violência

>Novos ataques no Rio forçam PM a convocar policiais de folga

Posted on novembro 24, 2010. Filed under: Rio de Janeiro, violência |

>O Rio de Janeiro sofre com novos ataques um dia após a Polícia Militar anunciar o reforço da segurança. Ao todo, foram registrados pelo menos 18 ataques em diferentes pontos do estado.

 Violência no Rio de Janeiro, ônibus e uma van foram incendiados 

Cinco ônibus e uma van foram incendiados na região metropolitana. Os bandidos atearam fogo em 11 carros e ainda atacaram uma cabine da PM no Centro de Duque de Caxias. Para tentar combater a onda de ataques, a Polícia Militar colocou todo o efetivo de prontidão. A decisão obriga os policiais de folga a voltarem ao trabalho.

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>O estado do medo

Posted on agosto 6, 2010. Filed under: carga tributária, criminalidade, Educação, Ibama, Mato Grosso, medo, saúde pública, Sema, violência |

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Um estado desgovernado como está Mato Grosso hoje gera aflição e medo nos mato-grossenses. Medo da violência, estampada na criminalidade que cresce num espaço desocupado pelo estado cujo governo se mostra fraco e omisso.
Medo na Educação, pois os pais trabalhadores e desempregados estão aflitos em ver seus filhos frequentando a escola pública que, com raras exceções, continua de mal a pior: maltratando nossas crianças, jovens, professores e servidores.
Medo de ficar doente e precisar se servir da saúde pública, porque o sistema é bruto e não cura.
Medo da carga tributária: os pequenos empresários e comerciantes vivem aflitos pelo modelo arrecadatório, perverso, da Sefaz, que com sua truculência impõe o medo no setor que mais emprega no estado.
E os produtores de alimentos e riquezas vivem aflitos pela falta de clareza sobre as leis ambientais são mais de 10 mil – e não sabem a quem se dirigir: se à Sema ou ao Ibama. Nossos produtores vivem trabalhando com medo de multas e repressão.
O mais novo medo de quem pensa no futuro de Mato Grosso é o desarranjo das contas públicas, causado pela corrupção e a farra dos precatórios, que parecem não ter limites e nem fim.
E os prefeitos de Mato Grosso – com poucas exceções – têm medo de declarar apoio a qualquer outro candidato que não seja o governador, que está se aproveitando como pode desses meses à frente do poder.
Elegendo um bom governador podemos mudar tudo isso. Precisamos de um Estado servidor, com um governo eficiente e comprometido com as necessidades dos mato-grossenses. Pois precisamos de um governador que priorize o combate rigoroso ao crime. A tolerância com o crime deve ser zero!
Precisamos de escolas que tenham o compromisso de ensinar cada criança e jovem para que ele possa ter escolhas no futuro. Precisamos investir na construção de novos hospitais. Governador nenhum pode dormir tranquilo sabendo que há cidadãos sob sua responsabilidade morrendo em filas intermináveis.
Precisamos de tranquilidade na cidade: arrecada mais o Estado que defende os empreendedores, que defende quem gera empregos – e não aquele que procura extorquir os pequenos e médios empresários que prosperam.
Por fim, precisamos dar autonomia aos municípios e não ficar humilhando os prefeitos que precisam andar o tempo todo de pires na mão.
A sociedade vai usar mais do que nunca o voto sem medo, porque é secreto. Viva a democracia!

Autor: Otaviano Pivetta é deputado estadual licenciado

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>Para ONU, medidas contra a violência policial adotadas no Brasil são ineficientes

Posted on junho 1, 2010. Filed under: execuções, investigação, Nações Unidas, ONU, policial, violência |

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Em relatório das Nações Unidas revela uma série de ineficiências do Brasil para combater a violência policial.
O documento é o resultado de uma investigação realizada em 2007 pelo relator especial da ONU sobre execuções extrajudiciais, Philip Alston.
O texto afirma que foram cumpridas parcialmente apenas 11 das 33 recomendações feitas ao Brasil para atacar o problema.
Alston destacou que os casos de “resistência seguida de morte” ainda não são investigados como deveriam.
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>Os graves problemas do Brasil

Posted on fevereiro 2, 2010. Filed under: Congresso Nacional, corrupção, criminalidade, escândalos, graves problemas do Brasil, pesquisa CNT-Sensus, preocupações, saúde pública, violência |

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Resultados da pesquisa CNT-Sensus revelam que a saúde pública, transporte e educação deixaram de ser as maiores preocupações dos brasileiros. A situação está mudando e preocupa. A pesquisa aponta que a corrupção, violência e a criminalidade são os maiores problemas enfrentados atualmente, revelando que, cada vez mais, o crescimento da criminalidade reflete no cotidiano das pessoas.

