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>A 30 dias das eleições José Serra aposta na virada e Dilma crê que tem "luz própria"

Posted on setembro 3, 2010. Filed under: Datafolha, Dilma Rousseff, horário eleitoral, intenções de voto, José Serra, Marina Silva, pesquisa eleitoral, virada |

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Na disputa polarizada entre duas candidaturas, José Serra (PSDB) viu seu nome deixar a dianteira e, hoje, luta pelo segundo turno. Dilma Rousseff (PT) despontou na garupa da alta popularidade de Lula, até aqui, a principal arma petista. Já Marina Silva (PV) estacionou nas intenções de voto
Na disputa polarizada entre duas candidaturas, José Serra (PSDB) viu seu nome deixar a dianteira e, hoje, luta pelo segundo turno. Dilma Rousseff (PT) despontou na garupa da alta popularidade de Lula, até aqui, a principal arma petista. Já Marina Silva (PV) estacionou nas intenções de voto
Na disputa polarizada entre duas candidaturas, José Serra (PSDB) viu seu nome deixar a dianteira e, hoje, luta pelo segundo turno. Dilma Rousseff (PT) despontou na garupa da alta popularidade de Lula, até aqui, a principal arma petista. Já Marina Silva (PV) estacionou nas intenções de voto
Apenas um mês separa o futuro presidente do Brasil de sua consagração pelas urnas, e o desempenho do atual ocupante do cargo, até agora apontado como decisivo para efetivar Dilma Rousseff (PT) como a primeira mulher a ocupar a Presidência, não deve mais ser o único fator a impulsionar a ascensão da candidata, que se delineia desde o fim de maio. O adversário José Serra (PSDB), por sua vez, enfrenta as dificuldades de uma campanha que agora aposta em uma virada nas urnas, feito considerado improvável diante da atual conjuntura.
Em quase três meses de campanha, em uma disputa polarizada entre as duas candidaturas, Serra viu seu nome deixar a dianteira e, hoje, luta pelo segundo turno. Já Dilma despontou na garupa da alta popularidade de Luiz Inácio Lula da Silva, até aqui, a principal arma petista para se manter no poder. “Sempre que Dilma apareceu junto a Lula de forma massiva, ela mudou de patamar. A aprovação recorde de Lula é o pano de fundo dessa eleição”, afirma Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha.
Segundo Paulino, a influência de Lula foi reforçada junto ao eleitor graças à televisão, o meio de comunicação mais presente na vida dos brasileiros, com o início da propaganda eleitoral gratuita e da cobertura dos candidatos pelos telejornais. “Chamamos de disparada, mas é um crescimento contínuo, que até aqui foi constante em todos os seguimentos, em todos os setores. Dilma cresceu inclusive nos redutos tradicionais de Serra, como São Paulo e a região Sul”, diz.
Avaliação semelhante tem o cientista político Claudio Couto, da PUC-SP. “É super nítida a subida da Dilma, mas ela é resultado de uma continuidade, essa subida já vinha acontecendo há muito tempo. A entrada da televisão na campanha acentua esse processo. E esse crescimento era previsível porque ela é a candidata de um governo extremamente popular, na figura do presidente Lula”, avalia.
A virada
No dia 25 de maio, o Datafolha mostrou pela primeira vez um empate técnico entre os então pré-candidatos. Em agosto, após o início da propaganda na TV, não só Dilma estava isolada nas pesquisas, como a percepção do eleitor era a de que a candidata seria eleita. Naquele mês, Dilma cresceu em todos os Estados, e Serra só mantinha a liderança no Sul. A vantagem passou existir inclusive no segundo maior colégio eleitoral do país, a Minas Gerais daquele que recusou a oferta de vice do tucano, o aspirante ao Senado Aécio Neves.
Em uma estratégia definida por petistas como errática, Serra mudou o tom. Engrossou as críticas, sem atacar diretamente Lula. E até mudou o slogan da campanha. “O Brasil pode mais” tornou-se “É a hora da virada”. A aparição de Lula em eventos públicos com Serra chegou a ser explorada pela sigla, sob a voz de um locutor que defendia: “Serra, a vivência que a Dilma não tem”. O reflexo nas pesquisas, porém, não veio.
“Luz própria”
O principal motivo, segundo Paulino, é o de que a imagem de Lula, por si só, não transmite votos. “Com o horário eleitoral gratuito, Dilma ganhou voz e passou a ter uma identidade própria. Essa fase de associação a Lula está esgotada. Hoje, ela é considerada pelo eleitor como a candidata à Presidência, e não mais a candidata do presidente. Ela já se afirma com uma luz própria”, avalia.
Tanto a presença maciça de Lula não garante votos automáticos, que seu candidato em SP, Aloisio Mercadante (PT), deve perder no primeiro turno para Geraldo Alckmin (PSDB). O tucano, que junto de Serra protagonizou um racha na sigla do pleito de 2006, por sua vez, não fez questão de mostrar o companheiro de partido em sua campanha, permitindo a ascensão de Dilma inclusive onde o PSDB deve ter sua maior vitória.
A presença na televisão também se mostrou ineficaz desatrelada de outros fatores. A candidata Marina Silva frustrou as expectativas do PV, que contava com um crescimento automático após as aparições de sua representante em cadeia nacional. A candidata praticamente não oscilou desde que as inserções tiveram início.
Para Couto, soma-se a isso o que chama de “campanha catastrófica”. “Seria difícil conter a escalada de Dilma, mas a queda de Serra se deve ao caráter errático e ambivalente dessa campanha, inclusive com perda de votos do tucano para a petista. É uma candidatura que se apresenta ao mesmo tempo como lulista e com um discurso de direita. É contraditório, difícil de o eleitor acreditar”, afirma.
Nova virada?
Ainda que Dilma tenha um crescimento considerado constante, para Paulino, é difícil prever o desenrolar das pesquisas, mas, segundo ele, é improvável que o quadro se reverta até o dia 3 de outubro. Há ainda, no entanto, um alento à esperança tucana de conseguir impedir uma derrota de primeira. “Em 2006, Lula tinha uma vantagem sobre Alckmin quando surgiu o escândalo dos aloprados [a suposta compra de um dossiê contra Serra por petistas em SP], e o tucano conseguiu tirar alguns votos e levou para o segundo turno”, afirma.
O ponto contra é a atual popularidade do presidente que, até então, não era tão alta. “Hoje é mais difícil, porque Lula dá esse respaldo a sua candidata. E o voto dela é o mais consolidado. Mas esse problema com a Receita Federal está tomando conta das manchetes. Precisa ver se isso se reflete nas próximas pesquisas”, aponta.
Já Claudio Couto é tácito. “Serra só vai ganhar se descobrirem que Dilma está envolvida na morte de Eliza Samudio [ex-amante do goleiro Bruno].”
A próxima pesquisa eleitoral Datafolha será divulgada neste sábado (4). Na mais recente, Dilma aparece com 49% das intenções de voto, contra 29% de Serra (margem de erro de dois pontos). A pesquisa foi publicada no dia 26 de agosto. 
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>Quem sabe agora no lugar certo

