Senador Jayme Campos

>Eleições 2010: Novacki não crê que Jayme Campos se candidatará a governador para perder

Posted on janeiro 16, 2010. Filed under: Blairo Maggi, Casa Civil, DEM, eleições 2010, Eumar Novacki, governador, Mato Grosso, PSDB, Senador Jayme Campos, Silval Barbosa |

>

O secretário-chefe da Casa Civil, Eumar Novacki, afirmou ontem que não acredita que o senador Jayme Campos (DEM) será candidato ao governo do Estado em outubro próximo. O porta-voz do governo revelou ainda que o democrata não tem o perfil do candidato ideal, conforme apontam as pesquisas qualitativas.

Novacki rebateu as críticas tecidas pelo senador contra a gestão Blairo Maggi (PR). O DEM oficialmente está na base do governo, embora as duas siglas não apresentem as mesmas afinidades há cerca de dois anos, com críticas pontuais do senador democrata, considerado a maior liderança da sigla em Mato Grosso.

“O tempo dele no Executivo já passou”, disse o secretário-chefe da Casa Civil, se referindo à época em que o senador foi governador de Mato Grosso, na década de 90. “Respeito a história do senador e cada um foi importante no seu tempo”, acrescentou Novacki.

Segundo ele, o democrata tem conhecimento de pesquisas qualitativas, às quais também os governistas tiveram acesso, que apontam um perfil diferente do senador como o candidato ideal para a sucessão estadual. Para ele, neste contexto, quem melhor se enquadra neste perfil é o vice-governador Silval Barbosa (PMDB).

“As pessoas esperam um gestor no mínimo ousado”, definiu o secretário-chefe da Casa Civil. “Acredito que o senador não disputa a eleição porque não entra em disputa para perder. Ele (Jayme) já percebeu que as chances são reduzidas”, acrescentou Novacki.

Sobre as críticas do senador contra a gestão Blairo Maggi, o secretário disse que o democrata tem feito os questionamentos para ter mais espaço na mídia. Jayme apoiou as duas eleições de Maggi para o governo do Estado. “Ao invés de falar do governo, ele (Jayme) deveria mostrar as suas ações no Senado”, rechaçou Novacki.

O senador tem feito reiteradas críticas à gestão Maggi, principalmente pela condução política dada pelo governador. O clima de mal-estar ficou mais aparente após o republicano decidir, sem conversar com os partidos aliados, o apoio à candidatura do seu vice Silval Barbosa (PMDB) ao governo.

Apesar das críticas feitas pelo senador à administração estadual, algumas delas utilizando até a tribuna do Senado, como em relação às condições das rodovias ou à segurança pública, o democrata sempre questionou a falta de diálogo do governador com os partidos aliados.

Mesmo com o posicionamento de Jayme, o seu partido continua na base de sustentação do governador na Assembleia Legislativa. Os deputados estaduais do DEM, Dilceu Dal Bosco, José Domingos, Gilmar Fabris e Chica Nunes, dão sustentabilidade ao governo e até o momento não têm uma posição oficial de deixar a sustentabilidade.

Jayme Campos, eleito senador em 2006, oficializou esta semana a disposição de disputar o governo. O DEM tem um entendimento com o PSDB visando à eleição deste ano. O prefeito tucano Wilson Santos disputa internamente com Jayme a indicação para concorrer o governo pela oposição.Fonte: Diário de Cuiabá

Anúncios
Ler Post Completo | Make a Comment ( None so far )

>Senador Jayme Campos processado por desvio de R$ 1,5 milhões

Posted on dezembro 10, 2009. Filed under: decisão judicial, desvio, Jayme Campos, Ministério Público Federal, MPF, obras, processado, Senador Jayme Campos, superfaturamento |

>

Depois de uma recente decisão judicial que determinou a diminuição do subsídio do senador Jayme Campos para que somado à pensão de ex-governador não ultrapasse o valor do teto remuneratório nacional, ele deve responder a uma nova ação do Ministério Público Federal que pede o ressarcimento de mais de R$ 1,5 milhão por superfaturamento nas obras realizadas pela prefeitura de Várzea Grande durante a sua gestão.

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizará, nesta quinta-feira (10), uma ação civil pública contra o ex-prefeito de Várzea Grande, Jayme Campos, por improbidade administrativa. Segundo a ação, Jayme, como o ordenador de despesas do município, foi responsável por autorizar o superfaturamento de R$ 1.595.343,12 nas obras de duplicação da passagem urbana de Várzea Grande, nas rodovias BR 070/163/364/MT.

O MPF também quer que respondam pelo prejuízo ao erário os responsáveis pelas análises e aprovações de custo da empresa vencedora da licitação, o diretor-geral Maurício Hasenclever Borges e os engenheiros Francisco Augusto Pereira Desideri, chefe da Divisão de Construção, e Alfredo Soubihe Neto, diretor de Engenharia Rodoviária, todos do antigo Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER).

Em 1998, durante o segundo mandato como prefeito de Várzea Grande, Jayme Campos firmou um convênio com o Ministério dos Transportes para a adequação das rodovias BR 070/163/364/MT na travessia urbana da cidade de Várzea Grande, na avenida Ulisses Pompeu de Campos, entre os quilômetros 520,50 e 522,80.

No Programa de Fiscalização a Partir de Sorteios Públicos, de agosto de 2005, a Controladoria Geral da União (CGU) identificou que a empresa contratada para executar as obras, Agrimat Engenharia Indústria e Comércio LTDA, cobrou preços muito acima dos estabelecidos na tabela do Departamento de Viação e Obras Públicas (DVOP).

No fornecimento e transporte de cimento asfáltico CAP 20 (912,60 T), por exemplo, a empresa cobrou o valor unitário de R$ 634,48, enquanto que o preço na tabela do DVOP, pelo mesmo serviço, é de R$ 182,51. Já no fornecimento e transporte de emulsão asfáltica RR – 2C (22,5 T), a tabela do DVOP informava o preço de R$ 273,82, mas o valor pago pela prefeitura foi de R$ 698,60.

Conforme a análise feita pela Secretaria de Controle Externo do Tribunal de Contas da União as obras foram executadas, estão em uso pela comunidade, mas apresentam sobrepreço nos custos unitário e total (de materiais e serviços) em relação aos valores orçados no projeto básico e em relação aos valores do Sistema de Custos Referenciais de Obras (Sicro) do DNER.

Na ação enviada para a Justiça Federal, o MPF requer, cautelarmente, que seja determinada a indisponibilidade de bens imóveis, veículos e/ou ativos do ex-prefeito e dos dirigentes da empresa Agrimat Engenharia Indústria e Comércio LTDA, no valor de R$ 1.595.343,12 (um milhão, quinhentos e noventa e cinco mil, trezentos e quarenta e três reais e doze centavos).

O MPF pede também o ressarcimento integral do dano, perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, se concorrer esta circunstância, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos de cinco a oito anos, pagamento de multa civil de até duas vezes o valor do dano e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de cinco anos. (Assessoria MPF)

Fonte: A Gazeta

Ler Post Completo | Make a Comment ( 1 so far )

Liked it here?
Why not try sites on the blogroll...