Senadora Serys

>Eleições 2010: Deputado Carlos Abicalil comunica a senadora Serys sua intenção de disputar o Senado e diz que clima é tenso

Posted on fevereiro 7, 2010. Filed under: Abicalil, Deputado Carlos Abicalil, Dilma Rouseff, eleições 2010, presidente Lula, PT, Senadora Serys, Serys |

>Mariane de Oliveira
Da Redação

O Bom Dia Mato Grosso reproduz a entrevista concedida pelo deputado Carlos Abicalil ao Jornal A Gazeta, edição de 7 de fevereiro, a quem agradecemos. Fazemos isso pela necessidade que temos de manter nossos leitores bem informados dos bastidores da política matogrossense no que diz respeito as eleições de 2010.


A tensa conversa travada no gabinete de Serys em Brasília, durante uma hora e meia, pode resultar no maior racha já vivenciado pelo partido, além de enfraquecer o palanque da ministra Dilma Rouseff em Mato Grosso, pré-candidata à Presidência da República pelo PT. Abicalil é muito próximo do presidente Lula e ocupa a função de vice-líder do governo na Câmara Federal, o que indica que a decisão para o impasse deve vir do Palácio do Planalto.


Presidente regional do PT, Abicalil, 48 anos, foi reeleito deputado federal com mais de 128 mil votos em 2006. Ele concedeu a seguinte entrevista ao jornal A Gazeta, onde relata detalhes da conversa com Serys e tece críticas veladas à senadora.


Carlos Abicalil quer disputar vaga no Senado e levou proposta para Serys, que rejeitou e afirmou que pode sair da vida pública, caso ele seja escolhido pelo partido

A Gazeta – O senhor procurou a senadora Serys para dizer que é candidato ao Senado. Como foi a conversa com ela?

Carlos Abicalil – Nesta semana tive um encontro com a senadora Serys, e como havia afirmado anteriormente, durante todo o processo, assim que inaugurássemos a nova gestão do partido iríamos dar início a esse entendimento, relativo à pré-candidatura ao Senado e às estratégias para 2010 nesse sentido. Fiz questão de ir ao gabinete da senadora, conversamos muito, durante uma hora e meia, e eu apresentei a pretensão de que o diálogo da candidatura ao Senado fosse apresentado. A senadora Serys tem elevado compromisso partidário, ela honra há 20 anos os mandatos conquistados dentro do PT, e faz isso de forma exitosa. Então tenho certeza de que ela vai compreender isso, vamos realizar esse debate de maneira a ampliar a representação do PT.


Gazeta – Isso significa trocar de posições, a senadora Serys sairia candidata a deputada federal e o senhor ao Senado?

Abicalil – Sim. Isso refletiria na real possibilidade de ampliar a bancada do PT, até porque a senadora Serys e o deputado Ságuas Moraes têm patamar de representação que, somados, dão essa possibilidade real ao partido.


Gazeta – Qual foi a resposta da senadora, ela aceitou?

Abicalil – A senadora afirma que ela, em conjunto com a família, chegou ao posicionamento de que, ou é candidata à reeleição, ou não é candidata. Fiz apelo por três vezes de que ela pudesse reconsiderar a possibilidade de, em não sendo candidata à reeleição, contemplasse a possibilidade de figurar na chapa a federal junto com o deputado Ságuas. Isso não significa passar por cima do partido. Na minha visão, reitero que essa é uma possibilidade do PT ampliar a sua representação popular.


Gazeta – Caso a senadora não reconsidere seu posicionamento, o PT pode realizar uma consulta a todos os filiados?

Abicalil – Não há nenhum problema, até porque acabamos de passar por uma consulta ampla (o processo de eleições diretas, que elegeu os diretórios). Mas prefiro que tenha um entendimento em uma instância partidária regular, e a senadora também concorda. A decisão deve ser dos membros do diretório. Tanto eu quanto ela concordamos que a decisão deva sair até o final de março.


Gazeta – O senhor já havia conversado sobre esse com lideranças do PT antes de quinta-feira?

Abicalil – Participei de todas atividades partidárias programadas desde de dezembro de 2008. Todas as vezes em que fui instado por aqueles diferentes grupos sobre o tema (disputa ao Senado), advertia para alguns aspectos principais: a incoerência com a defesa de uma aliança ampla se o ponto de partida reservasse dois cargos majoritários ao PT e já vinculasse tais cargos aos nomes; a inexistência de candidaturas natas, que nunca fizeram parte da cultura petista; a necessidade de compor uma chapa que ampliasse o número de mandatos e de representações petistas nos níveis estadual e federal. Finalmente, ponderava que aquele momento não era o melhor para a definição de vinculações finais entre nomes e cargos para a disputa, até porque, se foram sinceros os termos das teses, a principal referência permanecia guiada pelo projeto nacional, seus desdobramentos num projeto de desenvolvimento humano e sustentável para Mato Grosso e seus nas composições eleitorais.