Posted on dezembro 13, 2009. Filed under: Ano Novo, bom Natal, Chico Buarque, Goiás, Natal, Reflexão, Vencer, virada |

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A chegada do Natal e da virada de mais um ano nos remete, ainda que involuntariamente, à reflexão sobre o que fizemos de nossas vidas nos últimos 12 meses e o que podemos modificar – e lógico para melhor – na próxima temporada do calendário. É de novo a vez de varrer tudo aquilo que nos fez infeliz e estabelecer metas, nos permitindo no meio de um turbilhão que foi o atual ano traçar planos atraentes e quem sabe até sonhar aquele sonho tido como impossível. Tal qual a canção “Sonho Impossível”, versão de Chico Buarque, que diz “Quantas guerras terei que vencer… Vou saber que valeu delirar… E assim, seja lá como for, vai ter fim a infinita aflição…”


Mas uma boa dica para a virada do ano, nos moldes lá da minha terra Goiás, é escolher com cuidado o local onde passar da meia-noite do 31 de dezembro para a 1ª hora de janeiro. Admito ter sido péssima minha escolha ao passar de 2008 para 2009. Estive nesse exato segundo no lugar errado e na hora errada e, como tenho fortes as minhas raízes goianas, espero escolher melhor com quem, onde e como entrar em 2010. Reza a tradição que o que se faz nesse momento pode-se repetir pelo resto do ano que chega. Para mim, confesso, 2009 foi fatal e acabou sendo como um furacão, devastador. E creio que fiquei à deriva… e haja estoque de lágrimas. Credo!


