trair

>As boquinhas fechadas

Posted on setembro 29, 2010. Filed under: agências reguladoras, Arnaldo Jabor, Banco Central, direita, esquerda, FHC, Florestan Fernandes, Gramsci., intelectuais, Lula, Marx, privatização, Sergio Buarque, Tocqueville, trair |

>Por Arnaldo Jabor
Estamos vivendo um momento grave de nossa historia política em que aparecem dois tumores gêmeos de nossa doença: a união da direita do atraso com a esquerda do atraso

O Brasil está entregue à manipulação pelo governo das denuncias, provas cabais, evidencia solares, tudo diante dos olhos impotentes da opinião publica, tapando a verdade de qualquer jeito para uma espécie de “tomada do poder”. Isso; porque não se trata de um nome por outro a idéia é mudar o Estado por dentro.

Tudo bem: muitos intelectuais têm todo o direito de acreditar nisso. Podem votar em quem quiserem. Democracia é assim.

Mas, e os intelectuais que discordam e estão calados? Muitos que sempre idealizaram o PT e se decepcionaram estão quietinhos com vergonha de falar. Há o medo de serem chamados de reacionários ou caretas.

Há também a inércia dos “latifúndios intelectuais”. Muitos acadêmicos se agarram em feudos teóricos e não ousam mudá-los. Uns são benjaminianos, outros hegelianos, mestres que justificam seus salários e status e, por isso, não podem “esquecer um pouco do que escreveram” para agir. Mudar é trair…Tambem não há coragem de admitirem o obvio: o socialismo real fracassou. Seria uma heresia, seriam chamados de “revisionistas”, como se tocassem na virgindade de Nossa Senhora.

O mito da revolução sagrada é muito grande entre nós, junto com o voluntarismo e o populismo antidemocrático. E não abrem mão de utopias – o presente é chato, preferem o futuro imaginário. Diante de Lula, o símbolo do “povo que subiu na vida”, eles capitulam. Fácil era esculhambar FHC. Mas, como espinafrar um ex-operário? É tabu. Tragicamente, nossos pobres são fracos, doentes, ignorantes e não são a força da natureza, como eles acham. Precisam de ajuda, educação, crescimento para empregos, para alem do Bolsa Familia. Quem tem peito de admitir isso? È certo que já houve um manifesto de homens sérios outro dia; mas faltam muitos que sabem (mas não dizem) que reformas politicas e econômicas seriam muito mais progressistas que velhas idéias generalistas, sobre o “todo, a luta de classes, a Historia”. Mas, eles não abrem mão dessa elegância ridícula e antiga. Não conseguem substituir um discurso épico por um mais realista. Preferem a paz de suas apostilas encardidas.

Não conseguem pensar em Weber em vez de Marx, em Sergio Buarque em vez de Florestan Fernandes, em Tocqueville em vez de Gramsci.

A explicação desta afasia e desta fixação num marxismo-leninismo tardio é muito bem analisada em dois livros recentemente publicados: “Passado Imperfeito”, do Toni Judt (que acaba de morrer) e o livro de Jorge Caldeira “Historia do Brasil com empreendedores” (Editoras Cia da Letras e Mameluco). Ali, vemos como a base de uma ideologia que persiste ate hoje vem de ecos do “Front Populaire” da Franca nos anos 30, pautando as idéias de Caio Prado Jr e deflagrando o marxismo obrigatório na Europa de 45 até 56. Os dois livros dialogam e mostram como persiste entre nós este sarapatel de teses: leninismo, getulismo desenvolvimentista- e agora, possível “chavismo cordial”.

A agenda obvia para melhorar o Brasil é consenso entre grandes cientistas sociais. Vários “prêmios Nobel” concordam com os pontos essenciais das reformas políticas e econômicas que fariam o Brasil decolar.

Mas, não; se o PT prevalecer com seu programa não-declarado (o aparente engana…) não teremos nada do que a cultura moderna preconiza.

O que vai acontecer com esse populismo-voluntarista-estatizante é previsível , é “be-a-bá” em ciencia politica. O PT, que usou os bons resultados da economia do governo FHC para fingir que governou, ousa dizer que “estabilizou” a economia, quando o PT tudo fez para acabar com o Real, com a Lei de Responsabilidade Fiscal, contra tudo que agora apregoa como atos “seus”. Fingem de democratas para apodrecer a democracia por dentro.

Lula topa tudo para eleger seu clone que guardará a cadeira até 2014. Se eleito, as chamadas “forças populares”, que ocupam mais de 100 mil postos no Estado aparelhado, vão permanecer nas “boquinhas”, através de providencias burocráticas de legitimação.

Os sinais estão claros.

As Agencias Reguladoras serão assassinadas.

O Banco Central poderá perder a mínima autonomia se dirigentes petistas (que já rosnam) conseguirem anular Antonio Palocci, um dos poucos homens cultos e sensatos do partido.

Qualquer privatização essencial, como a do IRB, por exemplo, ou dos Correios (a gruta da eterna depravação) , será esquecida.

A reforma da Previdência “não é necessária” já dizem eles – pois os “neoliberais exageram muito sobre sua crise”, não havendo nenhum “rombo” no orçamento.

A Lei de Responsabilidade Fiscal será desmoralizada.

Os gastos públicos aumentarão pois, como afirmam, “as despesas de custeio não diminuirão para não prejudicar o funcionamento da máquina publica”.

Portanto, nossa maior doença o Estado canceroso será ignorada.

Voltará a obsessão do “Contrôle” sobre a midia e a cultura, como já anunciam, nos obrigando a uma profecia auto-realizável.

