soja

>Grupo chinês investe R$ 350 milhões em Rondonópolis

Posted on outubro 26, 2010. Filed under: Açúcar, algodão, café, carvão, chinês, instalação, investimento, logística, minério de ferro, Noble, Rondonópolis, Sindibio, soja |

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O município de Rondonópolis (localizado a 212 Km de Cuiabá) foi escolhido como alvo de um investimento de R$ 350 milhões pelo grupo chinês Noble, para a instalação de uma unidade mista de processamento de soja e produção de biodiesel. O anúncio da instalação foi oficializado nesta segunda-feira (25) por representantes da empresa e pelo prefeito municipal José Carlos do Pátio (PMDB) após um ano de negociação.

O início da construção da indústria está previsto para 2012 em uma área do Distrito Industrial de aproximadamente 40 hectares. Durante coletiva de imprensa os empresários não se pronunciaram por determinação do grupo, mas a secretária de Desenvolvimento da cidade, Elizabeth Amorim, afirmou que a escolha de Rondonópolis foi principalmente pela localização. “Fomos escolhidos devido ao bom momento econômico e político. Além disso, a logística foi fundamental”, disse ao comentar o fato de estarem no cruzamento das BRs-136 e 364 além da ferrovia que está em construção.
O Noble vai gerar cerca 600 empregos na região, visto que a previsão é de uso de mão-de-obra local, na produção de 200 mil toneladas de biodiesel por ano e de 1,3 milhão de toneladas de soja processada.
O prefeito José Carlos do Pátio disse que está muito satisfeito pela conquista de mais uma empresa na cidade, o que significa desenvolvimento não só para Rondonópolis, município líder em exportação em Mato Grosso há alguns anos, mas para todo o Estado.
O secretário do Sindicato da Indústria de Biodiesel de Mato Grosso (Sindibio), Rodrigo Prosdóximo Guerra, ressalta que a instalação da usina pode significar mais uma concorrente ou mais uma parceira para as indústrias locais. “É mais um player que se instala e isso pode ser bom ou ruim, vai depender de como será o relacionamento com as empresas da região”.
Está será a primeira indústria esmagadora e produtora de combustível do Noble Group no país. O grupo chinês está presente em 38 países e atua em diferentes segmentos, como algodão, minério de ferro, soja, carvão, café, açúcar.
Em 2009, o faturamento global da empresa foi de US$ 31,2 bilhões. No porto de Santos, maior complexo portuário do Brasil, sua movimentação foi de aproximadamente US$ 95 milhões em 2009. No segmento energético, o grupo trabalha com petróleo bruto, querosene, bioetanol, carvão térmico e carvão de coque (usado para facilitar a produção de ferro e aço) e outros.
Fonte: A Gazeta
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>Entre 20 cidades, 10 de Mato Grosso se destacam no país

Posted on outubro 21, 2010. Filed under: algodão, arroz, campeã nacional, Campo Novo do Parecis, cana-de-açúcar, cidades, industrialização, Mato Grosso, Produção Agrícola, soja |

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Entre as 20 cidades com maior valor de produção agrícola, metade está localizada em Mato Grosso, sendo Sorriso (a 420 quilômetros da Capital), a campeã nacional. A vantagem garantiu ao Estado o segundo lugar entre as unidades da federação, perdendo apenas para São Paulo. A participação mato-grossense no valor de produção em 2009 foi de 12,8%, 2 pontos percentuais a mais do que no ano anterior. Entre os produtos cultivados, a soja, o milho e o algodão continuam como destaques.