Não pretendo nem de longe dar receitas de vida. Falo em nível pessoal. Venci batalhas quase impossíveis e agora é preciso concentrar a energia, arregaçar as mangas e pôr a mão na massa. E como diz a mesma canção que citei acima: ” Lutar, quando é fácil ceder; Vencer, o inimigo invencível… Romper, a incabível prisão…”. Então, vamos lá. Não pretendo me perder num amontoado de desejos, deixando a mente dispersa e depois não ser capaz de finalizar nenhum deles. O legal é dar o primeiro passo e hei de conseguir, ainda que tenha em mente uma mirabolante lista de prioridades.


Antes de prosseguir meus devaneios, não quero ser de toda ingrata com 2009. Se foi um ano daqueles de fazer qualquer um arrancar os cabelos, tenho por dever lembrar também das lágrimas que não foram de lamento e sim de felicidade. E na condição prazeirozíssima de mãe, não poderia deixar de citar a emoção de ver minha filha mais velha formar-se tão jovem em Direito e de primeira passar no temido exame da OAB. Também no âmbito familiar, os avanços da minha caçula tão peralta e do meu filho, que me surpreende a cada dia pela forma sensata de encarar a vida e até de se permitir me dar uns puxões de orelha. Não poderia deixar de registrar o apoio do meu irmão e irmãs, sobrinhos, sobrinhas, etc, e, principalmente do meu pai, que, na sabedoria dos seus bem vividos 87 anos, é o meu esteio. Sim, também não deixo de lado amigos e amigas que me estenderam a mão em horas difíceis e comemoraram comigo minhas vitórias.


Mas com 2010 bem aí na porta, vamos começar definindo qual é a nossa prioridade. Se você ainda não tem isso claro, faça uma lista de tudo que lhe vier à mente. Encha quantas folhas de papel forem necessárias. Sonhar demais não faz mal, desde que não percamos o norte do mundo real. Com o coração aberto, vou tentar eliminar o que considero o pior dos sentimentos humanos e talvez o mais limitante de todos: a indecisão. Dizem que ela é prima-irmã da depressão. Essa doencinha básica, já definida como o mal do século!


Uma outra forma de reduzir a ansiedade diante dos impasses é conduzir nossas vidas tal qual a regra número 1 dos Alcóolicos Anônimos (AA). Para eles, dependentes do álcool, o lema é evite o primeiro gole. Para nós, seria viver um dia de cada vez. Sim, esta pode ser uma grande saída para quem precisa começar a agir e não consegue. Viver um dia de cada vez implica em um plano de recuperação mental, um compromisso com a gente mesmo e menos rigidez de pensamento consigo próprio. Na verdade, somos nós os piores inquisidores de nós mesmos. Usamos muito tempo para lamentar o que fizemos no passado ou o que deixamos de fazer.


Nos preocupamos demais com as perdas, esquecemos que podemos ganhar. Insistimos em deixar o passado vivo dentro de nós ou no contraponto saltar ao futuro. Por isso, o lema adaptado do AA, um dia de cada vez. Viver o presente, ou seja, cada 24 horas, pode resultar em mudanças morais, na ampliação da capacidade de enxergar oportunidades, melhorar a autoestima, ouvir mais, ter mais fé, confiança e se entregar. Pois é, dona Margareth e aqueles que concordam com todas essas reflexões, mãos à obra. Grandes gênios da história foram considerados loucos por insistirem em ideias que somente para eles faziam sentido. E de quebra, mais um trecho da música de Chico Buarque: “…Romper, a incabível prisão… Voar, num limite improvável… é minha lei, é minha questão… E o mundo vai ver uma flor, brotar do impossível chão!” Antecipadamente, um bom Natal a todos e uma virada de muitos graus no seu Ano Novo.

Autora: Margareth Botelho é jornalista em Cuiabá. Fonte: A Gazeta . E-mail: margareth@gazetadigital.com.br

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