Serra

>Serra e o segredo do Bolsa Família

Posted on outubro 16, 2010. Filed under: Bolsa-Família, Dilma Rousseff, Gilberto Dimenstein, José Serra, PSDB, segredo, Serra |

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 Por Gilberto Dimenstein* 
Muita gente vai jurar que é mentira o que vou contar hoje, mas posso assegurar que é verdade. Por trás dela, o maior erro de comunicação da histórica do PSDB — e, em parte, explica o desempenho nas pesquisas de Lula e de sua candidata, Dilma Rousseff.

Gilberto Dimenstein
Ainda no final do governo Fernando Henrique Cardoso, o então ministro da Educação, Paulo Renato Souza, hoje secretário estadual da Educação, tinha proposto ao Palácio do Planalto uma campanha massiva mostrando como a bolsa-escola (a origem da Bolsa Família) chegava a milhões de famílias. Por trás da campanha, uma intenção: Paulo Renato queria ser candidato a presidente e buscava a aprovação do governo e do partido. Via-se claramente o impacto desse programa, na época chamado pelo PT de bolsa-esmola. Vou além: o PT, no Congresso, dificultou a aprovação do projeto, basta ir nos anais das comissões para comprovar o que estou falando.
O secreto dessa história é o seguinte. O então ministro da Saúde, José Serra, também candidato, não queria adversários e, com seus sólidos contatos palacianos, conseguiu vetar a campanha. Serra, como se sabe, saiu candidato e pouco se usou, na época, a bandeira da bolsa-escola.
Não sei se FHC participou ou soube da decisão. Se não sabe, sugiro que pergunte a seus assessores e vai conhecer a verdade. O que sei é que ele se lamenta (e muito) não ter dado visibilidade a seus programas de renda mínima. Aliás, ele diz que é seu maior erro de comunicação.
O fato é que a campanha não saiu, e o PSDB deixou de atar sua imagem a uma ação que, em larga medida, foi faturada por Lula.
Agora, ironicamente, Serra corre atrás do prejuízo e tenta se apresentar mais pai do Bolsa Família do que o próprio Lula. Pelas pesquisas, vemos que, sem essas ações, Dilma teria muito mais dificuldade de se eleger.
Nessa história toda, a verdade é que a bolsa-escola ganhou o país porque foi lançado, em pequena escala, por Cristovam Buarque, então governador de Brasília, e pelo prefeito de Campinas, José Roberto Teixeira. Virou política pública porque o falecido Antônio Carlos Magalhães criou um fundo de combate à pobreza, que fez com que Paulo Renato pudesse disseminar em todo o país o programa.

*Gilberto Dimenstein, 53 anos, é membro do Conselho Editorial da Folha e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz. Coordena o site de jornalismo comunitário da Folha. Escreve para a Folha.com às segundas-feiras.

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>Difícil, não impossível

Posted on outubro 10, 2010. Filed under: Dilma Rousseff, eleições, Fernando Henrique Cardoso, José Serra, Luiz Inácio Lula da Silva, Serra |

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Eleições – Desde 1989, quando as eleições passaram a ser realizadas em dois turnos, esta será a quarta vez que o eleitor leva para a segunda etapa a decisão sobre quem deve presidir o país. E até agora sempre quem venceu no primeiro round arrebatou com folga o segundo. Collor de Mello derrotou o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva nos dois turnos. Depois de perder duas seguidas para Fernando Henrique Cardoso no primeiro turno, Lula venceu as duas fases da disputa com José Serra, em 2002, e com Geraldo Alckmin, em 2006. Portanto, o queijo e a faca estão nas mãos de Dilma Rousseff.
Viradas são raras e sempre surpreendentes. Dificílimas? Sim. Impossíveis? Não. Prova disso é que se repetem a cada eleição nas disputas estaduais.

Em 1994, ninguém imaginava a possibilidade de Eduardo Azeredo tornar-se governador de Minas depois de amargar uma derrota fragorosa no primeiro turno. Hélio Costa fechou a etapa inicial com 48,3% contra 27,2% do tucano, que, menos de 30 dias mais tarde, se elegeu para o Palácio da Liberdade com 17 pontos de frente. Essa é, possivelmente, a origem da comparação que fazem do ex-ministro peemedebista com um cavalo paraguaio, “bom de largada e ruim de chegada”. Dito que Costa voltou a comprovar agora. Largou disparado e terminou sem qualquer chance de alcançar o tucano Antônio Anastasia.