Colheita em Mato Grosso
Os números fazem referência ao levantamento da Produção Agrícola Municipal e do Valor Agrícola das produções em todo país, divulgado nesta quarta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o estudo, Sorriso possui uma participação de 8,3% no valor da produção do Brasil, seguido de São Desidério, no interior da Bahia. A partir da 3ª colocação, as demais 4 cidades são mato-grossenses, com participações que variam entre 6,5% e 4,8%.
O incremento na produção de milho em grão de 4,9% e um rendimento 15% superior ao de 2008 foram os fatores que influenciaram a ascendência da 5ª para a 2ª colocação nacional. Aliado a isso, o IBGE aponta as perdas de produção em virtude do clima no Paraná como uma das causas desta mudança de cenário.
Cidade de Sorriso em Mato Grosso
O economista Amado de Oliveira Filho diz que a liderança estadual é fruto da especialização dos produtores. Segundo o técnico, o mercado exige 3 pressupostos, que seriam qualidade, quantidade e preço, todos conquistados com o investimento do produtor. “Quando ele se especializa, a produção é garantida, assim como a comercialização”. O presidente do Sindicato Rural de Sorriso, Elso Pozzobon, afirma que a liderança do município é histórica e que as cerca de 800 propriedades da cidade são voltadas principalmente para a produção de soja e milho.
Em Campo Novo do Parecis, a 4ª posição no ranking é fruto dos 350 mil hectares (ha) plantados de soja, 110 mil (ha) de milho segunda safra, 26 mil (ha) de cana-de-açúcar, além de arroz, algodão e outras culturas. Amado de Oliveira Filho afirma que o ideal é verticalizar esta produção para que sejamos líderes também em agregação de valor com a industrialização.
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>Chineses vão liderar investimentos no Brasil

Posted on agosto 30, 2010. Filed under: China, Deloitte, economia, Investimentos, investimentos no Brasil, liderar, minério de ferro, soja |

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Com US$ 20 bi aplicados no País este ano, China anima a economia, mas coloca medo nos empresários

As autoridades chinesas passaram anos acenando com investimentos bilionários, que nunca se realizavam, provocando frustração e queixas no Brasil.
Nos últimos meses, porém, a China resolveu partir da retórica para a prática e rapidamente virou o jogo no País.
Nos últimos três meses, as empresas chinesas fecharam negócios em valores dez vezes maiores que os investimentos realizados no País nos últimos três anos.
Este ano, os chineses já anunciaram US$ 20 bilhões entre investimentos e empréstimos para a Petrobrás. A previsão é que o valor chegue a US$ 25 bilhões até o fim do ano.
Com esses números, a China deixa de ser uma promessa para virar o maior investidor estrangeiro no País em 2010. E, segundo um estudo da consultoria Deloitte, os investimentos no Brasil podem ultrapassar US$ 40 bilhões por ano até 2014.
Esse movimento provoca uma reação ambígua no Brasil, como quase tudo que diz respeito à relação com a China. Com seu apetite insaciável pelas matérias-primas produzidas pelo Brasil, do minério de ferro à soja, a China foi um dos principais motores do crescimento econômico brasileiro na última década.
Mas o cliente e rival asiático assustou os industriais brasileiros com sua capacidade de produzir e exportar produtos a preços baixíssimos, tomando lugar das mercadorias nacionais aqui e em mercados no exterior.
Com o novo ciclo de investimentos, não é diferente. Os recentes anúncios de compras ou negociações de minas, áreas de exploração de petróleo e terras para agropecuária, acenderam o sinal de alerta nas organizações que representam os empresários brasileiros.
Fonte: Estadão.com
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>Em leilão da Conab Mato Grosso comercializa 94% do milho com fortes deságios

Posted on agosto 20, 2010. Filed under: agricultura, Aprosoja, Conab, leilão de milho, Mato Grosso, milho, prêmios, pregão, Produtores, soja |

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O 11º leilão de milho realizado nesta quinta-feira (19.08) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) via Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) para Mato Grosso registrou mais uma vez fortes deságios. O Estado comercializou 94% das 250 mil toneladas ofertadas.

A companhia estatal do governo sinaliza que este será o último leilão. Mas para o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja/MT) Glauber Silveira ainda existe necessidade de que o governo continue a realização desta modalidade de oferta pública. “Prova disso, é que a demanda vem sendo maior que os volumes leiloados. Em reunião hoje com o ministro da Agricultura Wagner Rossi, defendi a realização de pelo menos mais um leilão de milho via Pepro”.

