Zé Serra

>Eleições 2010: José Serra diz que período decisivo começa na segunda quinzena de setembro

Posted on agosto 15, 2010. Filed under: Datafolha, Dilma Roussef, eleições 2010, jingle da campanha, Jingle de Serra, José Serra, Lula da Silva, PDSB, pesquisa, Presidente, Rio de Janeiro, tucano, Zé Serra |

>Pela primeira vez atrás de Dilma Roussef (PT) na pesquisa do Datafolha para presidente, o tucano José Serra (PSDB) disse neste sábado (14), ao inaugurar comitê no Leblon, zona Sul do Rio, que a eleição será decidida apenas na segunda quinzena de setembro.

 José Serra comeu churrasco na laje da casa de dono Sueli Andrada, no bairro Ouro Preto, Nova Iguaçu, ela disse que “é bom que os candidatos conheçam a realidade da baixada.”

Ele não quis, porém, comentar a pesquisa divulgada ontem (13) em que Dilma tem 41% das intenções de voto e ele, 33%.

“A gente tem que trabalhar com disposição. Já participei de eleições complexas”, afirmou em discurso dizendo que conquistou o governo de São Paulo com os pés nas costas.

“Vejo um grau de compromisso de quem está com a gente muito grande. Isso é importantíssimo nas próximas semanas porque as pessoas vão fazer as suas cabeças ao longo do tempo”, acrescentou.

“Na verdade, fazem [a cabeça] na segunda quinzena de setembro. Esse é o período mais ou menos decisivo na minha visão do processo eleitoral”.

Serra convocou a militância para trabalhar na campanha. “Então temos que aprofundar este trabalho. Pegar dez, 15 setores da nossa sociedade que precisam de trabalho especial, mas não posso dizer [quais são], porque é passar o ouro para o inimigo”.

No fim, disse ter segurança para comandar o país, se for eleito. “Governar o Brasil eu sei como fazer”.

Serra participou no começo da tarde de uma caminhada em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense. Depois seguiu de helicóptero até a Lagoa, bairro da zona Sul. De carro foi então ao comitê. Os organizadores disseram que 300 pessoas participaram da inauguração.

Jingle de Serra pede ‘Zé’ no lugar de Lula

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, estreia, nesta terça-feira, no programa eleitoral ao som de “quando o Lula da Silva sair é o Zé que eu quero lá”.

Em ritmo de pagode, o novo jingle da campanha de Serra descreve o presidenciável tucano como um guerreiro: “um Zé que batalhou, estudou, foi à luta e venceu”.

“José Serra é um brasileiro tão guerreiro quanto eu”, afirma o jingle, de autoria de PC Bernardes.

A letra dá uma prévia da estratégia dos primeiros dias da campanha de Serra em rádio e TV.

Longe de pregar oposição frontal ao governo Lula, o jingle fala em avanço:

“Para o Brasil seguir em frente, Sai o Silva e entra o Zé”, conclui a canção.

A transição do slogan –do atual “O Brasil pode mais” para “Serra presidente do Brasil”– também desenha essa estratégia.

Além de exaltar a origem humilde de Serra, a letra remete ao “Lula lá”, jingle da campanha de 1989, quando Luiz Inácio Lula da Silva concorreu pela primeira vez à Presidência.

“Com o Zé Serra eu sei que anda/é o Zé que eu quero lá”.

A alfinetada em Dilma Rousseff fica a cargo de versos que enaltecem a experiência de Serra, em detrimento ao desconhecimento da petista. “Zé é bom eu já conheço, eu já sei quem ele é”.
PC Bernardes afirma que a produção de outros jingles –inclusive com letras mais picantes– está em curso.

Os primeiros dias da campanha serão dedicados à apresentação de Serra como dono de capacidade administrativa. Depoimentos de beneficiários de políticas públicas servirão para demonstrar sensibilidade social.

Assim como no jingle, Serra se transformará, aos poucos, em Zé.