No mesmo ano, Cristovam Buarque também virou para cima de Antônio Bezerra no Distrito Federal. Perdeu no primeiro e levou no segundo turno.

Mas foi em 1998 que o país viu uma das mais vigorosas viradas. O governador Mario Covas, com 22,9%, quase foi derrotado no primeiro turno pela petista Marta Suplicy – ela com 22,5%. Passou raspando para disputar com Paulo Maluf, que vencera a primeira etapa com 32,2%. No final de outubro, Covas foi reeleito com 55,8% dos votos válidos. A façanha deveu-se a uma guinada total na campanha que induziu o eleitor a confrontar valores como seriedade, ética, honestidade, já identificados com o tucano, e a ausência deles em seu opositor, Paulo Maluf, uma reedição menos charmosa do “rouba mas faz” de Adhemar de Barros.

No mesmo ano, o petista Olívio Dutra, que ficara cabeça a cabeça na primeira etapa, ultrapassou Antônio Britto na segunda, elegendo-se governador do Rio Grande do Sul.
Em 2002, a virada espetacular coube ao peemebista Luiz Henrique, que avançou 11 pontos entre os turnos e se impôs sobre Esperidião Amin, até então tido como imbatível.
Quatro anos mais tarde, Roseana Sarney, que obtivera 47,2% na primeira rodada contra 34,3% de Jackson Lago, amargou a dor da virada. Com a posterior cassação de Lago, regressou ao governo do Maranhão e ficou perto de ver a história se repetir neste ano. Com uma das campanhas mais caras do país e apoio integral do presidente Lula, Roseana foi reeleita por um triz, com 50,08%.

Mas quem roubou a cena em 2006 foi Eduardo Campos (PSB). Nem deu bola para os reveses do primeiro turno quando foi derrotado por Bezerra Filho por mais de 6 pontos de diferença. Deu a volta por cima e venceu com 30 pontos de frente, algo inédito no país. Reeleito governador de Pernambuco no primeiro turno com mais de 80%, Campos realizou outra façanha: é o campeão absoluto de 2010.

Ainda baqueada e envolta pela areia dos castelos construídos por seu padrinho e por seu partido, que lhe garantiam vitória certa no último domingo, Dilma largou para o segundo turno com uma vantagem imensa. Com mais de 14 pontos percentuais de vantagem sobre o adversário, ela só não pode errar feio. Já José Serra, mesmo que consiga acertar tudo o tempo todo, depende não só de si, mas de eventuais tropeços da oponente.
Dilma e Serra ainda tateiam nas estratégias, não tiram os olhos das pesquisas diárias que recebem, assopram e mordem.

Mas, a medir pela primeira semana de campanha e pela estréia do programa eleitoral gratuito na última sexta-feira, tudo pode acontecer. Avessamente do que era de se esperar, o lado Dilma, vitorioso e favorito, se mostrou mais tenso, meio burocrático, um tanto parecido com o que os tucanos fizeram no primeiro turno. No campo oposto, Serra esbanjou entusiasmo, algo que não costuma ter com freqüência. Estava mais disposto, mais leve, como se o a faca e o queijo pudessem mudar de mãos.

Difícil? Sim. Impossível? Não.

Mary Zaidan é jornalista, trabalhou nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo, em Brasília. Foi assessora de imprensa do governador Mario Covas em duas campanhas e ao longo de todo o seu período no Palácio dos Bandeirantes. Há cinco anos coordena o atendimento da área pública da agência ‘Lu Fernandes Comunicação e Imprensa

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>Pesquisa Datafolha aponta Dilma com 48% e Serra com 41%

Posted on outubro 9, 2010. Filed under: Dilma, Eeleições 2010, pesquisa Datafolha, Segunto turno, Serra |

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Segunto turno das Eeleições 2010: A pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (9) aponta a candidata Dilma Rousseff (PT) à frente no segundo turno das eleições, com 48 por cento das intenções de voto, enquanto José Serra (PSDB) tem 41 por cento.

No levantamento do Datafolha realizado entre 1 e 2 de outubro, antes da realização do primeiro turno, Dilma aparecia com 52 por cento, e Serra, com 40 por cento no segundo turno marcado para 31 de outubro.