Leis “chatas” serão ignoradas, como Lula já fez com seus desmandos de cabo eleitoral da Dilma ou com a Lei que proíbe reforma agrária em terras invadidas ilegalmente, “esquecendo-a” de propósito.

Lula sempre se disse “igual” a nós ou ao “povo”, mas sempre do alto de uma “superioridade” mágica , como se ele estivesse “fora da política”, como se a origem e a ignorância lhe concedessem uma sabedoria maior. Em um debate com Alckmin (lembram?), quando o tucano perguntou a Lula ao vivo de onde vinha o dinheiro dos aloprados, ouviu-se um “ohhhh!….” escandalizado entre eleitores, como se fosse um sacrilégio contra a santidade do operário “puro”.

Vou guardar este artigo como um registro em cartorio. Não é uma profecia; é o óbvio. Um dia, tirá-lo-ei do bolso e sofrerei a torta vingança de declarar: “Agora não adianta chorar sobre o chopinho derramado!”…

Fonte: A Gazeta

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>Homens que ganham menos traem mais…

Posted on agosto 20, 2010. Filed under: casais, dinheiro, fraude, infidelidade, mulher, Mulheres, pesquisas, religiosa, rendimento, trair, Universidade de Cornell |

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Um novo estudo descobriu que os homens são mais propensos a fraude se o seu rendimento é muito inferior ao que sua esposa ou parceira faz com que, enquanto as mulheres são mais propensas a brincar se fazem mais seu marido ou parceiro.
Os resultados sugerem que as disparidades em moneymaking desempenhar um papel significativo na infidelidade, pelo menos entre os casais jovens que estudaram.
“Com as mulheres, eram menos prováveis acoplar no infidelidade menos o dinheiro que eles fazem em relação ao seu marido”, disse o estudo autor Christin Munsch. “Mas para os homens, menos dinheiro que você faz em relação ao seu esposo, o mais provável que você se envolver em infidelidade.”
Munsch, um estudante graduado na Universidade de Cornell, disse que ela veio com a idéia de estudar os efeitos da renda sobre infidelidade após ouvir de um amigo que foi traída por seu parceiro. Ele disse Munsch que “fez todo o dinheiro, ela tinha todos os amigos, e ele subiu lá para estar com ela. Sentiu-se completamente impotente.”
Enquanto houve pesquisas anteriores à infidelidade, não olhar para as diferenças de renda entre os casais, Munsch disse.
Então, ela examinou os resultados de uma pesquisa nacional que acompanhou 9.000 pessoas a partir de 1997, quando eram crianças. Ela se concentrou nos resultados do exame de 2001-2007, quando os participantes tinham entre 17 e 27 anos de idade.
Os resultados são programados para ser liberados segunda-feira na reunião anual da Associação Sociológica Americana, em Atlanta.
Munsch descobriu que quase 7 por cento dos homens relataram ter sexo fora do relacionamento, entre 2002 e 2007, enquanto cerca de 3 por cento das mulheres o fizeram. Homens negros e hispânicos eram mais prováveis do que homens brancos de ter enganado cerca.
Dois fatores de estilo de vida, ensino superior e da prática religiosa regular, parecem ajudar a manter a infidelidade na baía para homens e mulheres, constatou o estudo.
Mas os fatores que têm a ver com o dinheiro – como o homem que faz mais ou menos de sua esposa ou companheira – que aumentam o risco de infidelidade, Munsch disse. Mas ela advertiu que “estamos a falar de números muito pequenos.”
Se você for uma mulher e “fazer mais dinheiro do que o seu parceiro, o seu parceiro não é 100 por cento de probabilidade de fraude”, ressaltou.
Ainda assim, o dinheiro parece ser um fator significativo.
Homens que fazem menos do que suas esposas podem inclinar-se para a infidelidade, porque eles sentem uma “ameaça identidade de gênero”, Munsch especulou.
“A gama de comportamentos aceitáveis para os homens é muito mais estreita” quando se trata de uma relação dinâmica, como os que envolvem finanças, disse ela. “É mais difícil de bater essa marca, porque isso é uma pequena marca. Se você não está batendo a marca, você pode se sentir ameaçado”.
Na outra extremidade do espectro, a infidelidade parece aumentar quando um parceiro fez muito mais dinheiro do que o outro. E isso era verdade se o homem ou a mulher era o assalariado grande.
“Se você trabalhar longas horas e têm mais renda disponível, é mais fácil de esconder a infidelidade,” Munsch fundamentado. Por exemplo, despesas extraordinárias cobradas em cartões de crédito pode passar despercebida. Além disso, ela disse, as pessoas que ganham mais dinheiro também podem viajar com frequência e conhecer muitas pessoas do sexo oposto.
Helen Fisher, antropóloga e professora de pesquisa da Universidade Rutgers, disse que faz sentido que os homens com mais dinheiro seriam mais propensos a brincar.
“Ele provavelmente viaja muito e unidades de carros melhores, e provavelmente ele está em restaurantes finos. Ele é o tipo de publicidade dos recursos que as mulheres estão à procura de uma perspectiva evolucionária,” disse ela. “Em todo o mundo, as mulheres vão para os homens que estão no topo da pilha.”
Mas há menos razão, a partir de uma perspectiva evolucionária, para um homem perdido se ele faz menos dinheiro do que sua parceira, ela disse. “Você acha que um homem gostaria de ficar por esses recursos a si mesmo. Isso pode ter mais de uma explicação puramente psicológica.”
Quanto às mulheres, disse ela, a riqueza traz-lhes um maior poder para fazer o que eles querem, se é sair de um relacionamento ruim ou ter um caso.
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