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>Governo de Mato Grosso negocia com a Bolívia que permite a volto do envio de gás

Posted on outubro 22, 2010. Filed under: CUIABÁ, Gosoduto Bolívia Mato Grosso, governo da Bolívia, Petrobras, Termelétrica de Cuiabá, Termelétrica Mario Covas, YPFB |

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O governo da Bolívia deu o aval que faltava para que a Petrobras forneça o gás natural à Usina Governador Mário Covas (Termelétrica de Cuiabá). Em reunião realizada nesta quinta-feira (21), na sede da Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, o presidente da estatal boliviana, Carlos Villegas, confirmou que as negociações para resolver o impasse, que já dura 4 anos, estão em fase final. Depois deste encontro, o segundo passo será a assinatura de contratos junto à estatal brasileira, que irá disponibilizar o produto a Mato Grosso. O volume negociado é de 2 milhões de metros cúbicos (m3) por dia, porém ainda não há data prevista para que a usina retome as operações.
Termelétrica Mario Covas em Cuiabá, paralisada por falta do gás boliviano
Villegas ressaltou que o fim das discussões esbarram em detalhes técnicos. “As equipes da YPFB e da Petrobras estão trabalhando para chegar a um acordo”. Ele explicou que a última definição é a transferência de parte do volume que já enviado à Petrobras, pelo Gasoduto Bolívia -Brasil, ou seja, 6,6% do total de 30 milhões de m3/dia. Conforme ele, o contrato que ainda será assinado terá prazo de 1 ano com possibilidade de prorrogação por mais 12 meses. O presidente da YPFB destacou ainda que já foram acordados os contratos de transporte e de comercialização do produto que será entregue em Cuiabá. Villegas afirmou categoricamente que o país tem interesse de manter relações com Mato Grosso, cujo crescimento da economia depende da expansão no fornecimento de energia elétrica.
No encontro, o governador Silval Barbosa, ressaltou a importância da retomada da térmica e destacou que o governo boliviano tem transmitido confiabilidade na continuidade nos acordos. “Estamos estabelecendo uma relação de confiança”. De acordo com ele, a YPFB e Petrobras estão ajustando o contrato que define o local de entrega do produto. “A intenção é que 2,2 milhões de m3/dia cheguem a San Matias ao invés de ir para Corumbá, no Mato Grosso do Sul”. A reportagem entrou em contato com a Petrobras, no Rio de Janeiro, para saber do acordo, mas até o fechamento desta edição a estatal não havia retornado.
O diretor da Agecopa Jeferson de Castro Júnior – que acompanhou a toda a problemática acerca do gás boliviano, desde a paralisação da usina até a assinatura, no ano passado, de um contrato com a Companhia Mato-grossense de Gás (MT Gás) que assegura o fornecimento de GNV por 10 anos – ressaltou que a reunião teve cunho político e diplomático.
Gosoduto Bolívia Mato Grosso está a mais de 2 anos sem operar
De acordo com o diretor de Gás da YPFB, Jorge Sosa, a intenção do governo boliviano é estreitar os laços com Mato Grosso. Ele disse que o contrato discutido atualmente com a Petrobras deverá ser temporário e que o objetivo é retomar a parceria direta com a Empresa Pantanal Energia (EPE), que administra a Usina de Cuiabá. Para isso, Sosa destaca que o país deverá ampliar as reservas e exploração do gás. Segundo ele, a produção atual, de 45 milhões m3/dia, deverá ser ampliada para 63 milhões de m3/dia até 2014. “Ano que vem iremos aumentar mais 4 milhões m3/dia, em 2012 mais 8 milhões m3/dia e em 2014 outros 6 milhões m3/dia”. Ele afirma que deverão ser investidos entre US$ 1,8 bilhão e US$ 2 bilhões. A extração de gás natural na Bolívia representa 8% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, estimado US$ 12 bilhões.
De acordo com Sosa, o Brasil e a Argentina são os principais mercados para a comercialização do gás produzido na Bolívia, que consome apenas 2 milhões m3/dia -mesmo volume de gás que a Termelétrica necessita para voltar a operar em carga máxima.
Contratos – Para a retomada das atividades da Usina de Cuiabá, a EPE estabeleceu acordo
com a Bolívia para o transporte do produto pelo gasoduto que tem 643 km de extensão e
liga as cidades de Chiquitos e San Matias, na Bolívia, passando por Cáceres e chegando a Cuiabá. Esse gasoduto, parte do Projeto Integrado Cuiabá e que recebeu o aporte de
aproximadamente US$ 750 milhões (cerca de R$ 1,5 bilhão), é controlado pelas empresas GasOriente Boliviano (em solo boliviano) e GasOcidente do Mato Grosso (do lado brasileiro).
Para o presidente da EPE, Fábio Garcia, as negociações chegaram a um ponto antes nunca alcançado. Outro acordo que também já foi firmado é o arrendamento da Usina pela Petrobras. Os valores não foram divulgados. De acordo com ele, essas parcerias ainda não foram oficializadas no papel. “Todos os acordos serão firmados em um único documento”.
Importância – O retorno às operações da Usina de Cuiabá é fundamental para o plano de desenvolvimento de Mato Grosso na opinião do secretário de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme), Pedro Nadaf. Segundo ele, o Estado continua recebendo consultas de empresas interessadas em se instalar na região. Para o governador Silval Barbosa, a instalação de uma usina de ureia poderá ser confirmada se Mato Grosso tiver gás suficiente para atender a demanda do mercado local. “Somos a mais dinâmica fronteira agrícola do Brasil. Estamos recebendo várias propostas de instalação de novas empresas em Mato Grosso, e a questão energética é essencial nesse processo”.
O presidente da MT Gás, Helny de Paula, confirma a situação e acrescenta que atualmente Mato Grosso tem 1 milhão de m3/mês para serem utilizados a medida em que as indústrias forem solicitando o produto. “O restante, cerca de 400 mil m3, são utilizados no abastecimento de veículos”. Para o prefeito de Cuiabá, Chico Galindo, que também esteve na reunião, o fornecimento do gás para as indústrias e a retomada da usina deverá influenciar ativamente o crescimento econômico da Capital mato-grossense.
Fonte: A Gazeta
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>Preços do gás natural boliviano travam fechamento de contrato com Mato Grosso