A pesquisa, divulgada e contratada pelo jornal Folha de S.Paulo, foi realizada no dia 8 de outubro junto a 3.265 eleitores, com margem de erro de 2 pontos percentuais.
Na eleição de primeiro turno, realizada em 3 de outubro, Dilma recebeu 46,91 dos votos e Serra ficou com 32,61 por cento.

Fonte: Eleições UOL

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>Serra, Marina e a onda verde

Posted on outubro 8, 2010. Filed under: Cargos, Classe média, Dilma Rousseff, eleitores indecisos, igrejas, institutos de pesquisa, juventude, leilão, Marina, mãe do PAC, presidente da República, Serra, universidades |

>Por Juacy da Silva*

Em minha opinião o primeiro turno das eleições para presidente da República colocou por terra algumas meias verdades ou formas de manipulação que tão bem tem caracterizado o processo político brasileiro ultimamente.
José Serra, Marina Silva e Dilma Rousseff
Primeiro foram desmascarados alguns institutos de pesquisa que teimavam em dizer que a candidata do PT, de Lula e das forças governistas já estava eleita e comentava-se mesmo que já estaria formando o novo governo, com o costumeiro leilão de cargos e outras formas de pagamento da fatura empenhada. A manipulação desses institutos servia também de combustível para influenciar ou fazer a cabeça dos eleitores indecisos que em todos os pleitos atingem em torno de até 15% e podem decidir com quem ficará a vitória.
O segundo derrotado foi o próprio presidente Lula, que em alguns momentos deixou de ser o primeiro mandatário ou o estadista que deve representar o país interna e externamente para transformar-se em cabo eleitoral ou até mesmo ativista operário fazendo comício de madrugada nas portas de fábricas, além de suas formas pouco éticas ao se referir à oposição e outros setores da sociedade que dele, democraticamente, tem divergido.
O terceiro derrotado foi o governo Lula como um todo, incluindo o PT e seus aliados, que imaginavam que a avaliação de seu governo e seu desempenho pessoal que, conforme as pesquisas desses mesmos institutos que manipulavam as pesquisas eleitorais, está acima de 75% e 85%, respectivamente, seria a garantia de transferência de votos para a sua candidata, desconhecida do grande público até recentemente.
A grande vitoriosa, na verdade, foi Marina Silva, que ancorada em um partido sem grande expressão parlamentar e eleitoral, o PV, sem grandes fontes de financiamento de sua campanha, quando comparada com os esquemas de apoio da candidata do palácio do Planalto, com um tempo de rádio e TV, durante o período da propaganda eleitoral obrigatória muito menor, acabou empolgando diversos setores da sociedade, a juventude, os movimentos sociais, a Igreja, ou melhor, as igrejas, as universidades, a classe média, os intelectuais e, lógico, os ambientalistas.
Somando-se os eleitores que se abstiveram, os que votaram em branco ou anularam seus votos, os que votaram em Serra, em Marina e outros candidatos, o desempenho da candidata de Lula, representa, na verdade não mais do que 35,1%; ou seja, em torno de apenas um terço do eleitorado. Olhando sob o outro lado desta realidade fica patente que o governo Lula, sua candidata, o PT, os partidos aliados e os grupos econômicos que estão usufruindo das benesses das políticas levadas a cabo pelo governo federal não gozam do apoio eleitoral de dois terços dos brasileiros. De cada três eleitores apenas um avaliou positivamente o governo Lula através de sua candidata nas urnas. As questões do aborto e do autoritarismo de Lula em relação à liberdade de imprensa e os constantes casos de corrupção no governo possivelmente influenciaram os leitores na hora de votar.
Esta forma de ver a realidade eleitoral que se avizinha no segundo turno poderá consolidar uma frente anti-PT e sua candidata e poderá demonstrar que a estátua (Governo Lula) tem os pés de barro e pode cair e quebrar-se em mil pedaços, ou seja, os eternos oportunistas de plantão ao primeiro sinal da possibilidade de uma vitória de Serra em 31 de outubro próximo irão cair em debandada. Lula, o PT e a mãe do PAC poderão se tornar os primeiros órfãos da prepotência, da forma autoritária de tratar o público, a imprensa, os movimentos sociais, a Igreja e a omissão e certa conivência ante tantos escândalos e acusações de corrupção praticados por pessoas bem próximas ao presidente poderão demonstrar que o país deseja outro rumo, outro projeto.
Na construção deste novo projeto Serra poderá contar com as ideias e bandeiras que foram capitaneadas por Marina nos quatro cantos do país. Ficou demonstrado que a candidata de Lula venceu de forma esmagadora nos municípios com menos de 30 mil habitantes e no Nordeste, onde a fome, a miséria, o analfabetismo e alienação ainda são grandes e onde as políticas paternalistas, assistencialistas continuam manipulando a vontade deste povo sofrido.
Nesses bolsões de pobreza o governo Lula apenas tem reforçado o poder dos coronéis que durante décadas apoiaram todos os governos, inclusive os militares e a eles tem se aliado. Resumindo, a candidata do Palácio do Planalto, o PT e seus aliados continuam sendo a grande força de manutenção do “status quo” nesses grotões enquanto Serra e Marina representam as esperanças de um novo Brasil.