Gazeta – O senhor já tratou desse assunto com o presidente Lula?

Abicalil – Com o presidente? Diretamente, não. A última oportunidade de conversa direta que tivemos foi durante a viagem de volta de Alta Floresta, logo após o lançamento do Programa Terra Legal. Devo lembrar que naquele momento, o governador Maggi dizia não ser candidato a qualquer cargo. O quadro mudou de lá para cá. Por isso, mantenho diálogo permanente com o chefe do gabinete pessoal, Gilberto Carvalho, o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini, o ministro da secretaria-geral, Luiz Dulci, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, o presidente do PT, José Eduardo Dutra, o ministro da Previdência, deputado José Pimentel, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, entre outros. Obviamente, dá-se ciência à ministra Dilma e ao presidente da República.


Gazeta – O deputado Ságuas Moraes tem trabalhado sua candidatura ao Senado e a candidatura dele a deputado federal…

Abicalil – O deputado Ságuas tem dado uma excelente contribuição ao PT, ao governo de Mato Grosso e à sociedade. Projetos políticos petistas não são solitários. Sempre buscam ampliar horizontes de participação, de realização, de expressão pública. Outro dia, o professor Alfredo Menezes, aqui na Gazeta, escrevia que a fila anda. Não quero ser o impedimento para o andar da fila quando ele significar ampliação das expressões e dos mandatos do PT.


Gazeta – O senhor recuaria de uma candidatura ao Senado para evitar um racha no partido?

Abicalil – Quem não conhece o PT vive propagando rachas em toda ocasião de debate. Serys disputou a presidência do PT contra Ságuas em 2005. Ganhou. Disputei a presidência estadual do PT contra a Serys, em 2007. Vencemos e fizemos maioria no Diretório Estadual. Ambos continuamos petistas. O PT não se reduz aos mandatos. As personalidades e seus valores inegáveis não superam o partido. Creio, firmemente que faremos um debate sereno, responsável, equilibrado, consequente, atento. Já passamos da pré-escola ou do jardim da infância. Fonte: A Gazeta

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>Senadora Serys do PT de MT que já metralhou Sarney, Maggi e Collor, agora alia-se a eles e não assina pedido de saida de Sarney

Posted on agosto 14, 2009. Filed under: eleições de 2010, José Sarney, PT de Mato Grosso, Senadora Serys |

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Senadora mato-grossense Serys Marly tomou gosto pelo poder central e nem parece aquela combativa de quando era deputada pois, sequer, assina manifesto que pede saída temporária de Sarney da presidência

A mato-grossense Serys Marli tem feito esforço tremendo para “segurar” na presidência do Senado o colega José Sarney (PMDB-AP), envolvido em vários escândalos. É acusado de cometer abuso de status de senador ao dar emprego e de beneficiar amigos e familiares, como o favorecimento de seu neto em contratos do governo, ter conta ilegal em um banco fora do país e de contribuir para a Fundação Sarney receber US$ 250 mil em dinheiro da companhia petrolífera estatal Petrobras. Além disso, cai sobre os ombros de Sarney a descoberta de atos secretos para esconder nomeações e outros privilégios, como auxílio-moradia de forma ilegal e de uma casa avaliada em R$ 4 milhões excluída do Imposto de Renda.

Serys integra a bancada do PT composta por 12 senadores. Destes, apenas dois (Eduardo Suplicy e Marina Silva) assinaram manifesto que pede a saída temporária do peemedebista do cargo. O documento conta com 41 assinaturas dos 81 senadores, o suficiente para forçar o Conselho de Ética a se manifestar no sentido de ao menos instaurar processo de investigação contra Sarney.

Ela é uma das petistas que não assinaram o manifesto. Nem parece aquela então deputada estadual combativa em Mato Grosso que liderou várias manifestações e ações na Justiça contra os governos Jayme Campos (91/94 e Dante de Oliveira (1995/2002). No poder central, a petista optou por seguir a linha “paz e amor” do presidente Lula. Quando questionada, costuma argumentar que segue a linha do partido e do Palácio do Planalto.

São por posições como essas que Serys, pré-candidata à reeleição, enfrenta desgaste político em Mato Grosso e contribui para manutenção no poder de figuras como José Sarney. No fundo, ela tem lá seus interesses. Ocupa hoje, por exemplo, o cargo de segunda vice-presidência da Mesa Diretora. Sarney é aliado do presidente Lula, que está interessado no apoio do PMDB para a provável candidatura da petista e ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff nas eleições de 2010.

Sem os 12 senadores do PT, Sarney teria uma margem frágil de 38 votos num eventual processo por quebra de decoro parlamentar, já que o número representa menos da metade dos 81 parlamentares. Além de Serys, outros dois petistas sustentam o desejo de que Sarney permaneça no cargo: a líder do governo no Congresso, Ideli Salvatti (SC) e o sul-mato-grossense Delcídio Amaral.

Fonte: RDNews

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