A pesquisa CNT-Sensus aponta que 69,4% dos brasileiros acreditam que a corrupção está aumentando no Brasil. O aumento da preocupação fica claro se comparado com os números da mesma pesquisa, que foi feita em setembro de 1998, apontando que 56% dos entrevistados achavam que a corrupção estava aumentando.


A violência é o problema que mais incomoda os brasileiros (22,9%). Na sequência vem outro motivo, mas igualmente ligado à criminalidade, ou seja, as drogas (21,2%). A saúde pública, apesar de todo caos vivido na maioria das cidades brasileiras, é apontada por apenas 6,7% dos brasileiros como o maior problema enfrentado.


Essa mudança na opinião dos brasileiros não chega a surpreender, muito pelo contrário. Trata-se sim do puro reflexo do que vem ocorrendo nas grandes cidades brasileiras, onde os índices de criminalidade aumentam cada vez mais. No Rio de Janeiro o tráfico de drogas dá as ordens. Em Cuiabá a violência também aumenta e na vizinha Várzea Grande os índices de assassinatos assustam. Chegam a atingir a média de um morto por dia, ou até mais.


Não é nenhuma novidade dizer que o combate à violência é um dos maiores desafios do governo brasileiro e que a corrupção precisa ser encarada com mais seriedade, em especial no âmbito do Congresso Nacional, onde sucessivos escândalos vêm sendo descobertos. Não se pode deixar de reconhecer que já houve muitos avanços, indo para a cadeia homens que até pouco tempo eram considerados intocáveis. Porém, todos sabem que ainda existe muita coisa para aparecer.


De um modo geral tudo isso acaba desgastando os Poderes e fazendo com que estes fiquem desacreditados. A violência é um dos piores males e a corrupção não fica para traz. A pesquisa CNT-Sensus revela essa realidade brasileira e deve servir para que, em todos os âmbitos – municipal, estadual e federal – sejam tomadas medidas no sentido de reverter essa lamentável situação. Fonte: A Gazeta

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>País perde o controle e a violência e drogas é maior preocupação dos brasileiros

Posted on fevereiro 1, 2010. Filed under: controle, desemprego, drogas, preocupação, Sensus, violência |

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A pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta segunda-feira, 1 de fevereiro, mostra que o problema que mais incomoda os brasileiros é a violência.

Quase 23% dos entrevistados responderam que a violência e a criminalidade são os problemas que mais incomodam.

A preocupação que está em segundo lugar são as drogas, com 21,2%. Parece que a falta de importância que os governates tratam um assunto tão grave, deixa as pessoas amedrontadas, uma vez que sequer existe cadeia para os atuais criminosos, o que fazer com os que roubam, matam, sequestram e estupram centenas de pessoas diariamente?

As drogas e armas entram tranquilamente no Brasil, por terra, água e ar. A Polícia Federal não tem pessoas nem armas para impedir essa “passeata” decriminosos e todo tipo de objetos que amedronta e mata.

O desemprego, que era o grande medo, mesmo atingiu 19%. Fonte: CH

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>O ponto fraco de Lula

Posted on dezembro 22, 2009. Filed under: corrupção, Datafolha, desemprego, Educação, Lula, ponto fraco, Saúde, violência |

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Saúde é o ponto fraco de Lula

Dados ainda inéditos da pesquisa Datafolha, divulgada neste domingo, mostra que a saúde é a área mais vulnerável da gestão Lula –o que abre uma brecha para o pré-candidato José Serra (PSDB), bem avaliado como ministro da Saúde.


Para 24% dos entrevistados, a saúde, considerado o mais grave problema brasileiro, é a pior atuação do governo Lula. Em segundo e terceiros lugares, com larga distância, estão violência (15%) e combate à corrupção.


Uma novidade, segundo a pesquisa, é que Lula, cuja baixa escolaridade sempre foi motivo de debate no país, tem na educação a sua melhor pontuação (13%), empatado com os programas sociais e, em seguida, economia (12%).


