diz que “não houve alegada reunião” com a servidora, demitida em julho passado
A ex-secretária da Receita Federal Lina Maria Vieira diz que, em um encontro a sós no final do ano passado, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) pediu a ela que a investigação realizada pelo órgão nas empresas da família Sarney fosse concluída rapidamente.

A Folha obteve há três semanas a informação sobre o encontro e o pedido. Procurada pela reportagem, a ex-secretária confirmou. Ressaltou que não poderia dar detalhes sobre a auditoria, em respeito ao sigilo fiscal previsto no Código Tributário Nacional. Mas aceitou contar como teria sido a conversa com a ministra e pré-candidata à Presidência da República. A assessoria de Dilma diz que o encontro nunca ocorreu.

“Falamos sobre amenidades e, então, ela me perguntou se eu podia agilizar a fiscalização do filho do Sarney.” A ex-secretária disse que entendeu como um recado “para encerrar” a investigação, o que se recusou a fazer. “Fui embora e não dei retorno. Acho que eles não queriam problema com o Sarney.”

Segundo Lina, o pedido de Dilma ocorreu cerca de dois meses após o fisco ter recebido ordem judicial para devassar as empresas da família Sarney. Auditores da Receita ouvidos pela Folha dizem que uma fiscalização como essa pode levar anos. Encerrá-la abruptamente seria o mesmo que “aliviar” para os alvos da investigação.

Além do sigilo fiscal, inerente a todas as ações da Receita, a auditoria sobre o clã Sarney estava sob segredo de Justiça.

No final do ano, o Palácio do Planalto cuidava das articulações para a eleição à Presidência do Senado. Em público, Sarney negava a intenção de concorrer, embora se movesse nos bastidores. A candidatura foi anunciada em janeiro e, apoiada por Lula, acabou vitoriosa.

Sarney enfrenta hoje uma série de acusações de quebra de decoro por ter usado a máquina do Congresso em favor de parentes e aliados. Continua no cargo com o apoio de Lula.

A Folha contatou a Casa Civil quatro vezes para saber se a ministra Dilma confirmava o teor da conversa com Lina Vieira. Sua assessoria de imprensa, em conversas telefônicas e por e-mail, declarou que ela “jamais pediu qualquer coisa desse tipo à secretária da Receita” e, mais, que a ministra “não se encontrou com ela”. “Não houve a alegada reunião”, escreveu a assessoria. Lina, por sua vez, diz se lembrar de detalhes: do cafezinho que tomou na antessala e do xale que Dilma vestia.

Conforme a Folha publicou no dia 25 de julho, a recusa de Lina em atender pedidos de políticos foi um dos fatores que levaram à sua demissão no dia 9. O motivo mais divulgado foi a divergência em público sobre a mudança de regime tributário feita pela Petrobras.

Lina ficou apenas 11 meses e 10 dias no comando do fisco. Ela disse à Folha que o ministro Guido Mantega (Fazenda) avisou-a que a ordem para tirá-la do cargo “veio de cima”.

A Receita começou a vasculhar o clã Sarney em setembro de 2007. Num desdobramento da Operação Boi Barrica da Polícia Federal, o juiz Ney Bello Filho (1ª Vara Federal do Maranhão) determinou a fiscalização sobre Fernando Sarney, a mulher dele, Teresa Murad, e em três empresas da família: Gráfica Escolar, TV Mirante e São Luís Factoring.

Na ocasião, o secretário do fisco era Jorge Rachid. Um ano depois, em setembro de 2008, o juiz, insatisfeito com o resultado do trabalho dos fiscais, expediu novo ofício à Receita, determinando a ampliação da investigação, sob pena de prisão de dirigentes do órgão. Esse segundo despacho judicial ocorreu já na gestão de Lina, que assumira dois meses antes.

Em outubro, a Receita começou a montar um grupo especial de auditores de fora do Maranhão. Conforme a Folha revelou na semana passada, 24 pessoas físicas e jurídicas ligadas direta e indiretamente a Sarney estão sob investigação pelo fisco. No inquérito policial, Fernando Sarney já foi indiciado sob a acusação de formação de quadrilha, gestão de instituição financeira irregular, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

Segundo Lina, semanas depois do início da segunda etapa da fiscalização, a secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, foi até a Receita falar com ela. Disse que a ministra queria ter uma conversa pessoal com Lina, mas não sabia dizer sobre qual assunto.