Ao final do pregão os prêmios variaram entre R$ 1,22 na região Sul até R$ 5,04 na região Nordeste. O deságio variou entre 32% na região Norte até 72% na região Oeste. Mais uma vez, a única região que não registrou deságio no prêmio foi a região Nordeste. Clique Aqui e veja a tabela.

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>Produção de soja sustentável em MT

Posted on abril 28, 2010. Filed under: agricultura, agropecuária sustentável, Aprosoja, Lucas do Rio Verde, Produção, soja |

> por Amado de Oliveira Filho

Um assunto que não deve exaurir-se é a produção sustentável da agricultura no Estado de Mato Grosso. Vejamos o caso da soja. Nas décadas de 70 e 80, milhares de produtores rurais aqui chegaram e trouxeram pouca coisa nas carrocerias dos pequenos e velhos caminhões. No entanto, o conhecimento disponível à época era, sem dúvidas, extraordinário.
 http://jornaloexpresso.files.wordpress.com/2009/12/lavoura-de-soja.jpg
Passados aproximadamente quarenta anos desde o início deste processo migratório vemos as belíssimas cidades que surgiram e uma fortíssima sacudida na economia estadual. Assim, são inquestionáveis os benefícios da expansão da agricultura em Mato Grosso. Negar esta realidade é desconhecer uma das mais belas histórias de sucesso de uma saga de grandes brasileiros que para cá vieram.
A agricultura praticada em Mato Grosso gera uma produção invejável. Ultrapassamos o Estado do Paraná e hoje, somos o maior produtor agrícola do Brasil. Em relação ao meio ambiente caminhamos celeremente para uma produção sustentável. Várias iniciativas de parcerias, esforços das entidades de classe e dos produtores rurais apontam o caminho da sustentabilidade ambiental como meta a ser superada.
O extraordinário volume de produção agrícola e resultado de investimentos em tecnologia onde se inclui a prática do plantio direto, excelente manejo de embalagens de agrotóxicos e uma frenética busca das boas práticas agrícolas. Assim, o extraordinário volume de produção agrícola do Estado de Mato Grosso só preocupa aqueles integrantes do ambientalismo de gabinetes.
Mas, como a sustentabilidade não pode e não deve ser apenas ambiental é necessário refletirmos sobre a sustentabilidade econômica desta produção. Neste mês estão em curso seminários técnicos nas regiões produtoras através da Aprosoja, com eventos denominados de “Circuito Aprosoja”. Já em sua 5ª edição, o Circuito Aprosoja, traz o tema “Agronegócio no Novo Contexto Político e Econômico”. Trata-se de uma discussão de cenário futuro que se desenha para a atividade agrícola, com as perspectivas de mercado e de políticas governamentais para o setor.
Defende a Aprosoja e seus palestrantes que todos devemos pensar e discutir logística, se possível, 24 horas por dia. Claro que tudo isto tem sentido. Quando avaliam a área da safra colhida em 2010, verificam uma área plantada de 6,2 milhões de hectares, exatamente a mesma área plantada em 2005, a diferença é que lá em 2005 se colheu pouco mais de 16 milhões de toneladas de soja e nesta safra colheu-se uma produção de 19 milhões de toneladas.
E como fica a sustentabilidade econômica? As estradas são as mesmas, a ferrovia está parada no mesmo lugar, não utilizamos hidrovias, a rede de armazenamento é praticamente a mesma, portanto, tudo está como estava, ou seja, a nossa intermodalidade liga nada a coisa nenhuma. Continuamos exportando a metade da nossa produção de soja via porto de Santos. A grande novidade é o PAC 2, ao apagar das luzes de dois mandatos consecutivos o governo do PT, no papel, faz chegar a Lucas do Rio Verde os trilhos de uma nova ferrovia.
Em 2007 escrevi, aqui neste mesmo espaço, um artigo com o título – Pelo amor de Deus não plantem! Se republicarmos aquele artigo veremos que ele está extremamente atual. Falta-nos renda! Mas, veremos também os “ambientalistas” se juntando a governos num processo frenético de produção de leis, decretos, portarias e outros arranjos, normalmente financiados com dinheiro público ou de organismos internacionais. De outro lado, os governos com suas mirabolantes promessas de obras que não sabem se farão, e ainda, os produtores descapitalizados, as dívidas aumentando, etc.
Sinceramente! Plantar para quê? Antes que a última alternativa seja a de mudar de ramo ou de rumo, vamos encarar a realidade, ou será que nós desconhecemos que os governos governam ouvindo o barulho das ruas?
Amado de Oliveira Filho é produtor rural, economista, pós-graduado em mercados de commodities agrícolas e direito ambiental. Fonte: A Gazeta. E-mail: amadoofilho@ig.com.br
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>Crescimento do PIB de Mato Grosso é o maior do Brasil e iguala ao da China