*Juacy da Silva é professor universitário, mestre em sociologia. Site http://www.justicaesolidariedade.com.br; e-mail professor.juacy@yahoo.com.br

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>Eleições 2010: Dilma e Serra preparando para o segundo turno

Posted on outubro 6, 2010. Filed under: Dilma, eleições 2010, preparando, segundo turno, Serra |

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Charge – Amarildo

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>Cunhada de Lula declara apoio a Serra

Posted on outubro 6, 2010. Filed under: apoio, Cunhada, Lula, Serra, Teresa Otília Casa |

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A cunhada do presidente Lula, a assessora política Teresa Otília Casa, fez questão de se encontrar nesta terça (5) com o candidato à Presidência, José Serra (PSDB) para lhe parabenizar por ter chegado ao segundo turno. 
Única irmã da primeira-dama Marisa Letícia, Teresa disse ter votado no tucano e espera que ele vença a petista Dilma Roussef. Ela é filiada ao PSB e em 2004 tentou, sem sucesso, uma vaga na Câmara de Vereadores de São Bernardo do Campo.
“A Dilma não é nada preparada, Serra merece ser presidente “,  disse ela, que recebeu um abraço do tucano, com quem posou para fotógrafos e cinegrafistas durante, na Zona Leste de São Paulo, na divisa com Mauá, no ABC paulista. Fonte: CH
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>Eleições 2010: Divisão dos votos entre Dilma, Serra e Marina por região e estados

Posted on outubro 4, 2010. Filed under: eleições 2010, Marina, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Serra, votos |

>Norte

Acre
José Serra 52,1%
Marina 23,7%
Dilma 13,6%

Amapá
Dilma 47,2%
Marina 29,8%
Serra 21,3%

Amazonas
Dilma 64,7%
Marina 25,9%
Serra 8,4%

Pará
Dilma 47,7%
Serra 37,7%
Marina 13,5%

Rondônia
Serra 45,4%
Dilma 40,6%
Marina 12,7%

Roraima
Serra 51%
Dilma 28,6%
Marina 18,8%

Tocantins
Dilma 80,9%
Serra 27,9%
Marina 20,5%

Nordeste

Alagoas
Dilma 50,9%
José Serra 36,4%
Marina 11,5%

Bahia
Dilma 62,3%
Serra 20,9%
Marina 15,9%

Ceará
Dilma 66,2%
Marina 16,3%
Serra 16,3%

Maranhão
Dilma 70,5%
Serra 15,1%
Marina 13,6%

Paraíba
Dilma 53,2%
Serra 28,4%
Marina 17,6%

Pernambuco
Dilma 61,7%
Marina 20,3%
Serra 17,3%

Piauí
Dilma 67%
Serra 20,9%
Marina 11,4%

Rio Grande do Norte
Dilma 51,7%
Serra 28,1%
Marina 19,1%

Sergipe
Dilma 47,6%
Serra 38%
Marina 13,2%

Centro-Oeste

Distrito Federal
Marina 41,9%
Dilma 31,7%
Serra 24,3%

Goiás
Dilma 42,2%
Serra 39,4%
Marina 17,1%

Mato Grosso
Serra 44,1%
Dilma 42,9%
Marina 12%

Mato Grosso do Sul
Serra 42,3%
Dilma 39,8%
Marina 16,8%

Sudeste

Espírito Santo
Dilma 37,2%
Serra 35,4%
Marina 26,2%

Minas Gerais
Dilma 46,9%
Serra 30,7%
Marina 21,2%

Rio de Janeiro
Dilma 43,7%
Marina 31,5%
Serra 22,5%


São Paulo
Serra 40,5%
Dilma 37,3%
Marina 20,7%

Sul

Paraná
Serra 43,9%
Dilma 38,9%
Marina 15,9%

Rio Grande do Sul
Dilma 46,9%
Serra 40,5%
Marina 11,3%

Santa Catarina
Serra 45,7%
Dilma 38,7%
Marina 13,9%

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>Quem impede o 2º turno?

