Serys Marly

>Conversas sobre o PT e o PSDB

Posted on março 17, 2009. Filed under: Carlos Abicalil, Dilma Rousseff, diretório regional, governo Lula, prefeito Wilson Santos, PSDB, PT, Serys Marly, Zé Dirceu |

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Há uma dura disputa no PT de Mato Grosso entre Serys Marly e Carlos Abicalil para ver quem será o candidato do partido ao Senado no ano que vem. Não há naquele partido a candidatura nata. Se houvesse, a vaga seria da Serys.

Hoje o Abicalil é o presidente do diretório regional, deve ser reconduzido à presidência na próxima eleição. Sinal de que tem força na sigla. Não se sabe se essa força é suficiente para ser escolhido como candidato ao Senado.

O Ságuas Moraes quer ser o candidato do PT a deputado federal. Não é fácil o partido eleger dois nomes para a Câmara Federal. Daí que querem que a fila ande e o Abicalil saia candidato ao Senado. E ali está a Serys.

Tem gente no PT que acha que há condições do partido eleger dois deputado federais. No geral quem defende esse ponto de vista é do lado da Serys. Quer, claro, a vaga de Senado para ela e que os dois “adversários” (Ságuas e Abicalil) morram abraçados.

Tem um fato em andamento que enfraquece a pretensão do Ságuas. É que ele quer sua esposa como candidata a deputada estadual. Os outros candidatos não estão gostando da ideia.

É interessante a disputa entre alas no PT daqui e no nacional, não querem saber de aproximação. Poucos dias atrás, como exemplo, houve um encontro do partido em Cuiabá, aquele que o Zé Dirceu esteve presente. A Serys e o seu grupo não foram. E teve até ataques ao encontro feito pelo Jairo Rocha, ex-presidente do diretório da capital e pertencente ao grupo da Serys.

Na disputa pela vaga ao Senado alguns acham que a direção nacional ou mesmo a futura candidata à presidência, Dilma Rousseff, podem ser chamados a resolver o imbróglio. Os do lado do Abicalil entendem que por aí a Serys teria problema. Alegam que na época do mensalão ela não botou a cara e o Abicalil se colocou na linha de frente em defesa do partido e do governo Lula. E essa fatura seria cobrada agora se a decisão sair daqui e for para Brasília.

Existem comentários de que o Wilson Santos terá dificuldades para buscar uma candidatura ao governo em 2010. O que se ouve é que a situação da prefeitura e os diferentes casos que estão surgindo acabaria amarrando o prefeito. Fala-se que a oposição à sua candidatura vai usar todas as armas e estratagemas para perturbar sua vida política de agora para frente.

Uma delas é impedi-lo de viajar pelo estado, ação fundamental para consolidar seu nome para a disputa do ano que vem. As críticas vão aumentar ainda mais daqui para frente. Juntando tudo isso se tem a base para as especulações sobre o futuro político do prefeito.

Tem até gente que acha que se Cuiabá for confirmada como sede da copa, e se a candidatura do Wilson não se estadualizar, ele ficaria na prefeitura num momento de fortes investimentos na capital. Terminaria o mandato com realizações viárias e também na área de saneamento.

Outros acham que não é nada disso. Que chova ou faça sol a candidatura dele no ano que vem são favas contadas. Que é o único nome que o atual grupo no poder teme. Esse temor é que fez crescer o bombardeio sobre ele. Que o que vem acontecendo com o prefeito seria sinal de força política e não o contrário.

Autor:Alfredo da Mota Menezes

E-mail: pox@terra.com.br; site: http://www.alfredomenezes.com

Fonte: A Gazeta

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