Fonte: Folha.com

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>Eleições 2010: Zé Serra no sufoco

Posted on março 1, 2010. Filed under: Datafolha, Dilma, eleições 2010, intenção de votos, pesquisa, Serra, sufoco, Zé Serra |

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A mais recente pesquisa de intenção de votos do Datafolha traz uma coleção de más notícias para José Serra, o provável candidato do PSDB à sucessão de Lula. Dilma Rousseff subiu – ele caiu. Dilma cresceu no Sul e no Sudeste, ainda fortalezas de Serra. A rejeição de Serra é a maior. Dilma bate Serra no voto espontâneo. Está bom ou quer mais?
Então um pouco mais. Serra perdeu três pontos percentuais no Sudeste, onde vivem 42% da população adulta do país. A vantagem dele ali sobre Dilma desabou oito pontos percentuais. Dos eleitores ouvidos pelo Datafolha, 42% afirmaram que pretendem votar no candidato de Lula. Outros 26% que talvez votem.
Diga-se de Serra que é um político experiente, realista e cerebral. Em análise esboçada antes mesmo de o 
Datafolha ir a campo avaliar o humor dos brasileiros, ele listou algumas das dificuldades que enfrentará para se eleger presidente da República. Uma delas: o discurso de candidato.
Reconhece que o de Dilma, por ora, é superior ao dele. Dilma prega a continuidade de uma situação aprovada pela esmagadora maioria dos brasileiros. E ainda promete fazer algumas mudanças para melhor. Eleição, aqui ou em qualquer parte, se define com base em dois verbos: manter ou mudar.
Em 1998, quando o real começava a fazer água, o presidente Fernando Henrique se reelegeu por pouco ainda no primeiro turno. O medo do real se desmanchar com uma eventual eleição de Lula levou os brasileiros a conjugar o verbo manter. O real desmanchou-se em seguida no colo de Fernando Henrique.
Ainda vale a divisão simplificada do eleitorado proposta em 2002 pelo marqueteiro Duda Mendonça, responsável pela campanha de Lula. Um terço vota no PT, um terço contra o PT e o outro terço decide a eleição. Até início de abril, Lula repassará a Dilma os votos do PT – mais rapidamente do que se imaginava.
O terço contra o PT está com Serra – e com ele permanecerá. Como atrair a fatia maior do terço restante? Serra tem uma vaga idéia. Dilma tem uma idéia pronta. Serra sabe que a lembrança do segundo governo de Fernando Henrique poderá derrotá-lo – como o derrotou em 2002. Nada mais favorável a Dilma do que a lembrança do período Lula.
Uma vez obrigado a engolir Dilma, o PT está empenhado em elegê-la. Para isso sacrificará qualquer candidato a governador – Tarso Genro, no Rio Grande do Sul, inclusive. Lula só espera a hora de varrer as candidaturas do PT ao governo de Minas Gerais para apoiar a candidatura de Hélio Costa (PMDB).
E o PSDB? Desgastada por suspeitas de corrupção, Yeda Crucius, governadora do Rio Grande do Sul, insiste em tentar se reeleger. A candidatura de Beto Richa ao governo do Paraná desmontou o palanque que Serra armava por lá com a ajuda do PDT. Tasso Jereissati, no Ceará, é um problema para Serra. E Sérgio Guerra, em Pernambuco, outro.
O DEM já foi melhor companhia – aí a desgraça do governador José Roberto Arruda, do Distrito Federal, pôs tudo a perder. Geraldo Alckmin é disparado o favorito para ganhar o governo de São Paulo. Mas se ele tocar a campanha em cima de suas realizações passadas como governador, esquecendo as de Serra? Isola! Bate na madeira!
Serra e Dilma provaram ser competentes como operadores do poder. Serra precisa provar que também é competente como operador político. Operador do poder impõe. Operador político compõe. Dilma tem ao seu lado um magnífico operador político – Lula. O de Serra terá de ser ele mesmo.
Nas próximas semanas, espera-se de Serra alguma prova de maestria política. Só parece haver uma capaz de assombrar seus pares e assustar os adversários: a conquista de Aécio Neves para a vaga de vice. Se isso não ocorrer, Serra irá à luta dependendo do acaso, da sorte ou do erro do adversário para vencer.
Irônico, pois é. Quem serviu de sparring para que primeiro operário chegasse lá poderá também servir de sparring para que a primeira mulher chegue.
Autor: Ricardo Noblat – E-mail para esta coluna: noblat@oglobo.com.br
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