Posted on outubro 2, 2010. Filed under: 2º turno, Datafolha, debate da Globo, Dilma, Marina, Salário mínimo, Serra |

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As duas mais recentes pesquisas Datafolha aumentaram a tensão no seio das campanhas. A estreita diferença entre a intenção de Dilma e da soma dos demais candidatos acenderam a luz vermelha no reduto estrelar. E a esperança de um Segundo Turno turbina os estafes de Serra e de Marina.
Ao observarmos os recados que as pesquisas dão, vemos que : os homens, os nordestinos, os de menor escolaridade e os eleitores de menor renda familiar , com idade entre 34 e 59 anos, impedem ainda a realização do Turno decisivo. Em todas as regiões, exceto o Nordeste, onde Dilma tem grande vantagem, há igualdade entre a intenção de Dilma e a de seus concorrentes.
Marina tem seu melhor desempenho entre os mais jovens ( até 34 anos) e seu pior entre os mais velhos (mais de 59 anos). Neste estrato, a candidata verde tem apenas 8%, enquanto Serra chega a 36%. Dilma chega a 44% entre os acima de 59 anos.
Entre as mulheres, já há segundo turno crível no horizonte. Elas sempre foram mais desconfiadas em relação a Lula e podem influenciar seus maridos e companheiros na hora decisiva. Questões polêmicas de natureza religiosa podem ter determinado a queda de Dilma entre as mulheres.
Serra , com suas propostas de aumento do Salário-mínimo para R$ 600,00 e valorização das aposentadorias em 10% tende a cativar o voto do eleitorado mais velho. Marina tende a cristalizar sua presença no eleitorado jovem, de nível médio e superior, formando a base para configuração de segundo turno.
Plínio tende a chegar no seu segundo ponto percentual, ao encantar parte dos indecisos jovens. Nesta altura deste Brasileirão eleitoral, um ponto a mais dos concorrentes de Dilma vai ser saudado com foguetório. Serra é homogeneo nas demais faixas etárias, o que significa que 28% é seu piso. Parece que não perde mais votos.
A onda verde que chegou primeiro ao DF , onde Marina, em recente pesquisa- 29/09 – realizado por um instituto local, lidera com 34% contra 29% de Dilma e 24% de Serra, banha também capitais e cidades de regiões metropolitanas. Não é difícil que Marina chegue ao 20 pontos percentuais.
O debate da Globo, que mostrou uma Dilma cansada, um Plínio irônico e sem nada a perder, uma Marina mais agressiva e ambiciosa e um Serra fazendo gol nos minutos finais, pareceu a princípio ter ficado no zero a zero entre Serra e Dilma.
Na minha modesta opinião, Serra foi o grande benficiário do debate, pois Marina foi bem e deve ter amealhado votos decisivos para realização de um Segundo Turno , porém não suficientes para uma batalha final entre duas mulheres.
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>Debate na Rede Globo: Presidenciáveis se enfrentam hoje

Posted on setembro 30, 2010. Filed under: âncora, comitê, Debate na Rede Globo, Dilma, eleições 2010, Jornal Nacional, Marina, Plínio, presidenciáveis, Serra, William Bonner |

>Eleições 2010 – A três dias da eleição e com 2 turno indefinido, TV exibe hoje encontro entre Dilma, Serra, Marina e Plínio

A três dias das eleições e com a indefinição sobre a possibilidade de um segundo turno — diante dos números conflitantes dos institutos de pesquisa —, a TV Globo realiza hoje no Rio o último debate entre os principais candidatos à Presidência, a partir das 22h30. Participarão Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB), Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL).

Participam do debate, José Serra, Dilma Rousseff, Marina Silva e Plínio Arruda

A dinâmica do programa será semelhante à dos debates entre candidatos a governador realizados terça-feira pela emissora.

