sustentabilidade

>Que lições um concorrente pode ensinar?

Posted on outubro 15, 2010. Filed under: Comunicação, concorrente, consumidor, distribuição, ensinar, lições, logística, otimização, Produção, sustentabilidade, vender mais |

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Por Dalmir Sant”Anna*
Nos mais diversos segmentos, o concorrente é encarado como um verdadeiro monstro, inimigo voraz, ou ainda, afrontado como um adversário imbatível. Na prática, o que leva estas afirmações serem reais? O que faz um profissional de vendas aceitar pacificamente a perda de um negócio para outro fornecedor? Por qual motivo, algumas pessoas desistem de uma negociação, ao saber da presença de outra empresa? Imagine como seria interessante competir, em um mercado, onde todas as empresas praticassem a ética, sustentabilidade, respeito e legalidade fiscal. Na prática não funciona assim, você concorda? Há empresas que prezam somente por desconto, outras por preços e outras por promessas soltas ao vento. Seu adversário pode ser maior, mais forte, mais eficiente e até ser mais rápido. Entretanto, jamais esqueça que o seu concorrente, pode ensinar imprescindíveis lições e não conta com uma pessoa capaz de fazer a diferença: você!
As empresas concorrentes Coca Cola e Pepsi
Descobrir novas técnicas por meio da observação. A participação em uma feira, congresso ou seminário, constituem recursos essenciais, no processo de inovação e revisão sobre as novidades do setor. Pode significar importância estratégica para continuidade ativa no mercado. Possibilita a realização de novos contatos, amplitude de peças fundamentais para o sucesso do empreendimento e da área de atuação em descobrir novas técnicas por meio da observação. Note que há concorrentes que não investe em treinamentos, capacitação, viagens de negócios, reuniões e convenções de vendas. Há também organizações, que se consideram líderes do mercado usando de arrogância e abandono de informações ao próprio cliente. Descobrir novas técnicas de observar como o concorrente trabalha, pode contribuir de maneira significativa para aprimorar, ainda mais, seu plano de negócios. A análise das ameaças e oportunidades do seu negócio pode ser mais valorizada, ao constatar erros de logística, ausência de qualificação e posicionamento de mercado do seu concorrente. Não há como conceber, em um mercado cada vez mais competitivo, um gestor de negócios que desperdice a oportunidade de descobrir novas técnicas de otimização, produção, distribuição, logística e sustentabilidade.
Fraquezas reveladas pelas constantes reclamações Saber ouvir com atenção pode ser um importante ingrediente, para perceber que o concorrente ensina lições preciosas e inúmeras vezes, sem precisar de muito esforço. Outra estratégia para descobrir as fraquezas do seu concorrente, pode ser realizada por meio de um canal de comunicação, com seu próprio cliente. Um consumidor insatisfeito revela, em inúmeras situações, experiências vividas e problemas que sofrerão por ocorrências desastrosas. Observe que um cliente ao realizar reclamações, revela pontos negativos e fraquezas do seu concorrente e podem contribuir para fortalecer sua atuação, novas estratégias de marketing e gerar novos diferenciais competitivos. Você está ouvindo seus clientes? O que mais você consegue com uma reclamação do seu concorrente?
Ao contrário de desistir e demonstrar fraqueza, você possui a capacidade e o poder de reverter uma situação negativa em positiva. Você pode retirar lições preciosas, de erros cometidos por seu concorrente e valorizar ainda mais seu poder de argumentação, sua capacidade de expandir conhecimentos e intensificar ingredientes para superar as objeções. Ao contrário de aceitar ser surpreendido pela concorrência, para inverter a situação é coerente reunir a equipe e mostrar que sua empresa está disposta a remar de braços dados, para a mesma direção. Que tal esse desafio? Que lições seu concorrente pode ensinar para você vender mais?

*Dalmir Sant”Anna é palestrante comportamental, mestrando em administração de empresas, pós-graduado em gestão de pessoas, bacharel em comunicação social e mágico profissional. Visite o site: http://www.dalmir.com.br

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>Entre a miopia política e a sustentabilidade

Posted on julho 19, 2010. Filed under: CUIABÁ, liderança política, miopia, miopia política, sustentabilidade |