Erenice é o braço direito de Dilma. Ficou conhecida no começo do ano passado, após a Folha ter revelado que partiu dela a ordem para a elaboração, por funcionários da Casa Civil, de um dossiê com gastos pessoais do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

A ex-secretária da Receita disse se lembrar que o encontro ocorreu no final do ano passado, mas não da data exata. Prometeu localizar suas agendas, mas afirmou que não conseguiu encontrá-las, pois muitos de seus pertences já estão embalados para a mudança de volta para o Rio Grande do Norte, sua terra natal. A Folha pesquisou todos os dias da agenda oficial de Dilma. Não consta nenhuma audiência com Lina.

Na data combinada, Lina disse que foi ao Planalto, que foi recebida por Erenice e que aguardou alguns minutos até ser chamada por Dilma.

A Casa Civil não tem nenhuma ingerência formal sobre a Receita, subordinada ao Ministério da Fazenda.

Fonte: Folha de S. Paulo

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>Sarney recebe mais que o dobro do teto estabelecido pela lei

Posted on agosto 6, 2009. Filed under: direito constitucional, presidente do Senado, privacidade, salário, Sarney |

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Senador afirma que não vai se pronunciar a respeito, “resguardado pelo direito constitucional que tem à privacidade”

Além do salário de senador, o peemedebista acumula duas aposentadorias, totalizando R$ 52 mil por mês; lei define que o máximo é R$ 24.500

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), recebe mensalmente ao menos R$ 52 mil dos cofres públicos, mais do que o dobro permitido pela Constituição, que estabeleceu como teto salarial o subsídio de ministro do Supremo Tribunal Federal, hoje de R$ 24.500.

Além do salário de senador (R$ 16.500), Sarney acumula duas aposentadorias no Maranhão que totalizavam o valor de R$ 35.560,98 em 2007, segundo documento obtido pela Folha. O governo do Estado não informou se houve reajuste.

Ofício da Procuradoria Geral do Estado do Maranhão encaminhado a Sarney pediu, em maio de 2007, manifestação do senador sobre o acúmulo de benefícios que recebe como ex-funcionário do Tribunal de Justiça e como ex-governador do Maranhão (1966-1970), ultrapassando os R$ 24.500.

Não se sabe o período exato em que Sarney trabalhou no tribunal. A corte informou não ter dados sobre funcionários na década de 50, período em que o senador provavelmente atuou no órgão. Ele foi eleito deputado federal em 1955, aos 25 anos.

“Aguardamos sua resposta com a certeza de que será compatível com o zelo pelo princípio do interesse público”, escreveu o procurador José Cláudio Santana a Sarney.

Quando o ofício foi enviado, o governador era Jackson Lago (PDT), cassado em abril pelo Tribunal Superior Eleitoral. Em seu lugar, assumiu Roseana (PMDB), filha de Sarney.

O senador nunca apresentou as explicações, afirmou o ex-chefe da Casa Civil de Jackson Lago, Aderson Lago. O governo não cortou o benefício.

O Congresso adota a regra definida em reunião da Mesa do Senado, presidida por Renan Calheiros (PMDB-AL), em 2005. Cada salário é considerado isoladamente para o cálculo do limite, até que seja regulamentada outra lei, que trata dos pagamentos de várias fontes (federal, estadual e municipal).

Agora Sarney está na mira do Ministério Público Federal e do TCU, que fecham o cerco aos supersalários de servidores públicos e congressistas.

A Folha apurou que o TCU prepara uma norma para repelir a prática definitivamente, em resposta a uma representação do Ministério Público. A tendência é o tribunal definir que caberá ao beneficiário optar pela fonte que deseja cortar.

O procurador Marinus Marisco, que atua no TCU, disse esperar a decisão do tribunal para rastrear servidores e congressistas com o que chama de “salário dúplex”, privilégio de receber remuneração acima do teto ao somar vencimentos de esferas diferentes. “Estimo que sejam milhares nessa situação. Com a normatização, os cortes serão automáticos e a economia, também”, disse.