Posted on novembro 19, 2009. Filed under: carnes, economia mato-grossense, economista, IBGE, Mato Grosso, milho, PIB, setor primário, soja |

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Mato Grosso teve o maior crescimento real do Produto Interno Bruto, PIB, do país referente ao ano de 2007. O variação estadual foi de 11,3%, em relação ao ano anterior, deixando em segundo lugar em crescimento percentual o estado do Maranhão, com 9,1%, seguido pelo Espírito Santo e São Paulo, que registraram taxas de incremento de 7,8% e 7,4%, respectivamente. A soma das riquezas produzidas em Mato Grosso foi de R$ 42,687 bilhões naquele ano, enquanto que no país, cujo crescimento foi de 6,1% em relação ao PIB de 2006, as riquezas totalizaram R$ 2,661 trilhões.

Os números do PIB nacional e estadual foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, nesta quarta-feira (18). Os dados foram elaboradas pelo instituto em parceria com os órgãos estaduais de estatística e a Suframa. Apesar de o Estado ter obtido a maior variação entre as unidades da federação, a participação no bolo total do PIB brasileiro evoluiu timidamente, passando de 1,5% no ano de 2006 para 1,6% no ano passado. A maior riqueza continua concentrada em São Paulo, cujo PIB foi de R$ 902,784 bilhões (33,9% de participação), seguido pelo Rio de Janeiro com R$ 296,768 bilhões (11,2%) e R$ 241,293 bilhões (9,1%).

O economista Vitor Galesso avalia que o ano de 2007 foi um período em que a economia mato-grossense cresceu, depois da crise vivenciada pelo setor agropecuário nos anos de 2005 e 2006. Mesmo que esse setor tenha sido prejudicado nos dois anos anteriores ao do que o PIB se refere, o economista diz que foi a agropecuária que puxou o crescimento divulgado pelo IBGE. “A agricultura e a pecuária estadual são bastante fortes e puxam outros setores econômicos, como a indústria de transformação, por exemplo”, diz ao acrescentar que muitas unidades industriais existentes no Estado são para o processamento de produtos produzidos no campo, com destaque para soja, milho e carnes.

Ainda de acordo com o economista, o setor primário é o que tem maior fatia no PIB estadual, e é justamente esse segmento que movimenta os setores industrial, comercial e de prestação de serviços. “A economia mato-grossense está atrelada ao setor primário, especialmente à soja, milho e das carnes”.

Com relação ao PIB per capita, Mato Grosso registrou o valor de R$ 14,953 mil. O maior montante está concentrado no Distrito Federal, com R$ 40,696 mil. Em segundo lugar está São Paulo com R$ 22,667 mil e Rio de Janeiro com R$ 19,245 mil. Fonte: A Gazeta

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>Prefeito de Paranatinga demite 50 servidores para superar queda de receita

Posted on novembro 9, 2009. Filed under: carne, ICMS, Lei de Responsabilidade Fiscal, Paranatinga, prefeito, soja |

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Prefeito Vilson Pires (PRP)
Apesar da arrecadação acumulada em R$ 10,7 milhões nos nove primeiros meses do ano, o prefeito de Paranatinga (a 375 km de Cuiabá), Vilson Pires (PRP), demitiu mais de 50 servidores de secretarias consideradas “secundárias” devido à queda na receita do município. “A receita mensal, que gira em torno de R$ 2,1 milhões, caiu pelo menos R$ 500 mil”, avalia.