A julgar pela pesquisa, já é possível delinear onde estará o marketing dos candidatos, a partir da preocupação dos brasileiros. Depois da saúde, os mais importantes problemas são, pela ordem, violência, desemprego, corrupção e educação.

Autor: Gilberto Dimenstein

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>Quem se importa?

Posted on outubro 26, 2009. Filed under: bandidos, Jardim Botânico, Mercedes-Benz, polícia, Polícia Federal, violência |

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“Eu queria é que entendêssemos a queda do helicóptero como sendo o nosso 11/9”. (José Beltrame, secretário de Segurança)

“Que semana infernal, não?” perguntei por telefone a uma amiga que mora no Jardim Botânico, no Rio. “Exagero. Circulei livremente e não ouvi um tiro”, respondeu. De Vila Isabel, outro amigo me disse: “Fora a queda do helicóptero da polícia não aconteceu nada de extraordinário”. E a morte do cara do Afro Reggae? “Todo dia morre gente”.


Eu estava no Rio quando foi assassinada em 22 de novembro de 2006 a socialite Ana Cristina Giannini Johannpeter. Ela dirigia sua caminhonete blindada Mercedes-Benz e parou diante do sinal fechado na esquina da Rua General San Martin com Avenida Afrânio de Melo Franco, no Leblon, a cerca de 150 metros da 14ª Delegacia de Polícia. Cristina baixou o vidro para fumar.


Dois bandidos, que estavam em uma bicicleta, encostaram-se ao carro e um deles apontou para Cristina um revólver calibre 38, ameaçando-a: “Eu não quero o carro. Só as suas coisas”. Cristina entregou a bolsa, o celular e ao se preparar para tirar o relógio do pulso, tirou sem querer o pé do freio. Como o carro era hidramático, movimentou-se sozinho. O bandido atirou na cabeça de Cristina.


Fiz uma ronda por bares e restaurantes do Leblon na noite do dia seguinte. O assassinato de Cristina era o assunto na maioria deles. Mas para meu espanto, ouvi repetidas censuras ao comportamento da morta. Como uma milionária dirigia o próprio carro? Como não havia seguranças ao seu lado? Por que baixou o vidro? Como pôde ser tão descuidada a ponto de tirar o pé do freio?


A sociedade carioca está sedada pela violência que fez 46 mortos em apenas uma semana. O número de favelas cresceu de 750, em 2004, para 1.020 neste ano. Cerca de 500 são controladas pelo tráfico. Quem o sustenta é quem tem dinheiro. E quem tem dinheiro mora no asfalto. A violência é o pedágio que os cariocas pagam aparentemente conformados para que uma parte deles possa continuar se drogando.


O noticiário costuma informar: “A polícia invadiu o morro tal”. Como se os morros fossem territórios independentes da cidade, dotados de governos próprios que mantêm relações econômicas com outros países do continente, a exemplo da Bolívia, Paraguai e Colômbia. E de certa forma é o que eles são. Nessas áreas de escandalosa exclusão social, a presença do Estado é rarefeita ou inexistente.


Compete à Polícia Federal combater o narcotráfico. Quantas vezes ela foi vista escalando morros? Compete ao governo federal vigiar as fronteiras do país. É ridículo o número de policiais ocupados com a tarefa. Faltam equipamentos e gente para fiscalizar o desembarque de cargas nos portos. Até agosto, para modernizar sua polícia, o Rio só havia recebido R$ 12 milhões dos quase R$ 100 milhões prometidos pelo governo federal.


Adiantaria ter recebido mais? Em 2009, estão previstos investimentos de R$ 421 milhões na segurança pública do Rio. Só foram liquidados R$ 102 milhões até agora 24,2% do total. Em três anos de governo Sérgio Cabral, o total de investimentos em segurança deverá ser de R$ 804.818,00. De fato, não mais do que 40% dessa grana já foram aplicadas. O governo se cala a respeito.


Vez por outra, sob o impacto de algum episódio mais brutal, contingentes cada vez menores de cariocas vão às ruas pedir paz. O poder público responde com invasões temporárias de morros, a morte de bandidos ou de meros suspeitos, a apreensão de armas e o afastamento de policiais corruptos. Quando um capitão libera um assassino em troca de uma jaqueta e de um par de tênis é porque a instituição à qual pertence apodreceu.