Outro lado
Sarney (PMDB-AP), afirmou que, “resguardado pelo direito constitucional que tem, como qualquer brasileiro, à privacidade sobre os seus vencimentos, não vai se pronunciar a respeito” das aposentadorias que recebe, embora elas sejam pagas com recursos públicos.

A informação foi repassada pela Secretaria de Imprensa da Presidência do Senado.

A assessoria do Tribunal de Justiça do Maranhão disse que cabe à Secretaria de Administração do Estado se pronunciar sobre aposentadorias. A Folha pediu informações à secretaria, mas não recebeu resposta até o fechamento desta edição.

Fonte: Folha de São Paulo

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>Um gambá cheira outro, Lula salva Sarney

Posted on agosto 5, 2009. Filed under: DEM, Palácio do Planalto, PDT, PMDB, presidente Lula, PSB, PSDB, PT, Sarney, Senado |

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O PT reforçou ontem o apoio para a permanência de José Sarney (PMDB-AP) na presidência da Casa ao manter a posição pela licença temporária e não aceitar um convite de outros quatro partidos (DEM, PSDB, PDT e PSB) para pedir a renúncia do senador ao cargo. A decisão do PT acabou fortalecendo Sarney e deixando isolados os senadores que defendiam a renúncia – ao fim do dia, todos os partidos optaram por manter só o pedido de afastamento de Sarney.

Se o PT tivesse concordado com a renúncia, os demais partidos fariam o mesmo tornando inviável a permanência de Sarney no comando do Senado.

Em um plenário de 81 senadores, os 5 partidos somam 46 votos – 14 do DEM, 13 do PSDB, 12 do PT, 5 do PDT e 2 do PSB. Mesmo com as dissidências (senadores francamente favoráveis a Sarney), a situação do presidente do Senado ficaria mais frágil com o pedido formal dos partidos para que renunciasse.

Em uma demonstração clara de que sua renúncia ficou mais longe, Sarney fez questão ontem de presidir a sessão do Senado por mais de duas horas e depois desfilou com desenvoltura pelo plenário cumprimentando aliados e até “inimigos”. Inicialmente, os cinco partidos haviam cogitado fazer uma nota conjunta pedindo o afastamento de Sarney da presidência do Senado, mas acabaram desistindo, reforçando sua permanência no comando da Casa.

O dia começou ontem com os partidos de oposição tentando articular uma reação à tropa de choque do PMDB para que fosse preparado documento favorável à renúncia de Sarney do comando do Senado.

Numa reunião a portas fechadas, o líder do DEM, José Agripino Maia (RN), e o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), afirmaram que a ideia era evoluir da posição de licença/afastamento para a renúncia de Sarney. O líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), descartou imediatamente essa possibilidade.

“O mandato que tenho da bancada é com o pedido de licença temporária como ato de grandeza de Sarney. Não tenho mais nada além disso”, afirmou Mercadante, segundo participantes do encontro. O pedido de licença, que ao ser defendido pelo líder petista na semana retrasada significava um passo do PT contra Sarney, com o agravamento da crise ontem representava um recuo.

Para evitar acirrar os ânimos com o Planalto, Mercadante desmarcou reunião da bancada para se posicionar sobre a crise no Senado e a permanência de Sarney no cargo. Alegou que a posição dos 12 senadores petistas permanecia a mesma e, por isso, não era necessária nova reunião. Há dez dias, Mercadante foi enquadrado pelo presidente Lula, que mandou desautorizar sua nota defendendo a licença de Sarney.

Diante da posição petista, Agripino foi reunir-se com sua bancada, que decidiu também defender apenas o afastamento de Sarney e não mais a renúncia. O DEM também recuou da decisão de entrar com representação no Conselho de Ética contra Sarney – vai apoiar algumas das denúncias que já estão no colegiado (leia na página A7).

“Defender algo cuja solução está com o acusado tem efeito espuma”, justificou Agripino. A renúncia depende de gesto unilateral de Sarney. Já o afastamento poderá ser votado no Conselho de Ética. Sarney tem, no entanto, maioria folgada no colegiado – são dez votos a seu favor contra apenas cinco. “Nossa tese é do afastamento. Não houve mudança. O que importa é que no Conselho de Ética os votos serão iguais”, completou o líder do DEM.

Os tucanos também amenizaram o discurso. “A posição que tomamos foi a de pedir o afastamento do Sarney por dois meses”, disse Guerra. “Nunca pedimos sua renúncia. Isso é coisa do DEM.”

