Viajando

>Viajando na maionese

Posted on abril 27, 2010. Filed under: Abicalil, Blairo Maggi, Dilma Rousseff, maionese, PDT, Pedro Taques, PSDB, Silval Barbosa, Viajando |

>Alfredo da Mota Menezes

Quando vai chegando perto das convenções para escolha definitiva das candidaturas e das coligações aparecem as mais diferentes ilações. Artigo na última coluna apresentou uma delas. Já surgiu outra: estaria sendo costurado um acordão em torno da candidatura do Silval Barbosa. Aos supostos fatos.
Maggi deixaria de ser candidato ao Senado. Daria o espaço para as candidaturas do PT e do PDT ou do Abicalil e do Pedro Taques. O PDT, claro, iria compor com o Silval. Sem Ciro Gomes, sem o PDT e quem sabe sem o PPS a candidatura do Mauro Mendes se enfraqueceria. No acordão, a vaga de vice-governador seria dele.
Um arranjo desse tamanho criaria pelo menos duas chapas fortes para deputados federais e estaduais para impulsionar ainda mais a candidatura do Silval. O acordo ainda salvaria o Valtenir Pereira que está encontrando dificuldade de ser reeleito por falta de gente na chapa proporcional em torno do Mauro.
Continuam os argumentos do tal acordão. Blairo Maggi seria o coordenador da campanha da Dilma Rousseff no Centro-Oeste. No caso dela ser eleita, ele seria convidado para seu ministério. A tese defendida no acordão é não permitir que o PSDB volte ao governo aqui e em Brasília.
Já que o assunto chegou às rodas de discussão faço uma confissão que não me sentia autorizado a fazer antes. Estive em um hotel da capital como convidado para o lançamento da ferrovia que passaria em Lucas. Estava na mesma mesa de Blairo Maggi e a Serys. Em certo momento das diferentes conversas, ele falou que não teria dificuldade em retirar sua candidatura ao Senado em favor de um grande acordo político-eleitoral. Não tenho condições de precisar se ele testava a mesa ou a Serys com a colocação.
Se tiver uma nesga de verdade essa suposta retirada de candidatura, Maggi estaria atuando de maneira diferente de outro momento. Aquele em que afastou sua candidatura ao Senado (o Pagot tinha feito a mesma coisa para governador) sem antes negociar nenhum acordo político.
Naquele momento, o Riva e o Jaime, que falavam em serem candidatos na majoritária, criticavam o PR por querer negociar com os aliados já com duas vagas na majoritária fechadas. Agora, se a hipótese do acordão tiver um mínimo de verdade, o Maggi iria para o sacrifício somente se houvesse um acordo global em torno do Silval.
Pontos complicados do acordão? Mauro Mendes retira mesmo sua candidatura? A retirada do Maggi não facilitaria a eleição de um candidato da oposição ao Senado? O grupo em torno do Silval elegeria os dois senadores? Onde abrigar o descontentamento do grupo da Serys? E se o PP nacional fechar com o Serra?
Será que os outros estados do Centro-Oeste iriam aceitar o Maggi como coordenador da campanha da Dilma? Ou ele seria coordenador somente em MT? Antecipar um ministério a ele num suposto governo Dilma não é uma viagem na maionese maior do que a minha neste artigo? Palanque grande ganha eleição? Lembram daquele em torno do Alexandre Cesar na capital e do Sachetti em Rondonópolis?
Ideias, suposições, ilações ou o que seja serão pratos cheios de agora até o final das convenções em junho. O artigo é uma amostra do que vem por aí.

Alfredo da Mota Menezes. E-mail: pox@terra.com.br/Site: http://www.alfredomenezes.com

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