O problema do Rio não é de paz é de enfrentamento. A situação de insurgência só se agravou com o descaso dos governos e a arraigada cultura local de tolerância com a malandragem e o banditismo. O Estado brasileiro carece de um plano consistente, amplo e ambicioso para salvar o Rio. E o que é pior: os cariocas parecem não se importar muito com isso.

Autor: Ricardo Noblat – E-mail para esta coluna: noblat@oglobo.com.br Blog do Noblat: www.oglobo.com.br/noblat

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>As 15 verdades incômodas

Posted on outubro 25, 2009. Filed under: celebridades, cocaína, crime, intelectuais, jogadores de futebol, Jogos Olímpicos de 2016, traficantes, violência |

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Será difícil. Será doloroso. Os fatos ocorridos na semana passada, no Rio de Janeiro, ilustram o tamanho e a complexidade do desafio de elevar a níveis satisfatórios a segurança na cidade que sediará os Jogos Olímpicos de 2016. A dimensão do problema é abismal. Das 1020 favelas da cidade, 470 estão nas mãos de bandidos. No Rio, são vendidas 20 toneladas de cocaína por ano, comércio que produz 300 milhões de reais e financia a corrida armamentista das quadrilhas que disputam territórios a bala.

Diante dessa realidade – e de cenas assombrosas, como a de um corpo despejado em um carrinho de supermercado e de policiais queimados nos escombros do helicóptero derrubado – a pergunta que se estampou na imprensa mundial foi: será possível para a cidade sediar a Olimpíada? A resposta existe. Sim, é possível. Mas para isso precisa tomar como norte as palavras do secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame. “Foi o nosso 11 de setembro”. A alusão aos ataques terroristas nos Estados Unidos, em 2001, se justifica. Não tanto pela semelhança e gravidade dos acontecimentos, mas pela necessidade do país inteiro se mobilizar para resolver o problema da segurança do Rio.

Nunca antes os traficantes haviam chegado tão longe. Incumbido do resgate de feridos no confronto – que se estendeu pelos dias seguintes produzindo 33 mortos, 41 presos e dez ônibus incendiados -, o helicóptero se preparava para pousar pela terceira vez na favela. Alvejado, caiu em chamas, matando três ocupantes. O armamento pesado, capaz até de perfurar blindagens, já está em poder das quadrilhas há mais de dez anos, como demonstram as apreensões feitas pela polícia.

A polícia carioca tem um histórico de conivência com a bandidagem que a faz a mais corrupta do Brasil. Essa promiscuidade criminosa mina o ambiente de trabalho dos policiais e fortalece os bandidos. Se restavam dúvidas, elas se dissiparam, na semana passada, nas cenas de policiais flagrados em mais um crime. Ao invés de prender os homens que acabaram de cometer um assassinato, eles assaltaram os bandidos, sem saber que levavam as roupas da vítima. O governador Sérgio Cabral tem uma avaliação realista sobre a situação de sua polícia. “Estamos longe, muito longe do ideal”, diz. Mas garante que isso não interferirá na realização dos Jogos. “Se eles fossem daqui a três meses, não haveria problema. A mobilização das forças de segurança em eventos assim é muito grande. O desafio é construir uma segurança de fato”.

A dificuldade maior, daqui para diante, será admitir que, para mudar, é preciso enfrentar velhos problemas, e assumir responsabilidades sobre eles. A seguir, estão expostos 15 pontos sistematicamente varridos para debaixo do tapete quando se discutem soluções para a prevalência do crime no Rio. Trazê-los ao debate é a contribuição de VEJA para a reconstrução de uma cidade maravilhosa.

1 – Quem cheira mata
O usuário de cocaína financia as armas e a munição que os traficantes usam para matar policiais, integrantes de grupos rivais e inocentes.
A venda de cocaína aos usuários cariocas rende 300 milhões de reais por ano aos bandidos. Os usuários de drogas financiam a corrida armamentista nos morros. Cada tiro de fuzil disparado tem também no gatilho o dedo de um comprador de cocaína. Os cariocas fingem não ver essa realidade e, quando a coisa fica muito feia, fazem ridículas passeatas “pela paz” ou “contra a violência”. Só haverá algum progresso quando a luta for contra os bandidos e seu objetivo deter o crime.