Fonte: Estadão
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>Sarney ao amigo Lula: "Não aguento mais. Vou negociar uma saída"

Posted on agosto 2, 2009. Filed under: Lula, presidente Lula, renuncia, Sarney, Senado |

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O senador José Sarney lutou muito, mas não conseguiu vencer os fatos. Ao decidir disputar a presidência do Senado, em fevereiro passado, acreditava que o cargo era uma garantia de imunidade para ele e a família – aquela altura já investigada pela Polícia Federal por suspeita de uma multiplicidade de crimes. A visibilidade, porém, teve efeito contrário e acabou colocando o mais longevo dos políticos brasileiros no centro de uma devastadora crise de no Congresso. José Sarney, o último dos coronéis, rendeu-se diante de tantos escândalos. Na semana passada, o senador disse ao presidente Lula que está cansado e que decidiu deixar o cargo.


(Foto: Paulo Liebert /AE)

“Não aguento mais. Vou negociar uma saída”, afirmou, de acordo com um interlocutor privilegiado do presidente Lula. A conversa aconteceu na segunda-feira, pelo telefone, quando o presidente ligou para saber notícias sobre o estado de saúde de Marly Sarney, esposa do presidente do Senado, que se recupera de uma cirurgia em São Paulo. Sarney, de acordo com o relato feito pelo presidente Lula, estava abatido, disse que não conseguia dormir havia dias e se culpava pelo estado de saúde da mulher, que sofreu um acidente doméstico, fraturando o braço e o ombro.

Nos às vezes tortuosos códigos da política, desabafos como o do senador Sarney podem ser interpretados como um simples blefe, uma ameaça velada ou até chantagem de alguém em busca de proteção. Não é o caso. Desde o início da crise, Lula se empenhou pessoalmente na defesa do presidente do Congresso, sem qualquer pudor, a ponto de gerar constrangimentos ao seu partido, quando desautorizou publicamente o líder do PT, senador Aloizio Mercadante, que havia pedido o afastamento do presidente do Congresso. Depois da conversa telefônica com José Sarney, porém, Lula mudou completamente o tom.

Antes disposto a sacrificar um pouco da própria popularidade em troca de um punhado de votos no Congresso e de uma provável aliança com o PMDB na campanha eleitoral de 2010, o presidente vislumbrou a hora de mudar o discurso. Sarney? “Não é um problema meu. Não votei para eleger o presidente Sarney a presidente do Senado, nem para senador. Votei nos senadores de São Paulo. Quem tem que decidir se ele fica presidente é o Senado”, disse o presidente em entrevista. Lula recolheu a bóia. Jamais, portanto, poderá ser acusado de ter associado sua credibilidade à tentativa de manter no cargo um presidente do Congresso envolvido em nepotismo, desvios dinheiros, contas no exterior… E, daqui a alguns dias, Lula pode, quem sabe, invocar até uma conveniente crise de amnésia: Sarney? Que Sarney?…

O presidente, o PMDB e seus aliados já começaram a discutir o futuro do Senado pós-Sarney, mas muito distante daquele que deveria ser o ponto de partida. Lula, por exemplo, está preocupado com questões mais práticas, como a sucessão. Trabalha para que Sarney renuncie, o que obrigaria o Senado a convocar novas eleições em cinco dias, evitando que a Casa ficasse sob o comando do vice-presidente Marconi Perillo, do PSDB. O PMDB, republicano como sempre, quer continuar com a presidência, mas tem dificuldades em encontrar um candidato que seja da absoluta confiança do partido e que tenha a ficha limpa – missão aparentemente impossível.

A desfecho da crise envolvendo Sarney representa um golpe contra as tradicionais oligarquias políticas brasileiras, mas não o definitivo – aliás, longe disso. Antônio Carlos Magalhães, Renan Calheiros, Jader Barbalho e Sarney produziram herdeiros, biológicos ou não, que mantêm vivas as seculares práticas coronelistas. O tamanho e a importância que tem o PMDB no cenário nacional é o maior exemplo disso. Como um câncer em processo de metástase, o partido é o abrigo seguro desse jeito peculiar de fazer política, destes grupos que continuam espalhados pela máquina do estado empenhados exclusivamente em girar a roda do fisiologismo e da corrupção.