Posted on agosto 28, 2009. Filed under: gás natural, Mato Grosso, Termoelétricas, YPFB |

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O Escritório de Representações de Mato Grosso em Brasília (Ermat) espera para hoje a resposta da Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) sobre o preço que será cobrado no contrato definitivo firmado entre o governo mato-grossense e o boliviano para o fornecimento de gás natural. Alguns pontos do contrato firme já foram fechados, como volume e vigência, mas o preço ainda é uma pendência. A expectativa é que o contrato seja assinado hoje. A informações foi dada pelo chefe do Ermat, Jefferson de Castro Júnior, ao explicar que durante a tarde de ontem houve uma nova conferência com os bolivianos, mas o acordo ainda não havia sido fechado até o fechamento desta edição.

O governo de Mato Grosso está empenhado nas negociações e pela proposta da Companhia Mato-grossense de Gás (MT Gás), o valor do milhão de BTU solicitado no documento definitivo poderia reduzir o valor cobrado na bomba em até 25%. Atualmente, o preço do metro cúbico nos seis postos que abastecem com o produto no Estado é de R$ 1,69.

No que se refere à vigência do contrato, Castro Júnior afirma que será por uma década e o volume combinado é de 35 mil metros cúbicos por dia. Ele informa que trata-se de um documento interruptível, mas que não gera risco de desabastecimento, ao contrário, segundo Castro Júnior, isso traz mais flexibilidade tanto a Mato Grosso (que não precisa comprar todo o volume diariamente) quanto à YPFB, que não tem a obrigação de enviar os 35 mil m3 diários.

“Isso vai depender da demanda e da disponibilidade da matriz energética”. Entre os itens mais importantes, na opinião do chefe do Escritório de Representações em Brasília é com relação ao sistema que o contrato foi firmado, amparado pelo GSA. Ele explica que se trata de um acordo bilateral, formado entre os dois países e que garante o fornecimento durante todo o período de vigência do contrato.

Em 2008, o fornecimento de gás natural para a termoelétricas em Mato Grosso foi suspenso por 75 dias, sendo retomado em dezembro. A boa notícia veio acompanhada de outra ruim. À época, o preço havia sido majorado em 11,8%, passando de R$ 1,69 para R$ 1,89, o que assustou os consumidores do gás natural veicular (GNV). Esta semana, diante da possibilidade de novo corte no fornecimento, devido à baixa pressão no duto, donos de postos fixaram cartazes nos estabelecimentos alertando os consumidores.

Fonte: A Gazeta

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