2 – A cegueira do narcolirismo
Os traficantes são presença valorizada em certas rodas intelectuais, de celebridades e de jogadores de futebol. Isso facilita os negócios do tráfico e confere legitimidade social à atividade criminosa.
O goleiro Júlio César, da seleção brasileira, já teve de dar explicações à polícia por ter aparecido num grampo telefônico falando com o traficante Bem-Te-Vi, ex-chefão da Rocinha. Escutas telefônicas revelaram que outros jogadores, como Romário, também mantinham algum tipo de contato com o bandidão.

3 – A tolerância com a “malandragem carioca”
O “jeitinho brasileiro”, a aceitação nacional à quebra de regras, se une, no Rio, ao culto da malandragem que, ao contrário do que parece, não é inocente. Reforça a ilegalidade.
No início do ano, a prefeitura demoliu um prédio com 22 cubículos, construído ilegalmente, na Rocinha. Havia uma proprietária “de fachada”, moradora da favela, que conseguiu decisões liminares impedindo a demolição. Descobriu-se depois que o verdadeiro dono do prédio era um morador de classe média da zona Sul.

4 – O estímulo populista à favelização
Os políticos se beneficiam da existência das favelas, convertidas em currais eleitorais. Elas abrigam 20% dos eleitores da cidade.
A invasão eleitoreira se dá por meio de instituições batizadas de centros sociais, mantidos por deputados e vereadores. Em troca de votos, esses centros fornecem serviços que deveriam ser disponibilizados pelo poder público, de creches a tratamento dentário. Transformar a pobreza num mercado de votos mostrou-se um negócio lucrativo. Quase metade dos deputados estaduais fluminenses e 30% dos vereadores cariocas mantêm centros sociais.

5 – O medo de remover favelas
Os aglomerados de barracos, com suas vielas, são o terreno ideal para o esconderijo de bandidos. É hipocrisia tratar a remoção como desrespeito aos direitos dos moradores.
As favelas não param de crescer. Um estudo feito pelo Instituto Pereira Passos (IPP) mostrou que, entre 1999 e 2008, o aumento de áreas faveladas na cidade foi de 3,4 milhões de metros quadrados, território equivalente ao do bairro de Ipanema. O número de favelas no Rio passou de 750, em 2004, para 1.020 neste ano. A maior parte das novas favelas tem menos de 50 barracos.

6 – Fingir que os bandidos não mandam
Eles mandam. Indicam quem vai trabalhar no PAC e circulam livremente com seus fuzis próximo aos canteiros de obras do principal programa do governo federal. Decidem sobre a vida e a morte de milhares de inocentes.
Tortura e assassinato fazem parte da rotina. Um dos métodos de execução é o “microondas”, um improvisado forno crematório no qual a vítima é queimada viva, depois de ser torturada. A barbárie foi mostrada para o país inteiro em 2002, quando o jornalista Tim Lopes, da TV Globo, foi capturado e morto em um “microondas” por traficantes da Vila Cruzeiro.

7 – Combater crime com mais crime
O governo incentivou a criação de grupos formados por policiais, bombeiros e civis para se contrapor ao poder do tráfico. Deu o óbvio. Onde esses grupos venceram, viraram milícias e instalaram a lei do próprio terror.
Atualmente, mais de 170 favelas são dominadas por milícias no Rio de Janeiro. Esses bandos exploram clandestinamente serviços como venda de gás, transporte e até TV a cabo. Com os traficantes desalojados por eles, matam e torturam inocentes nas áreas dominadas.

8 – Marginais são cabos eleitorais de bandidos
Muitas associações de moradores funcionam como fachada para que criminosos apareçam como “líderes comunitários” e possam fazer abertamente campanha por seus candidatos. Na Câmara dos Vereadores e na Assembléia Legislativa existe uma “bancada da milícia”.
O caso mais emblemático é o de Nadinho, que acumulou as funções de líder da milícia e de presidente da Associação de Moradores da favela Rio das Pedras. Quando ele ocupava esse posto, só fazia campanha por ali o político que “fechasse” com Nadinho, que foi um importante cabo eleitoral do PFL e elegeu-se vereador pelo partido, o mesmo do ex-prefeito César Maia. Acabou assassinado este ano. Na Rocinha, a atuação como líder comunitário garantiu a Claudinho da Academia uma vaga de vereador. No caso, com o apoio do tráfico de drogas.