Se a renúncia de Sarney se confirmar, alguém é capaz de imaginar que os indicados do senador no setor elétrico serão demitidos? Não, não serão. Eles continuarão lá, fazendo tudo que sempre fizeram, igualzinho ao que manda a cartilha atrasada pela qual rezam a maioria dos políticos brasileiros, independente a qual agremiação pertençam. Afinal, esta é, e vai ainda continuar sendo por muito tempo, a mais eficiente e segura forma de fazer política: trocando votos por cargos, permutando verbas por apoio, empregando parentes e amigos – tudo com o nosso dinheiro.

Fonte: Revista Veja

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>Gravação telefônica escancara ligação de Sarney a atos secretos

Posted on julho 22, 2009. Filed under: atos secretos, Gravação telefônica, nepotismo, Sarney |

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Em conversa com o filho, ele se compromete a falar com Agaciel e sacramenta nomeação de namorado da neta

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Uma sequencia de diálogos gravados pela Polícia Federal com autorização judicial, durante a Operação Boi Barrica, revela a prática de nepotismo explícito pela família Sarney no Senado e amarra o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), ao ex-diretor-geral Agaciel Maia na prestação de favores concedidos por meio de atos secretos. Em uma das conversas, o empresário Fernando Sarney, filho do parlamentar, diz à filha, Maria Beatriz Sarney, que mandou Agaciel reservar uma vaga para o namorado dela, Henrique Dias Bernardes.

Ouça a seguir os diálogos que ligam Sarney a atos secretos e a favores de Agaciel:

som Diálogo 1 (30/3/2008 – 15h14min04s): Neta do presidente do Senado negocia com o pai, Fernando Sarney, cargo para o namorado na Casa

som Diálogo 2 (31/3/2008 – 11h34min54s): Neta do presidente do Senado negocia com o pai, Fernando Sarney, cargo para o namorado na Casa

som Diálogo 3 (01/4/2008 – 15h57min00s): Neta do presidente do Senado negocia com o pai, Fernando Sarney, cargo para namorado na Casa

som Diálogo 4 (01/4/2008 – 21h00min53s): Neta do presidente do Senado negocia com o pai, Fernando Sarney, cargo para o namorado na Casa

som Diálogo 5 (02/4/2008 – 09h36min17s): Filho do presidente do Senado, Fernando Sarney, tenta agilizar a contratação do namorado da filha

som Diálogo 6 (02/4/2008 – 10h32min21s): Filho do presidente do Senado, Fernando Sarney, fala com o pai e pede que ele dê “uma palavrinha com Agaciel” para a contratação e os dois conversam sobre “negócio da TV”

som Diálogo 7 (25/03/2008 – 19h31min29s): Filho do presidente do Senado, Fernando Sarney, conversa com o filho João Fernando sobre o emprego dele como funcionário do senador Epitácio Cafeteira

Em conversa com o filho, alvo da investigação, Sarney caiu na interceptação. Segundo a gravação, o senador se compromete a falar com Agaciel para sacramentar a nomeação. O namorado da neta foi nomeado oito dias depois, por ato secreto.

Segundo a PF, a mobilização da família começa na tarde de 30 de março de 2008, quando a neta do senador liga para o pai, indagando se não dava “pro Henrique (seu namorado) entrar na vaga”. Bernardo Brandão Cavalcanti Gomes, irmão de Bia por parte de mãe, acabara de pedir demissão do Senado, onde estava desde 2003. “Podemos trabalhar isso, sim”, respondeu Fernando à filha.

Já na primeira conversa, Fernando demonstra conhecer o caminho para efetivar a nomeação. “Amanhã de manhã cedo tu tem que me ligar, pra eu falar com Agaciel”, diz. Referia-se a Agaciel Maia, o então todo-poderoso diretor-geral do Senado, alçado ao posto em 1995 pelas mãos de José Sarney, em sua primeira passagem pela presidência da Casa.

No diálogo, pai e filha tratam da vaga como se fosse propriedade da família. Fernando cumpre o prometido. No dia seguinte, diz: “Já falei com o Agaciel. Peça ao Bernardo pra procurar o Agaciel.” E passa a relatar a conversa com o diretor-geral. “Eu disse: mas pelo menos, ô Agaciel, segura a vaga.”

