Universidade Federal de Mato Grosso

>O estado é contra Transplantes

Posted on agosto 7, 2010. Filed under: cirurgião, CUIABÁ, doação de órgãos, Gabriel Novis Neves, gesto, Hospital, médico, nobre, solidariedade, Transplantes, TV Cuiabá, Universidade Federal de Mato Grosso |

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  • Meses atrás, fui entrevistado num programa da TV Cuiabá. Naquela entrevista, afirmei que nos dias de hoje, jamais doaria um rim caso o transplante fosse feito em Cuiabá. Motivo: falta de hospital com alvará do Ministério da Saúde, falta de medicamentos contra a rejeição do órgão implantado e falta de serviços especializados de apoio.

    Acho a doação de órgãos um gesto nobre e necessário. Não vejam, portanto nessa minha afirmativa algum sinal de desumanidade ou falta de solidariedade.

    Conheço o processo do transplante de órgãos, especialmente de rins. Processo cirúrgico técnico e complexo. Aqui em Cuiabá, temos excelentes médicos nesta área. Médicos treinados e habilitados para efetuarem o procedimento.

    Acontece que o sucesso deste tipo de cirurgia não depende só da excelência do médico. Necessita também de uma retaguarda excelente. Até a poucos anos atrás, os hospitais de Cuiabá possuíam esta retaguarda, hoje não mais existente. O que nos falta é a compreensão e apoio do Estado.

    O primeiro transplante renal realizado em Cuiabá foi em abril de 1992 no Hospital Geral. Entre 1998-2005, em dois hospitais privados, foram feitos 136 transplantes de rins. Só em 2000 um hospital privado realizou 30 transplantes. Os resultados foram excelentes.

    Hoje, o único hospital para esse tipo de atendimento está impedido de realizar a cirurgia, por falta de alvará. Os que faziam, e bem, desativaram esse setor e os seus médicos pediram descredenciamento.

    Entendam o caso. Em 2003, assumiu o Governo do Estado uma equipe de indivíduos que acharam por bem tacharem todos aqueles que não faziam parte do seu balaio, como ladrões. Naquela ocasião Cuiabá possuía um excelente centro de transplante renal em hospital privado.

    Através de convênios, atendia também pacientes do SUS de todo o Estado. Os profissionais que lá trabalhavam, assim como o hospital privado, logo foram vistos pelo governo como ladrões. Realmente roubavam: a morte dos pacientes pobres, restituindo-lhes a vida.

    Pois bem. O cirurgião-chefe do hospital, médico altamente qualificado e competente, não aceitou as ofensas gratuitas. Fez o que toda pessoa honrada faria: solicitou o seu descredenciamento do Ministério da Saúde – órgão responsável pelo credenciamento do médico e alvará do hospital. Atualmente, o nosso pioneiro e consagrado cirurgião de transplante renal está impedido de realizar esse procedimento em todo o território nacional!

    Para agravar a situação, o Governo cortou os convênios e investimentos em hospitais filantrópicos. Já é notória a ojeriza do governo com relação a investimentos em hospitais-públicos. Os pobres e desassistidos? Não tem onde fazer transplantes. Com mandado judicial poderão procurar se salvar, fugindo do nosso estado para um mais humanizado.

    Mato Grosso regrediu nas estatísticas de transplante renal, chegando a quase zero por ano. Repito, profissionais competentes temos. Ausente está o governo. O cirurgião chefe de transplante renal foi intimado a comparecer a uma delegacia de polícia instalada na Secretaria Estadual de Saúde, para depor. Era para explicar como ele roubava nos transplantes. Humilhação!

    Hoje, a TV Centro América fez ampla reportagem sobre esta velha e problemática situação. Com certeza, repercussões e cobranças virão. A resposta do governo? Posso antever: “estamos tomando todas as providências. No máximo em uma semana (Dia de São Nunca), tudo estará resolvido e funcionando normalmente.” Alguém vai acreditar? Eu não.

    Triste história de intolerância para com os nossos profissionais da saúde, prejudicando os pobres que necessitam de, pelo menos, de alguma esperança para viver. Ambulâncias e inaugurações de placas políticas em hospitais, não realizam transplantes.

    Os responsáveis por este descalabro ficaram nus perante a opinião pública que não os perdoam. Assim mesmo na maior cara de pau, estão soltos pedindo os nossos votos, pouco se importando com a vida dos pacientes renais condenados a viver sem esperanças.

    Vamos continuar com este inovador atendimento aos pobres?

    Acho melhor mudar.

    Autor: GABRIEL NOVIS NEVES é médico e foi reitor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

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>Universidade Federal de Mato Grosso é a mais procurada do país

Posted on fevereiro 5, 2010. Filed under: Enade, Enem, UFMT, Universidade Federal de Mato Grosso, vestibular |

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A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) foi a instituição mais procurada pelos estudantes que participam do Sistema de Seleção Unificada (SiSU), segundo dados do Ministério da Educação. São 56.703 inscritos para 5.008 vagas, distribuídas em 97 cursos. A segunda instituição foi a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro com 48.347 inscritos. O total de mato-grossenses inscritos em todo o país é 33.204.

Os cinco cursos mais concorridos na UFMT são Medicina (4.085 candidatos), Enfermagem (3.328 candidatos), Direito (3.123 candidatos), Zootecnia (2.663 candidatos) e Geografia (2.418 candidatos).

Para a reitora da UFMT, Maria Lucia Cavalli, o recorde na procura pela instituição federal mato-grossense pode estar relacionado ao fato da universidade apresentar boas notas no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes, Enade, principalmente entre os cursos da área da saúde e Direito. Em uma segunda hipótese, Maria Lucia atribui a grande procura ao alto número de inscrições por parte de vestibulandos do próprio Estado.

De acordo com a reitora, existe também a probabilidade desse aumento significativo influenciar na quantidade de estudantes locais selecionados.

As inscrições dos estudantes que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio, Enem, para instituições que utilizam a nota como única forma de acesso -como é o caso da UFMT – ou àquelas que a utilizam parcialmente, foram finalizadas às 23h59 de quarta-feira. Ao todo, são 793,9 mil candidatos para os 974 cursos de graduação oferecidos por 51 instituições de educação superior no país.

Matrícula – Para garantir a vaga, os candidatos classificados devem fazer a matrícula na instituição para a qual foram classificados. O prazo de matrícula será de segunda-feira (8) até o dia 12. Os candidatos devem observar a documentação exigida pela universidade ou instituto federal de educação, ciência e tecnologia.

Os aprovados para a UFMT devem procurar o campi Cuiabá, Rondonópolis e Araguaia (Pontal do Araguaia e Barra do Garças) para fazer a matrícula. Os documentos exigidos são carteira de identidade, título de eleitor e comprovante de votação da última eleição, Cadastro de Pessoa Física (CPF) e documento comprobatório de estar em dia com as obrigações militares, se candidato do sexo masculino com mais de 18 anos. Também estão na lista registros escolares como certificado ou diploma de conclusão do Ensino Médio e certificação de habilidade específica,para o curso de Música Licenciatura.

Segunda etapa – Os candidatos não selecionados nesta primeira etapa terão nova chance. Eles devem fazer a inscrição na segunda etapa, que começa no dia 15 próximo e vai até o dia 20. Serão oferecidas, então, as vagas não ocupadas na primeira fase. (Fonte: A Gazeta Com Assessoria/MEC)

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