9 – A corrupção torna a polícia mais inepta
A taxa de resolução de homicídios no Rio é de 4%. Em São Paulo, é de 60%.
Isso acontece porque policiais agem como marginais. Um exemplo chocante da atuação de bandidos fardados deu-se na semana passada, quando Evandro Silva, integrante do grupo AfroReggae, foi baleado e morto em um assalto no Centro da cidade. Minutos depois, dois PMs chegaram ao local do crime. Silva ainda agonizava. Eles nem olharam para a vítima. Os policiais correram a achacar os criminosos, que foram abordados e soltos depois de entregar aos PMs o fruto do latrocínio – uma jaqueta e um par de tênis.

10 – As “comunidades” servem de escudos humanos
Os bandidos usam a população civil sob seu domínio para dificultar a ação da polícia. Quando um morador morre e noticia-se que foi vítima do confronto, o bandido vence a guerra da propaganda. Se não houvesse criminosos, não haveria confronto.
Os moradores são massa de manobra dos traficantes. No início do ano, quando o traficante Pitbull, da Mangueira, foi morto durante uma operação policial, bandidos usaram moradores para promover tumultos nos arredores da favela. Quatro ônibus foram incendiados. Cerca de 70 pessoas foram ao enterro do traficante.

11 – O governo federal está se lixando
Como o crime no Rio não afeta a popularidade do presidente, a questão não é prioritária. Dos 96 milhões de reais previstos para modernizar a polícia em 2009, somente 11 milhões de reais chegaram aos cofres do estado.
Um dos projetos que não foram atendidos é o de identificação biométrica de armas, que permitiria o melhor controle do armamento utilizado pela polícia. Está orçado em 17 milhões de reais. Outro projeto, de 2,6 milhões de reais, é o da aquisição de um simulador de tiros, aparelho em que o policial treina combates virtuais.

12 – As favelas não produzem drogas nem armas
Nunca se fala ou se age decisivamente contra a estrutura profissional e internacional de fornecimento de cocaína e armas aos traficantes cariocas. Inexiste a fiscalização de estradas, portos e aeroportos.
A fiscalização nas fronteiras do Brasil é pífia. O país tem em média um policial federal para cada 20 quilômetros de fronteira. Com tão pouca gente, é impossível impedir a entrada de cocaína, principalmente considerando-se que os países que concentram a produção mundial da droga são nossos vizinhos — Bolívia, Peru e Colômbia.

13 – O Porto do Rio é uma peneira
Somente 1% dos contêineres que passam pelo Porto do Rio são escaneados para a fiscalização do contrabando de armas e drogas. É uma omissão criminosa, pois 60% do tráfico de drogas se dá por via marítima. Nos demais portos brasileiros é a mesma coisa.
O porto do Rio é o terceiro mais movimentado do país, atrás apenas de Santos e Paranaguá. No ano passado, passaram pelo terminal carioca 8,8 milhões de toneladas de cargas. Como é impossível fiscalizar todos os contêineres, a inspeção se dá por amostragem. Policiais que atuam no combate ao tráfico admitem que dependem de denúncia para flagrar carregamentos de drogas.

14 – Quem manda nas cadeias são os bandidos
As organizações criminosas comandam a operação na maioria dos presídios brasileiros. Elas cobram pedágios dos presos – pagos lá fora pelos familiares à organização -, planejam e coordenam ações criminosas.
Em 2002, Fernandinho Beira-Mar e outros chefões do tráfico lideraram uma rebelião que terminou com quatro detentos mortos em Bangu 1. Os líderes da rebelião foram transferidos, mas a situação não se alterou muito. Nos últimos nove anos, sete diretores de presídio foram assassinados no Rio.

15 – Os advogados são agentes do tráfico
Eles têm acesso constitucionalmente garantido aos presos que defendem nos tribunais. Muitos usam esse direito para esconder seu real papel nas quadrilhas: o de levar ordens de execução e planos de ataque.
Em 2007, a Polícia Federal descobriu que, mesmo trancafiado no presídio de segurança máxima de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, Fernandinho Beira-Mar continuava comandando seus negócios. Para isso, contava com a ajuda dos advogados e da mulher, também advogada, que o visitava constantemente na prisão. Ela acabou presa, com outras dez pessoas, numa operação da PF. Fonte: Veja

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