> Por Wilson Cabral de Sousa Júnior

As administrações municipais no Brasil vêm sofrendo um processo de amadurecimento gradativo, após a reabertura democrática. Se num primeiro momento, na década de 1980, a liberdade de ação gerou um ambiente de libertinagem fiscal, com vários escândalos e desvios de recursos públicos em diversas municipalidades, a década seguinte foi marcada por uma leva de políticos saneadores, cujo lema se baseava essencialmente na organização fiscal das administrações municipais. Isso não deixava muita margem para o planejamento de longo prazo nem para as iniciativas mais visionárias em termos de avanços na gestão das municipalidades.
Uma vez saneadas as contas, e talvez seja este o momento atualmente vivido em Cuiabá – com certo atraso em relação às demais capitais brasileiras ao sul do paralelo 15 -, as municipalidades de maior projeção foram aquelas em que a visão do mandatário se sobrelevou à conduta eminentemente administrativa e passou a incorporar conceitos que atingem mais diretamente a qualidade de vida da população. Em outras palavras, passam a importar mais os benefícios à população, em termos de qualidade de vida, no presente e futuro, do que as agruras do regime orçamentário e as agendas meramente políticas.
Pois bem, feitas estas considerações, urge compreender os motivos pelos quais Cuiabá, a outrora “cidade verde”, se encontra em tal processo de deterioração de aspectos de caráter ambiental. Num momento em que o mundo discute e reproduz iniciativas em prol da chamada “sustentabilidade”, ainda que tal conceito seja uma utopia dado o nível de consumo da sociedade global, é triste perceber que um município com economia pujante, não tenha movido esforços para um real aumento da qualidade de vida dos seus cidadãos. Por qualidade de vida entenda-se um termo mais abrangente, que envolve: ar mais limpo, menor geração de resíduos, maior qualidade das águas, maior e melhor mobilidade urbana, dentre outros itens. O fato é que os espaços públicos de convivência da cidade, arenas típicas de construção da cidadania, estão completamente deteriorados, o que se soma aos percalços envolvendo a limpeza pública municipal e ao trânsito problemático.
A lista se estende a outros aspectos: apesar de existir legislação anti-ruído, os esforços se reduzem ao atendimento protocolar de reclamações, sem qualquer pró-atividade; a cidade cresce sem uma adequação e controle da poluição visual; a área de meio ambiente sofre de um ostracismo político no seio da administração e possui pouca ou nenhuma ingerência sobre o planejamento municipal. Atualmente já não é preciso um estudo científico metódico e rigoroso para perceber a relação dose-resposta do crescimento desorganizado da cidade e de seu ônus socioambiental. Há que chegar, portanto, o momento – e Cuiabá está carecendo disso – em que uma liderança política, imbuída de uma visão peculiar e visionária, apontará o cenário de uma cidade onde a qualidade de vida se torne, de fato, e em seu caráter mais abrangente, o objeto de trabalho da administração municipal. Nada impede, e, aliás, seria algo muito auspicioso, que a mudança de visão ocorresse já.

Wilson Cabral de Sousa Júnior é doutor em Economia, professor de Desenvolvimento e Meio Ambiente do Instituto Tecnológico de Aeronáutica/ITA. E-mail: wilson@ita.br

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>O que se disputará em 2010

Posted on janeiro 6, 2010. Filed under: ambiental, candidatos, econômica, eleições de 2010, Fiemt, humana, IBGE, Mato Grosso, O que se disputará em 2010, social, sustentabilidade |

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O ano de 2009 terminou com intensas articulações políticas visando a disputa das várias faixas do poder político em Mato Grosso: o governo estadual, a vaga de vice, duas vagas de senador, oito de deputados federais e 24 de deputados estaduais. Somam 36 vagas em disputa. A cada quatro anos se renova o Senado e neste ano serão duas vagas. O conjunto desse quadro de disputas arma, de imediato, um tabuleiro de interesses absolutamente inimaginável.

As arrumações partidárias, os acertos de interesses bons e ruins entre partidos, coligações e candidatos, vão se sucedendo pelo afunilamento de conversas e de arranjos eleitorais e pós-eleitorais. Do conjunto, não se pode dizer que se trata de uma arrumação necessariamente digna e honesta. Num grande número de casos, os “acertos” dispensam a ética e o mínimo de dignidade. Mas é assim que se joga enquanto não houver uma reforma política que mexa na estruturação de partidos, de coligações, de mandatos e de ética. Isso é coisa para os próximos dez anos, no mínimo.

Trouxe este prêambulo para lançar um comparativo entre o que a sociedade mato-grossense pensa e faz, e o senso de política que se pratica. Neste ano que passou, o IBGE divulgou que Mato Grosso cresceu o Produto Interno Bruto de 2007 em 111,2% em relação a 1995. Foi como se nascesse outro Mato Grosso dentro do mesmo Mato Grosso. O poder de consumo da população subiu da 15ª. para a 7ª. posição no Brasil. A renda per capita é de R$ 14.954,00, e R$ 500,00 acima da renda média brasileira. Ou seja, na visão do economista Carlos Vítor Timo, consultor econômico da Federação das Indústrias de Mato Grosso, “se fosse um país, Mato Grosso seria um tigre asiático”. E seria mesmo, porque a China, o maior gigante do mundo em crescimento, cresceu no mesmo período 111,9%, e nós aqui com 111,2%.

