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>Serra, Marina e a onda verde

Posted on outubro 8, 2010. Filed under: Cargos, Classe média, Dilma Rousseff, eleitores indecisos, igrejas, institutos de pesquisa, juventude, leilão, Marina, mãe do PAC, presidente da República, Serra, universidades |

>Por Juacy da Silva*

Em minha opinião o primeiro turno das eleições para presidente da República colocou por terra algumas meias verdades ou formas de manipulação que tão bem tem caracterizado o processo político brasileiro ultimamente.
José Serra, Marina Silva e Dilma Rousseff
Primeiro foram desmascarados alguns institutos de pesquisa que teimavam em dizer que a candidata do PT, de Lula e das forças governistas já estava eleita e comentava-se mesmo que já estaria formando o novo governo, com o costumeiro leilão de cargos e outras formas de pagamento da fatura empenhada. A manipulação desses institutos servia também de combustível para influenciar ou fazer a cabeça dos eleitores indecisos que em todos os pleitos atingem em torno de até 15% e podem decidir com quem ficará a vitória.
O segundo derrotado foi o próprio presidente Lula, que em alguns momentos deixou de ser o primeiro mandatário ou o estadista que deve representar o país interna e externamente para transformar-se em cabo eleitoral ou até mesmo ativista operário fazendo comício de madrugada nas portas de fábricas, além de suas formas pouco éticas ao se referir à oposição e outros setores da sociedade que dele, democraticamente, tem divergido.
O terceiro derrotado foi o governo Lula como um todo, incluindo o PT e seus aliados, que imaginavam que a avaliação de seu governo e seu desempenho pessoal que, conforme as pesquisas desses mesmos institutos que manipulavam as pesquisas eleitorais, está acima de 75% e 85%, respectivamente, seria a garantia de transferência de votos para a sua candidata, desconhecida do grande público até recentemente.
A grande vitoriosa, na verdade, foi Marina Silva, que ancorada em um partido sem grande expressão parlamentar e eleitoral, o PV, sem grandes fontes de financiamento de sua campanha, quando comparada com os esquemas de apoio da candidata do palácio do Planalto, com um tempo de rádio e TV, durante o período da propaganda eleitoral obrigatória muito menor, acabou empolgando diversos setores da sociedade, a juventude, os movimentos sociais, a Igreja, ou melhor, as igrejas, as universidades, a classe média, os intelectuais e, lógico, os ambientalistas.
Somando-se os eleitores que se abstiveram, os que votaram em branco ou anularam seus votos, os que votaram em Serra, em Marina e outros candidatos, o desempenho da candidata de Lula, representa, na verdade não mais do que 35,1%; ou seja, em torno de apenas um terço do eleitorado. Olhando sob o outro lado desta realidade fica patente que o governo Lula, sua candidata, o PT, os partidos aliados e os grupos econômicos que estão usufruindo das benesses das políticas levadas a cabo pelo governo federal não gozam do apoio eleitoral de dois terços dos brasileiros. De cada três eleitores apenas um avaliou positivamente o governo Lula através de sua candidata nas urnas. As questões do aborto e do autoritarismo de Lula em relação à liberdade de imprensa e os constantes casos de corrupção no governo possivelmente influenciaram os leitores na hora de votar.
Esta forma de ver a realidade eleitoral que se avizinha no segundo turno poderá consolidar uma frente anti-PT e sua candidata e poderá demonstrar que a estátua (Governo Lula) tem os pés de barro e pode cair e quebrar-se em mil pedaços, ou seja, os eternos oportunistas de plantão ao primeiro sinal da possibilidade de uma vitória de Serra em 31 de outubro próximo irão cair em debandada. Lula, o PT e a mãe do PAC poderão se tornar os primeiros órfãos da prepotência, da forma autoritária de tratar o público, a imprensa, os movimentos sociais, a Igreja e a omissão e certa conivência ante tantos escândalos e acusações de corrupção praticados por pessoas bem próximas ao presidente poderão demonstrar que o país deseja outro rumo, outro projeto.
Na construção deste novo projeto Serra poderá contar com as ideias e bandeiras que foram capitaneadas por Marina nos quatro cantos do país. Ficou demonstrado que a candidata de Lula venceu de forma esmagadora nos municípios com menos de 30 mil habitantes e no Nordeste, onde a fome, a miséria, o analfabetismo e alienação ainda são grandes e onde as políticas paternalistas, assistencialistas continuam manipulando a vontade deste povo sofrido.
Nesses bolsões de pobreza o governo Lula apenas tem reforçado o poder dos coronéis que durante décadas apoiaram todos os governos, inclusive os militares e a eles tem se aliado. Resumindo, a candidata do Palácio do Planalto, o PT e seus aliados continuam sendo a grande força de manutenção do “status quo” nesses grotões enquanto Serra e Marina representam as esperanças de um novo Brasil.