Mediado pelo âncora e editor-chefe do “Jornal Nacional”, William Bonner, o programa terá cinco blocos. No primeiro e no terceiro, os candidatos deverão fazer perguntas entre si, mas com temas determinados e sorteados na hora.

No segundo e quarto blocos, os concorrentes poderão escolher o tema da pergunta livremente. O quinto será dedicado às considerações finais.

Na abertura de cada bloco, Bonner vai sortear quem fará a primeira pergunta. Haverá um rodízio entre os candidatos para que o primeiro a perguntar seja o último do bloco a responder.

Cada candidato poderá convidar 25 pessoas para a plateia. Os quatro presidenciáveis também poderão credenciar dez assessores, mas só dois poderão passar orientações durante os intervalos.

Ao término do programa, os candidatos darão uma entrevista coletiva de cinco minutos. A ordem das entrevistas foi determinada por sorteio. Dilma será a primeira a falar com a imprensa, seguida de Plínio de Arruda Sampaio, José Serra e Marina Silva.

O comando da campanha de Dilma avalia que o debate será um grande trunfo para evitar o segundo turno. Nos últimos dois dias, Dilma foi treinada para evitar provocações e rebater de forma mais serena os ataques. A expectativa é que ela seja atacada por Marina Silva e por Plínio. Ontem, a grande dúvida era em relação ao comportamento de Serra.

Hoje, Dilma passa o dia no Rio, se preparando para o debate. Fará simulações de perguntas e respostas com o marqueteiro João Santana e a jornalista Olga Curado.

Entre os novos ajustes para o debate, foi proposto que ela passe a acentuar uma linha de ação social com o claro compromisso de acabar com a miséria.

Outra preocupação da campanha é com a exploração do escândalo de tráfico de influência envolvendo ex-chefe da Casa Civil Erenice Guerra. O temor é com a associação direta com Dilma. Como uma espécie de escudo, Dilma foi aconselhada a explorar o fato de ter uma ficha limpa, em seus 25 anos de vida pública.

A coordenação de campanha também solicitou à TV Globo mudança no formato do programa por causa de dificuldade de locomoção de Dilma, que tem usado uma bota ortopédica para imobilizar o pé, depois de uma lesão. O formato original do debate prevê que eles possam andar pelo estúdio.

Serra deverá destacar propostas, avaliadas internamente pelo seu comando de campanha como trunfo para ganhar popularidade: salário mínimo de R$ 600 e aumento da aposentadoria.

E pretende lembrar a ligação de Dilma com escândalos de quebra de sigilos fiscais de tucanos e as denúncias de tráfico de influência envolvendo Erenice.

No comitê tucano, a avaliação é que Serra não pode endossar o discurso bélico dos adversários. Uma das estratégias é jogar o assunto na roda sem que a pergunta seja feita diretamente por ele a Dilma, mas por Marina ou Plínio.

Marina manterá o discurso mais ofensivo na tentativa de surpreender um pouco mais e tentar alavancar a campanha na reta final.

O coordenador da candidatura verde, João Paulo Capobianco, negou que Marina tenha assumido uma posição mais combativa no último debate. E disse que ela apenas fez o que os outros não fizeram: abordar um tema que interessa ao país.

— No caso da Erenice, ela fez uma cobrança diante da instituição do problema. Ela não fez críticas para desclassificar ninguém, mas para chamar a atenção sobre a enorme gravidade da questão, o que faria se não fosse eleição. No debate, os dois líderes (das pesquisas) se evitaram. Alguém no debate tinha que colocar na mesa os problemas que estão acontecendo, já que os envolvidos se esquivaram. Eu não sei se rendeu mais apoio popular, porque ela já vinha conquistando apoio recentemente — disse Capobianco.

— Ela não fará nada diferente do que já fez. Se a Dilma sentir a necessidade de mudar sua postura, a Marina continuará com sua postura muito firme, mas sem ataques pessoais — afirmou o assessor Basileu Alves.

Hoje Marina não terá nenhum evento público, pois pretende ficar o dia todo concentrada na preparação para o debate.