O nosso ambiente em Mato Grosso é o de atração de investimentos internacionais para as áreas de biocombustíveis, de alimentos e de agregação de valor nas cadeias de alimentos. A estimativa de crescimento industrial para os próximos anos é de 13,6% (dados da FIEMT). É um salto de momento com enormes desdobramentos sobre toda a economia estadual e nacional. Aliás, Mato Grosso já responde por 36% do superávit da balança comercial brasileira. Não é pouco. É muito, num universo de U$ 150 bilhões das exportações nacionais. O saldo entre exportações e importações foi de U$ 25 bilhões, sendo que as exportações de nosso estado foram de U$ 6,345 milhões.

É nesse ambiente de profundas transformações econômicas, com poderosas transformações sucessivas nas áreas social, ambiental, da sustentabilidade econômica e humana, que as eleições de 2010 se darão.

No ar, fica a pergunta: os pretendentes aos 36 cargos apontados no começo deste artigo estariam sintonizados entre as suas razões, os seus interesses, os dos partidos, da coligações e a realidade que se avizinha para Mato Grosso nesse futuro inevitável? O desafio real de todos os candidatos será o de sair dos palanques dos discursos gritados para o de assegurar aos eleitores que sabem para onde pretendem ir, se eleitos.

Autor: Onofre Ribeiro é jornalista em Cuiabá

onofreribeiro@terra.com.br

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>Agricultura de Mato Grosso cresce em produtividade

Posted on novembro 10, 2009. Filed under: agricultura, Mato Grosso, Oilseed Summit, produtividade, Soya, sustentabilidade |

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Com uma palestra sobre a sustentabilidade da produção agrícola mato-grossense, o governador Blairo Maggi encerrou o Soya & Oilseed Summit (Encontro Mundial da Soja), evento realizado na cidade portuária americana de Nova Orleans. Maggi apresentou os números do agronegócio brasileiro, responsável, segundo ele, por 100% do saldo da balança comercial brasileira, e mostrou a evolução da agricultura mato-grossense nos últimos 15 anos, com a produtividade crescendo bem mais percentualmente em relação à abertura de novas áreas.

Durante o evento, foi mencionado que o mundo necessitará de 100 milhões de toneladas de soja adicionais até 2020, e o governador foi enfático em afirmar de que área para isso só existe no Brasil, especialmente em Mato Grosso. “Mas tudo tem um preço”, afirmou. “Como continuar fornecendo comida com as barreiras ambientais existentes? O mundo terá que pensar sobre isso”.

O governador explicou detalhadamente as questões relativas ao meio ambiente, como a reserva legal, e disse que Mato Grosso tem feito o dever de casa, tanto que conseguiu aumentar significativamente a produção e reduzir concomitantemente o desmatamento em 80%. Uma das alternativas para aumentar a produção agrícola, segundo ele, é ocupar parte da área destinada à pecuária para agricultura, ao se intensificar a produção pecuária para que seja feita apenas em terras que não se prestam à agricultura.

“Com apenas 8 milhões de hectares dos 25 milhões ocupados com a pecuária, podemos dobrar a produção de grãos em Mato Grosso”, afirmou Maggi. Essa conversão, porém, não é tão simples: envolve custos de 3 a 4 mil reais por hectare, o que, segundo Maggi, o produtor não tem condições de bancar. “Aqueles que precisam desse aumento de produção terão que sentar à mesa e negociar”, afirmou.

Maggi listou as medidas governamentais que estão sendo tomadas, como o MT Legal, a compensação no ICMS para os municípios com maior cobertura vegetal, o Zoneamento Sócio- Econômico e Ecológico como fatores importantes para a sustentabilidade. Falou ainda dos procedimentos adotados pelos produtores – plantio direto, integração agricultura-pecuária, recolhimento de 96% de embalagens de agrotóxicos – como práticas agrícolas corretas e modernas.

COPENHAGUE

Por fim, disse que quer levar a Copenhague uma proposta ousada, mais do que a do governo federal. Para isso, terá as últimas reuniões em meados do mês para fechar a posição mato-grossense, que deverá estar alinhada com a dos governadores da Amazônia e do próprio governo federal.