*Juacy da Silva é professor universitário, mestre em sociologia. Site http://www.justicaesolidariedade.com.br; e-mail professor.juacy@yahoo.com.br

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>Enem 2010: Confira as universidades federais vão adotar nota do exame no vestibular 2011

Posted on julho 8, 2010. Filed under: Educação, Enem, Enem 2010, MEC, Sisu, UnB, universidades, universidades federais, UOL, vestibular |

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Estão confirmadas que 49 das 55 universidades federais brasileiras vão adotar a nota do Enem, Exame Nacional do ensino Médio, 2010 em seus vestibulares com ingresso em 2011. Levantamento feito pelo portal UOL, apenas seis instituições ainda estão em dúvida se irão utilizar o Enem. O prazo para inscrição ao exame termina na próxima sexta-feira, 9 de julho.

Veja no mapa abaixo de que maneira as instituições vão usar a nota do Enem

  • Em 15 dessas instituições o Exame Nacional do Ensino Médio será a única forma de avaliação dos candidatos no processo seletivo 2011. Quase todas elas vão disponibilizar suas vagas no Sisu (Sistema de Seleção Unificada), capitaneado pelo MEC (Ministério da Educação). A exceção fica por conta da UFCG (Universidade Federal de Campina Grande), na Paraíba. A federal paraibana vai utilizar o Enem como prova de seleção dos seus calouros de 2011, mas exigirá inscrição à parte (R$ 15 para cursos que não precisem de avaliação de habilidades específicas).

    Dez universidades oferecerão parte das vagas pelo Sisu e parte pelo vestibular tradicional – as porcentagens variam de 10% a 60% das vagas exclusivamente ofertadas pelo Sistema de Seleção Unificada.

    Algumas instituições preferiram adotar o Enem apenas como parte da nota do vestibular — sete delas substituirão a primeira fase de seu processo seletivo e outras cinco vão usar o exame como percentual da nota. A UnB (Universidade de Brasília) e outras três universidades optaram por utilizar o Enem para preencher suas vagas remanescentes, ou seja, aquelas que sobrarem depois de todas as listas previstas no edital do vestibular.

    Há ainda as que não definiram como irão utilizar a nota do Enem, caso da fluminense UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e da paulista Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Elas recomendam que os interessados em seus vestibulares façam o Enem.

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>Trapalhadas do MEC coloca política educacional em descrédito

Posted on março 19, 2010. Filed under: educação no Brasil, Enem, Ensino Médio, MEC, Ministério da Educação, Sisu, UFMT, universidades, universitário |

> No ano passado milhares de estudantes brasileiros sofreram um grande baque com o cancelamento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que substituiu os tradicionais vestibulares para ingresso nas faculdades públicas do país. O exame foi cancelado, em outubro, após o jornal “O Estado de S.Paulo” avisar ao Ministério da Educação que a prova tinha vazado.

Depois de muitas desculpas, manifestações pelo país afora, um novo exame foi feito. Eis que mais problemas  estão acontecendo, revelando que o Ministério da Educação, com sua nova fórmula, não consegue transmitir seriedade para os estudantes brasileiros que sonham com uma vaga nas faculdades públicas. Desta vez um problema técnico no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), registrado no domingo, fez com que estudantes não classificados para vagas em instituições federais de ensino superior aparecessem como convocados para matrícula. Alunos que viram seus nomes na lista de espera chegaram a procurar as instituições, mas não puderam preencher a vaga.

O problema tem reflexos em todo o Brasil. Em Cuiabá alunos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) denunciaram ao Ministério Público o “sumiço” de vagas no Sistema de Seleção Unificada (Sisu). A reclamação é que, em questão de horas, os candidatos passam de aprovados para não aceitos, mesmo adquirindo pontuação suficiente. Nove estudantes de Mato Grosso tiveram esse problema, o mesmo registrado em todo o Brasil, e que leva o sistema mais uma vez a cair no descrédito.

O assunto ganha desdobramentos e as universidades mineiras já decidiram que vão dispensar o resultado do Enem de 2009 e fazer processos seletivos próprios no meio do ano. Em um documento assinado pelo Fórum das Comissões de Processos Seletivos de Minas Gerais (ForCops) e endereçado à Secretaria de Educação Superior, do Ministério da Educação (MEC), 15 instituições avaliam que o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) está em “descrédito”.

A situação é complicada e o governo federal, através do Ministério da Educação, não vem demonstrando competência para solucionar o grave problema. A grande verdade é que o MEC não acertou nas mudanças. Centralizou e complicou. A educação no Brasil enfrenta problemas em todos os níveis e agora a questão se complica em nível universitário. Uma pena para o país e para o governo, que deveria ter a educação como prioridade. Fonte: A Gazeta

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