Fonte: Blog do Noblat

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>Droga de campanha

Posted on setembro 27, 2010. Filed under: campanha, debate, democracia, Dilma, droga, eleições 2010, Futuro, Lula, Marina, Meio Ambiente, Ricardo Noblat, Serra |

>Por Ricardo Noblat

“A democracia é exatamente isto: cada um fala o que quer, escreve o que quer, e o povo faz o grande julgamento”. (Lula)

Eleições 2010 – Droga de campanha, esta. Fora do controle do seu marqueteiro, Dilma revelou-se incapaz de dissertar sobre qualquer coisa com começo, meio e fim. A racionalidade excessiva de Serra embotou todo tipo de emoção que ele pudesse transmitir. Marina arrancou lágrimas de empresários em pequenas auditórios, mas saiu-se mal nos debates de televisão.

Alguém sabe citar de cor as principais promessas feitas pelos candidatos? Lembro das seis mil creches e das não sei quantas Unidades de Pronto Atendimento de Dilma; do salário mínimo de R$ 600,00 e do reajuste dos aposentados de Serra; e do “governar com os melhores” de Marina. Em suma: promessas pontuais ou genéricas.

Um projeto para o país? Algo ambicioso, mas necessário para quem se preocupa com o futuro? Os candidatos ficaram devendo. Ou porque não têm projeto. Ou porque acham que projeto não atrai votos. Dilma fala em dar continuidade ao governo Lula. Serra diz que o Brasil pode mais. Marina atesta: é possível crescer respeitando o meio ambiente.

Dilma mimetizou Lula de tal maneira que usou em várias ocasiões expressões que são dele. Deu com o rosto na porta quem imaginou que o governo de Lula foi de Lula. Não foi. Foi de Lula e de Dilma, a se acreditar na propaganda bem cuidada da candidata. Os dois governaram juntos o país nos últimos sete anos e poucos meses.
Serra mimetizou Serra de tal forma que deu a impressão de estar de volta a 2002 quando era ministro da Saúde. Ou quando era candidato a presidente da República recém-saído do Ministério da Saúde. Marina não mimetizou ninguém. Apenas pareceu esquecida de que trocou o PT por outro partido. Perderá feio no Acre porque lá ela ainda é PT.
E o confronto de idéias entre os candidatos? Não houve. Dilma fugiu da maioria dos debates. E as regras dos debates impediram o confronto tão desejável. Votará em Dilma quem gostaria de votar em Lula e não se incomoda em lhe passar um cheque em branco. Em Serra, quem não vota em Lula e no PT de jeito nenhum. E em Marina, os sonhadores.
Na ausência de idéias e de debates, as pesquisas de intenção de voto pautaram o comportamento dos candidatos, ocuparam generoso espaço na mídia e serviram para animar discussões exacerbadas na internet. Os responsáveis pelos institutos de pesquisas ganharam uma importância que não tiveram em eleições anteriores.
Montenegro, do Ibope, previu a eleição de Serra com mais de um ano de antecedência. Foi obrigado mais recentemente a pedir desculpas pelo seu erro. O sempre discreto Marcos Coimbra, do Vox Populi, escreveu artigos semanais para jornais, revistas e blogs explicando por que Dilma deverá se eleger no primeiro turno.
É, de fato, o que por ora está escrito nas estrelas – a eleição de Dilma no próximo domingo. José Roberto Toledo, analista de pesquisas do jornal O Estado de S. Paulo, observa que o contingente de eleitores indecisos está perto de se esgotar como fator de crescimento dos candidatos Serra e Marina.
Para que haja segundo turno, a estarem certas as pesquisas, é preciso que Serra e Marina tomem eleitores de Dilma. Não será uma tarefa fácil, adverte Toledo. Dilma tem algo como 10 milhões de votos a mais do que Serra e Marina somados. Do último sábado até o dia da eleição, Serra e Marina teriam de subtrair de Dilma 625 mil votos por dia.
Só um fato devastador para a reputação de Lula poderia provocar uma migração de votos tão grande e tão rápida. Mesmo assim, o PT receia a convergência de causas mais prosaicas – entre elas, uma abstenção elevada no Norte e Nordeste e a regra que só permite o voto dos que exibam o título de eleitor e outro documento de identificação.
É razoável a aflição do PT. Faltam apenas seis dias para que Lula consiga por meio de Dilma o que não foi possível em 2002 e 2006 – a eleição no primeiro turno. Em seis dias tudo pode acontecer – inclusive nada. O mais provável é que nada aconteça.

E-mail para esta coluna: noblat@oglobo.com.br BLOG DO NOBLAT: http://www.oglobo.com.br/noblat
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