Segundo ele, a folha de pagamento já beira os 52%, percentual considerado preocupante. Pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), as despesas com pessoal e encargos sociais não podem ultrapassar 54%. “Só de concursados, temos 500 servidores. Não podemos demitir aqueles lotados nas secretarias consideradas essenciais, como as de Saúde, Educação e Transporte. Então tivemos que tirar 50 pais de família de outros setores, com muita dor no coração”, alega.

Assim como o presidente da AMM e Prefeito de Jauru, Pedro Ferreira de Souza, Vilson defende a antecipação parcelada do repasse de R$ 100 milhões do ICMS pelo Estado aos municípios. “É o produtor que faz as maiores exportações, tanto de carne como de soja. Os municípios precisam de parcerias tanto dos governos do Estado e Federal. Não estamos aqui fazendo política, mas pedindo socorro”.

A economia de Paranatinga gira em torno da pecuária, soja, arroz e milho. O município conta com um dos frigoríficos mais modernos da América do Sul, que exporta 95% da produção para a União Européia. “É a nossa galinha dos ovos de ouro, tem segurado a nossa economia”, explica Vilson, ao detalhar que a unidade emprega duas mil pessoas diretamente e gera outros 500 empregos indiretos. (Andréa Haddad)

Fonte: RDNews

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>Mato Grosso assume posição de 1º lugar na produção de grãos no Brasil

Posted on setembro 9, 2009. Filed under: algodão, arroz, Conab, IBGE, LSPA, Mato Grosso, milho, Produção Agrícola, produção de grãos, soja |

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Mato Grosso alcançou a posição de maior produtor de grãos do país ultrapassando em 1,7% o Paraná que ocupa o segundo lugar. A informação é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que divulgou nesta terça-feira (08) a oitava estimativa do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de agosto. Segundo o instituto, a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas deve somar 133,5 milhões de toneladas em 2009, 8,6% menor que a obtida em 2008 (146 mi/t) e 0,7% abaixo da estimada em julho (134,4 mi/t). A redução frente ao mês passado deve-se, especialmente, às reavaliações negativas ocorridas na segunda safra do milho no Mato Grosso do Sul e Goiás e às estimativas das culturas de inverno como o trigo no Paraná.

As três principais culturas -soja, milho e arroz – que respondem por 81,4 % da área plantada apresentam variações de +2,0%, – 4,8% e +0,7%, respectivamente, em relação a 2008. Quanto à produção destes três produtos, apenas o arroz registra variação positiva (+4,0%). Já para a soja e o milho a previsão é de retração da produção em -5,2% e -15,1%, respectivamente. A área a ser colhida de 47,1 milhões de hectares apresenta decréscimos tanto em relação a 2008 quanto ao mês anterior (julho), respectivamente de -0,4% e -0,2%.


Para Luciano Gonçalves, consultor técnico da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), a redução no volume de produção de soja, milho e algodão, que são os mais representativos para Mato Grosso, se deve a problemas de conjuntura que envolvem, além de questões climáticas, a restrição de crédito. “Acredito que o estado ainda terá problemas que perdurarão até o próximo ciclo, como o endividamento dos produtores, o que pode fazer com que exista uma nova redução para o próximo ano. Já no aspecto nacional é provável que haja manutenção dos volumes produzidos em safras anteriores”.


De acordo com o IBGE, a safra esperada para 2009 tem a seguinte distribuição regional: Região Sul, 53,4 milhões de toneladas (-13,0%); Centro-Oeste, 47,7 milhões de toneladas (-6,1%); Sudeste, 17,0 milhões de toneladas (-3,6%); Nordeste, 11,7 milhões de toneladas (-6,3%) e Norte, 3,7 milhões de toneladas (-1,9%).


