Separações

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Posted on setembro 11, 2009. Filed under: candidatura, Dilma Rousseff, PDT, PMDB, PR, PT, Separações |

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Como é normal em véspera de ano eleitoral começam as separações entre lados e gentes. Alguns casos já estão à mostra e outros na incubadeira.

Há um entrevero entre o deputado Riva e assessores da senadora Serys. Nem vou entrar pelo lado das acusações de ambos os lados. O fato em si é que tem significado político e mostra uma separação. Fica cada dia mais difícil uma união eleitoral entre o PT e o PP no estado.

O Riva poderia ser até candidato ao Senado na chapa que está hoje o Silval Barbosa e o Wellington do PR e o PT. Está bem nas pesquisas e tem prestígio eleitoral. Mas é difícil afastar a candidatura do Wellington. É o partido do governador que abriu mão da disputa ao Senado e é o grande eleitor no ano que vem. Não se vai imaginar que o PR não dispute aquela vaga. Para o Riva entrar teria que ser na outra vaga, a do PT.

Não seria fácil, é que se tem que levar em conta ainda a questão nacional. O PR do estado vai apoiar Dilma Rousseff e não se imagina que o partido da candidata à presidência não tenha pelo menos uma das vagas para o Senado. Frente aos diferentes fatos, a separação do Riva desse grupo parece inevitável. Deve caminhar para o lado do Wilson Santos ou Jaime campos.

O pedido máximo de dias de licença que o Jaime Campos fez no Senado e que colocou o Luiz Pagot numa saia justa é outra separação praticamente inevitável também. O Jaime poderia pedir menos dias de licença e o Pagot não perderia a suplência. Se o Jaime ganha para governador o Pagot poderia ser senador por quatro anos. A jogada do Jaime colocou o Pagot e o PR numa sinuca de bico. Vai dar também separação para a eleição do ano que vem.

Um comentário à parte sobre esse assunto: os fatos mostram que a ação do Jaime pode reverberar politicamente contra. Os comentários sobre o pedido de 121 dias agora é que começam a chegar às pessoas. E a repercussão não parece favorável ao gesto do Jaime.

O PDT começou a separação internamente. Um grupo pretende abandonar a sigla e se filiar a outro partido. Internamente ainda existem outras separações. De um lado o vereador Toninho de Souza e de outro o antigo presidente do partido, Mário Márcio Torres. Ações na justiça abundam. O PDT fala também em separação externa: quer abandonar a base de apoio ao prefeito da capital e quem sabe não apoiar o lado político que estiver o Wilson na eleição do ano que vem.

O que encabula no caso do PDT é a apatia ou inapetência do Otaviano Pivetta para a lide política. Parece que não foi feito para esse mundo, se dá melhor no empresarial. A sigla vem se desmontando no estado e ele impassível. O partido pode perder sua importância política e ter para oferecer para a eleição somente o tempo no horário gratuito de rádio e televisão.

Se hipoteticamente o PR lança candidato ao governo, o PMDB recua da candidatura para apoiá-lo ou vai em frente com a do Silval para uma troca de apoio num segundo turno? Ou o PMDB ficaria com uma das vagas ao Senado na suposta chapa? No caso, quem seria o candidato: Silval ou Bezerra? É uma separação na incubadeira.

Autor:Alfredo da Mota Menezes. Email: pox@terra.com.br site: http://www.alfredomenezes.com – Fonte: A Gazeta

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