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>Megaprodutor em Mato Grosso ultrapassa Maggi

Posted on março 3, 2010. Filed under: André Maggi, Blairo Maggi, Bom Futuro, John Deere, Mato Grosso, Megaprodutor, Rally da Safra, Rondonópolis, ultrapassar |

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Negócios do grupo Bom Futuro


A Bom Futuro, formada por uma família com origem no Rio Grande do Sul, que se estabeleceu em Mato Grosso no início da década de 80, vinda do Paraná, tem trajetória semelhante à do governador Blairo Maggi


 A companhia agropecuária Bom Futuro nunca fixou uma meta para a extensão da área de cultivo que pretendia alcançar no Centro-Oeste, como diz um dos sócios, mas ainda assim cresceu de maneira constante e acelerada nos últimos anos até atingir impressionantes 300 mil hectares de cultivos com grãos e oleaginosas.

Utilizando arrendamentos e parcerias com proprietários de fazendas, a Bom Futuro trabalha atualmente em uma área com quase o dobro do tamanho do município de São Paulo e ultrapassou o total cultivado pelos primos mais conhecidos, os controladores do grupo André Maggi, do governador de Mato Grosso, Blairo Maggi.
Na temporada 09/10, a área plantada com soja da Bom Futuro engloba 230 mil hectares, um salto ante os 180 mil hectares no ano anterior, e as lavouras de algodão crescerão de 50 mil para 70 mil hectares, incluindo primeira e segunda safras.
Os mais de 300 mil hectares de plantio da empresa, que incluem ainda lavouras de milho, arroz e feijão, não são todos de propriedade da Bom Futuro, cujas terras próprias respondem por cerca de 40 por cento do total.
“O resto é parceria e arrendamentos,” revelou Elusmar Maggi Scheffer, de 50 anos, um dos quatro proprietários da Bom Futuro, em entrevista à Reuters na noite de segunda-feira, durante um jantar promovido em Rondonópolis (MT) para produtores, como parte da programação do Rally da Safra.
Segundo ele, a estratégia de arrendamentos e parcerias mostra-se mais interessante do que ter muito capital imobilizado em terras e, principalmente, permite que a empresa trabalhe com um capital de giro maior, o que ajuda nas negociações com fornecedores.
“Às vezes, a pessoa tem tantos mil hectares e está amarrada… O importante é ter capital de giro, pra conseguir descontos na compra de insumos,” afirmou o produtor, com participação em uma companhia que teve faturamento de 850 milhões de reais em 2009.
“Para comprar terra, só se for um dente da frente, se for perto de fazenda nossa”, com o objetivo de ampliar a área contínua de uma propriedade, observou ele, lembrando que em 09/10 o grupo contou com mais duas fazendas arrendadas, uma em Diamantino, de 15 mil hectares, e outra na região do Xingu, de 22 mil hectares.
A Bom Futuro, formada por uma família com origem no Rio Grande do Sul, que se estabeleceu em Mato Grosso no início da década de 80, vinda do Paraná, tem trajetória semelhante à do governador Blairo Maggi.
Mas os Maggi Scheffer, tidos como os maiores produtores de soja do Brasil, plantam em uma área ainda maior do que o Grupo André Maggi, que na safra 09/10 teve cultivos em 205 mil hectares, incluindo 140 mil hectares da oleaginosa e o restante de algodão e milho.
A empresa é presidida por Erai Maggi Scheffer e tem também como sócios, além de Elusmar, Fernando Maggi Scheffer e José Maria Bortoli, casado com Inês Marina, irmã dos outros três proprietários.
Com a força de seu capital de giro e aproveitando um programa do BNDES com juros de 4,5 por cento ao ano para a compra de máquinas agrícolas, a Bom Futuro investiu nesta safra 72 milhões de reais em tratores, plantadeiras e colheitadeiras.
Desse total, cerca de 40 milhões de reais entraram em uma negociação de 120 tratores com a John Deere, na maior venda individual já feita pela companhia, disse Maggi Scheffer.

Fonte: 24 horas News

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