Retração – De acordo com o levantamento do IBGE, o milho, para ambas as safras, e a soja foram as culturas que apresentaram maior retração da produção, em termos absolutos, quando comparadas às respectivas produções alcançadas em 2008. No caso do milho, segundo os técnicos do instituto, ocorreu decréscimo na área plantada em 2009 (-4,8%) que pode ser creditado, em parte, aos grandes estoques nacionais observados em dezembro de 2008, superior em 118,2% ao de dezembro de 2007, como também aos baixos preços praticados na época do plantio e incertezas sobre a demanda futura do produto.


No caso da soja a área plantada foi 2,0% maior que a de 2008, mas os altos preços dos insumos na época do plantio fizeram com que os produtores investissem menos em tecnologia, o que associado à condições climáticas irregulares, determinaram um decréscimo de 7,1% no rendimento médio da cultura, passando de 2.817 kg/ha alcançados na safra de 2008 para 2.618 kg/ha na presente estimativa para 2009.


A crise de crédito afetou os contratos futuros da cultura do algodão, que teve sua área de plantio reduzida em 22,0% quando comparadas a 2008. O elevado custo de produção e a má distribuição das chuvas, também foram comuns para a safra 2009 de milho e algodão, determinando declínio no rendimento médio destas culturas em comparação à safra de 2008 em, respectivamente, -10,8% e 4,7%.


“Falta uma possibilidade de reestruturação das dívidas dos produtores. O governo lançou alguns pacotes que serviram apenas de medida paliativa. Acredito que necessitamos de um programa mais amplo de restruturação das dívidas para que o produtor possa fazer novos investimentos em tecnologia, métodos de plantio e manejo e para que o setor possa gerar renda e emprego nos níveis anteriores”, finalizou Gonçalves.


Produção nacional – A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) que também divulgou o levantamento da safra (o 12º do órgão este ano) concluiu que a produção nacional de grãos na safra 2008/09 é a segunda maior da história do Brasil. A colheita é de 134,3 milhões de toneladas e ficou atrás apenas das 144,14 milhões de toneladas registradas no período anterior (queda de 6,8% na comparação).


Os técnicos da Conab também enfatizaram a estiagem com causa da redução da produtividade em alguns estados do Centro-Sul. A produção de soja alcançou 57,1 milhões de toneladas, sendo cerca de 90% nos Estados do Centro-Sul e o restante nas regiões Norte e Nordeste. Já o milho total (1ª e 2ª safras) teve produção de 50,1 milhões de toneladas, com destaque para os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Goiás, Bahia e Tocantins.


Também segundo os dados da Conab a área plantada totalizou 47,7 milhões de hectares, representando aumento de 0,6% sobre o registrado na safra 2007/08 (47,4 milhões de hectares. A expansão ocorreu, principalmente, nas lavouras de soja (21,7 milhões de hectares) e milho (14,1 milhões de hectares). Somadas, as lavouras representam mais de 75% da área cultivada no país.


De acordo com o comunicado da Conab, a estiagem que prejudicou as duas maiores culturas em Mato Grosso beneficiou, no entanto, as lavouras de arroz no estado do Rio Grande do Sul, que teve recorde de produtividade: saiu de 6.902 quilos por hectare (kg/ha) para 7.150 kg/ha.


Esta última edição da pesquisa foi realizada no período de 17 a 21 de agosto. Os técnicos da estatal entrevistaram agricultores, agrônomos, técnicos de cooperativas, secretarias de Agricultura, agentes financeiros e órgãos de assistência técnica e extensão rural dos principais pólos produtores do país. (Com Assessoria)

Fonte: A Gazeta

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>Embrapa vai desenvolver variedade de soja tolerante à seca

Posted on setembro 4, 2009. Filed under: CTNBio, Embrapa, Jica, Pesquisa Agropecuária, soja |

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) deve oficializar até o fim do ano uma parceria com a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica, na sigla em inglês) com o objetivo de desenvolver variedades transgênicas de soja tolerantes à seca. As bases do acordo foram acertadas nos últimos dias, durante visita de uma comissão técnica japonesa ao Brasil. A perspectiva é de que o governo japonês invista pelo menos US$ 3 milhões na compra de equipamentos e reagentes, além de treinamento e contratação de pesquisadores brasileiros.