“MT não tem vergonha do que fez e tem muito orgulho de produzir comida para o mundo. Precisamos de investimentos em infraestrutura, e temos incentivos fiscais para quem quer investir no Estado”, finalizou o governador. Participaram do evento com o governador o presidente da Aprosoja, Glauber Silveira, e o diretor-executivo da entidade, Marcelo Monteiro. Fonte: Secom

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>Desmatamento, os verdadeiros responsáveis

Posted on agosto 26, 2009. Filed under: agricultura, Código Ambiental, desmatamento, ecológico, sustentabilidade |

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Por falta de orientação quando da abertura de áreas rurais e, também, em função de uma legislação com forte cunho ideológico, o Estado de Mato Grosso e os demais convivem com passivos ambientais, causados especialmente pelo desmatamento. Esta realidade se converteu num dos mais sérios problemas colocados sobre o meio produtivo rural. Afinal, as mercadorias mais produzidas no Brasil (alimentos) são cobiçadas pelo planeta.


Claro que sob o aspecto de mercado, despertamos outras Nações quanto à nossa capacidade de produção das principais commodities agropecuárias. Assim, sofremos os revezes da concorrência , onde se tornou imperativo para os concorrentes descredenciar nossa sustentabilidade, quer seja ambiental ou social. Tanto isto é verdadeiro que todas as iniciativas para consolidar nossa sustentabilidade ambiental não provocam qualquer eco entre os ambientalistas e alguns segmentos do próprio governo.


Outra constatação de que muitos segmentos não têm interesse na consolidação de nossa sustentabilidade foram as palavras do ministro Reinhold Stephanes, da Agricultura, durante a Bienal da Agricultura em Mato Grosso, quando falava à plateia a respeito da produção de etanol no Brasil: “O etanol polui doze vezes menos do que a gasolina. Mas ninguém discute a extração de petróleo. E o fato é que as maiores ONGs que atuam no território nacional são pagas por empresas petrolíferas.”


De fato têm muita gente que não quer discutir a sustentabilidade da produção brasileira. Reconhecer isto é reduzir a médio e longo prazos as possibilidades de continuarem a ganhar dinheiro em suas atividades. Mas têm outros segmentos que precisam assumir suas responsabilidades quanto ao passivo ambiental em função do desmatamento para produção de alimentos no Brasil. São os governos municipais, estaduais e federal e, ainda, os bancos, multinacionais e tradings que financiaram a produção em determinadas áreas, além da indústria que transformou essa matéria prima.


Aliás, a indústria que financiou as atividades agropecuárias em áreas hoje tidas como ilegais é a mesma que decreta moratória ambiental a agricultura. Um disparate! Por outro lado, os governos que editam medidas de comando e controle punem, processam, multam os proprietários rurais são os mesmos que arrecadaram impostos atinentes à produção nas áreas chamadas ilegais. Não temos dúvidas, moralmente os governos são litisconsortes em todas estas ações. Em Mato Grosso, mais ainda, já que o instrumento para ordenar o uso do solo, denominado Zoneamento Socioeconômico e Ecológico, está prestes a comemorar o 20º aniversário de inicio de sua elaboração.


Autoridades indagadas a respeito desta questão concordam que não é justo cobrar apenas de um agente envolvido, inclusive o próprio governador Blairo Maggi, mas pondera que a legislação remete ao modelo de gestão ambiental que temos. Outros entendem que deve ser distribuída a responsabilidade, mas que não se aumentem impostos para resolver esta questão. De fato, a legislação precisa ser modificada, porém, quanto a aumentarem impostos para responsabilizar os entes públicos pela sua participação do que se convencionou de crime ambiental, não é necessário.


Assim, se o Estado cobra do proprietário rural a diferença de suas reservas legais, por que não calcular o equivalente ao valor recebido em impostos e o Estado e a União, que possuem terras públicas, oferecerem estas áreas para somar a parcela dos bancos, da indústria, do comércio e dos produtores rurais e sanar a falta de reserva legal? Já os municípios devem ficar de fora desta conta, nos últimos anos tem recebido muitas obrigações e não recebem dos Estados e da União recursos financeiros suficientes.


Isto precisa ser feito! Vamos adequar a legislação que pode pegar o bonde da discussão do Código Ambiental pelo Congresso Nacional e outra é uma discussão honesta com todos os responsáveis pelos desmatamentos. Produtores, esta conta não é só nossa!


Autor:Amado de Oliveira Filho é economista, especialista em mercados de commodities agropecuárias e direito ambiental. E-mail: amadoofilho@ig.com.br- Fonte: A Gazeta

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