Segundo Fernando, Agaciel lhe pediu que conversasse sobre o assunto com Sarney, porque a nomeação dependia, formalmente, da chancela de Garibaldi Alves (PMDB-RN), à época presidente do Senado. “Eu vou falar com o papai ou mesmo com o Garibaldi amanhã aí em Brasília, quando eu for, amanhã ou depois, pessoalmente, porque é o único jeito de resolver.” Fernando finaliza o telefonema dando uma orientação à filha – ao pedir para levarem a Agaciel o currículo do namorado de Bia, ele pede para informar: “Ó, a pessoa que o Fernando quer botar é essa aqui.”

Foram quatro dias de troca de telefonemas até o assunto ser resolvido. No terceiro dia, Bia liga para Fernando. Diz que o irmão, de saída do Senado, já tinha ido até Agaciel, conforme orientação do pai. O ex-diretor não ficara com o currículo do namorado, repetindo o discurso de que era preciso, primeiro, autorização de Garibaldi.

SARNEY EM CENA

Fernando recorre, então, a um atalho: “Vai lá em casa hoje à noitinha, e entrega pro ajudante de ordem do seu avô, ou o Picollo ou o Aluísio, o currículo do Henrique”, orienta. A neta entende que era preciso de uma mãozinha do avô.

Ainda naquele dia, após a visita à casa do avô para levar o currículo, Bia telefona novamente para o pai. “Falei com vovô”, diz. Em seguida, relata ao pai que Sarney mostrara contrariedade por não ter sido avisado com antecedência sobre a demissão de Bernardo: “Ele falou assim: Ah, você tinha que ter falado antes pra eu já agilizar.”

No dia seguinte, 2 de abril de 2008, quarta-feira, Fernando pega o telefone e liga para um dos ajudantes de ordem de Sarney, Aluísio Mendes Filho, e explica a situação. Ele queria que o pai desse a ordem a Agaciel para efetivar a nomeação.

A explicação de Fernando é o resumo de uma confissão do nepotismo: “O irmão da Bia, quando papai era presidente do Senado, eu arrumei um emprego pra ele lá. Ele agora tá saindo e eu liguei pro Agaciel pra ver a possibilidade de botar o namorado da Bia lá, porque me ajuda, viu, é uma forma e tal de dar uma força pra mim. E o irmão tá saindo, é uma vaga que podia ser nossa.” No fim, ele diz o que faltava para a nomeação: “Uma ligação de papai pro Agaciel.”

Menos de uma hora depois, o próprio Sarney liga para o filho. “Olha, você não tinha me falado o negócio da Bia”, protesta. Na visão do senador, a demissão não deveria ter sido solicitada até que a nomeação do namorado de Bia estivesse resolvida. “Mas ele (Bernardo) entrou logo com um pedido de demissão”, reclama. Sarney pergunta: “Já falou com Agaciel?” Recebe uma resposta afirmativa e promete interceder. “Tá bom. Eu vou falar com ele.”

NOMEAÇÃO

A conversa entre pai e filho se deu às 10h32 de 2 de abril, segundo a PF. No dia 10 do mesmo mês, foi assinado o ato que nomeou Henrique, namorado de Bia, para assessor parlamentar 3, com salário de R$ 2,7 mil.

Os diálogos foram captados no curso da Operação Boi Barrica, rebatizada pela Polícia Federal de Operação Faktor depois de reclamações do conjunto folclórico maranhense que inspirou o nome da ação. O grupo de boi-bumbá Boizinho Barrica tem os Sarney como padrinhos.

A operação, iniciada há quase três anos para investigar negócios envolvendo empresas da família no Maranhão, acabou por esbarrar em suspeitas de corrupção em órgãos do governo federal comandados por apadrinhados de Sarney.

O caso da nomeação do namorado da neta de Sarney não é único. Desde que o Estado revelou, em junho, a existência de centenas de atos editados secretamente pelo Senado para esconder nomeações de parentes de senadores e outras decisões impopulares, apareceram vários familiares e agregados do presidente do Senado pendurados na folha de pagamento da Casa. A lista inclui, por exemplo, irmão, cunhada, sobrinhas e neto de Sarney.

Fonte: Jornal Estadão

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