O projeto deve durar cinco anos e será executado nos dois países, em parceria com o Centro Internacional de Pesquisa em Ciências Agrícolas do Japão (Jircas) e a Corporação Japonesa de Ciência e Tecnologia (JST). Embrapa e Jircas possuem um acordo de cooperação técnica desde 1995 e, há seis anos, trabalham em um projeto para desenvolver linhagens de soja resistentes à estiagem. O Jircas detém a patente do gene Dreb (sigla em inglês para Proteína de Resposta à Desidratação Celular), que confere às plantas maior tolerância a situações de estresse climático. Um acordo assinado em 2003 liberou o gene para a Embrapa, que começou a pesquisá-lo em linhagens de soja.

Com a nova parceria, outros genes devem ser disponibilizados para a empresa brasileira. “Já geramos várias plantas que, aparentemente, têm tolerância à seca. Obtivemos liberação da CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança), e as primeiras variedades serão testadas em campo a partir de novembro”, disse Alexandre Nepomuceno, pesquisador da Embrapa Soja que coordena a equipe brasileira no projeto. A assinatura do convênio vai ampliar o leque de instituições envolvidas no projeto e abrir novas linhas de pesquisa para tolerância de plantas à seca, avalia.

Gerson Freitas Jr.

São Paulo/AE – Fonte: A Gazeta

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>Europeus suspendem compras de soja norte-americana por OGMs

Posted on abril 4, 2008. Filed under: compra de soja, governo dos EUA, soja, tradings européias, União Européia |

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Compradores da União Européia voluntariamente decidiram suspender as compras de soja dos Estados Unidos depois de ter sido identificado em carregamentos do produto traços de milho geneticamente modificado, informou um porta-voz da UE em Washington.

Fontes de tradings européias disseram que carregamentos de farelo de soja dos EUA para a Espanha e a Alemanha continham traços de milho transgênico proibido na Europa.

“O setor industrial de soja decidiu por conta própria paralisar todas as compras de soja dos EUA no momento”, disse Mattias Sundholm à Reuters.

Segundo ele, há uma determinação para localizar todo o montante dos carregamentos e devolvê-los, a não ser que já tenham sido consumidos.

O porta-voz não soube dar mais detalhes, como a quantidade total com problemas, mas informou que os volumes continham traços das variedades de milho transgênico MON-88017 e MIR-604.

Representantes do governo dos EUA e de associações do setor no país não responderam a pedidos de mais informações sobre o problema.

O caso levanta preocupações sobre o fornecimento de produtos como farelo de soja para a UE.

“O principal problema é que o bloco não permite nem mesmo porções marginais, traços de OGMs (Organismos Geneticamente Modificados) que não estão autorizados para uso. Isso nos coloca em uma situação de risco no comércio”, afirmou um representante da Associação Espanhola de Importadores de Cereais.

Fontes disseram que 50 mil toneladas de farelo de soja norte-americano contaminado foi descarregado e isolado em Tarragona, maior porto espanhol.

Outras fontes na área de trading disseram que havia suspeita de mais contaminação e que carregamentos em outros locais seriam testados, mas não houve confirmação dessa informação.

A Europa é um grande comprador de farelo de soja, matéria-prima para a produção de animais. A Espanha compra bastante da América do Sul, além dos EUA, mas Brasil e Argentina estão chegando à entressafra.

“A Argentina não terá mais soja a partir de outubro e o Brasil está em uma situação similar. Com a China comprando 2 milhões de toneladas (por mês), soja vai se tornar um produto de luxo”, afirmou um trader.

Fonte: Reuters Brasil

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